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quinta-feira, 19 de outubro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

BB, ITAÚ, BRADESCO E CAIXA CONCENTRAM 78,65% DO CRÉDITO NO PAÍS, DIZ BC
As quatro maiores instituições financeiras do Brasil - Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Caixa Econômica Federal - concentram 78,65% das operações de crédito no País, conforme dados divulgados na terça-feira, 17, no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do Banco Central. Os números referem-se ao mês de junho (fim do primeiro semestre de 2017). Em dezembro do ano passado, o porcentual era de 79,16%. Essas quatro instituições concentram 72,98% dos ativos e 76,74% dos depósitos. Em dezembro, os porcentuais eram de 72,84% e 78,48%, respectivamente. A série histórica informada pelo Banco Central, iniciada em dezembro de 2007, mostra que desde a crise financeira global, que estourou em 2008, os níveis de concentração nos quatro maiores bancos vêm aumentando.
Em dezembro de 2007, eles abarcavam 54,67% das operações de crédito, 52,58% dos ativos e 59,32% dos depósitos.
CONSERVADORISMO
O REF divulgado pelo Banco Central destaca que, diante das incertezas do período atual, os bancos têm adotado uma postura conservadora, aumentando liquidamente as provisões e concedendo crédito em patamar aquém do verificado antes da crise. "A evolução nos indicadores de riscos continua a não apresentar uma tendência clara de melhora. Se, por um lado, indicadores tradicionais de atraso (inadimplência, pré-inadimplência) estão em ritmo de estabilização ou baixa, por outro, a qualidade do portfólio ainda demonstra evidências negativas (aumento de reestruturações, carteira de ativos problemáticos em nível elevado)", avalia a autoridade monetária. O documento aponta que em 2017 há estabilidade do nível da carteira de ativos problemáticos dos bancos privados, mas ressalta que nos bancos públicos de desenvolvimento esses ativos mantêm tendência de crescimento desde dezembro de 2015. O REF detalha que o nível de provisões comparado com a carteira de ativos problemáticos subiu de 83% para 85% no primeiro semestre de 2017. "Destaca-se que, diante da crise recente pela qual passou o País, tanto o nível atual quanto a constituição líquida de provisões recente coadunam para a percepção de que os mitigadores de riscos têm adequado tratamento pelo sistema financeiro", completa o BC.
DESALAVANCAGEM
O Banco Central avaliou nesta terça, em seu REF, que "o processo de desalavancagem dos balanços das corporações não financeiras e os critérios restritivos de concessão dos bancos diante da piora na qualidade da carteira de crédito a empresas têm refletido em fraca concessão de crédito". A instituição pontuou que o crédito ainda é negativo tanto para as pequenas e médias quanto para as grandes empresas. No entanto, o ritmo de queda tem se tornado "ameno". "Houve piora no primeiro semestre de 2017 na percepção de riscos relacionados a ativos problemáticos das empresas de grande porte e de alguns setores da economia, principalmente 'transporte', 'construção, madeira e móveis' e 'varejo'", registrou o BC. "A inadimplência das empresas elevou-se. O volume de baixas para prejuízo é elevado, e as reestruturações e as renegociações dobraram nos últimos dois anos", acrescentou a instituição, ao avaliar o ambiente empresarial no País. Por outro lado, conforme o BC, a "queda recente na pré-inadimplência sugere que o ciclo de aumento de materialização de risco nas pequenas e médias empresas estaria chegando ao fim". No caso das empresas de grande porte, a instituição avalia que elas podem enfrentar aumentos de ativos problemáticos no curto prazo. "O volume de provisões constituídas pelas instituições financeiras para cobertura de riscos decorrentes de ativos problemáticos é confortável, o que minimiza riscos para a estabilidade financeira", acrescentou o BC.

SEIS MÚMIAS SÃO ENCONTRADAS EM TÚMULO FARAÔNICO PERTO DE LUXOR
Um grupo de arqueólogos descobriu seis múmias, sarcófagos de madeira de cores vivas e mil pequenas figuras funerárias em um túmulo da época dos faraós no sul do Egito, anunciou nesta semana o ministério das Antiguidades. O túmulo, próximo à cidade de Luxor, um verdadeiro museu a céu aberto, e do Vale dos Reis, aparentemente pertencia a Userhat, um magistrado da 18ª dinastia (1550-1295 A.C.) que possuía o título de "juiz da cidade", mas que foi reutilizado séculos depois já sob a 21ª dinastia para abrigar outras múmias. "Foi uma surpresa encontrar tantos elementos dentro: utensílios de argila com o nome do proprietário do túmulo, vários sarcófagos e múmias, assim como mais de mil 'ushebti'", pequenas estatuetas funerárias que eram colocadas nos túmulos para substituir o morto nas tarefas do além, indicou o ministro das Antiguidades, Khaled Al Anani, durante uma visita ao túmulo organizada para a imprensa. "É uma descoberta importante, e não está terminada", comemorou Anani. "Há seis múmias, mas há outros fragmentos que indicam que pode haver outras no futuro", disse à AFP a porta-voz do ministério, Nevine El Aref. O Egito aprovou recentemente vários projetos arqueológicos com a esperança de fazer novas descobertas.

REPAGINADO, GOOGLE EARTH VIRA CONTADOR DE HISTÓRIAS
Muita gente já usou o Google Earth, serviço de exploração de imagens em 3D do mundo, para explorar os lugares que gostaria de visitar antes de uma viagem ou até mesmo para ver, do alto, por onde passa todos os dias. Nos últimos meses, porém, o serviço ganhou um novo recurso chamado "Viajante", que quer fazer as pessoas conhecerem não só os lugares, mas também as pessoas que são importantes naquela região. Nesta semana, as primeiras histórias de brasileiros passaram a integrar a plataforma. O projeto, chamado "Eu sou Amazônia", traz 11 histórias sobre a região amazônica, produzidas por cineastas brasileiros, entre eles o diretor Fernando Meirelles, que está por trás de filmes de sucesso como Cidade de Deus e Ensaio Sobre a Cegueira. Por meio do projeto, os usuários podem assistir histórias sobre o cotidiano dos quilombolas - comunidades que descendem dos escravos negros que moravam em quilombos - e de diversas tribos indígenas que habitam a região. Há vídeos, por exemplo, em que os caciques explicam a luta das tribos para proteger os territórios demarcados contra o desmatamento. Depois de ver os minidocumentários, o internauta pode explorar diversas informações nos mapas do Google, que mostram dados como a evolução do desmatamento na Floresta Amazônica. No vídeo "Eu sou Resistência", os índios da tribo Tembé contam como defendem seu território e as dificuldades que têm enfrentado nos últimos 40 anos. O documentário mostra como eles estão usando novas tecnologias, como os smartphones, para documentar informações sobre invasões e informar as autoridades. "Os mapas são mais importantes do que eu jamais havia imaginado", diz Luiz Barroso, vice-presidente de plataformas de geolocalização do Google. "Dá para ver a diferença que faz para essas comunidades a possibilidade de se colocar no mapa e contar suas histórias."
MEIO AMBIENTE
O projeto também tenta aumentar a consciência ambiental no Brasil - e no mundo - sobre a importância da Floresta Amazônica. No vídeo "Eu sou Água", as pessoas podem entender como se formam os "rios de ar", que levam a água dos rios da Floresta Amazônica por milhares de quilômetros para formar as chuvas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil. "O Google Maps é uma ferramenta para se achar", disse Rebecca Moore, diretora de engenharia do Google Earth, durante o evento de lançamento do projeto. "O Earth é uma ferramenta para se perder". Além dos conteúdos sobre a Amazônia, é possível assistir a documentários produzidos pela BBC em ilhas de todo o mundo, conhecer como um grupo na Tanzânia está protegendo os chimpanzés no Parque Nacional do Gombe. A quantidade de conteúdos, porém, ainda é limitada e, no futuro, deve depender dos próprios usuários para ganhar escala. Segundo Barroso, as experiências, hoje, são todas produzidas por parceiros do Google. Em breve, a plataforma vai ganhar recursos para qualquer usuário criar suas próprias experiências no Google Earth, como numa rede social aberta. Será possível, a partir do aplicativo do serviço - hoje só disponível no Android -, montar um diário com base em uma viagem de férias ou montar um roteiro com dicas sobre a vida do seu escritor favorito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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