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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

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UM TERÇO DAS EMPRESAS BRASILEIRAS TEM DIFICULDADES FINANCEIRAS, DIZ SERASA
Um terço das cerca de 17 milhões de companhias em atividade no Brasil passam por problemas financeiros. O dado faz parte de estudo da Serasa que analisou 150 variáveis de todas as companhias ativas no Brasil. As empresas foram agrupadas em sete categorias e 54 subgrupos, segundo análises estatísticas que permitiram encontrar características comuns entre elas. A Serasa avaliou critérios como idade, porte, endereço, experiência dos sócios, capital social, número de funcionários, pontualidade de pagamento, uso de crédito, entre outros. As companhias incluídas no grupo das que passam por problemas têm risco de crédito médio e alto ou débitos em atraso. A maior parte delas é formada por microempresas (com faturamento de até R$ 360 mil ao ano) com problemas financeiros, que representam 6,33% do total de empresas do país. A Serasa também apontou que 2,63% das companhias brasileiras são microempresas em alto risco. Outro subgrupo predominante entre as que tentam se reerguer é o das empresas que dependem do capital de seu sócio para se manterem ativas, 6,21% das companhias brasileiras. Em geral, são negócios cujos donos são das classes A e B e que possuem rentabilidade baixa. Seguem no mercado pois são mantidas por economias de seus proprietários, diz Fernando Rosolem, gerente de serviços de marketing da Serasa Experian, diz considerar que empresas nessa situação, em que o dinheiro do dono se mistura com o do negócio, é de altíssimo risco. "Parte desses empresários pode perder sua estabilidade financeira se a pessoa jurídica fragilizada afetar a pessoa física", diz. Rosolem aponta que o alto percentual de empresas com problemas se deve, em grande medida, à situação econômica ruim da economia brasileira. Porém, como é a primeira vez que o levantamento é feito, ainda não é possível quantificar seu impacto sobre as finanças das empresas.
NOVATAS
A segunda categoria de maior abrangência foi chamada pela Serasa de "No Começo" e é formada por empresas com até cinco anos e, e, geral, com bons indicadores financeiros. Fazem parte dela 29,43% das companhias brasileiras. Ela é formada principalmente por jovens em ascensão (10,69% do total), o que inclui empreendedores com até 45 anos. São profissionais que, mesmo começando em momento de dificuldade, conseguiram bons resultados, diz Rosolem. Boa parte dessa alta participação de novos negócios na economia brasileira se deve a uma aceleração do empreendedorismo resultante da crise econômica e do desemprego no país. Entre janeiro e agosto deste ano, por exemplo, foram abertas 1,5 milhão de novas empresas. O número é 10,5% superior ao registrado entre janeiro e agosto de 2016. A maior parte das novas companhias abertas no período (78,5%) é formada por microempresas individuais (MEIs). São empresas que, em geral, dependem de baixo investimento e pouca capacitação, característicos de quem inicia um negócio por necessidade, diz Luiz Rabi, economista da SERASA. Esta é a primeira edição do estudo, que deve ser divulgado trimestralmente.

BRASILEIROS USAM TÉCNICA DA NASA PARA ANALISAR RESÍDUOS EM ATERROS SANITÁRIOS
Uma técnica usada pela Nasa (agência espacial americana) no jipe-robô Curiosity para investigar o solo de Marte foi utilizado por cientistas brasileiros para detectar a presença de mercúrio no chorume de um aterro sanitário do interior paulista. Desenvolvida pela Embrapa Instrumentação, em São Carlos, a técnica é conhecida pelo nome de espectroscopia de emissão ótica com plasma induzido por laser (Libs, na sigla em inglês) e vem sendo trabalhada pela pesquisadora Débora Milori. Os resultados foram publicados na revista "The Optical Society Journal Applied Optics". O primeiro passo é liofilizar o chorume para produzir pastilhas da substância. "Usamos então um laser de alta energia numa amostra, que absorve a energia desse laser. Ela aquece e evapora, mas produz um vapor especial, que chamamos de plasma, gás formado por átomo, íons e elétrons. A partir da análise de plasma, conseguimos identificar os átomos da amostra e determinar seus elementos", diz Milori. Uma das vantagens da tecnologia utilizada pela Embrapa Instrumentação é ela ser considerada ambientalmente limpa, já que não requer a preparação da amostra por meio de reagente químicos. Além disso, as "técnicas tradicionalmente usadas nesse tipo de análise demoram de quatro a cinco dias para gerar seus resultados. Com a Libs, conseguimos os resultados em cerca de um dia", diz a pesquisadora da Embrapa. Segundo ela, o estudo ainda é preliminar e o objetivo é acelerar ainda mais esse processo no futuro. A pesquisadora também diz que uma das possibilidades a serem exploradas é utilizar a tecnologia de maneira portátil, de modo a permitir análises 'in loco', ou seja, fora do laboratório. O Libs já tem sido empregado em outras situações. "Temos utilizado para análise do estado nutricional de plantas, para a quantificação de carbono no solo, a fertilidade do solo etc". No caso presente, no entanto, a técnica pode ter impacto direto na saúde das pessoas e no ambiente, já que o mercúrio é uma das substâncias mais tóxicas e prejudiciais para o solo. "Ela permite que os administradores de aterros públicos possam reagir rapidamente diante de uma contaminação", afirma a pesquisadora.

ESPECIALISTAS DETECTAM VULNERABILIDADE EM ADOBE E SISTEMA USADO EM WI-FI
Pesquisadores belgas anunciaram nesta semana a descoberta de uma falha em um sistema amplamente utilizado para proteger comunicações via Wi-Fi. A brecha permitiria que hackers lessem informações anteriormente consideradas criptografadas ou infectassem sites com vírus. Os pesquisadores Mathy Vanhoef e Frank Piessens, da universidade belga KU Leuven, revelaram o erro no protocolo WPA2, que protege os sistemas Wi-Fi usados por fornecedores para comunicações sem fio entre telefones celulares, computadores e outros dispositivos conectados a roteadores via internet. "Se o seu dispositivo suportar Wi-Fi, ele provavelmente será afetado", disseram eles no site www.krackattacks.com, que criaram para fornecer informações técnicas sobre a falha e os métodos para atacar dispositivos vulneráveis. Não ficou claro o quão difícil seria para hackers explorarem a falha, ou se a vulnerabilidade já foi usada para lançar qualquer ataque. O Wi-Fi Alliance, um grupo da indústria que representa centenas de empresas de tecnologia Wi-Fi, disse que o problema "poderia ser resolvido através de uma atualização direta do software." O grupo disse em um comunicado que sugeriu que os membros liberem rapidamente correções e recomendem que os consumidores instalem essas atualizações de segurança.
ADOBE FLASH
No mesmo dia, a empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab também identificou uma vulnerabilidade, dessa vez no Adobe Flash, que poderia ser usada para espalhar vírus de vigilância por meio de documento do Microsoft Word. A falha foi usada em um ataque em 10 de outubro por um grupo chamado BlackOasis, disse a Kaspersky. A Adobe disse que lançou uma atualização nesta semana que corrige o problema.

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