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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

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BRASIL CRESCERÁ MENOS DO QUE OS PAÍSES DA AMÉRICA LATINA EM 2017 E 2018, DIZ FMI
A economia brasileira vai crescer mais do que o esperado em 2017 e em 2018, mas ainda assim vai ficar bem aquém da média dos países da América Latina e do Caribe, segundo relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgado na terça-feira (10). O FMI projetou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país este ano deve avançar 0,7%, bem menos do que o 1,2% esperado para a América Latina toda, segundo o documento "Perspectiva Econômica Global". Para 2018, a estimativa é de que o Brasil tenha expansão de 1,5% e a região, de 1,9%. Na comparação com as contas feitas em julho, o FMI aumentou a expectativa para o PIB brasileiro em 0,4 e 0,2 ponto percentual para 2017 e 2018, respectivamente. Neste ano, a melhora veio pelo bom desempenho da safra agrícola recorde e pela melhora do consumo. Quando comparado com os dados divulgados em abril, a projeção de agora do FMI para a expansão do PIB em 2017 foi 0,5 ponto percentual maior e, para 2018, 0,2 ponto menor. "A gradual restauração da confiança, assim que as principais reformas que garantem a sustentabilidade fiscal forem implementadas ao longo do tempo, vão elevar o crescimento econômico a 2 por cento a médio prazo", informou o FMI em relatório. A previsão do FMI para o desempenho do PIB neste ano está bastante próxima da leitura feita por bancos e consultorias, mas a expectativa para o ano que vem é mais pessimista. No relatório Focus do Banco Central, que ouve uma centena de analistas todas as semanas, a projeção é de crescimento de 0,7 por cento para este ano e de 2,43 por cento em 2018. Na comparação com o desempenho dos países emergentes, o resultado do Brasil será ainda mais pífio. O FMI projeta crescimento de 4,6% em 2017 para esse grupo e de 4,9% em 2018. Já a economia global como um todo, ainda segundo as contas do FMI, deve crescer 3,6% e 3,7% em 2017 e 2018, respectivamente. Em ambos os casos, as contas vieram agora 0,1 ponto percentual maiores do que o levantamento de julho passado.

MULHERES SÃO MAIS PROPENSAS A COMPARTILHAR
Mulheres são mais propensas do que homens a compartilhar, pois o gesto ativa com maior intensidade o centro de recompensa do cérebro delas do que do deles, aponta um estudo neurológico suíço publicado na revista científica "Nature Human Behavior". No estudo, pesquisadores bloquearam a atividade no centro de recompensa (núcleo accumbens) com o uso de medicamentos. As mulheres então agiram de forma mais egoísta em testes comportamentais, enquanto os homens se tornaram mais generosos. Os cientistas acreditam que o comportamento distinto entre os sexos se deve a paradigmas ditados pela sociedade. A equipe de pesquisa da Universidade de Zurique, liderada pelo cientista Alexander Soutschek, realizou um teste comportamental com 21 homens e 19 mulheres, enquanto eles passavam por uma ressonância magnética. Os participantes tinham de decidir se prefeririam receber uma soma maior de dinheiro para si ou uma quantia menor compartilhada com um participante anônimo. Os participantes decidiam por uma das duas variantes ao pressionarem teclas de seta num teclado. Estudos anteriores também indicaram que as mulheres compartilham dinheiro com mais frequência do que os homens neste teste padrão. Durante o experimento, os pesquisadores analisaram a atividade do corpo estriado, uma região no centro do cérebro que é responsável pelo processo de avaliação e recompensa e é ativada em todas as tomadas de decisões. A região do cérebro provoca sentimentos positivos ao desencadear a liberação de hormônios de bem-estar, como a endorfina. O corpo estriado estava particularmente ativo nas mulheres quando compartilharam, segundo os cientistas. Nos homens, por outro lado, estava mais ativo quando tomaram decisões egoístas.
ASPECTOS CULTURAIS
Para verificar os primeiros resultados, a equipe de cientistas realizou um teste de comportamento diferente com outros 65 participantes, sem examinar o cérebro. Desta vez, foi analisado se o comportamento muda quando a atividade do corpo estriado é suprimida por medicação. Metade do grupo recebeu a substância amissulprida, um fármaco antipsicótico antagonista seletivo da dopamina, responsável pela ativação do sistema de recompensas. A outra metade do grupo recebeu um placebo. No grupo que recebeu o placebo, a maioria das mulheres (51%) decidiu compartilhar o dinheiro. No grupo que recebeu a droga amissulprida, apenas 45% das mulheres repetiram o gesto. Já nos homens, o comportamento social melhorou: sem a medicação, 40% dos homens optaram por dividir o dinheiro, contra 44% com a droga. Ao todo, porém, os participantes de ambos os sexos se mostraram mais propensos a compartilhar quando têm a informação de que o recebedor anônimo é alguém que eles conhecem. Os pesquisadores conseguiram, portanto, comprovar neurologicamente pela primeira vez que o cérebro masculino é mais propenso a recompensar decisões egoístas, enquanto o cérebro de mulheres tende a recompensar escolhas sociais. Essa característica, segundo os cientistas, não é congênita. O centro de recompensas está fortemente ligado aos processos de aprendizagem no cérebro. "A diferença de gênero que observamos em nossos estudos pode ser explicada pelas diferentes expectativas culturais de homens e mulheres", disse Soutschek. O centro de recompensas no cérebro é considerado um estímulo importante para a ação humana. Comportamentos que ativam o centro e criam sensações positivas e de bem-estar são mais buscados. O mecanismo, porém, também pode ser viciante depois de repetições. Dependendo de qual comportamento é repetido, pode causar um efeito negativo – como no caso do vício no jogo. O mecanismo também deve explicar o vício em drogas, já que estas também ativam o centro de recompensas.

NAVEGADOR FIREFOX ENCERRA SUPORTE E ATUALIZAÇÕES PARA WINDOWS XP E VISTA
Usuários dos Wndows XP e Vista, que já não recebem mais atualizações oficiais da Microsoft, podiam contar com a Mozilla para navegar na internet com alguma segurança utilizando o navegador Firefox. A organização, porém, anunciou o encerramento do suporte para os dois sistemas, deixando usuários sem uma opção segura de navegador. Com o fim do suporte, o navegador Firefox pode deixar de funcionar no Windows XP, obrigando usuários a utilizarem a versão 52, a última com suporte oficial para o sistema operacional lançado em 2001. Problemas de segurança que forem corrigidos em versões mais novas continuarão abertos nessa versão, tornando a navegação na web ainda mais arriscada. A Mozilla tem um comunicado oficial sobre o encerramento do suporte. O comunicado pode ser visto aqui (leia aqui). Segundo o site NetMarketShare, em dados atualizados para setembro de 2017, 5,69% dos computadores com acesso à web continuam equipados com Windows XP. Já o Windows Vista ainda é utilizado em 0,43% dos sistemas. Quem ainda utiliza um desses sistemas é aconselhado a migrar imediatamente para um sistema com suporte, preferencialmente o Windows 10. Como não há atualizações recorrentes para essas versões do Windows, há muitas brechas de segurança que permanecem abertas. Essas brechas podem ser utilizadas por hackers para atacar o sistema. Da mesma forma que o Firefox, o Internet Explorer para o Windows XP não é mais atualizado. 

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