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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

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PEDIDOS DE RECUPERAÇÕES JUDICIAIS CAEM 26,3% EM UM ANO, REVELA SERASA EXPERIAN
Em julho, foram requeridos 129 pedidos de recuperações judiciais, queda de 26,3% em relação a mesmo mês de 2016, segundo a Serasa Experian. Já em relação a junho deste ano, os pedidos aumentaram 16,2%. As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial em julho, com 70 pedidos, seguidas pelas médias (37) e pelas grandes empresas (22). Recuperação judicial é quando a empresa entra com o pedido de recuperação em juízo, acompanhado da documentação prevista em lei, que será analisado pelo juiz. No acumulado de janeiro a julho, foram requeridos 814 pedidos de recuperações judiciais, queda de 25,9% ante mesmo período em 2016, quando foram 1.098 ocorrências. Em 2015 haviam sido 627. As micro e pequenas empresas tiveram 473 pedidos, seguidas pelas médias (216) e pelas grandes empresas (125). De acordo com os economistas da Serasa Experian, a redução da inflação e dos juros, a estabilização do dólar e a retomada, ainda que lenta, do crescimento da economia estão contribuindo para a redução dos pedidos de recuperações judiciais e de falências em 2017.
FALÊNCIAS
O número de pedidos de falência caiu de 189 em 2016 para 157 em julho deste ano - queda de 16,9%. Já na comparação com junho deste ano, houve aumento de 16,3%, com as MPEs também na frente com 94 requerimentos, seguidas pelas médias empresas, com 29, e as grandes com 34. De janeiro a julho, foram realizados 986 pedidos de falência em todo o país, queda de 6,8% em relação aos 1.058 requerimentos efetuados no mesmo período em 2016. Na comparação com janeiro a julho de 2015, o número de pedidos de falência subiu 1,54%. Dos 986 requerimentos de falência efetuados nos sete meses de 2017, 511 foram de micro e pequenas empresas, 219 médias e 256 de grandes.

'OPORTUNIDADE ÚNICA EM QUASE CEM ANOS': COMO A NASA SE PREPARA PARA O ECLIPSE TOTAL DO SOL
“Vai ser a primeira vez na história da humanidade que teremos tecnologia para observar um eclipse de tantos ângulos." A empolgação de Adriana Ocampo, cientista planetária da Nasa (a agência espacial americana), é compartilhada por milhares de pessoas que aguardam, com a mesma expectativa, um fenômeno astronômico de extrema importância: o grande eclipse solar que acontecerá nos Estados Unidos no dia 21 de agosto. Nessa data, a Lua se interporá entre a Terra e o Sol, tapando-o por completo e criando uma oportunidade única. Não será apenas a primeira vez em 99 anos que um eclipse solar total cobrirá o território dos Estados Unidos por completo, desde o Pacífico até o Atlântico. A Nasa também vai transmitir, de forma inédita, o evento ao vivo para todo o mundo. "Vamos usar 11 satélites que estão orbitando em nosso planeta, três deles da Nasa e o resto de outras agências espaciais", explica Ocampo à BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC. "O eclipse poderá ser observado de diferentes ângulos, inclusive desde a Estação Espacial Internacional. Também vamos reorientar uma nave espacial que orbita a Lua para observá-lo da perspectiva da órbita lunar", acrescenta. O fenômeno também será captado por telescópios em terra e por outro acoplado a um Boeing 747 que pertence à Nasa. "Além disso, 50 balões meteorológicos vão carregar instrumentos que registram não apenas a faixa de luz visível, mas as diferentes faixas do espectro que nos fornecem informações sobre a atmosfera do Sol", diz a cientista.
EXPERIÊNCIA COMPLETA
O eclipse poderá ser visto de qualquer localidade da América do Norte, mas aqueles que estiverem em uma estreita faixa de cerca de 113 km de largura chamada "Caminho para a Totalidade" vão ver um espetáculo mais grandioso. Nesse trecho, que percorre 14 Estados americanos, o céu se escurecerá por completo, a temperatura vai cair e será possível contemplar tanto as estrelas quanto a atmosfera do Sol, conhecida como corona, que é normalmente imperceptível da Terra. A transmissão ao vivo da Nasa poderá ser vista a partir do site www.nasa.gov/eclipselive.
2 MINUTOS E 40 SEGUNDOS
Além da América do Norte, o eclipse parcial poderá ser observado em localidades ao norte da América do Sul, África e Europa, segundo assinalou a Nasa - isso inclui trechos do Brasil. O fenômeno vai começar às 10h16 hora local em Lincoln Beach, no Oregon. Durante cerca de uma hora e meia, a imensa sombra vai se mover em direção ao leste, cruzando também os Estados de Idaho, Wyoming, Montana, Nebraska, Iowa, Kansas, Missouri, Illinois, Kentucky, Tennessee, Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul. O eclipse total terminará perto de Charleston, na Carolina do Sul, às 2h48 hora local. Mas será em Carbondale, no Illinois, que espectadores vão poder observar a maior duração da sombra - ali o Sol estará completamente coberto por 2 minutos e 40 segundos. Ocampo recomenda a quem estiver nesse trecho de 113 km que acompanhe o evento pela internet. "Ao nos distanciarmos desse trecho, por exemplo, no México, veremos o eclipse muito parcialmente, já que a Lula não chegará a tapar completamente o Sol", afirma. "Minha recomendação é de que as pessoas acessem o nosso site", acrescenta.
MISTÉRIOS DO SOL
A Nasa espera que as observações da atmosfera do Sol também ajudem a responder a alguns de seus grandes mistérios. "Há muitas coisas que ainda desconhecemos", diz Ocampo. "O Sol tem um ciclo de manchas solares de 11 anos e realmente não entendemos o que há por trás disso, e por que ocorrem exatamente nessa periodicidade", acrescenta. "Agora, por exemplo, estamos em um período no qual as manchas solares estão diminuindo. Estamos vendo que esses ciclos de atividade de 11 anos também afetam o clima em nosso planeta e outros planetas do Sistema Solar, e queremos entender isso também".
ÓCULOS DE SOL
A Nasa vem aconselhando ao público tomar precauções para observar o eclipse, como o uso de óculos com filtros especiais. Também não se deve, em nenhuma hipótese, olhar diretamente para o Sol a olho nu ou com câmeras ou binóculos. Isso porque pode haver graves danos à vista. Além do espetáculo e da ciência, o fenômeno pode ser comovente em outros aspectos, diz Ocampo. "O eclipse nos lembra de que somos parte de um Sistema Solar, de que vivemos em um lugar dinâmico em um planeta que gira em torno de uma estrela em constante mudança", acrescenta. Segundo a cientista, eventos desse tipo trazem aprendizado, mas também muito mais perguntas. "E graças a essas observações aprenderemos mais sobre o Universo em que vivemos."

GOOGLE BLOQUEIA SOFTWARE ESPIÃO QUE ATINGIU MENOS DE 100 CELULARES
O Google anunciou que conseguiu detectar e bloquear um software espião chamado de Lipizzan. O código teria sido usado contra menos de 100 dispositivos, o que dificulta a detecção do programa. Normalmente, é mais fácil bloquear um software indesejado que ataca muitos dispositivos. O software espião chegou a ser cadastrado no Google Play disfarçado de aplicativos inofensivos, como "bloco de notas", "gerenciador de alarmes" e "limpeza". O software parece ter sido desenvolvido comercialmente por uma empresa de espionagem a serviço de uma organização ou de um governo. Segundo o Google, o Lipizzan é capaz de monitorar mensagens de e-mail, SMS, localização, chamadas de voz e arquivos de mídia. Ele também pode usar o microfone do celular para gravar conversas e usar a câmera do celular para tirar fotos, tudo sem o conhecimento do utilizador. Para isso, ele se aproveita de brechas no Android para obter acesso total ("root") no aparelho. O aplicativo espião inclui ainda rotinas programadas para roubar dados de outros aplicativos do celular, incluindo o Messenger do Facebook, Skype, Snapchat, Telegram e WhatsApp.
GOOGLE PLAY PROTECT
O bloqueio do aplicativo malicioso foi realizado graças ao Google Play Protect, um sistema semelhante a um antivírus que analisa os aplicativos instalados no celular. O Google Play Protect deve ser disponibilizado para todos os celulares com Android 7.0 e superior. Segundo o Google, o recurso está chegando gradualmente a todos os aparelhos e deve estar presente em todos os celulares compatíveis dentro de algumas semanas.

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