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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

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TEMER DIVULGA NOTA PARA DIZER QUE NÃO FARÁ PROPOSTA DE ELEVAÇÃO DO IMPOSTO DE RENDA
A Presidência da República divulgou nota oficial na qual afirma que não será enviada ao Congresso proposta de aumento das alíquotas do Imposto de Renda. O texto assinado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência diz que o presidente Michel Temer fez "menção genérica" nesta terça, em São Paulo, a estudos sobre o assunto. O aumento do imposto serviria para elevar a arrecadação do governo, em dificuldades para obter receitas e cumprir a meta fiscal deste ano, que já prevê um déficit de R$ 139 bilhões. "Esclarecemos que hoje esses estudos estão focados prioritariamente em reduzir despesas e cortar gastos, na tentativa obstinada de evitar o aumento da carga tributária brasileira", diz a nota. Após participar da abertura de congresso da Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Temer afirmou: “Há estudos, há dos mais variados estudos. São estudos que se fazem rotineiramente. A todo momento estão fazendo planejamento nos setores da economia, eles fazem esses estudos. São estudos que estão sendo feitos, mas nada decidido”. A declaração de Temer provocou reação imediata, inclusive de aliados do peemedebista. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), declarou que um eventual aumento da alíquota do IR “não passa” na Casa. Questionado sobre o assunto, Maia afirmou: “Se tiver que passar pela Câmara, não passa”. O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade, classificou como "retrocesso" uma eventual alta de tributos. Para ele, ao estudar a elevação dos tributos para alcançar a meta fiscal, “o governo dá um sinal errado, na hora errada". "Um eventual aumento dos tributos ampliará a recessão, pois retirará recursos do consumo, da produção e da geração de empregos", disse. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) classificou a hipótese de aumento do IR de "desespero de um governo incompetente e sem rumo". "Para a CUT, a tabela de Imposto de Renda deve ser atualizada anualmente pela inflação. Mas, Temer não atualizou a tabela em 2017 nem mexeu na faixa de isenção, o que vem penalizando os trabalhadores com menores salários", diz em nota a central sindical. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou a existência dos estudos da área técnica da equipe econômica, mas disse que ainda não há nenhuma decisão sobre o assunto e que só haverá aumento de impostos em “último caso”.
META FISCAL
As áreas econômica e política do governo discutem no momento alterar a meta fiscal de 2017. O aumento da alíquota do IR seria uma forma de auxiliar o esforço da equipe econômica para aumentar a arrecadação, já que, até junho, o déficit das contas do governo era de R$ 56,092 bilhões. Sobre o Imposto de Renda, uma das ações seria criar uma nova alíquota de pessoa física (que poderia chegar a 35%) e passar a cobrar IR sobre lucros e dividendos.
NOTA DO GOVERNO
Leia abaixo a íntegra da nota da Presidência:
Nota oficial
A Presidência da República não encaminhará proposta de elevação do Imposto de Renda ao Congresso Nacional. O presidente Michel Temer fez hoje menção genérica a estudos da área econômica, que são permanentemente feitos. Esclarecemos que hoje esses estudos estão focados prioritariamente em reduzir despesas e cortar gastos, na tentativa obstinada de evitar o aumento da carga tributária brasileira. E com esse foco o governo federal continuará trabalhando.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

A IMENSA E CRESCENTE ZONA MORTA DO GOLFO DO MÉXICO, ONDE A VIDA MARINHA NÃO SOBREVIVE
Nestas regiões, o nível de oxigênio na água é tão baixo que a vida marinha torna-se inviável. São as chamadas "zonas mortas", onde as espécies só têm duas alternativas: a migração ou a morte. A "zona morta" do Golfo do México atingiu neste ano seu maior tamanho na história, conforme informou nesta semana a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês). É a segunda maior do mundo, ficando atrás apenas da zona morta do Mar Báltico. Ela está localizada na foz do Rio Mississippi, que atravessa 10 Estados dos EUA antes de chegar ao Golfo do México, perto de Nova Orleans, no sudeste do país. De acordo com os cientistas, a zona morta está com nada menos do que 22.729 km², quase a área total de El Salvador e 15 vezes o tamanho da Cidade do México. Trata-se da maior extensão alcançada por esta região desde que começou a ser monitorada em 1985.
O QUE ACONTECEU?
Robert Magnien, diretor do Centro de Pesquisas de Patrimônio de Oceanos Costeiros da NOAA, explicou à BBC que o crescimento sem precedentes da zona morta do Golfo do México está relacionado principalmente a atividades humanas. Segundo o especialista, resíduos gerados pela população, o aumento da agricultura na região e o uso de fertilizantes e outros produtos químicos influenciaram a expansão da área, onde a vida marinha é impraticável. O tamanho alcançado pela zona morta mostra que a contaminação causada por fertilizantes, principalmente em decorrência das atividades agrícolas, afetam cada vez mais os recursos costeiros e habitats de espécies no golfo. Os nutrientes de fertilizantes são levados pela correnteza do rio Mississipi e estimulam o crescimento de algas e plâncton, que ao se decompor consomem oxigênio, vital para a existência de vida marinha na região. Além disso, a decomposição destes organismos aumenta os níveis de nitrogênio e fósforo na água. De acordo com Magnien, "várias espécies e ecossistemas ambientais são afetados pela expansão da zona morta", uma vez que a falta de oxigênio provoca a perda do habitat dos peixes, obrigando que eles se mudem para outras áreas para sobreviver. Outro efeito é a redução da capacidade de reprodução e a diminuição do tamanho médio das espécies. Há áreas do Golfo do México que foram atingidas ainda por vazamento de petróleo.
CONSEQUÊNCIAS
Além das consequências ambientais, o crescimento da zona morta tem impactos econômicos que afetam a população que vive na região do golfo. A diminuição do tamanho e da quantidade de camarão, cuja pesca é uma das principais atividades na área, é um dos efeitos. Um estudo recente encomendado pelo NOAA à Universidade de Duke, nos Estados Unidos, mostra que a expansão da zona morta provocou o aumento do preço do camarão-marrom devido à sua escassez, afetando não só a economia local, mas o mercado de frutos do mar. Steven Thur, diretor da NOAA, explica que as medições desta região são importantes para antecipar tendências e evitar possíveis impactos negativos. "Essas medições permitem traçar as melhores estratégias para reduzir os impactos sobre a sustentabilidade, a produtividade dos nossos recursos costeiros e a economia", afirma.
RECORDE
Até agora, a maior expansão da "zona morta" do Golfo do México havia sido registrada em 2002, quando atingiu 22 mil km². Nos últimos cinco anos, o tamanho médio da região girou em torno de 15 mil km². Um grupo de trabalho ligado à Agência de Proteção Ambiental dos EUA tem o objetivo de fazer com que a "zona morta" cubra menos de 5 mil km² de área marinha. Entre as atividades promovidas pelo governo americano para reduzir o tamanho da região, está a negociação com agricultores do Golfo do México para que o impacto do uso de fertilizantes na bacia do Mississippi seja menor, fazendo com que menos nutrientes desemboquem na foz do rio. Estima-se que haja mais de 350 zonas mortas no mundo - número que aumenta a cada ano.

FIREFOX, NAVEGADOR DA MOZILLA, GANHA SUPORTE A REALIDADE VIRTUAL; VEJA O QUE MUDA
A Mozilla lançou nesta semana uma nova versão do navegador Firefox, que passará a contar com suporte a conteúdos em realidade virtual. Chamada de WebVR, a novidade chega à versão do browser para Windows. Para surfar pelos conteúdos em 360°, os usuários têm de usar óculos de realidade virtual, como Oculus Rift ou HTC Vive. As páginas da web que tiverem jogos ou aplicativo que suportem realidade virtual terão um ícone. Alguns exemplos desses conteúdos estão no site vr.mozilla.org. “O Firefox para Windows é o primeiro navegador de desktop a suportar o WebVR para todos os usuários, permitindo que o usuário experimente entretenimento de próxima geração na realidade virtual”, afirma Nick Nguyen, vice-presidente de produto para Firefox.
OUTRAS MUDANÇAS
A atualização do Firefox adicionou outras novidades, como uma nova arquitetura que permite a navegação por sites complexos. O usuário nota a diferença quando possui muitas abas abertas. É possível ainda ajustar a quantidade de processos executados pelo browser. Basta ir a Geral > Opções. É bom notar que, quanto mais ações, mais memória RAM é consumida. A nova versão do Firefox conta ainda com uma melhoria de desempenho. O objetivo é tornar mais rápido o processo de abrir uma janela e recuperar as mesmas abas que estavam em ação. Um teste mostrou que as versões antigas do navegador conseguiam executar a tarefa de reabrir uma janela com 1.691 abas em oito minutos, enquanto o Firefox remodelado concluía a tarefa em 15 segundos. O navegador também passará a fazer buscas na internet a partir da barra de endereços dos sites. Além de Google, poderão ser acessados Wikipedia, YouTube e sites de compras. No novo Firefox, as áreas de um site que usarem Flash deverão ser clicadas antes de executar o conteúdo. A ideia é melhorar a vida útil da bateria do aparelho e já prepara o caminho para os usuários se acostumarem ao fim do Flash, anunciado pela Adobe. 

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