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terça-feira, 1 de agosto de 2017

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COM JURO MENOR, INVESTIMENTO SEM RISCO E RENDIMENTO ALTO FICA NO PASSADO; ENTENDA
Os tempos em que era possível investir sem riscos e conseguir retornos de 15% ao ano ficaram para trás. Com a queda consistente da taxa básica de juros, a Selic, os investimentos em renda fixa (aqueles com rendimento pré-acordado) rendem menos neste ano e proporcionam ganhos próximos aos da poupança, a opção mais conservadora do mercado. A Selic, que estava acima de 14% ao ano até o fim de 2016, sofreu cortes progressivos na medida em que a inflação baixou e está hoje em 9,25%. Nos últimos 12 meses encerrados em junho, o índice geral de preços ficou em 3%. A taxa básica de juros é uma referência para investimentos no Tesouro Direto e fundos de renda fixa. Ela também influencia o comportamento do CDI, taxa de referência para os fundos DI e para os investimentos nos CDBs, os títulos de dívida emitidos pelos bancos. "Foi-se a época em que se conseguia 15% [ao ano] de rendimento sem risco, acabou. Isso só volta se a economia piorar muito [e os juros tornarem a subir]", diz o economista Alexandre Cabral.
IMPACTO NAS APLICAÇÕES
Para quem é avesso ao risco e quer investimentos seguros, a renda fixa ainda é recomendada, explicam os especialistas ouvidos pelo G1. Mas os investidores que pretendem multiplicar seu patrimônio mais rapidamente terão de fazer apostas mais arriscadas.
FUNDOS DE INVESTIMENTO
A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) destaca que, com a queda da taxa básica de juros, os fundos de renda fixa "começam a perder competitividade frente às cadernetas de poupança principalmente nas aplicações de baixo valor". Segundo cálculos da entidade, com a Selic a 9,25% só é mais vantajoso apostar nesses produtos nos casos em que a taxa de administração é menor que 1% ao ano e que o tempo para resgate é superior a seis meses. O motivo é que incide imposto de renda sobre essa aplicação, além da taxa de administração paga ao banco. Quem aplica valores altos nesses produtos consegue barganhar taxas mais baixas, além de rentabilidade melhor. "Os fundos de curto prazo, nos quais se pode investir com R$ 100, devem estar rendendo por volta de 6,5% ao ano, praticamente batendo com a poupança. E o investidor ainda tem que pagar imposto de renda e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre o retorno. Nesses casos, a poupança deve voltar ao radar das aplicações financeiras", afirma Otto Nogami, economista e professor do Insper. Atualmente, a poupança paga juros de 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano) mais a variação da TR (a Taxa Referencial, que é calculada com base nos rendimentos dos CDBs, os títulos de renda fixa emitidos por bancos). De acordo com números da Anefac, essa rentabilidade atualmente está em 0,55% (o equivalente a 0,5% mais a TR). Ou seja: em todos os cenários em que o rendimento dos fundos fica abaixo desse patamar, vale mais a pena deixar o dinheiro na poupança. Veja na tabela: 

CADERNETA DE POUPANÇA
A caderneta de poupança poderá ter seu cálculo alterado se o juro da economia continuar a cair. Caso a Selic fique igual ou menor que 8,5%, ela passa a pagar ao investidor 70% dessa taxa. A poupança é considerada uma das aplicações mais seguras, mas com baixo rendimento. Com a Selic mais alta, os economistas recomendavam que os investidores priorizasses outros investimentos de renda fixa, como o Tesouro Direto e os CDBs de bancos. Com a queda da taxa de juros, esse diferencial de juros diminui. A vantagem da poupança é que ela é isenta de imposto de renda e tem liquidez diária.
TESOURO DIRETO
Para os economistas, investir em títulos públicos, independentemente da quantia, ainda é bom negócio. Esses títulos são vendidos às pessoas físicas por meio do Tesouro Direto. Algumas corretoras não cobram taxa de administração para seus clientes aplicarem nessa plataforma. Os títulos públicos têm sua rentabilidade atrelada à Selic. Há títulos que pagam exatamente essa taxa. Outros pagam taxas prefixadas, mas elas costumam ser reduzidas quando a Selic cai. "O Tesouro IPCA (que paga uma taxa fixa mais a inflação) e Tesouro Selic ainda rendem mais do que a poupança", afirma Cabral.
CDBS DE BANCOS
Os CDBs, títulos emitidos por bancos, também são impactados pela queda dos juros. Eles têm como taxa de referência o CDI, mas ela se comporta em linha com a Selic. Mesmo assim, os economistas afirmam que há oportunidades de ganhos maiores na renda fixa nos CDBs. "A gente consegue achar CDB de banco pequeno, mas com garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com rendimento de 112% do CDI, aplicado por dois anos sem carência. Mas, ao ano, isso deve dar 9,5%, 10% [bem longe dos 15% de dois anos atrás]", diz Cabral. Os investimentos até R$ 250 mil são garantidos pelo FGC. Isso significa que se o banco que emitiu o CDB quebrar, o fundo vai ressarcir o investidor até esse valor.
VOOS MAIS ARRISCADOS
O investidor que não quiser abrir mão da rentabilidade de dois dígitos terá que fazer investimentos mais arriscados, explicam os economistas. Mas eles alertam: se, por um lado, há uma oportunidade de ganhos maiores, há também a chance de perda, algo que é improvável na renda fixa. Na renda variável, o investimento mais conhecido são as aplicações em ações. Mas há alternativas mais seguras para iniciantes. Um dos produtos que Cabral cita é o COE (Certificado de Operações Estruturadas), um investimento que mistura aspectos de renda fixa e variável e tem retornos vinculados a ações ou índices. Ao emitir o COE, o banco cria possíveis cenários para o desempenho desse ativo vinculado e o investidor escolhe um, ou faz uma "aposta". Por exemplo: ele pode apostar que a ação da Petrobras vai subir 5% no ano. Se no vencimento do título a aposta do investidor se concretizar, ele recebe de volta o valor aplicado mais uma remuneração. Caso o resultado for negativo, o capital investido é devolvido integralmente, mas sem juros e correção monetária. Vale lembrar, porém, que o dinheiro perde valor com o tempo, por conta da inflação.

O QUE FAZ O MEL SER 'ETERNO' E NÃO ESTRAGAR?
A imagem acima é de uma pintura rupestre, talvez a mais famosa, que ficava nas paredes de cavernas de Araña em Valência, na Espanha. Ela mostra uma pessoa pendurado em uma espécie de cipó, se esticando para alcançar uma colmeia e coletar mel de abelhas silvestres. Estima-se que foi pintada há cerca de 8 mil anos, prova de que, ao menos desde então, nós nos arriscamos para conseguir essa delícia que as abelhas produzem com a ajuda das flores. O sabor do mel, a segunda coisa mais doce que se encontra na natureza depois das tâmaras, encanta o ser humano desde que ele passou a ficar na posição ereta. E o mais assustador é que, se o autor dessa pintura oito milênios atrás tivesse deixado um pote de mel no mesmo lugar, é muito provável que ele ainda estivesse bom para comer - no caso, o professor Jaime Garí Poch, que descobriu as cavernas onde estava a pintura no início do século 20, teria sido o agraciado com o pote. Mas o que tem no mel para que se mantenha fresco por tanto tempo?
EM TODA PARTE
Ao longo da história, a humanidade já se alimentou, se banhou e até se tratou com mel. Em uma tábua de argila de Nippur, o centro religioso dos sumérios no Vale do rio Eufrates, que data aproximadamente do ano 2000 a.C., há uma receita escrita para cuidar de machucados desta forma: "Moer até que a areia do rio vire pó (faltam algumas palavras) e amassar com água e mel, azeite puro e óleo de cedro e colocar quente sobre a ferida". No Antigo Testamento, a terra de Israel é chamada "terra que corre leite e mel". Depois, no Novo Testamento, conta-se que João Batista comia gafanhotos com mel silvestre. O grande guerreiro cartaginês Aníbal deu ao seu exército mel e vinagre quando cruzaram os Alpes em elefantes para lutar contra Roma. Para a medicina chinesa, o mel tem uma característica equilibrada (não é yin nem yang) e atua de acordo com os princípios do elemento Terra, entrando no pulmão, no baço e nos canais intestinais, segundo textos antigos. Durante a dinastia Zhou Oriental (770-256 a.C.), um dos manjares reservados para a realeza era uma mistura de mel com larvas de abelha. Nas Poesias de Chu, uma antologia antiga (século 11 a.C-223 a.C.), se fala de vinho e mel. E, no antigo Egito, os faraós partiam para outro mundo carregados de mel. Arqueólogos modernos encontraram uma vez ou outra nas antigas tumbas egípcias vasilhas de mel de milhares de anos que estavam perfeitamente conservadas. São poucos os alimentos que sobrevivem com o passar do tempo. As batatas dessecadas dos incas são um exemplo, mas, diferentemente do mel, elas foram processadas. Se você encontra sal ou arroz seco em uma tumba antiga, no meio do nada, é provável que você consiga utilizá-los para preparar um prato sem problemas. Mas a diferença está aí: você precisará preparar algo. O mel guardado de maneira apropriada dura por um tempo indefinido, e, se você encontra um pote em uma tumba no meio do nada, supostamente pode se lambuzar com ele.
COMO É POSSÍVEL?
A "magia" acontece por uma série de fatores que operam na mais perfeita harmonia. O mel é um açúcar, e os açúcares são higroscópicos. Isso significa que eles têm pouca água, mas podem absorver a umidade se expostos a ela. São raros os microorganismos que podem sobreviver em um ambiente assim. Para que algo estrague, é preciso haver algo que gere esse processo - mas o mel é um "hospedeiro" ruim para eles, então, costumam se manter longe dele. Ao mesmo tempo, o mel é extremamente ácido. Seu pH fica entre 3 e 4,5 (7 seria neutro), e essa acidez mata microorganismos. Quando as abelhas fazem o mel, elas coletam com o néctar das flores e, depois, o regurgitam no favo. Ao fazer isso, há uma mistura com uma enzima que elas têm no estômago, a glicose oxidase. O néctar se decompõe em ácido glucônico e peróxido de hidrogênio, a famosa água oxigenada, muitas vezes usada para limpar feridas por matar bactérias e que protege o mel de coisas que queiram "crescer" nele. Assim, esse "tesouro dourado" é eterno por ser extremamente doce e ácido, o que impede que qualquer bicho sobreviva - além disso, tem um antisséptico natural.

NA REDE: E TOMEM GOLPES!
Semana que passou mais uma onda de golpes a clientes de banco foi descoberta. Desta vez, as vítimas eram clientes do Banco do Brasil (BB). Via SMS, fraudadores enviaram um link, supostamente do banco, para que clientes acessassem e fizessem a atualização de dados. Até o IMEI dos smartphones pediram. Para a sorte dos usuários do BB, havia um erro bem claro de português no rodapé da página que indicava o golpe ("ligue para nóis" sic). Porém, é bem mais simples de evitar ataques assim. Basta ignorar a mensagem, pois a instituição financeira não faz este tipo de solicitação de atualização. Na dúvida, ligue para seu gerente ou mesmo vá até a sua agência. Também há como consultar o BB via redes sociais. Eles são muito ativos, especialmente no Twitter. Não saia clicando em tudo que te enviam, especialmente por mensagem, mesmo que seja via SMS e tudo leve a crer que seja realmente uma fonte oficial ou amigo. Tenha paciência e cuidado na vida. E isso não é só para este golpe. Há vários que acontecem via WhatsApp ou e-mail. São os mais variados tipos e tentam de todas as formas obter seus dados. No caso do BB, eles têm um site para você saber visitar aqui: ww.bbseguranca.com.br

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