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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

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SEM REFORMA DA PREVIDÊNCIA, GOVERNO PODE SUSPENDER ABONO SALARIAL, DIZ MEIRELLES
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, admitiu nesta semana que a suspensão do abono salarial pode ser uma das alternativas para conter os gastos do governo caso a reforma da Previdência não passe no Congresso. Ele reforçou, porém, que acredita na aprovação da reforma. "Olha, isso é uma discussão teórica, porque o que está na mesa é a reforma da Previdência. Agora, não há dúvida de que, se por ventura não fosse aprovada a reforma da Previdência, outras medidas teriam que ser tomadas", disse a jornalistas em São Paulo. O abono salarial é um benefício pago pelo governo aos trabalhadores com carteira assinada que recebem até dois salários mínimos por mês. O valor pode chegar a um salário mínimo por ano. Ele é pago com recursos do PIS (da Caixa, para trabalhadores do setor privado) ou do Pasep (do Banco do Brasil, para funcionários públicos). A declaração do ministro foi dada após evento com executivos promovido pela Câmara de Comércio França-Brasil.  A reforma da Previdência é uma das medidas de ajuste fiscal propostas pela equipe econômica do governo federal. O texto ainda precisa ser votado na Câmara e no Senado antes de entrar vigor.
NOVA DATA
Meirelles disse acreditar que a reforma da Previdência deve ser votada na segunda quinzena de novembro. Segundo o ministro, já é consenso que as mudanças nas regras da aposentadoria precisam ser feitas e que, se elas não forem aprovadas neste ano, dificilmente serão em 2018 por conta das eleições. Ele afirmou que, se a reforma não for aprovada neste ano, o próximo presidente já teria que começar o mandato em 2019 enfrentando o tema, o que favorece que a votação ocorra ainda em 2017. Nos meses anteriores, o ministro da Fazenda afirmou diversas vezes que o texto seria aprovado até outubro. Ele mudou o prazo após o presidente Michel Temer ser denunciado pela segunda vez pela Procuradoria Geral da República.
REFIS
O ministro disse também que acredita que o Refis será sancionado ainda nesta semana. O Refis é um programa que permite a pessoas e empesas a renegociação das dívidas tributárias com a União. "Estamos encaminhando para o presidente as recomendações da Fazenda de possíveis vetos e felizmente ele deve estar tomando uma decisão esta semana". Ele não adiantou quais matérias devem ser vetadas e ponderou que isso ainda está em discussão e deve ser definido nos próximos dois dias. O texto original do Refis enviado pelo governo federal foi alterado no Congresso e concedeu mais benefícios às empresas devedoras, o que reduz a capacidade de arrecadação do programa e beneficia os maus pagadores.
ENERGIA
Questionado, Meirelles disse que o aumento do preço da energia anunciado na terça-feira (24) deve ter algum impacto na inflação. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um aumento de 42,8% para a taxa cobrada na conta de luz quando ela está com bandeira vermelha."Certamente é um item que compõe o consumo e não há dúvida de que é relevante. Agora, o importante é que isso reflita a realidade. O que nós não podemos é criar distorções insustentáveis na economia. O preço da energia tem que refletir o custo da energia. O que nós temos que fazer é trabalhar para baixar os custos", disse. Uma medida provisória publicada pelo governo Dilma Rousseff em 2012 baixou artificialmente a conta de luz. O texto permitia que empresas de geração e transmissão renovassem contratos de concessão sem licitação se elas se comprometessem a reduzir as tarifas. A perda de receitas pelas companhias, porém, gerou prejuízos para o setor elétrico.
SAÍDA DA RECESSÃO
Na apresentação, Meirelles voltou a afirmar que "o Brasil já saiu da pior recessão da sua história" e que o tamanho do Estado está diminuindo – e não apenas por meio das privatizações. O ministro também disse que a reforma tributária é outra prioridade, mas que ela é "demorada e complicada" porque envolve governo federal, estados e municípios, além do Congresso. "A ideia é que essa será a próxima reforma importante depois da Previdência", disse.

BICARBONATO DE SÓDIO AJUDA A RETIRAR ATÉ 96% DE AGROTÓXICO DA MAÇÃ, MOSTRA PESQUISA
Um produto de uso doméstico comum, o bicarbonato de sódio, pode ajudar a tirar resíduos de agrotóxico na superfície da maçã, diz pesquisa publicada na quarta-feira (25) no "Journal of Agricultural and Food Chemistry". Para avaliar a eficácia do bicarbonato, Yang e sua equipe utilizaram dois pesticidas comuns: o tiabendazol e o inseticida phosmet na maçã, que ficou exposta ao produto por um período de 24 horas. Depois, eles fizeram três testes: 1) colocaram água misturada com bicarbonato na fruta na proporção de 10 mg/ml ; 2) lavaram a maçã com água da torneira por dois minutos; e 3) deixaram a maçã imersa em solução de hipoclorito de sódio (10 mg/ml) por 8 minutos. Segundo os pesquisadores, o bicarbonato, de longe, foi o método mais efetivo. Após um período de 15 minutos em que as maçãs ficaram imersas na solução, o bicarbonato reduziu 80% do tiabendazol e 96% do inseticida phosmet. A diferença entre as substâncias, segundo os pesquisadores, se deu pelo alcance da penetração de cada composto. O mapeamento de imagens mostrou que o tiabendazol penetrou até 80 micrometros de profundidade nas maçãs; já o phosmet, foi detectado a uma profundidade de apenas 20 micrometros. Lavar o produto com água da torneira simples durante dois minutos, de acordo com o padrão da indústria nos Estados Unidos, foi um método muito menos efetivo, afirmaram os pesquisadores. No entanto, na ausência de bicarbonato de sódio e de produtos orgânicos, os pesquisadores dizem que a lavagem, apesar de não ser o método mais efetivo, também ajuda a remover o agrotóxico da fruta. Uma outra maneira de amenizar a quantidade de agrotóxico, dizem, é descascar a maça, mas isso pode retirar propriedades importantes presentes na casca, como fibras.

EMPRESA RUSSA ADMITE TER OBTIDO CÓDIGO DA NSA DE COMPUTADOR AMERICANO
A Kaspersky Lab, empresa de tecnologia russa sediada em Moscou, reconheceu na quarta-feira (25) que seu software de segurança tomou o código-fonte de uma ferramenta secreta de hacking a partir de um computador pessoal nos Estados Unidos. A admissão ocorreu em uma declaração da empresa, que descreveu resultados preliminares de um inquérito interno após o "Wall Street Journal" publicar que russos usaram o software antivírus Kaspersky para roubar arquivos da NSA (a Agência de Segurança Nacional dos EUA). Embora a explicação seja considerada plausível por especialistas em segurança consultados pela agência de notícias Reuters, oficiais americanos que têm feito campanha contra o uso do software em computadores "sensíveis" do governo provavelmente aproveitarão a admissão para justificar sua proibição. Os temores sobre os laços da Kaspersky com a inteligência russa e a capacidade do seu software antivírus para roubar e remover arquivos provocaram uma série crescente de avisos e ações das autoridades americanas, que culminou com o Departamento de Segurança Interna dos EUA impedindo as agências governamentais de usar produtos da Kaspersky.
'ARQUIVO FOI EXCLUÍDO'
No comunicado, a empresa disse que encontrou o código em 2014, um ano antes do que os relatórios do "Wall Street Journal", e que os registros mostraram que o antivírus encontrou um arquivo .zip que foi marcado como malicioso. Ao analisar o conteúdo do arquivo, um analista descobriu que continha o código-fonte de uma ferramenta de hacking posteriormente atribuída pela Kaspersky ao Equation Group. O analista teria informado o presidente-executivo da empresa, Eugene Kaspersky, que ordenou que a cópia do código fosse destruída, segundo a empresa. "O arquivo foi excluído de todos os nossos sistemas", afirma a empresa, que diz também que nenhum terceiro viu o código, embora a imprensa diga que a ferramenta de espionagem acabou nas mãos do governo russo.
DESCOBERTAS DA IMPRENSA
O Wall Street Journal publicou em 5 de outubro que hackers que trabalhavam para o governo russo atacaram um funcionário da NSA usando o software da Kaspersky para identificar arquivos classificados. O New York Times publicou cinco dias depois que as autoridades israelenses relataram a operação nos Estados Unidos após terem pirateado a rede da empresa russa. A Kaspersky não disse no comunicado de hoje se o computador pertencia a um trabalhador da NSA que indevidamente levou os arquivos secretos para casa - o que os funcionários americanos dizem que aconteceu.  A empresa diz ainda que não encontrou nenhuma evidência de que o arquivo havia sido pirateado por espiões russos ou qualquer outra pessoa, exceto os israelenses, embora sugerisse que outros poderiam ter obtido as ferramentas ao invadir o computador americano através de uma brecha encontrada.
PROJETO DA NSA
A nova data do incidente, 2014, é intrigante porque a Kaspersky só anunciou a descoberta de uma campanha de espionagem pelo Equation Group em fevereiro de 2015. Naquela época, a Reuters citou ex-funcionários da NSA que disseram que o grupo era um projeto da NSA. O relatório do Equation Group da Kaspersky foi uma das descobertas mais célebres da empresa, pois indicou que o grupo poderia infectar o firmware da maioria dos computadores. Isso dava à NSA uma presença quase indetectável nos computadores infectados. 

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