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sexta-feira, 9 de junho de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

IBGE ELEVA PREVISÃO DE AUMENTO DA SAFRA AGRÍCOLA PARA 29,2% EM 2017
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) elevou mais uma vez sua previsão para a safra agrícola de 2017. O órgão revisou na quinta-feira (8) sua estimativa para a produção em 238,6 milhões de toneladas, um avanço de 29,2% frente a 2016. O crescimento é puxado pela soja e milho. Na primeira projeção do IBGE, a estimativa era de avanço de 16%, mas o número foi reajustado para cima mês a mês. A estimativa da área a ser colhida é de 60,9 milhões de hectares, um acréscimo de 6,7% frente à área colhida em 2016 (57,1 milhões de hectares), diz o IBGE. Em relação à informação de abril, a produção e a área aumentaram 2,4% e 0,2%, respectivamente. Somados, o arroz, o milho e a soja representaram 93,4% da estimativa da produção e responderam por 87,8% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve acréscimo de 2,1% na área da soja, de 17,2% na área do milho e de 3,9% na área de arroz. Quanto à produção, houve alta de 17,2% para a soja, 14,7% para o arroz e 52,3% para o milho. O estado de Mato Grosso liderou como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 25,6%, seguido pelo Paraná (17,9%) e Rio Grande do Sul (15,3%), que, somados, representaram 58,8% do total nacional previsto. Outros estados importantes na produção de grãos foram Goiás (9,7%), Mato Grosso do Sul (7,7%), Minas Gerais (6,0%), São Paulo (3,5%), Bahia (3,2%), Santa Catarina (2,8%) e Maranhão (1,9%), entre os dez maiores produtores do País.


ASTRÔNOMOS CONSEGUEM MEDIR MASSA DE ESTRELA UTILIZANDO TEORIA DE EINSTEIN
Uma equipe internacional de astrônomos mediu, com auxílio do telescópio espacial Hubble, a massa de uma estrela usando a Teoria da Relatividade de Albert Einstein, um desejo "impossível" do físico alemão. Os investigadores do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial (STScI, sigla em inglês) da Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa), em Baltimore, mediram a massa de uma estrela anã branca, um remanescente estelar frio, analisando a quantidade de luz que ela desviou de uma estrela situada atrás dela, tal como descreveu Einstein há mais de 100 anos. "Esta técnica abre uma nova janela sobre um novo método para determinar a massa de uma estrela, um dado muito importante para saber, por exemplo, os anos de vida que lhe restam", explicou em uma coletiva de imprensa o pesquisador do STScI, o indiano Kailash Sahu. O estudo foi apresentado na quarta-feira (7) em Austin, no Texas, cidade que recebe nestes dias a 230ª edição do encontro da Sociedade Astronômica Americana (AAS, siglas em inglês), na qual os centros de pesquisa e universidades dos EUA informarão suas últimas descobertas até esta sexta-feira (9). Concretamente, a equipe liderada por Sahu observou o sistema estelar Stein 2051B, que tem algumas anãs brancas e está cerca de 17 anos luz da Terra, quando passou diante de uma estrela. Durante o alinhamento, a gravidade das anãs brancas desviou a luz da estrela distante, fazendo-a aparecer deslocada aproximadamente 2 milésimos de segundo desde a sua posição inicial, uma variação tão pequena que equivale a observar uma formiga caminhar a mais de 2.400 quilômetros de distância. "Este método de microlente é uma maneira muito independente e direta de determinar a massa de uma estrela", disse Sahu, que indicou que este experimento é como colocar a estrela em uma balança: a deformação é análoga ao movimento do medidor. Através da medição dessa deformação, os astrônomos calcularam que a massa da estrela anã é de aproximadamente 68% da massa do Sol, um resultado que coincide com as previsões teóricas. "Esses dados proporcionam uma estimativa sólida da massa da estrela anã branca e as percepções de rendimento nas teorias de sua estrutura e composição", comentou o astrônomo indiano. Proposta em 1915, a Teoria da Relatividade Geral de Einstein descreve como os objetos deformam o espaço, que sentimos como gravidade. A teoria foi verificada experimentalmente quatro anos mais tarde, quando uma equipe liderada pelo astrônomo britânico Sir Arthur Eddington mediu o quanto a gravidade do Sol desviou a imagem de uma estrela situada no plano de fundo enquanto sua luz se aproximava do Sol durante um eclipse solar, um efeito chamado de microlente gravitacional. Os astrônomos utilizam este efeito para ver imagens magnificadas de galáxias distantes e, a uma distância mais próxima, para medir pequenas mudanças na posição aparente de uma estrela no céu. No entanto, os cientistas tiveram que esperar um século para construir telescópios suficientemente potentes para detectar este fenômeno de deformação gravitacional causado por uma estrela fora do nosso sistema solar. De fato, a quantidade de deflexão é tão pequena que só a nitidez do Hubble poderia medi-la. "A deflexão observada é minúscula, perto de mil vezes menor que a que Eddington previu", detalhou Sahu. A equipe do STScI identificou a Stein 2051B e sua estrela de fundo após analisar dados de mais de 5 mil estrelas em catálogos de estrelas próximas que parecem se mover rapidamente pelo céu. Após identificar a Stein 2051B e mapear o campo de estrelas de fundo, os investigadores utilizaram o Hubble para observar a anã branca em sete ocasiões diferentes durante um período de dois anos durante sua passagem pela estrela de fundo escolhida. "Este estudo abre um novo capítulo para determinar as massas estelares e também funciona para as estrelas isoladas", concluiu o astrônomo.

'PONTOS FANTASMAS' IDENTIFICARAM ORIGEM DE DOCUMENTO VAZADO DA NSA
O site de tecnologia "Ars Technica", o especialista em segurança Robert Graham e outros observadores apontaram que o FBI deve ter conseguido identificar a fonte anônima do site de notícias "The Intercept" graças a pontos amarelos quase invisíveis deixados nos documentos publicados pelo site. O documento vazado ao site "The Intercept" contém indícios reunidos pela Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (NSA) de uma possível interferência russa na eleição norte-americana de 2016. A Rússia nega as acusações. A responsável pelo vazamento foi Reality Leigh Winner, de 25 anos. Contada pelo FBI, ela admitiu ter vazado o documento. Winner trabalhava para a Pluribus International Corporation, uma prestadora de serviços do governo norte-americano. Os pontos amarelos deixados pelo site The Intercept nos documentos são resultado de impressões feitas por máquinas da Xerox, embora outras impressoras tenham tecnologias equivalentes. Os pontos foram preservados durante a digitalização do documento e podem ser visualizados facilmente com um editor de imagem, inclusive o Paint do Windows - basta usar a opção de "inverter cores". Quando decodificados, esses pontos formam uma trilha que inclui a data e a hora da impressão, bem como o número de série da máquina de onde o documento saiu. Com essa informação em mãos, o FBI teve apenas que descobrir quem estava usando a impressora naquele momento. Como não é incomum existirem relatórios de uso das impressoras, Winner foi facilmente identificada pelas autoridades. O documento vazado pelo "The Intercept" foi enviado para a NSA pelo próprio veículo antes da publicação. Os jornalistas queriam que a agência comentasse sobre a veracidade do conteúdo. Com a publicação da reportagem, o documento agora está online (veja) e os pontos ainda estão presentes no arquivo PDF.
RASTROS NA IMPRESSÃO
A existência de informações de identificação deixadas por impressoras não é uma novidade. A organização sem fins lucrativos Electronic Frontier Foundation (EFF) publicou um estudo sobre os padrões de rastreamento deixados pelas impressoras Xerox DocuColor. Graham e outros especialistas usaram a informação obtida pela EFF para descobrir que a impressão do documento publicado pelo The Intercept foi realizada no dia 9 de maio às 6h20 (horário local) na impressora com número de série 29535218. Informações como essa são usadas não só para ajudar a identificar vazamentos, mas também rastrear atividades ilegais, como a impressão de dinheiro falso. 

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