Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

segunda-feira, 24 de julho de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

GASTOS DE BRASILEIROS NO EXTERIOR SOBEM 34,8% NO 1º SEMESTRE, DIZ BANCO CENTRAL
Os brasileiros gastaram US$ 1,510 bilhão em viagens internacionais em junho, alta de 10,09% em relação ao mesmo mês do ano passado (US$ 1,372 bilhão) e de 0,94% na comparação com maio (US$ 1,496 bilhão). Com isso, os gastos dos brasileiros no exterior somaram US$ 8,805 bilhões nos seis primeiros meses do ano, valor 34,8% maior do que o mesmo período do ano passado (US$ 6,532 bilhões). Os números são do Banco Central (BC) e foram divulgados na sexta-feira (21). No ano passado, os gastos dos brasileiros no exterior diminuíram 16,5% e tiveram o menor valor em sete anos, desde 2009. Nova metodologia do BC Em abril do ano passado, o BC adotou nova metodologia internacional para medir as contas externas. Dentro da conta de serviços, onde estão os gastos com viagens, o BC passou a apresentar novas linhas, como serviços de propriedade intelectual (antigos royalties), e telecomunicações, computação e informações, que capta despesas com software, por exemplo. A nova nota também traz outros serviços --pesquisa, desenvolvimento, publicidade, engenharia, arquitetura, limpeza e despoluição--, e serviços culturais, pessoais e recreativos.

BOLSA DE NEIL ARMSTRONG USADA NA LUA É VENDIDA POR US$1,8 MI EM LEILÃO
Uma bolsa usada pelo astronauta norte-americano Neil Armstrong para trazer as primeiras amostras de pó da Lua de volta à Terra foi vendida para um comprador anônimo por US$ 1,8 milhão em um leilão em Nova York na quinta-feira (20/07), marcando o 48º aniversário da primeira visita à Lua. A bolsa, que durante anos permaneceu sem ser identificada em uma caixa no Johnson Space Center em Houston, foi comprada por uma pessoa que fez a oferta por telefone e não quis ser identificada publicamente, disse a casa de leilões Sotheby's. Os leiloeiros esperavam que a bolsa fosse ser vendida entre US$ 2 milhões e US$ 4 milhões. O objeto foi o item de maior valor em um leilão de memorabilia da Lua que incluiu o plano de voo da Apollo 13, anotado por sua equipe, vendido por US$ 275 mil; um traje espacial usado pelo astronauta norte-americano Gus Grissom, adquirido por US$ 43.750, e uma famosa imagem de Buzz Aldrin da Apollo 11 na Lua tirada por Neil Armstrong, que foi vendida por US$ 35 mil. O destino da bolsa, que mede cerca de 30 cm por 20 cm e tem a inscrição "retorno de amostra lunar", ficou por décadas desconhecido, depois que Armstrong e sua equipe da Apollo 11 chegaram em casa em julho de 1969. Depois de desaparecer do Johnson Space Center, a bolsa finalmente apareceu na garagem do gerente de um museu do Kansas, Max Ary, que foi condenado por seu roubo em 2014, de acordo com registros judiciais. A bolsa foi apreendida pelo US Marshals Service, que a colocou em leilão três vezes, sem lances, até que foi comprada em 2015 por US$ 995 por uma advogada da área de Chicago, Nancy Lee Carlson. Ela enviou a bolsa para autenticação da Nasa, e quando os testes revelaram que tinha sido usada por Armstrong e ainda tinha vestígios de poeira lunar, a agência espacial dos EUA decidiu mantê-la. Carlson processou com sucesso a Nasa para recuperar a bolsa, e a atenção criada pelo processo judicial gerou muito interesse de potenciais compradores, de acordo com a Sotheby's. Isso levou Carlson a decidir leiloá-la novamente.

SUPER WI-FI: COMO AS FREQUÊNCIAS NÃO USADAS DE TV PODEM LEVAR A INTERNET A LUGARES REMOTOS
Mais da metade da população mundial não tem acesso à internet – no Brasil, são mais de 70 milhões sem conexão à rede, segundo dados da União Internacional de Telecomunicações, das Nações Unidas. E, por mais surpreendente que possa parecer, a solução pode estar em uma tecnologia que chegou muito antes da revolução digital: a televisão analógica. A ideia é usar os chamados "espaços em branco" dos canais de televisão para levar a rede a esses 57% do globo que não têm internet (mais de 4 bilhões de pessoas). O nome oficial da tecnologia será Rede de Área Regional Sem Fio (WRAN, na sigla em inglês), mas ela já é informalmente conhecida como "super Wi-Fi". Basicamente, prevê ocupar as redes de televisão não utilizadas com um tipo de conexão Wi-Fi que conseguiria alcançar distâncias muito grandes. Essa não é a única iniciativa em curso para tentar mudar a situação de quem vive nas zonas mais rurais: o Google faz isso com o Projeto Loon, que coloca nos céus uma rede de balões, e o Facebook usa drones. Mas agora a Microsoft quer tomar a dianteira com o super Wi-Fi. Desde 2008, a companhia e outras empresas tentavam gerar o acesso à rede por meio dessa tecnologia, que é mais potente do que os sinais de celulares, já que pode "atravessar" melhor as paredes de cimento e outros obstáculos físicos.
PREENCHER OS ESPAÇOS EM BRANCO
A Microsoft anunciou no início de julho que usará os chamados "espaços em branco" dos canais para conectar as zonas mais remotas dos Estados Unidos à internet. A empresa é uma das primeiras a implementar essa tecnologia. Por enquanto, ela quer testá-la em solo americano e, caso se mostre eficaz, a exportá-la para outros lugares do mundo. O plano é explorar as bandas de frequência UHF que não são utilizadas para "acabar com a brecha tecnológica e estabelecer uma rede em áreas subdesenvolvidas", explicou a empresa de Seattle. "A Microsoft está trabalhando com sócios de todo o mundo para desenvolver tecnologias e modelos de negócio que facilitarão o acesso à internet para milhões de pessoas", declarou Paul Garnett, diretor de Iniciativas de Acesso a Preços Acessíveis da companhia. Mas não foi a Microsoft que inventou isso. Engenheiros da Universidade de Rice, em Houston (EUA) haviam testado a ideia pela primeira vez em 2015. "Devido à popularidade da televisão a cabo, satélite e internet, o UHF é uma das parte mais subutilizadas do espectro sem fio nos Estados Unidos", explicou o pesquisador principal da universidade à época, Edward Knightly. Agora, a empresa quer aproveitar essa possibilidade em 12 Estados do país – entre eles Arizona, Kansas, Nova York e Virgínia. Em entrevista ao jornal "The New York Times", seu presidente, Brad Smith, classificou os espaços em branco como "a melhor solução para chegar aos 80% da população americana rural que não tem banda larga hoje em dia".
VANTAGENS
Mas o que a Microsoft e outras empresas que têm investido nessa causa ganham ao promover esse tipo de ação? Em primeiro lugar, mais de 24 milhões de "clientes em potencial" que poderão usar, uma vez conectados, seus serviços de nuvem, aplicativos e outras ferramentas digitais. E, além disso, elas podem ganhar prestígio de marca e popularidade. Para apoiar seu plano, a Microsoft começou negociações com reguladoras estatais para que elas possam garantir o uso dos canais de televisão para este fim e para que invistam na extensão da tecnologia em áreas rurais. Mas há ainda alguns obstáculos pelo caminho. Poucos fabricantes estão criando dispositivos compatíveis com essa tecnologia e alguns dos que podem ser usados custam pelo menos US$ 1 mil por unidade. A Associação Nacional de Radiodifusores dos Estados Unidos (NAB, na sigla em inglês) diz que há apenas 800 dispositivos compatíveis com o super Wi-Fi registrados pelos reguladores. "Os espaços em branco supõem uma oportunidade tremenda para ajudar na cobertura de radiodifusão nas áreas rurais e isso justifica o custo inicial dos fabricantes", disse Doug Brake, analista da Information Technology & Innovation Foundation (ITIF), uma organização sem fins lucrativos nos Estados Unidos. Outro desafio é a batalha interminável com emissoras de televisão, que garantem que o super Wi-Fi poderia prejudicar o funcionamento dos outros canais. "A Microsoft está há mais de uma década fazendo promessas sobre a tecnologia dos espaços em branco. Em que momento podemos finalmente concluir que ela é um fracasso?", escreveu Patrick McFadden, do Conselho Geral da NAB. Enquanto isso, a gigante garante que seu objetivo não é se tornar uma empresa de telecomunicações, mas que quer apenas conseguir que os dispositivos para usar essa tecnologia sejam mais acessíveis. Várias universidades americanas se mostraram favoráveis, mas falta muito para que o super wi-fi seja um padrão de mercado. Alguns de seus críticos a comparam com a falida WiMAX, que foi apresentada como a principal estratégia para alcançar as zonas rurais, mas depois se mostrou um fracasso.

Nenhum comentário: