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segunda-feira, 31 de julho de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

GOVERNO PLANEJA REDUZIR BENEFÍCIOS DE SERVIDORES DO EXECUTIVO
O governo prepara uma revisão nas regras de concessão de auxílios para os servidores públicos do Executivo. Esses benefícios funcionam como uma espécie de complemento salarial. A medida faz parte da estratégia do governo para reduzir as despesas e melhorar o resultado fiscal, principalmente em 2018. Por ano, o governo chega a desembolsar R$ 3,878 bilhões para o pagamento de 562 mil auxílios-alimentação, 84 mil auxílios pré-escola e 191 mil auxílios-transporte. Segundo uma fonte da equipe econômica, a proposta não é acabar com os auxílios, mas reduzir os valores que a União gasta com esses benefícios. Cada servidor público do executivo, se cumprir as regras, tem direito a R$ 458 por mês de auxílio-alimentação, R$ 321 de auxílio pré-escola e R$ 204,19 de auxílio-transportes. A área econômica está fazendo uma revisão das despesas em 2017 e 2018 para encontrar margem de redução dos gastos e não ter que mudar a meta fiscal, que prevê um déficit de no máximo R$ 139 bilhões este ano. O peso dos auxílios é maior no Legislativo e no Judiciário, mas o Executivo não tem autonomia para propor mudanças nas regras de outros Poderes. Além disso, o valor dos benefícios é maior nos dois primeiros. Para se ter uma ideia, um servidor do Senado recebe R$ 982,28 de auxílio-alimentação, mais do que o dobro do Executivo. Muitos complementos têm feito com que servidores acabem ganhando acima do teto funcionalismo, que é de R$ 33,763 mil (remuneração de ministro do Supremo Tribunal Federal). O problema é maior no Judiciário e Ministério Público. Já existem propostas de lei para incluir no cálculo do teto esses complementos salariais (exceto recursos indenizatórios e comprovados) tramitando no Congresso, mas elas não avançam diante da resistência dessas classes, que exercem grande influência entre os parlamentares. Uma das propostas que inclui alguns benefícios na remuneração limitada ao teto chegou a ser aprovada no Senado no fim do ano passado, mas ainda não tem relator definido na Câmara dos Deputados, o que travou o andamento. Há outras iniciativas, como uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada por 35 senadores, que veta o recebimento de valores acima do teto e ainda limita o período de férias no serviço público a 30 dias. Consultores do Senado já fizeram as contas e identificaram uma economia potencial de R$ 1,2 bilhão ao ano caso os “penduricalhos” passem a contar para o teto do funcionalismo – cifra considerada razoável por fontes da equipe econômica. O governo vai trabalhar agora para que uma dessas propostas para fazer valer o teto salarial seja aprovada pelo Congresso. 

CIENTISTAS DESENVOLVEM MÉTODO PARA DIFERENCIAR ALZHEIMER DE OUTRA DEMÊNCIA
Cientistas da Universidade de Brescia (Itália) desenvolveram um novo método não invasivo para distinguir a doença de Alzheimer da demência frontotemporal (DFT), dois tipos de demência que têm sintomas que podem ser confundidos, mas cujos tratamentos são diferentes. A descoberta foi publicada na Neurology, revista científica da Academia Americana de Neurologia. De acordo com a pesquisadora que liderou o estudo, Barbara Borroni, no passado acreditava-se que a DFT era uma doença rara, mas estudos mais recentes mostram que ela corresponde a até 15% dos casos de demência. "O problema é que, por causa de sua vasta gama de sintomas, a DFT é frequentemente diagnosticada de forma errada como um problema psiquiátrico, Alzheimer ou Parkinson", disse Barbara. A doença em geral afeta mulheres a partir dos 50 anos e é caracterizada por uma mudança radical de comportamento e problemas de linguagem. De acordo com Barbara, como não há cura para DFT, é importante identificar a doença com precisão para que os médicos possam tratar os sintomas e evitar terapias desnecessárias - como os remédios inibidores da acetilcolinesterase, por exemplo, que são prescritos para doença de Alzheimer, mas não funcionam bem para DFT. "Fazer o diagnóstico correto pode ser difícil. Os métodos atuais podem ser tomografias cerebrais muito caras, ou punções lombares invasivas, que envolvem a inserção de uma agulha na medula espinhal. Portanto, é animador que sejamos capazes de fazer o diagnóstico correto de maneira fácil e rápida, com um procedimento não invasivo", disse Barbara. A nova técnica, batizada de estimulação magnética transcraniana (EMT), consiste em colocar uma grande bobina eletromagnética no couro cabeludo. O aparelho gera correntes elétricas que estimulam as células nervosas. Circuitos distintos. Para realizar a pesquisa, os cientistas conduziram um experimento envolvendo 79 pessoas com suspeita de Alzheimer, 61 pessoas com suspeita de DFT e 32 pessoas da mesma faixa etária que não apresentavam sinais de demência. Utilizando o EMT, os cientistas conseguiram medir a capacidade do cérebro para conduzir sinais elétricos entre diferentes circuitos cerebrais. Eles descobriram que as pessoas com doença de Alzheimer tinham problemas especialmente em um tipo de circuito, enquanto os pacientes com DFT apresentavam problemas em outro tipo de circuito. Com isso, os cientistas foram capazes de diferenciar a DFT da doença de Alzheimer com 90% de precisão. A precisão foi de 87% para a distinção entre Alzheimer e cérebros saudáveis e de 86% entre DFT e cérebros saudáveis. Segundo os autores do estudo, os resultados foram igualmente bons quando o teste foi feito apenas em pessoas com formas suaves da doença. De acordo com Barbara, a precisão dos resultados na comparação entre os dois grupos de pacientes foi comparável à dos testes de tomografia por emissão de pósitrons (PET, na sigla em inglês) e também à do método que utiliza fluido da medula espinhal por meio de punções lombares. "Se nossos resultados puderem ser replicados em estudos maiores, será muito emocionante. Os médicos poderão logo ser capazes de diagnosticar a DFT de forma rápida e fácil com esse procedimento não invasivo. Essa doença infelizmente não pode ser curada, mas pode ser administrada - especialmente se for diagnosticada precocemente", disse Barbara.

ATÉ O FIM DE 2017, BRASIL TERÁ UM SMARTPHONE POR HABITANTE, DIZ FGV
O Brasil terá um smartphone em uso por habitante até o final de 2017 -- segundo dados da 28ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) e divulgada nesta quarta-feira, 19. De acordo com a pesquisa, até outubro a base instalada de smartphones no País será de 208 milhões de aparelhos. Hoje, o País tem 198 milhões de celulares inteligentes em uso, crescimento de 17% na comparação com os dados da pesquisa do ano passado. De acordo com o estudo, a expectativa é de que, nos próximos dois anos, o País tenha 236 milhões de aparelhos desse tipo nas mãos dos consumidores, em um crescimento de 19% em relação ao momento atual. A pesquisa da FGV, organizada pelo professor Fernando Meirelles, leva em conta apenas o número de aparelhos em uso, e não as vendas de smartphones no País. De acordo com dados da consultoria IDC Brasil, o mercado de smartphones teve queda de 7,3%  no ano passado, com 43,5 milhões de unidades vendidas. Atualmente, de acordo com a pesquisa, o Brasil tem também 162,8 milhões de computadores (entre notebooks, tablets e desktops) em funcionamento, em um crescimento de 5% na base instalada com relação ao levantamento de 2015. Até o final do ano serão 166 milhões de computadores em uso – o número inclui cerca de 33 milhões de tablets. Caso a previsão se confirme, no final do ano o País teria quatro computadores para cada cinco habitantes. Os dados mantêm o Brasil à frente da média mundial de 66 dispositivos para cada cem habitantes. Nos Estados Unidos a proporção é consideravelmente mais alta: 144 aparelhos para cada cem pessoas. Para Meirelles, a previsão é de que o País atinja a marca de um computador por brasileiro até 2022, quando chegar ao número de 210 milhões de computadores na base instalada. “A previsão era para acontecer mais cedo, mas dois fatores interferiram nisso: a popularização dos smartphones e a crise econômica”, disse o professor.  Além de considerar dados do mercado, a pesquisa também levantou dados com 8 mil médias e grandes empresas nacionais, recebendo 2,5 mil respostas consideradas válidas. Segundo a FGV-SP, 66% das 500 maiores empresas do País participaram do levantamento. Além de divulgar dados sobre a base instalada de dispositivos no País, o levantamento realizado pela FGV-SP também mensurou as vendas de computadores e tablets no País em 2016. Pela primeira vez na história da realização da pesquisa, houve queda no número de unidades comercializadas da categoria por três anos seguidos. Ao todo, foram comercializados 12 milhões de aparelhos em 2016, recuo de 15% com relação a 2014. Apesar da queda, o preço médio do computador se manteve estável em US$ 400 – marca que se mantém desde 2008. 

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