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terça-feira, 25 de julho de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

FUNDOS DE INVESTIMENTO COM IMPACTO SOCIAL MIRAM PEQUENO INVESTIDOR
A busca por experiências que vão além da simples compra de um bem ou serviço, e provoquem alguma mudança na sociedade, chegou ao mundo dos investimentos. Mais do que tirar o dinheiro da poupança e colocá-lo no Tesouro Direto ou em um CDB, aplicações mais conhecidas do brasileiro, é possível investir em produtos que vão direcionar parte da receita para empresas ou projetos de cunho social.  “Não é caridade. É lucro com propósito”, defende Alexandre Azevedo, chefe da área de investimentos em impacto social da AZ Quest, primeira no Brasil a criar uma área voltada para investimentos de varejo com cunho social. O primeiro produto da área é o Fundo AZ Quest Azimut Impacto, que tem como público-alvo o pequeno investidor, com perfil mais conservador. O fundo investe em fundos tradicionais da gestora compostos por títulos de emissões bancárias, debêntures, juros, moeda e ações tanto no mercado doméstico quanto internacional. Nessa aplicação, o investidor final fica com toda a rentabilidade e o viés de impacto é garantido pela gestora, que abre mão de 30% de sua taxa de administração líquida para direcionar esses recursos para aceleradoras e incubadoras de negócios de impacto social, que podem estar ligadas a educação, saúde, finanças e outras causas sociais. Os projetos que vão receber os 30% da gestora serão definidos pelo conselho da área, formado majoritariamente por profissionais ligados a negócios de impacto social. O fundo foi lançado a mercado na última semana e tem aporte inicial de R$ 1 mil e taxa de administração de 1% ao ano. O fundo é classificado como multimercado, mas com volatilidade baixa, retorno de 105% do CDI e prazo de resgate de cinco dias. Apesar de o investidor não estar envolvido nos riscos dos negócios de impacto, por não aplicar diretamente em uma empresa ou projeto da área, Walter Maciel Neto, CEO da Az Quest, entende que convencer as pessoas a “sair do CDB e optar por um investimento como esse, que proporciona mais do que rentabilidade, será um processo de convencimento, de gastar a sola do sapato”. Ele explica que o tema enfrenta vários obstáculos, inclusive regulatórios. Hoje, a única aplicação existente para investimento direto, sem passar pela gestora e outros intermediários, é o FIP (Fundo de Investimento em Participação). Os FIPs têm como público-alvo apenas os investidores profissionais, que possuem mais de R$ 10 milhões investidos. Esse tipo de produto, porém, se “democratizou” sobretudo pela demanda dos mais jovens. A procura por investimentos de impacto têm surgido no mundo principalmente pela geração dos chamados millenials. Pesquisa do Bank of America (BofA) com investidores de maior renda mostra que 52% dos millenials (pessoas entre 21 e 36 anos) mostram maior interesse de investir em impacto, enquanto na geração X (entre 37 e 52 anos) esse número cai para 37%, e nos baby boomers (entre 53 e 72 anos), 29%. A pesquisa também revela que quatro em cada dez acreditam que as empresas com impacto positivo também desfrutam de um melhor desempenho financeiro. Para garantir que um investimento é de impacto, Sérgio Lazzarini, professor do Insper, aconselha o investidor a perguntar ao fundo ou empresa quais parâmetros são adotados como baliza. Alguns fundos utilizam mecanismos padronizados de certificação, como o GIIRS e o selo do Sistema B, explica Lazzarini. Outros montam indicadores customizados de impacto para o seu negócio e podem passar ao investidor um relatório sobre o desempenho das empresas com base nesses indicadores. Outras alternativas. Também é possível investir com viés de impacto social por meio de plataformas eletrônicas de investimento participativo – o “crowdfunding” de investimento, ou “equity crowdfunding” –, que também levantam capital para startups de impacto social. A Broota é uma dessas plataformas. Algumas aplicações começam a partir de R$ 2,5 mil, mas o investimento é de risco. A Broota também é uma empresa com garantia do Sistema B, que certifica empresas que criam produtos e serviços voltados para resolver problemas socioambientais. A única empresa brasileira listada em Bolsa que está no Sistema B é a Natura. O Itaú também possui um portfólio de fundos de caráter socioambiental, que direcionam recursos para ações de empresas com boas práticas ambientais, sociais e de governança corporativa.
PARA ENTENDER
O Global Impact Investing Network (GIIN) classifica os investimentos de impacto como aqueles feitos em empresas, organizações e fundos com a intenção de causar impacto social e ambiental ao lado de um retorno financeiro. No Brasil, o assunto ganhou maior relevância após a divulgação das recomendações da Força Tarefa de Finanças Sociais para facilitar a conexão entre a oferta de capital e os negócios de impacto. Entre as principais características do investimento de impacto social estão a intenção do investidor, o retorno e a gama de opções de ativos que podem se utilizar desse modelo. Além de mostrar que o mercado financeiro não precisa existir só para o lucro, o objetivo desse tipo de investimento, segundo o GINN, é desafiar a noção de que as questões sociais e ambientais devem ser abordadas apenas por doações filantrópicas, apesar de se complementarem, como acredita Daniel Izzo, cofundador da Vox Capital, primeira empresa de investimentos de impacto social no Brasil.

PROJETO GARATÉA-ISS LEVARÁ EXPERIMENTO BRASILEIRO À ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL EM 2018
Pela primeira vez em mais de uma década, o Brasil voltará a enviar um experimento à Estação Espacial Internacional para ser realizado por um astronauta. A iniciativa é da Missão Garatéa, o mesmo consórcio espacial que está planejando a primeira missão lunar brasileira, com lançamento marcado para 2021. Batizado Garatéa-ISS, o projeto fará parte da 12a edição do Student Spaceflight Experiments Program (SSEP), ação anual do governo americano em conjunto com a Nasa (agência espacial americana) para engajar a comunidade estudantil em experimentos educacionais realizados no espaço. “É a primeira vez que uma comunidade fora da América do Norte teve aprovação no programa e estamos muito animados com a oportunidade”, diz Lucas Fonseca, diretor da iniciativa no Brasil. A oportunidade foi aberta por meio da Câmara de Comércio Brasil-Flórida, que ajudou na busca de um projeto de impacto que pudesse alinhar interesses brasileiros e americanos. A intersecção encontrada foi com a Kennedy Space Center International Academy (KSCIA). “Penso que a maior importância de uma colaboração desse porte é a oportunidade de inspirar a futura geração que eventualmente atuará em alguma área do programa espacial”, diz Jefferson Michaelis, presidente da Câmara de Comércio Brasil-Flórida. “Para o Brasil, abre-se uma oportunidade gigantesca, uma chance de reviver a aliança com a ISS e ao mesmo tempo possibilidade a jovens brasileiros e a educadores a inserção na área de espaço. Para os EUA, uma oportunidade de conhecer o lado do Brasil, talentoso, criativo e inovador, o que possibilitará a criação de novas oportunidades entre as duas nações”. O experimento brasileiro deve ir à estação espacial em 2018 e contará com a participação de 450 crianças do sétimo ano (13 anos), tanto do ensino público como do ensino privado. Desde 2006, quando a Missão Centenário levou à Estação Espacial Internacional o primeiro astronauta brasileiro, Marcos Pontes, estudantes brasileiros não têm uma oportunidade como essa.
COLABORAÇÃO
O projeto não tem financiamento público e, a exemplo da missão lunar Garatéa-L, busca apoio da iniciativa privada para sua realização. “Este primeiro ano estamos tratando como um piloto”, explica Fonseca. “Para o ano que vem, estamos costurando uma parceria com a Olimpíada Brasileira de Astronomia e temos a meta ambiciosa de expandir o programa para atingir 1 milhão de crianças. Para tanto, precisamos nos provar neste primeiro voo”. A iniciativa será iniciada neste ano, em uma parceria da Missão Garatéa com o colégio Dante Alighieri, de São Paulo. A escola ofereceu suas estruturas de salas, laboratório e professores para o planejamento e a realização do experimento. Como contrapartida, seus alunos participarão do projeto, combinados a estudantes oriundos do ensino público. Além de envolver os alunos num projeto espacial de vanguarda, a iniciativa oferecerá treinamento para professores com cientistas de alto gabarito trabalhando no Brasil e no exterior. “Sem dúvida é uma oportunidade incrível”, diz Amanda Bendia, pesquisadora do Instituto Oceanográfico da USP envolvida com o projeto. “Os alunos terão a experiência não só de passar por todas as etapas que um cientista realiza para o desenvolvimento de sua pesquisa, mas também terão que pensar em experimentos que sejam simples, práticos e viáveis de serem executados na ISS. Será um grande desafio que contará com o apoio de pesquisadores brasileiros especializados em áreas como Astronomia, Biologia, Física e Química, que darão o suporte multidisciplinar necessário para os alunos desenvolverem suas propostas de experimentos”. “Acho esta iniciativa fantástica, muito importante para os alunos e professores envolvidos”, complementa Ana Carolina Zeri, do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron. “Estou bem entusiasmada e contente de poder ajudar”. Fazendo coro a gente muito mais esperta, o Mensageiro Sideral também está muito feliz de poder participar do projeto, como consultor. Ainda não está definido qual experimento será realizado. Ele será escolhido e projetado entre setembro e dezembro deste ano, para ir ao espaço no primeiro semestre de 2018. A bordo da Estação Espacial Internacional, ele será executado por um astronauta americano e, depois de quatro a seis semanas, será trazido de volta à Terra para análise dos resultados. Os alunos brasileiros responsáveis pelos experimentos ainda participarão de um congresso de apresentação de resultados no museu nacional de ar e espaço “Smithsonian” em Washington D.C., tendo chance de interagir com estudantes americanos que participarão do mesmo programa. O projeto será assessorado por cientistas ligados a NASA, além de pesquisadores brasileiros da Universidade de São Paulo e do Laboratório Nacional de Luz Sincrotron. O objetivo do projeto é ampliar o interesse dos estudantes brasileiros pelas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, essenciais para o desenvolvimento do Brasil, e desenvolver um caminho rápido de amadurecimento de iniciativas espaciais privadas e de capacitação tecnológica para a Garatéa-L, a missão lunar brasileira. Confira o hotsite do projeto Garatéa-ISS, clicando aqui. (por Salvador Nogueira)

GOOGLE TENTA RETOMAR ÓCULOS INTELIGENTES NO MUNDO CORPORATIVO
O Google anunciou por meio de um comunicado o plano de fazer com que seu projeto de óculos inteligentes Glass seja expandido no mundo corporativo. "Nós percebemos inicialmente o potencial do Glass para empresas nos dias de Glass Explorer [programa para desenvolvedores]", escreveu Jay Kothari, diretor de produto do Glass. O aparelho vestível —tendência que perdeu força nos últimos anos— foi lançado inicialmente em 2013 por US$ 1.500, quando o Google ainda tinha o público em geral, e não o ambiente de trabalho, como seu escopo. Por causa do tamanho alarde realizado pela companhia em relação aos seus óculos —equipados com câmera, um projetor de imagens e conectividade bluetooth e wi-fi—, eles foram tidos como um grande (e raro) fracasso do Google por analistas e pela imprensa. Por questões de privacidade, ele também chegou a ser proibido em alguns restaurantes e eventos. Agora, ao mesmo tempo em que ganha crescente popularização a chamada realidade aumentada (sobreposição de elementos virtuais a reais), o Glass passa a ser empregado por empresas como DHL, General Electric e Sutter Health nos segmentos de logística, aviação e saúde, respectivamente. "Mecânicos da GE Aviation em Cincinnati, Ohio, usam software de uma parceira nossa com instruções em vídeos, animações e imagens [estáticas] diretamente em seu campo de visão para que não tenham que deixar o que estão fazendo para olhar o computador", escreveu Kothari. Segundo o executivo, o Glass Enterprise Edition, como é intitulada a versão para empresas, ganhou adaptações para poder ser usado em linhas de produção, tais quais lentes resistentes a impacto. A duração da bateria e o conforto de uso do dispositivo —grandes reclamações de usuários— também ganharam melhorias, diz ele. Segundo uma das companhias que estão usando os óculos em fábricas, eles foram responsáveis por reduzir em 25% o tempo levado por funcionários para um processo específico, de baixo volume e alta complexidade. A alemã DHL, de entregas, afirma que sua cadeia de produção ganha 15% de eficiência quando o Glass é usado. Há pouca concorrência para o Glass, talvez justamente por causa do alto risco financeiro (e, talvez, de relações públicas) em que podem incidir iniciativas do tipo. Empresas que têm óculos de realidade aumentada, como a Microsoft e o aparelho HoloLens, apostam no consumidor comum, que usaria os óculos para vídeos e fotos imersivos e games.
NOVIDADES NO GOOGLE
O Google também anunciou que fará mudanças na sua homepage para incluir o que a empresa chama de Feed, uma seção com notícias, alertas, informações pessoais, vídeos populares e outras sugestões que o buscador considerar útil especificamente para o usuário. Esse agregador de "interesses" será implementado nesta semana no app principal do Google para Android e para iPhone nos EUA. A novidade chega para o Brasil e demais países dentro de duas semanas. A página principal do Google no computador —que, em essência, não mudou desde que foi lançada, em 1998— receberá as mudanças "em breve", disse a empresa.  

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