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segunda-feira, 31 de julho de 2017

CITAÇÃO DO DIA

“Que é muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos. ”  (ARIANO SUASSUNA)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

GOVERNO PLANEJA REDUZIR BENEFÍCIOS DE SERVIDORES DO EXECUTIVO
O governo prepara uma revisão nas regras de concessão de auxílios para os servidores públicos do Executivo. Esses benefícios funcionam como uma espécie de complemento salarial. A medida faz parte da estratégia do governo para reduzir as despesas e melhorar o resultado fiscal, principalmente em 2018. Por ano, o governo chega a desembolsar R$ 3,878 bilhões para o pagamento de 562 mil auxílios-alimentação, 84 mil auxílios pré-escola e 191 mil auxílios-transporte. Segundo uma fonte da equipe econômica, a proposta não é acabar com os auxílios, mas reduzir os valores que a União gasta com esses benefícios. Cada servidor público do executivo, se cumprir as regras, tem direito a R$ 458 por mês de auxílio-alimentação, R$ 321 de auxílio pré-escola e R$ 204,19 de auxílio-transportes. A área econômica está fazendo uma revisão das despesas em 2017 e 2018 para encontrar margem de redução dos gastos e não ter que mudar a meta fiscal, que prevê um déficit de no máximo R$ 139 bilhões este ano. O peso dos auxílios é maior no Legislativo e no Judiciário, mas o Executivo não tem autonomia para propor mudanças nas regras de outros Poderes. Além disso, o valor dos benefícios é maior nos dois primeiros. Para se ter uma ideia, um servidor do Senado recebe R$ 982,28 de auxílio-alimentação, mais do que o dobro do Executivo. Muitos complementos têm feito com que servidores acabem ganhando acima do teto funcionalismo, que é de R$ 33,763 mil (remuneração de ministro do Supremo Tribunal Federal). O problema é maior no Judiciário e Ministério Público. Já existem propostas de lei para incluir no cálculo do teto esses complementos salariais (exceto recursos indenizatórios e comprovados) tramitando no Congresso, mas elas não avançam diante da resistência dessas classes, que exercem grande influência entre os parlamentares. Uma das propostas que inclui alguns benefícios na remuneração limitada ao teto chegou a ser aprovada no Senado no fim do ano passado, mas ainda não tem relator definido na Câmara dos Deputados, o que travou o andamento. Há outras iniciativas, como uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) apresentada por 35 senadores, que veta o recebimento de valores acima do teto e ainda limita o período de férias no serviço público a 30 dias. Consultores do Senado já fizeram as contas e identificaram uma economia potencial de R$ 1,2 bilhão ao ano caso os “penduricalhos” passem a contar para o teto do funcionalismo – cifra considerada razoável por fontes da equipe econômica. O governo vai trabalhar agora para que uma dessas propostas para fazer valer o teto salarial seja aprovada pelo Congresso. 

CIENTISTAS DESENVOLVEM MÉTODO PARA DIFERENCIAR ALZHEIMER DE OUTRA DEMÊNCIA
Cientistas da Universidade de Brescia (Itália) desenvolveram um novo método não invasivo para distinguir a doença de Alzheimer da demência frontotemporal (DFT), dois tipos de demência que têm sintomas que podem ser confundidos, mas cujos tratamentos são diferentes. A descoberta foi publicada na Neurology, revista científica da Academia Americana de Neurologia. De acordo com a pesquisadora que liderou o estudo, Barbara Borroni, no passado acreditava-se que a DFT era uma doença rara, mas estudos mais recentes mostram que ela corresponde a até 15% dos casos de demência. "O problema é que, por causa de sua vasta gama de sintomas, a DFT é frequentemente diagnosticada de forma errada como um problema psiquiátrico, Alzheimer ou Parkinson", disse Barbara. A doença em geral afeta mulheres a partir dos 50 anos e é caracterizada por uma mudança radical de comportamento e problemas de linguagem. De acordo com Barbara, como não há cura para DFT, é importante identificar a doença com precisão para que os médicos possam tratar os sintomas e evitar terapias desnecessárias - como os remédios inibidores da acetilcolinesterase, por exemplo, que são prescritos para doença de Alzheimer, mas não funcionam bem para DFT. "Fazer o diagnóstico correto pode ser difícil. Os métodos atuais podem ser tomografias cerebrais muito caras, ou punções lombares invasivas, que envolvem a inserção de uma agulha na medula espinhal. Portanto, é animador que sejamos capazes de fazer o diagnóstico correto de maneira fácil e rápida, com um procedimento não invasivo", disse Barbara. A nova técnica, batizada de estimulação magnética transcraniana (EMT), consiste em colocar uma grande bobina eletromagnética no couro cabeludo. O aparelho gera correntes elétricas que estimulam as células nervosas. Circuitos distintos. Para realizar a pesquisa, os cientistas conduziram um experimento envolvendo 79 pessoas com suspeita de Alzheimer, 61 pessoas com suspeita de DFT e 32 pessoas da mesma faixa etária que não apresentavam sinais de demência. Utilizando o EMT, os cientistas conseguiram medir a capacidade do cérebro para conduzir sinais elétricos entre diferentes circuitos cerebrais. Eles descobriram que as pessoas com doença de Alzheimer tinham problemas especialmente em um tipo de circuito, enquanto os pacientes com DFT apresentavam problemas em outro tipo de circuito. Com isso, os cientistas foram capazes de diferenciar a DFT da doença de Alzheimer com 90% de precisão. A precisão foi de 87% para a distinção entre Alzheimer e cérebros saudáveis e de 86% entre DFT e cérebros saudáveis. Segundo os autores do estudo, os resultados foram igualmente bons quando o teste foi feito apenas em pessoas com formas suaves da doença. De acordo com Barbara, a precisão dos resultados na comparação entre os dois grupos de pacientes foi comparável à dos testes de tomografia por emissão de pósitrons (PET, na sigla em inglês) e também à do método que utiliza fluido da medula espinhal por meio de punções lombares. "Se nossos resultados puderem ser replicados em estudos maiores, será muito emocionante. Os médicos poderão logo ser capazes de diagnosticar a DFT de forma rápida e fácil com esse procedimento não invasivo. Essa doença infelizmente não pode ser curada, mas pode ser administrada - especialmente se for diagnosticada precocemente", disse Barbara.

ATÉ O FIM DE 2017, BRASIL TERÁ UM SMARTPHONE POR HABITANTE, DIZ FGV
O Brasil terá um smartphone em uso por habitante até o final de 2017 -- segundo dados da 28ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) e divulgada nesta quarta-feira, 19. De acordo com a pesquisa, até outubro a base instalada de smartphones no País será de 208 milhões de aparelhos. Hoje, o País tem 198 milhões de celulares inteligentes em uso, crescimento de 17% na comparação com os dados da pesquisa do ano passado. De acordo com o estudo, a expectativa é de que, nos próximos dois anos, o País tenha 236 milhões de aparelhos desse tipo nas mãos dos consumidores, em um crescimento de 19% em relação ao momento atual. A pesquisa da FGV, organizada pelo professor Fernando Meirelles, leva em conta apenas o número de aparelhos em uso, e não as vendas de smartphones no País. De acordo com dados da consultoria IDC Brasil, o mercado de smartphones teve queda de 7,3%  no ano passado, com 43,5 milhões de unidades vendidas. Atualmente, de acordo com a pesquisa, o Brasil tem também 162,8 milhões de computadores (entre notebooks, tablets e desktops) em funcionamento, em um crescimento de 5% na base instalada com relação ao levantamento de 2015. Até o final do ano serão 166 milhões de computadores em uso – o número inclui cerca de 33 milhões de tablets. Caso a previsão se confirme, no final do ano o País teria quatro computadores para cada cinco habitantes. Os dados mantêm o Brasil à frente da média mundial de 66 dispositivos para cada cem habitantes. Nos Estados Unidos a proporção é consideravelmente mais alta: 144 aparelhos para cada cem pessoas. Para Meirelles, a previsão é de que o País atinja a marca de um computador por brasileiro até 2022, quando chegar ao número de 210 milhões de computadores na base instalada. “A previsão era para acontecer mais cedo, mas dois fatores interferiram nisso: a popularização dos smartphones e a crise econômica”, disse o professor.  Além de considerar dados do mercado, a pesquisa também levantou dados com 8 mil médias e grandes empresas nacionais, recebendo 2,5 mil respostas consideradas válidas. Segundo a FGV-SP, 66% das 500 maiores empresas do País participaram do levantamento. Além de divulgar dados sobre a base instalada de dispositivos no País, o levantamento realizado pela FGV-SP também mensurou as vendas de computadores e tablets no País em 2016. Pela primeira vez na história da realização da pesquisa, houve queda no número de unidades comercializadas da categoria por três anos seguidos. Ao todo, foram comercializados 12 milhões de aparelhos em 2016, recuo de 15% com relação a 2014. Apesar da queda, o preço médio do computador se manteve estável em US$ 400 – marca que se mantém desde 2008. 

COLÍRIO DO BLOG

“GRACIELLA CARVALHO” É UM SUNTUOSO COLÍRIO DOSADO EM SEIS GOTAS
Graciella Carvalho nua na Revista Sexy – Fotos digitais com a linda e gostosa Graciella Carvalho pelada na Revista Sexy de Dezembro de 2012. A vice-campeã do Concurso Miss Bumbum 2011, a deliciosa Graciella Carvalho, também conhecida como Suzany Maya ou Suzany Reis.






Fonte: Revista Sexy de Dezembro/2012

EFEITOS COLATERAIS DO COLÍRIO DO BLOG
Aumento da frequência cardíaca, falta de ar e insônia.

PRECAUÇÕES
O uso prolongado pode causar dependência. Se persistirem os sintomas, consulte um médico.

CAUSOS DO BLOG

O FOGO DA JUVENTUDE
Eliseu Resende era candidato ao governo de Minas, em 1982, contra Tancredo Neves. Inexperiente e quase jovem, cometeu um erro ao criticar a idade do adversário: “Não podemos entregar o Estado a quem, numa idade provecta, não pode sustentar o peso da administração.”
Tancredo não passou recibo. Foi à tevê elogiar o rival e acabar com ele:
- Konrad Adenauer deixou o governo da Alemanha aos 80 anos, após reconstruir o país. Já o jovem Nero...

Fonte: http://www.diariodopoder.com.br/podersempudor.php

SUA CIDADE NO PASSADO

NATAL-RN NO ANO DE 1984 
Uma antiga imagem da Praia do Forte em Natal – RN – Brasil no ano de 1984.

CIRCULA NA INTERNET

OFERTA DO DIA
Me vê dois. Pra viagem.

IMAGEM DO DIA

Uma bela imagem da nossa amada e deslumbrante Fortaleza - CE - Brasil. 

PIADA DO BLOG

O MARIDO TROLL
O casal está passeando no shopping e de repente a mulher pede que o marido lhe compre um lindo biquini exposto em uma vitrine. 
- De jeito nenhum! Com esse corpo de máquina de lavar? Nem pensar!
Continuam o passeio, logo depois a mulher pede que o marido lhe compre um vestido. 
- Com esse corpo de máquina de lavar? Nem pensar! 
À noite, antes de deitar, o marido convida: 
- E aí, benzinho? Vamos colocar esta máquina de lavar para funcionar? 
E a mulher:
- Para lavar esse pedacinho de pano? Nem pensar! Se quiser, lave-o na mão!

TEXTO DO BLOG

APIMENTAR A RELAÇÃO? NÃO...
por Ivan Martins*

Toda vez que alguém me fala em apimentar a relação, tenho vontade de rir e dizer: esqueça! Meu conselho é que a pessoa vá à feira, compre um bom pedaço de badejo, mande fatiar cuidadosamente e faça uma moqueca rica de dendê, leite de coco e pimenta. Esse é o melhor tempero que se pode pôr na relação de qualquer casal, já que tudo fica mais gostoso depois de uma moqueca.
Na vida real, não há artifício capaz de erotizar relações que se esvaziaram de desejo. Você pode ver um vídeo pornô junto com ele (é divertido) ou ele pode surpreendê-la usando pílulas de virilidade (que funcionam muito bem). Mas, se as pessoas não acharem dentro de si o tesão pelo parceiro ou pela parceira, nem a fantasia pornô e nem a química farmacêutica adiantarão. Em dois dias – ou em uma semana – tudo estará de volta ao ponto de partida.
A vontade que a gente tem de transar com o outro nasce e se alimenta dos sentimentos. Ela vem da nossa subjetividade. Não é ditada quimicamente pelos hormônios e nem induzida por estímulos externos. Algo na outra pessoa ativa alguma coisa em nós, que nos puxa em direção a ela. Um comprimido que aumenta a potência pode ampliar o efeito desse desejo e as fantasias eróticas podem intensificá-lo, mas é necessário que o desejo esteja lá, originalmente, ou as coisas não acontecerão.
As pessoas que vendem soluções eróticas para casais cansados se esquecem desse detalhe. Fingem que uma viagem romântica, um novo lingerie ou uma plástica custosa podem reacender por conta própria o desejo que desapareceu. Infelizmente não é assim – e, ao mesmo tempo, é bom que não seja. A falta de desejo nos obriga a olhar para o que há de importante num relacionamento (a conexão emocional e física entre os parceiros) e não para a prateleira do sex shop. Soluções de consumo apontam na direção errada.
Somos preocupados demais com a aparência, por exemplo, mas ela não é tão decisiva na construção do erotismo. A pessoa mais bonita do mundo não é a que mais nos excita e nos atrai. Na verdade, ela nos afeta eroticamente apenas se entrar em contato com as nossas fantasias. Quando sentimos que alguém é irresistível, é porque há naquela pessoa algo que se conecta diretamente aos nossos devaneios. A atração sexual que sentimos por alguém depende da nossa história e de preferências que nem conseguimos explicar, mas estão lá, pulsando.
Mais importante do que a aparência para compreender nosso desejo é a personalidade do outro. É com ela que nos relacionamos o tempo inteiro. O corpo – por lindo que seja, ou por gasto que esteja – é a superfície de algo maior e mais profundo. É com essa vasta e intangível entidade (a subjetividade do outro) que os nossos sentimentos se conectam. O erotismo passa pelo corpo do outro, mas é dirigido a algo que vai além dele. Um corpo, ainda que perfeito, não sustenta sozinho o erotismo de ninguém. Se não houver envolvimento das personalidades, o desejo se esvai em poucos dias.
Para um casal que perdeu a vontade de se tocar, beijar e transar – mas ainda se gosta e tem vontade de seguir junto –, de que adianta saber isso tudo?
Em primeiro lugar, acho que saber ajuda a não olhar nos lugares errados em busca de respostas. É improvável que uma plástica traga o desejo de volta, e as viagens ao sex shop, em busca de brinquedinhos e peças íntimas, podem produzir frustração e constrangimento. Aquilo que as pessoas costumam chamar de pimenta funciona quando tudo está bem e o casal está a fim de ampliar a farra, às vezes até incluindo outras pessoas. Mas, quando as coisas esfriaram – e os sentimentos se distanciaram –, duvido que acessórios, orgias ou silicone reaproximem as pessoas.
Erotismo é uma conexão, uma liberdade com o corpo do outro, uma urgência que o olhar e a voz dele ou dela nos transmitem. Essas coisas partem de nós e precisam ser reavivadas. Não sei como se faz isso e suspeito que ninguém saiba, mas eu começaria pela tentativa de estar a sós com a outra pessoa, sem pressa e sem pressões. Em situações tranquilas – que podem ocorrer numa viagem, mas podem acontecer também na sala de casa, num dia sem crianças, lendo ou vendo um filme –, a gente tem chance de estar intimamente com o outro, e isso costuma ser erótico. Comer, sobretudo com o acompanhamento de bebidas alcoólicas, é uma porta usual para outros prazeres e estados de espírito melhores. Ao redor de um copo e de um prato, a gente relaxa, fica mais interessante, se sente mais seguro e mais emotivo. Todas essas coisas têm a vocação de nos levar ao sexo.
Estamos falando de ocasiões, porém. Elas podem ser atalhos que andavam perdidos e que nos colocam em contato com a nossa sensualidade e a do outro. Mas, no longo prazo, os casais precisam buscar dentro de si o interesse duradouro pelo parceiro ou pela parceira. É daí que deriva o resto: o que ela ou ele tem a me contar? Como seu corpo se move pela casa? O que contam seus olhos quando sorriem? É do encantamento sutil ou visceral que vêm a vontade de tocar nos cabelos, o gesto instintivo de abraçar os quadris, o beijo na calçada, na porta da padaria, quando a temperatura desce a 9°C e o mundo parece ter se concentrado numa única pessoa. Enquanto houver esse tipo de conexão – subjetiva e erótica – o resto estará bem encaminhado.
Quando o vínculo desaparece, ou se torna tênue e raro, há duas opções. Uma é permanecer na relação, em nome de todo o resto, e aproveitar do erotismo quando ele aparecer, de vez em quando. A vida humana é rica de possibilidades e o sexo, em determinados contextos, pode não ser a coisa mais relevante. Não há nada de errado nisso, sobretudo em relações antigas.
A outra opção é decidir que, sem o elemento do desejo, manifestado de forma intensa e frequente, a relação não faz sentido – e então seria a hora de mover-se em outra direção, na busca de outra pessoa, lembrando, porém, que, dentro de algum tempo, a mesma situação de inapetência pode se manifestar, de novo.
Eu não sei qual das duas é a escolha certa. Na minha vida, já fiz as duas, com ganhos e perdas em cada uma delas. Não tenho conselhos para dar. O que eu sei – por sentir e por estudar – é que esse negócio de desejo é fundamental em nossa vida, mas não tem apenas uma forma, e nem apenas um jeito de ser. Ele varia de pessoa para pessoa e, mesmo em cada um de nós, pode mudar de direção e de gosto com o tempo. Há que ser aproveitar disso e viver melhor. Não há magias e nem pimentas, mas há mudanças e moqueca. Com umas e com outra, a gente se vira.

(*) Ivan Martins é editor-executivo da revista Época, autor do livro Alguém especial e escreve em epoca.com.br

sábado, 29 de julho de 2017

NOTÍCIA DA HORA

RN PERDE LUPÉRCIO LUIZ DE AZEVEDO, O GUARDIÃO DA HISTÓRIA DO ESPORTE DE MOSSORÓ
Faleceu em Natal na tarde deste sábado,29, o economista e ex-vereador mossoroense, Lupércio Luíz de Azevedo. Lupércio foi vítima de um enfarto no decorrer da madrugada. Chegou a ser socorrido e passou por cirurgia para a instalação de um marcapasso, mas não resistiu, e veio a óbito no início da tarde em Natal. Formado em Ciências Econômicas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Lupércio Luíz tinha uma estreita ligação com o segmento do esporte. Sua trajetória iniciou ainda adolescente quando se integrou como atleta ao Fluminense da Lagoa do Mato. Sua ligação como desportista lhe rendeu um tricampeonato pelo Potiguar de Mossoró, e passagens pelos extintos Ipiranga e Ferroviário, além do Baraúnas. Atuou como comentarista esportivo de rádio em Natal e Mossoró, jornais, e emissoras como a TVU Natal. Foi o primeiro assessor de esporte de Mossoró, no governo de Dix Huit Rosado, e vereador no período de 1988 a 1991. Na era 2000 ocupou durante três anos o cargo de Gerente Executivo da Juventude, Esporte e Lazer da prefeitura de Mossoró, na gestão da prefeita Fafá Rosado. Lupércio desenvolveu atividade como historiador com a publicação de vários livros temáticos como: Estórias do Trivial, Futebol em Tom Menor, Fusão – uma Proposta Explosiva, SAAB – Uma semente que brotou no solo potiguar, A história não contada do futebol potiguar, Duarte Filho – Um exemplo de dignidade na vida e na política, Potiguar – 60 anos de Glórias e Conquistas. Seu último livro, Futebol de Mossoró – Pequenas Grandes Histórias, foi publicado em 2013 e em entrevista ao jornal O Mossoroense, Lupércio destacava a importância da sociedade atuar no registro e resgate da história. “Preservar a história é dever de todos nós”. Seu último trabalho no segmento do esporte se deu horas antes de passar mal e ser levado para o Hospital do Coração. Lupércio comentou a partida entre América e Ceilândia, realizada no Arena das Dunas, em Natal, pela terceira fase da Série D do Campeonato Brasileiro de Futebol. O velório de Lupércio Luíz será encaminhado em Natal no fim da tarde deste sábado em local a ser definido pela família. O corpo de Lupércio deverá ser cremado e as cinzas depositadas na praia de Tibau em atendimento a um pedido do historiador.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

CITAÇÃO DO DIA

“Você é capaz de qualquer coisa que deseja. Nada que esteja longe de você e  nada do que aconteceu no seu passado é capaz de alterar o futuro que você  deseja para si. O mundo bombardeia você com milhares de distrações, obstáculos, medos e  desejos de prazeres vazios, fáceis e rápidos. Ainda assim, nada irá impedir que  você conquiste tudo aquilo que sua mente sonha e almeja. O simples fato de você imaginar que sua vida pode melhorar está evidenciando a  sua capacidade para alcançar seus sonhos. Você já possui a maioria dos seus tesouros com que você sonha e que você deseja: eles já existem dentro de você. Dê a eles a força do seu pensamento, da sua ação, do seu compromisso. Faça-os  reais, e não apenas exclusividade de seus sonhos. Traga-os também ao mundo  que o cerca. Isto é realização, isto é destino.” (RIVALCIR LIBERATO)

CHARGE DO DIA


RAPIDINHAS DO BLOG...

ESTRANGEIRAS DEVEM AVANÇAR SOBRE ESPAÇO DAS ESTATAIS ELÉTRICAS
Em meio a privatizações e vendas de ativos, as estatais elétricas brasileiras estão perdendo o protagonismo para empresas privadas, com destaque para chinesas e europeias. Levantamento feito pelo Valor mostra que há mais de 20 gigawatts (GW) de potência em projetos que podem ser privatizados (quase o equivalente a duas hidrelétricas de Belo Monte). As operações no mercado devem envolver montantes significativos, atraindo ainda mais capital estrangeiro para o país, mesmo sem a construção de novos projetos. Apenas o valor patrimonial dos principais ativos colocados à venda por Cemig e Eletrobras ultrapassa R$ 20 bilhões. Além disso, o valor de mercado da estatal paulista Cesp, que deve ser referência para o preço no seu processo de venda, é de cerca de R$ 5 bilhões. Especialistas ouvidos pelo Valor consideram que as estatais elétricas caminham para retomar o papel que justificou sua criação - da qual foram desviadas, durante muitos anos, para atender interesses políticos -, o de realizar investimentos considerados estratégicos e de interesse público. O uso político para favorecimento de determinados partidos ou interesses foi o principal responsável pela crise enfrentada pelas companhias hoje. Cemig e Eletrobras sofrem com pesados endividamentos, enquanto a Cesp praticamente desapareceu, por desavenças com o governo federal. Outra gigante no setor de energia, a Petrobras também colocou ativos à venda, como parte da sua reestruturação. Os principais candidatos a se transformarem nos novos protagonistas do setor são estrangeiros. Além das chinesas China Three Gorges (CTG) e State Grid, que já fizeram investimentos bilionários no Brasil, as europeias Enel, Iberdrola e Engie se destacam - esta última, inclusive, se consolidou no Brasil depois de comprar ativos da Eletrosul na primeira tentativa de privatização da Eletrobras, no governo de Fernando Henrique Cardoso. A canadense Brookfield também figura entre as preferidas, com grande interesse em transmissão e energias renováveis. No Brasil, as consolidadoras Energisa e Equatorial também têm grandes chances de sucesso nas privatizações, por terem expertise na recuperação de ativos problemáticos e também potenciais ganhos de sinergia com aquisições. "A grande empresa de energia do Brasil - a Eletrobras - foi a maior vítima desse uso político intenso e teve seu valor destruído de maneira inimaginável", diz Claudio Sales, presidente do instituto Acende Brasil. Hoje, a empresa passa por uma reviravolta, e as mudanças implementadas pela gestão atual devem resultar numa companhia menor, mais enxuta, e menos endividada. O primeiro passo da Eletrobras foi colocar suas distribuidoras de energia à venda. As problemáticas empresas foram federalizadas no final dos anos 1990 com a justificativa de que logo seriam vendidas, mas o processo se arrastou até hoje. Desde então, a estatal elétrica tem acumulado prejuízos com as empresas, que carecem de eficiência e não geram fluxo de caixa suficiente sequer para fazer frente aos investimentos necessários. A Celg Distribuição (Celg D) foi a primeira, arrematada pela Enel em um leilão em novembro do ano passado por R$ 2,18 bilhões. Enquanto as demais distribuidoras da Eletrobras devem ser privatizadas ainda neste ano, a estatal pretende ainda se desfazer de várias participações minoritárias em projetos problemáticos, como as megausinas de Santo Antonio e Jirau (no rio Madeira-RO) e Belo Monte (no rio Xingu-PA). A Cemig, que é sócia de Belo Monte e Santo Antonio, também procura vender suas participações. Uma consulta pública aberta pelo governo deu ainda a possibilidade da Eletrobras se livrar de outro problema que foi imputado à estatal em 2012, quando a então presidente Dilma Rousseff criou o regime de cotas e garantia física e potência por meio da Medida Provisória (MP) 579, no qual as concessionárias recebem apenas uma receita pela operação e manutenção dos ativos. A estatal tem 14 gigawatts (GW) no regime, em contratos que geram perdas à companhia. A MP que deve resultar da consulta vai abrir a possibilidade de privatização dessas usinas. A MP 579 também é responsável pelo encolhimento das estatais estaduais Cesp e Cemig. Ambas se recusaram a renovar as concessões de suas usinas no regime de cotas. No caso da primeira, os ativos já foram relicitados e arrematados - em grande parte pela CTG, principal candidata à compra da Cesp. O primeiro passo da Eletrobras foi colocar suas distribuidoras de energia à venda. As problemáticas empresas foram federalizadas no final dos anos 1990 com a justificativa de que logo seriam vendidas, mas o processo se arrastou até hoje. Desde então, a estatal elétrica tem acumulado prejuízos com as empresas, que carecem de eficiência e não geram fluxo de caixa suficiente sequer para fazer frente aos investimentos necessários. A Celg Distribuição (Celg D) foi a primeira, arrematada pela Enel em um leilão em novembro do ano passado por R$ 2,18 bilhões. Enquanto as demais distribuidoras da Eletrobras devem ser privatizadas ainda neste ano, a estatal pretende ainda se desfazer de várias participações minoritárias em projetos problemáticos, como as megausinas de Santo Antonio e Jirau (no rio Madeira-RO) e Belo Monte (no rio Xingu-PA). A Cemig, que é sócia de Belo Monte e Santo Antonio, também procura vender suas participações. Uma consulta pública aberta pelo governo deu ainda a possibilidade da Eletrobras se livrar de outro problema que foi imputado à estatal em 2012, quando a então presidente Dilma Rousseff criou o regime de cotas e garantia física e potência por meio da Medida Provisória (MP) 579, no qual as concessionárias recebem apenas uma receita pela operação e manutenção dos ativos. A estatal tem 14 gigawatts (GW) no regime, em contratos que geram perdas à companhia. A MP que deve resultar da consulta vai abrir a possibilidade de privatização dessas usinas. A MP 579 também é responsável pelo encolhimento das estatais estaduais Cesp e Cemig. Ambas se recusaram a renovar as concessões de suas usinas no regime de cotas. No caso da primeira, os ativos já foram relicitados e arrematados - em grande parte pela CTG, principal candidata à compra da Cesp. A Cemig, por sua vez, ainda briga na Justiça para manter as hidrelétricas de Jaguara, São Simão e Miranda, que somam metade de sua capacidade instalada. Mas foram problemas resultantes de interferência política, como a expansão da companhia muito além de seu Estado e projeto original, que a deixaram nos níveis de endividamento atual. A companhia, que, assim como a Eletrobras, chegou a disputar com a CTG a aquisição do controle da Energias de Portugal, não teve escolha a não ser colocar um grupo de ativos à venda. Para o sócio-diretor da consultoria Roland Berger, Jorge Pereira da Costa, o fim das cotas tende a gerar mais impactos positivos do que negativos à Eletrobras. Todavia, ele ressalta a necessidade de um detalhamento maior do texto da reforma setorial para calcular os efeitos para a estatal. "Tem casos em que a Eletrobras é menos eficiente na gestão de algumas usinas. Numa desestatização deverá haver um agente privado que consiga atingir um maior nível de eficiência. Mas tudo isso vai depender muito de quais ativos, como e quando serão licitados", diz Costa. Essa não é a primeira vez que se fala em privatização no setor elétrico. "A questão toda ainda é muito política. É preciso saber até que ponto valerá a pena e se haverá força política para isso", diz a advogada Ana Karina de Souza, sócia de Infraestrutura do Machado Meyer. Para o coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel), da UFRJ, Nivalde de Castro, o novo movimento de desestatização indica que o setor no país está maduro e que as mudanças propostas pelo governo sinalizam um cenário mais atrativo a investimentos privados. Segundo ele, nesse novo ambiente, não faz mais sentido a Eletrobras ser instrumento de política energética. Há ainda potencial de expansão com a mudança. Quando a Eletrosul foi parcialmente privatizada, dando origem à Gerasul (atual Engie), esses ativos representavam 5% da Eletrobras. "Hoje, essa empresa vale 1,3 vez a Eletrobras. Os ativos saíram de 5% para 130%. Isso mostra, de maneira inquestionável, o que acontece com a gestão estatal no setor elétrico", afirma Sales.

ASTRONAUTA REGISTRA VISÃO IMPRESSIONANTE DE AURORA BOREAL DA ESTAÇÃO ESPACIAL
O astronauta da Nasa Jack Fischer compartilhou em seu Twitter um vídeo em time-lapse da aurora boreal vista a partir do espaço. As imagens foram capturadas a partir da Estação Espacial Internacional, que viaja a pouco mais de 28 mil km/h em uma órbita a 402 km acima da Terra. Confira, no vídeoas imagens divulgadas pelo astronauta. O fenômeno ocorre quando partículas de vento solar entram em colisão com gases da atmosfera da Terra. É possível observar a aurora boreal nas regiões polares do planeta. Fischer, natural do Texas (Estados Unidos), chamou a visão de “burrito de maravilhosidade em um molho incrível”. “Os molhos incríveis são os verdes”, disse ele no Twitter.

FABRICANTE REVELA IMPLANTE AUDITIVO QUE SE CONECTA DIRETAMENTE COM IPHONE
A Cochlear, fabricante de implantes auditivos, revelou nesta semana um novo processador de som que se conecta diretamente a iPhones, iPads e iPods. Com ele instalado, o áudio dos aparelhos é transmitido para o implante do usuário sem a necessidade de nenhum dispositivo adicional. A novidade também é compatível com o aplicativo de smartphone Nucleus, que permite controlar, monitorar e personalizar a audição com os produtos da empresa, ou até encontrar um implante perdido. Os produtos da Cochlear já trabalhavam com dispositivos portáteis. Mas até então o usuário precisava conectar o processador de som do seu implante auditivo a um outro dispositivo Bluetooth – normalmente usado ao redor do pescoço como um pingente – para ouvir músicas e atender chamadas telefônicas em um celular, por exemplo. A conexão direta com iPhone e outros aparelhos da Apple estará inclusa no novo processador de som da Cochlear que fica externo à orelha, o Nucleus 7, que deve ser lançado em setembro. Os usuários também podem atualizar o processador sem um novo implante.
TECNOLOGIA PARA AUDIÇÃO
Os processadores da empresa reúnem o som ambiente, transformando-o em um sinal elétrico, e o enviam para um eletrodo implantado nos ouvidos de pessoas com problemas de audição. A Apple também trabalhou com empresas de assessoria auditiva, como a GN ReSound e Starkey, que também podem se conectar diretamente ao iPhone. A Apple desenvolveu os protocolos e as licenças para as empresas de maneira gratuita. 

ARTE NO BLOG

A ARTE DE REINALDO SILVA – PARTE 01

Foi aluno de grandes mestres da pintura brasileira. Recebeu as seguintes condecorações:
Troféu Amigo da Cultura da Cidade de Maricá. Diploma de Amigo do Museu Militar Conde de Linhares. Medalha Destaque Cultural 2010 da Associação Brasileira de Belas Artes.
Grande Medalha do Mérito Cultural Elisabeth Kinga, da Associação Brasileira de Desenho e Artes Visuais. Medalha do Mérito Cultural "Acadêmico Austregésilo de Athayde".
Título de Comendador da Imperial Irmandade do Mérito Regente D. João VI.
Recebeu da Câmara Municipal do Rio de Janeiro 4 Moções de Congratulações e Louvor por serviços prestados à arte e cultura. Participou de várias exposições individuais e coletivas, com inúmeras premiações, membro de júri em vários salões de arte, convidado de honra em outros tantos e curador de diversos salões de arte. É Conselheiro da Sociedade Brasileira de Belas Artes e Acadêmico da Academia de Letras e Artes de Paranapuã. Possui obras no Museu Maria da Fontinha em Portugal, na INFRAERO, no Ministério da Fazenda, Museu Histórico de Maricá, Museu Militar Conde de Linhares, Clube Militar, Museu Histórico e Forte de Copacabana, Jornal Posto Seis, Igreja Messiânica Mundial e acervos particulares em várias partes do mundo. Reinaldo Silva é um amante das artes. 

Fonte: Saber Cultural e http://www.reinaldosilva.com/release.html

RECEITA DO BLOG

BOLO QUENTE DE CENOURA COM NUTELLA 

INGREDIENTES PARA 10 PORÇÕES
BOLO:
·         450 g de açúcar
·         320 g de cenoura
·         250 g de farinha de trigo
·         250 g de óleo vegetal
·         10 g de fermento
·         5 ovos grandes
RECHEIO:
·         100 ml de leite
·         1,5 colher (sopa) de Nutella ­
·         1 colher (sopa) de manteiga
COBERTURA:
·         200 g de açúcar
·         50 g de gengibre
·         100 ml de creme de leite
·         100 ml de leite
·         12 gemas

MODO DE PREPARO
BOLO:
1. Bata todos os ingredientes até formar uma mistura homogênea.
2. Asse em um recipiente untado ou com papel-manteiga, a 180 °C, de 40 a 45 minutos.
RECHEIO
Bata levemente, com um fouet, todos os ingredientes até formar uma mistura homogênea.
COBERTURA:
1. Aqueça o leite e o creme de leite com o gengibre até quase ferver.
2. Em outro recipiente, bata as gemas com o açúcar e junte aos líquidos, lentamente.
MONTAGEM:
Recheie o bolo frio e sirva-o, aquecido no micro-ondas, com a calda gelada. 

Fonte: Receita de Pedro de Artagão, do Grupo Irajá, servidas no Azur, Avenida Delfim Moreira, Posto 11, Rio de Janeiro, RJ;grupoiraja.com.br

CIRCULA NA INTERNET

DICA DO DIA
Cachaça ainda é o melhor rejuvenescedor facial.

IMAGEM DO DIA

Um belíssimo amanhecer na nossa amada e bela Praia de Tibau-RN-Brasil.

PIADA DO BLOG

A RECLAMAÇÃO DO ALFREDÃO
O grande filósofo Alfredão em um plena sexta-feira estava no “happy hour” do Dallas Grill reclamando com o seu amigo Borjão:
- Eu tinha tudo - dinheiro, uma casa bonita, um carro esporte, o amor de uma linda mulher, e então tudo acabou. 
- O que aconteceu? - Perguntou o Borjão.
E o Alfredão com a aquela cara de safado respondeu:
- Minha esposa Rosicléa descobriu....

TEXTO DO BLOG

A SAÍDA PARA A CRISE
por Gaudêncio Torquato*

A crise que assola a democracia representativa, relembrando as lições de Rogér-Gerard Schwatzenberg, tem como fundamentos, entre outros, o declínio da força dos Parlamentos, a  desideologização, o amortecimento dos partidos, o desânimo das  massas eleitorais ante o desempenho dos representantes e a escassa capacidade da política para promover avanços nas estruturas do Estado. Os efeitos da crise se fazem mais fortes em democracias ainda incipientes, onde as instituições não alcançam altos níveis de solidez e, por conseguinte, padecem de frequentes tensões. Nesses espaços, a corrupção acaba ganhando volume.
É o caso do Brasil, que, desde a instalação da República, em 1889, alternou ciclos democráticos com ciclos autoritários. Nossa primeira Constituição, em 1891, abrigou preceitos preservadores de direitos individuais e garantias democráticas, perdurando até 1930, quando o país passou a conviver com desajustes que levaram à centralização autoritária da Constituição de 1937. O mando autoritário segue até 1945, após a ditadura getulista, reinstalando-se, com a Constituição de 46, os horizontes democráticos que vão até 1964. O golpe militar fecha novamente os portões democráticos, que começam a ser reabertos a partir de 1982 com a eleição de governadores pela via direta. Em 1986, o país abre as comportas da redemocratização, com eixos fixados na CF de 88.
SISTEMA HÍBRIDO
Em todo esse tempo, o Brasil conviveu com os elementos tradicionais que ancoraram o regime republicano: o presidencialismo, o federalismo, o bicameralismo, o multipartidarismo, o voto uninominal e dois tipos de sistema eleitoral (proporcional e majoritário), que acabam conferindo caráter híbrido à nossa democracia. A presença do Estado sempre tem sido muito forte na vida dos cidadãos, a ponto de convivermos com uma “cidadania regulada”, forma que o historiador José Murilo de Carvalho designa de “estadania”, cujas origens apontam para a inversão da pirâmide dos direitos. Ao contrário, por exemplo, da Inglaterra que, de acordo com Tomas Marshall, implantou, no século XVIII, primeiramente os direitos civis, e somente um século depois, os direitos políticos, fechando a pirâmide, bem mais tarde, com os direitos sociais. Por aqui, invertemos a tríade: implantamos os direitos sociais antes da expansão dos direitos civis.
Dessa forma, os direitos sociais apareceram não como conquista dos trabalhadores, mas como “doação”, um favor, um presente do ditador Getúlio Vargas, fato que acabou tornando as massas “refém” do Estado e da figura do presidente. Na Inglaterra, tais direitos foram conquistados. Não por acaso, o presidencialismo exerce entre nós forte atração, sendo o regime de governo mais simpático aos habitantes. O país caminhou na direção contrária às Nações desenvolvidas, que reduziram o tamanho de seus Estados, conformando-os ao grau de cidadania de seu povo. Portanto, as mazelas geradas pelo patrimonialismo aqui são alimentadas pelas “tetas do Estado”, fato que impede rápidos avanços e dificulta a instalação de reformas fundamentais ao desenvolvimento.
Esse pano de fundo de nossa cultura política explica o agravamento da crise que consome as energias do país e dá vazão à tese: se a democracia representativa atravessa momentos turbulentos em outras regiões do mundo, por aqui vive seu ápice. Não há mais como sustentar os pilares tradicionais de nossa República. Por isso, avoca-se a necessidade de discutir outras ferramentas que compõem as vias democráticas, a começar pelo sistema de governo. Nosso presidencialismo já deu o que tinha de dar. Chegou a hora de abrimos um portão no condomínio do presidencialismo. A via parlamentarista é uma boa saída para a crise. Já está amadurecida a ideia de conferir maior  poder aos representantes do povo,  atribuindo ao Parlamento o exercício de tarefas hoje atribuídas ao Executivo. Essa alternativa pode equacionar os impasses hoje vividos.
REFORMA POLÍTICA
Há, porém, uma barreira para a mudança de regime: a baixa qualidade de nossa representação. Não dispomos de um corpo parlamentar ajustado ao modelo parlamentarista.  Ademais, não há condições de se estabelecer um regime parlamentarista sob o gigantesco balcão que acolhe 35 partidos. Para a convivência entre os conjuntos da situação e da oposição, o Parlamento carece de um leque de não mais que 7 a 8 partidos. As correntes de pensamento e opinião estariam bem representadas.
O modelo brasileiro continuaria a preservar valores de nossa cultura política. A figura do presidente, por exemplo, ao contrário do simbolismo que detém no modelo alemão, poderia abarcar alguns poderes administrativos. É o caso de adotarmos modelagem similar ao parlamentarismo francês, também chamado de semi-presidencialismo, um sistema híbrido com essas características: eleição pelo voto direto do presidente da República para um mandato de 7 anos, com direito à reeleição; um gabinete presidido por um Primeiro-Ministro nomeado pelo presidente dentre os deputados do partido ou coalizão majoritária. O presidente ocupa-se da política externa e da defesa nacional e preside o Conselho de Ministros; nomeia e demite os ministros atendendo solicitação do Primeiro-Ministro.
Será difícil? Sim, mas não impossível. O nosso conjunto parlamentar precisa enxergar o amanhã, não apenas as conveniências pessoais. Já tivemos experiências parlamentaristas no passado: no 1º e 2º Reinados, com o imperador exercendo o Poder Moderador e, entre 1961 a 1963, no governo João Goulart. Ocorre que nossa tradição presidencialista sempre deu as cartas. O poder da caneta presidencial (também de governadores e prefeitos) exerce enorme atração. O roteiro é este: reforma política limitando o número de partidos, implantação do sistema majoritário (ou misto) para a eleição de representantes, adensamento doutrinário das siglas, entre outros aspectos.
O fato é que o país chegou ao final da linha em matéria de vícios, distorções, contrafações e mazelas. Não haverá instituição forte se a política não mudar seus costumes. A taxa de corrupção seria menor com instituições sólidas. As crises políticas não chegariam a abalar o país. A democracia brasileira daria um salto de qualidade.

(*) Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato

INDICADORES DO BLOG

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O principal índice da bolsa paulista fechou em alta na quinta-feira (27), em meio ao intenso noticiário corporativo. O Ibovespa subiu 0,41%, aos 65.277 pontos.  Na semana e no mês, há alta acumulada de 0,92% e 3,78%, respectivamente. No ano, há avanço de 8,38%. 

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