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segunda-feira, 16 de outubro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

COM RENDA MENOR, TRABALHADORES SEM CARTEIRA E AUTÔNOMOS PUXAM RECUPERAÇÃO DO EMPREGO EM 2017
A recuperação do mercado de trabalho brasileiro em 2017 é puxada pela expansão de vagas que tradicionalmente pagam menos e estão ligadas à economia informal: os empregos sem carteira assinada e os profissionais autônomos, os chamados trabalhadores por conta própria. E, neste ano, seus rendimentos médios estão ainda menores do que em 2016. No mercado formal, a situação é a oposta – há menos gente trabalhando com carteira assinada, mas o salário médio aumentou. É o que apontam dados da última Pesquisa Nacional de Domicílios (Pnad)  Contínua, feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). O desemprego vem caindo mês a mês desde fevereiro. Em agosto, último dado divulgado, o número de desempregados no Brasil caiu 4,8%. Em relação ao mesmo período de 2016, no entanto, o número de pessoas sem trabalho aumentou 9,1%.


A realidade do mercado de trabalho brasileira é bastante desigual. Enquanto a quantidade de empregados com carteira assinada caiu 2,2% no trimestre encerrado em agosto, na comparação anual, a de trabalhadores sem carteira subiu 5,4%. Aumentou também o número de pessoas trabalhando por conta própria, com alta de 2,8%. O IBGE classifica o trabalhador por conta própria como aquele que desenvolve a própria atividade econômica e não possui empregado. A categoria abrange de camelôs a advogados. Um dos que deixou o emprego formal na crise e voltou ao mercado de trabalho como autônomo foi Carlos Junho, de 45 anos. Depois de 8 anos trabalhando com carteira assinada na área de administração, ele ficou desempregado em 2014. Sem conseguir emprego, apelou para a informalidade. Há um ano, ele trabalha como motorista na Uber. O trabalho de motorista de Uber paga as contas, mas Carlos Junho não está confortável com a condição informal do trabalho. “O problema é você não ter garantia nenhuma. Hoje você tem, amanhã, quem sabe?”, destacou.
RENDA MENOR
Os dados também mostram que os trabalhadores por conta própria e sem carteira assinada estão ganhando menos. Enquanto os trabalhadores com carteira tiveram aumento médio de 3% em seus rendimentos, os que não possuem carteira tiveram queda de 2,2% e os que trabalham por conta própria, de 2,4%, já considerando os efeitos da inflação. Ao mesmo tempo, o rendimento dos empregadores subiu 8%. Ele destaca ainda que, entre os profissionais autônomos, os mais prejudicados são os informais. “A vasta maioria dessas pessoas está em situação mais difícil. A gente tem muito mais camelôs do que advogados e contadores”, ilustra Carneiro. Segundo o IBGE, 81,6% dos trabalhadores por conta própria são informais - não tem Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) - e 70% não contribuem com a Previdência Social. Dentre os quase 13 milhões de trabalhadores sem carteira assinada, 80,6% também não contribuem com a Previdência.
DO EMPREGO FORMAL AO BICO
Francisco Cleiton, de 38 anos, trabalhou por mais de 15 anos no ramo de construção civil. Perdeu o emprego com carteira assinada na crise em 2015, junto com outros familiares. Hoje, a família faz comida em casa e vende marmitas na rua. Cleiton conta que a quantidade de horas trabalhadas caiu – assim como a renda familiar. “O lado positivo de trabalhar informal é que a gente chega aqui, vende e quando acaba vai embora. Não tem que cumprir horário”. O lado negativo, enfatiza ele, é a incerteza quanto ao futuro do negócio e o fato de estar desprovido de garantias trabalhistas, como férias, 13º salário e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA
O crescimento do trabalho sem carteira e por conta própria, mesmo com menos garantias e rendimento menor, “é reflexo da crise acentuada que tivemos”, como explica o economista Sergio Firpo, professor do Insper. “Isso faz com que o novo trabalhador acabe, nessa situação emergencial, aceitando salários menores do que o de costume, e possivelmente no mercado informal”.  O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, diz que a condição de informalidade “não é boa no médio e longo prazo”. “Quando essas pessoas não estão amparadas pelo emprego formal, elas não têm acesso ao crédito, por exemplo. Isso é prejudicial tanto para o trabalhador quanto para o próprio país, já que você tem menos gente contribuindo com a Previdência e menos gente tendo acesso ao consumo”, diz Azeredo.
NOVOS POSTOS: SALÁRIOS MENORES E MENOS QUALIFICAÇÃO
As vagas formais criadas neste ano oferecem salários menores que os postos que foram fechados. Firpo, do Insper, aponta que aqueles que perderam o emprego no segundo trimestre de 2017 tinham uma renda 9,7% maior, em média, do que os que foram contratados no mesmo período. Mas a diferença de valores já foi maior em 2016, de cerca de 12,6%, e vem diminuindo. Firpo explica que, em um movimento de recuperação de crise como o de agora, o mercado de trabalho formal geralmente reabsorve primeiro os empregados de menor custo para as empresas – ou seja, os menos qualificados são os primeiros a se reposicionar. “As pessoas com menos experiência, mais jovens, têm um custo menor para a empresa empregar”, aponta o economista. Francisco Cleiton sentiu isso pessoalmente enquanto procurava emprego. “No auge da construção tinham vagas de encarregado de obras de R$ 4 mil. Agora a oferta é de R$ 1,8 mil”, diz ele, que mesmo fazendo "quentinhas" para vender, segue tentando uma vaga com carteira assinada na área em que atuava antes. Isso não tem acontecido só na construção civil. A analista financeira Luíza Baeta, de 28 anos, procura emprego desde julho, quando a empresa na qual trabalhava informou aos funcionários que iria encerrar as atividades em setembro. Em três meses de procura, não conseguiu outro trabalho. Os economistas explicam que a oferta de salários menores é comum num momento de retomada da economia. “Você está diante de uma recessão, onde as empresas estão tentando reduzir gastos de todas as formas. É natural que isso se reflita, também, na oferta salarial”, aponta Azeredo. Não é só teoria, como mostra a experiência de Cleiton. “Recentemente eu perdi uma vaga de pintor porque a empresa disse que minha capacitação era maior do que podiam pagar.” 

EXERCÍCIO DE DEFESA DURANTE PASSAGEM DE ASTEROIDE FOI BEM SUCEDIDO
Um pequeno asteroide muito brilhante passou muito perto da Terra na quinta-feira (12) e, embora não representasse nenhum perigo, permitiu aos cientistas se prepararem para o dia em que um destes objetos significar uma ameaça real. "Considero que o exercício foi um grande sucesso", declarou à AFP Detlef Koschny, co-diretor do setor de Objetos próximos da Terra (Near-Earth Objects) da Agência Espacial Europeia (ESA). "Agimos como se fosse um objeto 'crítico' e nos exercitamos no plano de troca de informações, utilizando telescópios e sistemas de radar", acrescentou o cientista. "Estávamos bem preparados e a maioria das observações e comunicados funcionaram como previsto", ressaltou. Batizado de "2012 TC4", o asteroide se deslocou entre a Terra e a Lua a uma distância mínima menor que 44.000 km, mas longe dos 36.000 km em que os satélites geoestacionários de telecomunicações orbitam. A passagem do asteroide "não era preocupante, mas aproveitaremos para treinar", disse Detlef Koschny. "Assim, o dia em que chegar um objeto realmente perigoso, teremos ensaiado várias vezes antes", acrescentou. O exercício foi coordenado pela Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, junto com a Nasa, a ESA e vários observatórios do mundo. Tratou-se de um "objeto muito pequeno, menor do que o previsto, medindo entre 10 e 12 metros", segundo Koschny. O asteroide 2012 TC4 "é muito brilhante e reflete cerca de 40% de sua luz", indicou Detlef Koschny, acrescentando que ele gira em torno de si mesmo em 12 minutos, "o que é muito rápido". A passagem de asteroides perto da Terra "é bastante frequente", mas o que "faz com que este seja um evento especial" é que a rocha foi objeto de "um exercício de defesa planetária", disse à AFP Michael Kelley, da divisão Estudos de Planetas da Nasa. Vários observatórios no mundo puderam acompanhar simultaneamente o objeto nos últimos dias e até mesmo alguns amadores conseguiram fazer imagens, de acordo com o cientista. Contudo, alguns telescópios tiveram dificuldades. Esse foi o caso do de Arecibo em Porto Rico, que parou de funcionar após a passagem recete de furacões na região. "Mas por sorte, um outro radar americano pode ser utilizado nas últimas noites", explicou Detlef Koschny. "Exatamente por isso fizemos esse exercício: para não sermos surpreendidos por esse tipo de coisa", ressaltou. O objeto, que dá uma volta completa no Sol em 609 dias, foi descoberto há cinco anos, antes de desaparecer de vista. Voltou a ser detectado de novo este ano pelo telescópio VLT do Observatório Europeu Austral, no Chile, permitindo aos astrônomos calcularem sua trajetória com precisão. Assim, determinaram que na sua próxima passagem perto da Terra, em 2050, sua órbita terá sido modificada e que não colidirá com o planeta. Mas não é impossível que isso aconteça em 2079, segundo os especialistas. O asteroide tem um tamanho similar ao meteorito de 20 metros de diâmetro que se desintegrou sobre a cidade de Cheliabinsk, no centro da Rússia, em fevereiro de 2013. Ao perceber a bólide luminosa no céu, as pessoas correram para as janelas, mas a onda de choque fez com que os vidros quebrassem. Houve mais de 1.300 feridos. Se o asteroide 2012 TC4 pudesse se chocar contra a Terra, não seria necessário, a princípio, evacuar a população, mas simplesmente "advertir as pessoas de que se afastassem das janelas", segundo Koschny.

EUA REJEITAM PROPOSTA DE TAXAR GIGANTES DA TECNOLOGIA
O secretário norte-americano do Tesouro, Steven Mnuchin, anunciou no sábado (14) que Washington não apoia uma proposta da França de taxar quatro gigantes da tecnologia - Google, Apple, Facebook e Amazon - por seu volume de transações. "Acho que o conceito de impostos sobre o volume de vendas não tem sentido, e acho que não é a direção correta", disse Mnuchin à imprensa à margem da reunião entre o FMI e o Banco Mundial. O ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, defendeu esta semana em Washington a proposta de seu governo de taxar os gigantes tecnológicos da Internet por seu volume de vendas e não por seus lucros.
LACUNAS NA LEI
Essa mudança se propõe a evitar que as gigantes da tecnologia aproveitem lacunas nos códigos tributários dos 28 países da União Europeia, que em alguns casos lhes permite pagar quantidade ínfimas de impostos. Mas Mnuchin descartou na sexta-feira apoiar essa iniciativa e reafirmou que sua prioridade no Tesouro americano é impulsionar uma reforma tributária. "As empresas americanas são taxadas em todo o mundo. São taxadas em outras jurisdições. Então não é que as companhias de Internet não sejam taxadas", disse Mnuchin. No entanto, admitiu que "quando se paga taxas no exterior recebe um crédito tributário nos Estados Unidos". O funcionário americano assinalou que a questão das taxas "surgiu com inúmeros ministros das Finanças" durante as reuniões do FMI e do Banco Mundial, que terminam neste sábado, em Washington. "Esperamos ter debates produtivos sobre isso", assinalou.

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