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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

QUEM PODE PERDER MAIS EMPREGOS PARA OS ROBÔS: HOMENS OU MULHERES?
Garçons virtuais, caixas self-service e maestros robóticos: gostemos ou não, automação, inteligência artificial e robótica estão aqui para ficar. Mas esses avanços tecnológicos em fábricas, escritórios e afins afetarão igualmente a vida de homens e mulheres? Apesar dos benefícios da automatização no ambiente de trabalho ainda serem motivo de muito debate por causa da perda de postos de homens e mulheres para máquinas, é inegável que mais robôs e mais inteligência artificial resultam em mais empregos nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática - um grupo conhecido pela abreviatura (em inglês) Stem. Nos EUA, lar de algumas das maiores empresas de tecnologia do mundo, o crescimento da automatização poderá gerar meio milhão de empregos nos próximos dez anos. Mas como são os prospectos mais pessimistas? Eles não são nada animadores para meninas e mulheres. De acordo com um estudo do Fórum Econômico Mundial em 12 economias avançadas, para cada 20 empregos perdidos para a automatização, homens trabalhando em Stem verão cinco novos empregos; mulheres, apenas uma vaga. Isso leva em conta as atuais taxas de participação de gênero no setor. Essa pesquisa mostra que mulheres e meninas perderão oportunidades de emprego. Para especialistas, a maior participação feminina em áreas como ciência da computação resultaria em maior equilíbrio de gênero em termos de contribuições criativas e supervisão de novas tecnologias. Mas o que sabemos sobre empregos sob risco de desaparecimento em áreas mais tradicionais da economia? Estudos até agora mostram que a automatização afetaria mais homens do que mulheres em empregos "ameaçados de extinção". E, de muitas maneiras, a tecnologia beneficiou a força de trabalho feminina ao longo do século 20. Máquinas criaram postos que requerem mais habilidades cognitivas, como memória e leitura, e substituíram tarefas físicas anteriormente exercidas em sua maioria por homens. Mas outro relatório do Fórum Econômico Mundial, "O Futuro dos Empregos", lançado em 2016, estimou que os dois gêneros sofreriam da mesma maneira.
O problema masculino foi evidenciado em um recente estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC), sugerindo que uma maior porcentagem de homens em Alemanha, EUA, Japão e Reino esteja em empregos ameaçados por máquinas e robôs. Só que uma análise do ISEA, na Califórnia, concluiu que mulheres têm o dobro de probabilidade de homens de trabalhar em empregos com altas chances de automatização - postos administrativos em escritórios, por exemplo, que empregam mais mulheres que homens. "As autoridades precisam se preparar para o futuro", diz a pesquisadora Jess Chen, do ISEA. O ritmo de mudança será variado em diferentes partes do mundo, e crises econômicas podem afetar investimentos em robótica ou inteligência artificial. Ao mesmo tempo, teremos no futuro empregos que ainda não existem, e haverá demanda para empregos em tarefas que não poder ser realizadas por robôs. Outro ponto a ser levado em conta é o ético-social: será que todo mundo ficaria confortável, por exemplo, com robôs tomando conta de parentes idosos?
IGUALDADE
Mas a maior participação feminina no campo Stem não é apenas uma questão de oportunidade de emprego, mas também discutir tendências sexistas. Catherine Aschraft, diretor do Centro Nacional para Mulheres e Tecnologia da Informação, nos EUA, diz que o preconceito pode se manfiestar de várias maneiras, das práticas de contratação às técnicas de entrevista. Só que a preocupação também se estende à automatização de processos de avaliação de candidatos, em que a inteligência artifial pode ajudar humanos a cumprir tarefas e tomar decisões através da análise de grande quantidades de dados. Empresas ao redor do mundo estão usando essas técnicas para avaliar candidatos a emprego. "Será que a inteligência artifical consideraria um candidato masculino menos habilitado para uma posição de enfermeiro? Ou isso resultaria em mulheres com menores chances de conseguir um emprego como programadoras?", questionou Aylin Caliskan, especialista em inteligência artificila da Universidade Princeton (EUA), em uma recente entrevista. Sendo assim, pode ser importante que mais mulheres trabalhem nas profissões que estão moldando essa nova tecnologia. "Se não fizermos alguma coisa, o preconceito vai se propagar e piorar", diz Aimee Ms Van Wynsberghe, especialista em robótica e fundadora da Responsible Robotics, empresa que prega a "cibernética ética".

NOVO ESTUDO INDICA QUE 'HOMO SAPIENS' SURGIU HÁ 350 MIL ANOS
Os dados genéticos obtidos de sete humanos que viveram nos últimos 2.500 anos na África do Sul sugerem que o Homo sapiens surgiu há 350 mil anos, muito antes do que se considerava até agora, segundo um estudo publicado na revista Science. Cientistas suecos e sul-africanos puderam identificar a sequência genética dos restos de três indivíduos caçadores-coletores que viveram há entre 2.300 e 1.800 anos, e de quatro camponeses que viveram há entre 500 e 300 anos. Todos eles viveram na atual província de KwaZulu-Natal, na costa Índica da África do Sul. Os cientistas concluíram que a transição dos humanos arcaicos ao Homo sapiens ocorreu há entre 350 mil e 260 mil anos, muito antes dos 180 mil anos que se achava até agora com base em restos encontrados no leste da África. Os autores do estudo, da Universidade de Uppsala (Suécia), da Universidade de Johannesburgo e da Universidade de Witwatersrand (ambas na África do Sul), apoiaram assim a teoria da origem pan-africana do Homo sapiens, com evoluções simultâneas em todo o continente. De fato, em junho deste ano, fósseis de mais de 300 mil anos achados no Marrocos sugeriram que a evolução do homem arcaico ao Homo sapiens podia ter acontecido muito antes do estabelecido até agora.

GOOGLE LANÇA FONE DE OUVIDO CAPAZ DE FAZER TRADUÇÃO SIMULTÂNEA
Além de lançar novos modelos de smartphones e de caixas de som conectadas, o Google surpreendeu no evento na quarta-feira, 5, com um modelo de fones de ouvido conectados capazes de fazer tradução simultânea em tempo real. Chamados de Pixel Buds, os aparelhos podem traduzir 40 línguas diferentes, com ajuda do Google Translate, promete a empresa. Há um porém, no entanto: para conseguir a tradução simultânea, será preciso ter ao lado um Pixel 2 ou Pixel 2 XL, um dos dois novos smartphones apresentados pelo Google no evento da quarta-feira. Faz sentido: afinal, a tradução do nome dos fones de ouvido é "companheiros do Pixel".  Nos Estados Unidos, os fones de ouvido, que tem conectividade Bluetooth, serão vendidos a partir de novembro por US$ 159. Eles têm três cores: azul, preto e branco. A meta é de que os fones sejam rivais no mercado para os Air Pods, lançados pela Apple em 2016.  Na apresentação, o Google apresentou uma demonstração de tradução entre inglês e sueco, que funcionou sem interrupções. As traduções aconteceram com intervalo de 1 a 2 segundos após a frase – o que pode fazer com que conversas com estrangeiros fiquem um pouco mais lentas, mas mais assertivas. Segundo o Google, toda a tradução é feita pela internet (o que significa que será necessário conexão à rede para utilizá-la), sem qualquer download de pacote de línguas para o dispositivo. Vale lembrar, no entanto, que é preciso esperar que o produto chegue de fato ao mercado para testar sua eficiência – ainda é cedo para dizer se as escolas de línguas vão ficar obsoletas no futuro. 

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