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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

JUROS CAEM, MAS TAXAS CONTINUAM ALTAS PARA FINANCIAMENTOS
O consumidor que toma dinheiro emprestado ainda sente pouco os efeitos da redução da taxa básica de juros, a Selic, hoje em 9,25% e com perspectiva de chegar a 7,5% até o fim deste ano. Segundo os dados mais recentes do Banco Central, em junho do ano passado, quando a Selic ainda estava em 14,25% ao ano, as taxas médias de juros no crédito consignado – a linha mais barata de financiamento pessoal – estavam em 29,4% ao ano, sendo 2,2% ao mês. Um ano depois, com o juro básico a 10,25% (a taxa só caiu para 9,25% no fim de julho), a taxa a que o consumidor tem acesso na boca do caixa recuou pouco, para 27,4% ao ano, sendo 2,0% ao mês. 

A maior redução foi vista no crédito sem garantia, em que as taxas médias passaram de 128,2% ao ano (7,1% ao mês) para 125,0% ao ano (7,0% ao mês), na mesma comparação. Para veículos, essas taxas saíram de 26,0% ao ano (1,9% ao mês) e foram a 24,0% ao ano (1,8% ao mês) no mesmo período. No caso dos imóveis, as taxas médias para financiamentos com recursos da poupança e do FGTS foram de 11,2% ao ano(0,9% ao mês) para 9,2% ao ano (0,7% ao mês), na mesma base. O repasse mais lento dessa redução, explicam os especialistas, acontece por conta do ainda incerto cenário econômico. Segundo o economista Maurício Godoi, da Saint Paul Escola de Negócios, esse ritmo deve continuar nos próximos meses, até que a economia dê sinais mais claros de recuperação e o governo ajuste suas contas. “A aprovação da reforma da Previdência deve oferecer um sossego maior aos bancos, que passarão paulatinamente a emprestar mais dinheiro”, ele diz. E se por um lado a oferta é cara e escassa, por outro, a demanda também permanece pequena. Segundo a Boa Vista SCPC, a procura por crédito caiu 0,7% no primeiro semestre, mas ficou estável em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado. “Quem tem dívida com um banco está tentando pagá-la em primeiro lugar”, diz Yan Cattani, economista do birô de crédito. Além disso, muitas pessoas estão tentando trocar uma dívida mais cara por outra mais barata, aponta Ricardo Kalichsztein, presidente da plataforma Bom Pra Crédito – que reúne mais de 25 bancos e fintechs e recebe cerca de 350 mil solicitações de crédito por mês. Ele nota a procura por empréstimos de até R$ 3 mil por um consumidor endividado, mas sem restrições no CPF. Quem já se comprometeu com um crédito ou está endividado encontra alternativas no mercado para pagar juros menores, mas precisa ficar atento para não acabar tendo custos semelhantes à dívida original ou até superiores. Tomar um empréstimo sem garantia em uma fintech, por exemplo, acarreta juros na faixa de 2% ao mês – a mesma taxa do consignado em grandes bancos. Porém, quem tem um imóvel ou veículo em seu nome pode dar o bem como garantia e diminuir esse custo para pouco mais de 1% ao mês, em média. Diante do aumento do desemprego, os próprios bancos passaram a oferecer linhas de crédito para renegociação. Assim, vale fazer as contas e considerar mais de uma alternativa. Porém, com a expectativa de redução no juro básico e, por consequência, das taxas repassadas ao consumidor, quem puder esperar um pouco mais pode sair ganhando, principalmente nos financiamentos mais longos, como a compra de um carro ou da casa própria. No caso específico dos imóveis, pesa a questão do compromisso de compra. “Há pessoas que já fizeram um contrato e agora precisam financiar o restante do valor. Daí, não tem jeito”, diz Rafael Sasso, da plataforma Melhortaxa.com. Uma simulação feita por Sasso mostra o efeito das taxas de juros no longo prazo. Ele toma como exemplo uma pessoa de 37 anos que busca financiamento para um imóvel de R$ 300 mil a uma taxa de 10,5% ao ano (a mais alta até junho). A pessoa pagaria parcelas mensais de R$ 2.788,15 em um prazo de 30 anos (360 meses). Se sua renda fosse menor que R$ 9,2 mil, não conseguiria o crédito, pois a parcela seria maior que 30% da renda. Com a queda da taxa para 9,49% (a mais baixa atualmente), a parcela cairia para R$ 2.604,02. Em 30 anos, o financiamento terá custado cerca de R$ 33 mil menos. Antes de examinar qualquer oferta, é preciso analisar as próprias condições financeiras. “A melhor decisão é tomada quando o consumidor tem plena consciência de seu fluxo de caixa”, diz Nicola Tingas, economista da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento. “O grande erro é olhar apenas para o bem, o prazo e a taxa, sem considerar o momento financeiro que se vive.

BRASIL INTEGRA BUSCA DE RAIOS GAMA NO ESPAÇO
Um consórcio de 32 países, incluindo o Brasil, está construindo um observatório para estudar os raios gama, ondas de altíssima energia vindas do espaço. Embora sejam conhecidas há mais de um século, pouco se sabe sobre suas fontes no espaço e o papel que desempenham nas galáxias. Assim como a luz visível, trata-se de radiação eletromagnética, mas com energia 1 bilhão de vezes maior. “Um dos objetivos científicos do projeto é mapear as fontes cósmicas”, disse ao Estado uma das cientistas brasileiras envolvidas com o projeto, a professora Elisabete Dal Pino, do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP). Os cientistas acreditam que, investigando a origem dos raios gama no céu, será possível descobrir, por exemplo, quais são os processos físicos que ocorrem perto de buracos negros, qual a natureza e a distribuição da matéria escura e quais os mecanismos e objetos que criam partículas aceleradas e energéticas no Universo. Composto por cem antenas, o observatório será o maior já construído para a observação de raios gama. Batizado de Cherenkov Telescope Array (CTA), ele detectará dez vezes mais objetos que emitem essa radiação, em comparação com os três observatórios que já existem para estudá-la – e ficam na Namíbia, nas Ilhas Canárias (Espanha) e no Arizona (EUA), com cinco antenas cada um. O primeiro protótipo foi inaugurado em junho e o CTA deverá ter o início das operações programado para 2022. O arranjo terá três modelos de antenas de tamanhos diferentes: 50 ficarão nas Ilhas Canárias e as outras 50 no Deserto do Atacama, no Chile. Dessa forma, o observatório terá uma cobertura do céu de 360 graus. O projeto, já em estágio avançado, de acordo com Elisabete, custará 400 milhões de euros, financiados por um fundo internacional composto por nove países e por recursos da União Europeia.
BRASIL
O País colabora em várias frentes científicas, com 11 universidades e institutos. A principal vertente é coordenada por Elisabete. Em parceria com a Itália e África do Sul, o grupo brasileiro é responsável pela construção de um arranjo menor, com 9 antenas de 4,3 metros – batizado de Astri –, que será instalado no Chile em 2018, para servir como um protótipo do CTA. Cada um dos três modelos de antenas será mais sensível a uma faixa do espectro de raios gama. “Os de 4,3 metros são sensíveis às energias mais altas. Com eles, vamos atingir uma faixa dessa radiação jamais alcançada”, afirmou Elisabete. As antenas maiores, com 23 metros de diâmetro, captarão os raios gama com energias mais baixas. As antenas médias terão 12 metros de diâmetro e farão captação em uma faixa intermediária. Essas serão distribuídas nos dois hemisférios. Já as antenas menores – que terão 4 metros de diâmetro e captarão a faixa mais energética da radiação gama – ficarão todas posicionadas no Chile. “O céu do Hemisfério Sul está voltado para o centro da Via Láctea, que é a origem das emissões mais energéticas”, explicou Elisabete. Além do Astri, há outras contribuições brasileiras. “Um grupo liderado por Luiz Vitor de Souza Filho, da USP de São Carlos, está desenvolvendo os suportes de câmeras dos telescópios de médio porte”, disse ela. Além disso, cientistas do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio, desenvolvem componentes estruturais para as antenas de grande porte. “São estruturas mecânicas que permitem o alinhamento perfeito dos espelhos desses telescópios, em parceria com os alemães e os japoneses.”

ATÉ O FIM DE 2017, BRASIL TERÁ UM SMARTPHONE POR HABITANTE, DIZ FGV
O Brasil terá um smartphone em uso por habitante até o final de 2017 -- segundo dados da 28ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) e divulgada nesta quarta-feira, 19. De acordo com a pesquisa, até outubro a base instalada de smartphones no País será de 208 milhões de aparelhos. Hoje, o País tem 198 milhões de celulares inteligentes em uso, crescimento de 17% na comparação com os dados da pesquisa do ano passado. De acordo com o estudo, a expectativa é de que, nos próximos dois anos, o País tenha 236 milhões de aparelhos desse tipo nas mãos dos consumidores, em um crescimento de 19% em relação ao momento atual. A pesquisa da FGV, organizada pelo professor Fernando Meirelles, leva em conta apenas o número de aparelhos em uso, e não as vendas de smartphones no País. De acordo com dados da consultoria IDC Brasil, o mercado de smartphones teve queda de 7,3% no ano passado, com 43,5 milhões de unidades vendidas.
COMPUTADORES
Atualmente, de acordo com a pesquisa, o Brasil tem também 162,8 milhões de computadores (entre notebooks, tablets e desktops) em funcionamento, em um crescimento de 5% na base instalada com relação ao levantamento de 2015. Até o final do ano serão 166 milhões de computadores em uso – o número inclui cerca de 33 milhões de tablets. Caso a previsão se confirme, no final do ano o País teria quatro computadores para cada cinco habitantes. Os dados mantêm o Brasil à frente da média mundial de 66 dispositivos para cada cem habitantes. Nos Estados Unidos a proporção é consideravelmente mais alta: 144 aparelhos para cada cem pessoas. Para Meirelles, a previsão é de que o País atinja a marca de um computador por brasileiro até 2022, quando chegar ao número de 210 milhões de computadores na base instalada. “A previsão era para acontecer mais cedo, mas dois fatores interferiram nisso: a popularização dos smartphones e a crise econômica”, disse o professor. Além de considerar dados do mercado, a pesquisa também levantou dados com 8 mil médias e grandes empresas nacionais, recebendo 2,5 mil respostas consideradas válidas. Segundo a FGV-SP, 66% das 500 maiores empresas do País participaram do levantamento. Vendas. Além de divulgar dados sobre a base instalada de dispositivos no País, o levantamento realizado pela FGV-SP também mensurou as vendas de computadores e tablets no País em 2016. Pela primeira vez na história da realização da pesquisa, houve queda no número de unidades comercializadas da categoria por três anos seguidos. Ao todo, foram comercializados 12 milhões de aparelhos em 2016, recuo de 15% com relação a 2014. Apesar da queda, o preço médio do computador se manteve estável em US$ 400 – marca que se mantém desde 2008.

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