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terça-feira, 10 de outubro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

INDÚSTRIA VOLTA A GERAR VAGAS APÓS DOIS ANOS DE RETRAÇÃO
Após dois anos sem trégua nos cortes mensais de vagas, a indústria brasileira voltou a gerar empregos, segundo dados do Ministério do Trabalho. O setor liderou a criação de vagas entre junho e agosto - o que é visto pelos economistas como um sinal concreto de que a recuperação econômica está se refletindo no mercado de trabalho. A indústria é a terceira maior empregadora no País, atrás do comércio e do setor público. Dos 924 mil postos de trabalho criados no período, 40% vieram da área industrial. A retomada de contratações está sendo liderada principalmente pelos setores automotivo, têxtil, de calçados, de confecção, eletroeletrônico e pela indústria química/farmacêutica. "Concretamente, há uma retomada da economia, que começou com a inflação caindo e, com isso, o salário real aumentou, gerando demanda por serviços e depois no comércio e, por último, na indústria", disse José Márcio Camargo, economista-chefe da Opus Investimentos e professor da PUC-Rio. "O emprego acompanhou essa movimentação", assinalou.
DESEMPREGO
Do início até agosto, a taxa de desemprego total do País caiu de 13,7% para 12,6%, mas o Brasil ainda tem 13,3 milhões de desocupados. Pelas projeções de Camargo, até o fim do ano o porcentual de desempregados entre a população ocupada deve ficar em 11,5%. "A economia está se recuperando, o desemprego cai há seis meses, e a tendência é de melhorar ainda mais em 2018". Na indústria, o número de contratações vinha sendo negativo desde o mês de maio de 2015 e só passou a ser positivo a partir do mês de abril deste ano, quando foram abertas 94 mil vagas, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). O ano começou com o corte de 342 mil postos no setor industrial, mas, nos três meses encerrados em agosto, houve uma inversão e foram criadas 365 mil vagas. O número se refere à diferença entre o total de empregados no setor neste ano em relação a igual período de 2016, quando o saldo estava negativo em 1,4 milhão.
RECUPERAÇÃO
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera, por enquanto, que há uma estabilidade no emprego no setor. "Dado o longo período de números negativos, o fato de ter parado de cair já é uma boa notícia", afirma Marcelo Azevedo, economista da entidade. O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), Heitor Klein, confirma que há um início de recuperação no setor, após uma queda expressiva de 3,5 mil postos em maio. Em junho, julho e agosto o saldo voltou a ser positivo e o quadro total está perto de 300 mil trabalhadores. "A expectativa é encerrar o ano com 305 mil a 310 mil funcionários", afirma o presidente da Abicalçados. Já a indústria têxtil, que emprega 1,5 milhão de trabalhadores diretos e indiretos no País, reverteu um saldo de 4.981 postos negativos de janeiro a agosto de 2016 para saldo positivo de 24.255 vagas em igual período deste ano.

SAIBA COMO MINIMIZAR OS GASES DURANTE UM VOO
A ansiedade gerada pelo medo de voar pode causar desconfortos gástricos, como dores de estômago, aumento da frequência de defecação, azia e enjoo. Mas, um dos principais problemas gástricos durante um voo são os gases. Na correria, de arrrumar as malas e organizar o transporte, um item acaba sendo deixado de lado e que pode fazer toda a diferença durante uma viagem: a alimentação. “No ar, o corpo humano sofre algumas alterações, inclusive inchaço na barriga e flatulência além do normal. A explicação para esse aumento de gases vem da física: quando a pressão atmosférica cai, o ar automaticamente tem mais espaço para se expandir dentro do corpo. Estimativas apontam que este gás gerado nos passageiros ocupa um volume 30% maior do que em terra, o que explica a sensação de inchaço”, comenta a psicóloga Paola Casalecchi, cofundadora da VOE Psicologia. A relação deste problema com o medo de voar é que quando não soltamos os gases, eles podem causar dor no peito, nas costas, simulando até mesmo um infarto. E isso para uma pessoa ansiosa ou com aerofobia pode ser um gatilho importante para uma crise em pleno voo”, diz. Essa é uma questão pessoal. Porém, a boa notícia é que as companhias aéreas investem em medidas para aliviar o desconforto gerado por este problema, como o uso de filtros de carbono no ar-condicionado para absorver cheiros. As empresas também procuram servir alimentos que contenham poucas fibras e muitos carboidratos, uma combinação que facilita a digestão. Paola explica que o ideal é cuidar da alimentação já na véspera da viagem, no dia e durante o voo. A nutricionista afirma que devese evitar o consumo de feijão e outras leguminosas (grão-de-bico, ervilha, entre outros), brócolis, couve-flor, couve, escarola, espinafre, batata, batata-doce, mandioquinha, repolho, alho, cebola, leite e queijos. Também não é recomendada a ingestão de cerveja, refrigerantes, milho, carne, gordura e frituras em excesso. Segundo Paola, o segredo é fazer refeições leves ou até mesmo evitar comer antes do voo. “Um estudo de 2008 mostrou que o jejum pode ser a melhor saída para evitar o desconforto digestivo durante os voos, principalmente os mais longos. Além de ajudar neste aspecto, a pesquisa mostrou que isso contribui também para diminuir o jet lag, já que a alimentação está ligada ao nosso relógio interno”, conclui a especialista. Recomenda-se o consumo de frutas, água, sucos naturais, chás e carboidratos (bolachas, pães, entre outros).

PESQUISADORES LANÇAM APLICATIVO COM OCORRÊNCIA DE CHUVAS E TEMPESTADES EM TEMPO REAL
Um aplicativo desenvolvido pelo Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) permite a previsão imediata de chuvas e tempestades. Entre as funcionalidades oferecidas pela ferramenta, está a possibilidade de aplicar filtros à pesquisa para que o usuário obtenha avisos sobre tempestades nos minutos seguintes e em determinada distância. Além disso, o usuário pode fazer alertas de chuvas, que serão visualizados por outros. A ferramenta, batizada de SOS Chuva, pode ajudar a população a se prevenir nos casos de eventos extremos. Até o momento, mais de 60 mil downloads foram feitos. “O objetivo principal do aplicativo é levar a informação do tempo diretamente ao usuário. Se a informação chega com rapidez, o usuário pode tomar a decisão”, afirma o pesquisador Luiz Machado, do Inpe.
SATÉLITE
O SOS Chuva foi desenvolvido a partir das imagens fornecidas por um moderno satélite geoestacionário, o GOES-16, que cobre toda a América do Sul. “O CPTEC recebe os dados desses instrumentos, processa as informações e disponibiliza os produtos meteorológicos, que podem ser acessados no aplicativo e no site do projeto. Os algoritmos e o conhecimento técnico usados para processamento foram aprimorados ao longo de anos por pesquisadores de excelência do Inpe”, explica o coordenador-geral do projeto SOS Chuva, Luiz Guarino. Segundo ele, o conhecimento sobre as propriedades físicas das nuvens permitiu o desenvolvimento do aplicativo. “A base desta pesquisa é o radar de dupla polarização operando em Campinas por 24 meses, ou seja, duas estações chuvosas, para capturar eventos intensos de precipitação. Esses dados formam os alicerces do estudo dos processos físicos no interior das nuvens, aprimorando a previsibilidade em curto prazo, a detecção de severidade e a estimativa de precipitação com radar e satélite em alta resolução temporal e espacial”, acrescenta. Além do radar em Campinas (SP), são usados equipamentos meteorológicos do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e do Centro de Meteorologia de Bauru (IPMET/Unesp). Com isso, os pesquisadores conseguiram a cobertura parcial dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. Por enquanto, apenas os relatos de chuvas podem ser visualizados em todo o Brasil. “Essa é uma ação inovadora na linha de frente do desenvolvimento mundial. Talvez, sejamos os primeiros no mundo a ter isso operando”, diz Machado.
MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Os pesquisadores lembram que o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alerta para o aumento da ocorrência de eventos extremos por causa do aquecimento global. “No projeto, tratamos deste segundo tipo de evento, os extremos de precipitação. O enunciado do problema é básico e simples: Como prever eventos extremos a curtíssimo prazo, ou seja, em poucas horas? Como fazer essa informação chegar ao tomador de decisão e ao cidadão de forma adequada? Como reduzir perdas de vidas e bens materiais em decorrência de deslizamentos de terra e inundações? Apesar de o enunciado ser simples, a resolução do problema é bastante complexa”, afirma Guarino. Segundo ele, a previsão em curto prazo é uma ciência relativamente nova, e pouco se sabe sobre os processos no interior das nuvens que definem a severidade dos fenômenos. Além disso, os modelos numéricos não têm destreza para previsões de curto prazo. “Este assunto ainda é um grande desafio das ciências atmosféricas. Esse projeto visa, em face de todo esse desafio, prover um sistema que reduza a vulnerabilidade da população a eventos extremos de chuva”, conclui. O aplicativo SOS Chuva está disponível gratuitamente para Android e iOS.

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