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quinta-feira, 8 de junho de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

OCDE MELHORA PROJEÇÃO PARA PIB DO BRASIL E PREVÊ ALTA DE 0,7% EM 2017
OCDE passou a ver um crescimento de 0,7% este ano para o PIB brasileiro, depois de projetar estabilidade anteriormente. A entidade também melhorou a perspectiva para o ano que vem em 0,1 ponto percentual, para 1,6%.  “A economia brasileira está finalmente emergindo de uma recessão severa e prolongada. Mas a recuperação deve ser fraca e lenta. A confiança dos consumidores e das empresas está aumentando, e a exportação agrícola começou o ano com grande força”, diz o relatório. “No entanto, o desemprego deve começar a diminuir apenas no final deste ano e continuar a cair gradualmente. A inflação tem caído significativamente, em parte devido à baixa demanda, e deve fechar o ano abaixo da meta de 4,5%. Já as desigualdades permanecem grandes”, acrescenta a entidade.
ECONOMIA GLOBAL
A economia global está a caminho de registrar neste ano a expansão mais forte em seis anos, uma vez que o comércio ajuda a compensar o cenário mais fraco nos Estados Unidos, projetou a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta quarta-feira (7), que ainda passou a ver a crescimento do Brasil em 2017. A economia global deve crescer 3,5% este ano e 3,6% em 2018, de acordo com estimativas da OCDE, ao atualizar suas projeções feitas em seu relatório Cenário Econômico. Essa estimativa para 2017 representa não apenas uma ligeira melhora na comparação com a projeção de março de crescimento de 3,3%, mas também seria o melhor desempenho desde 2011. Mas apesar do cenário global melhor, o crescimento ficará abaixo das taxas vistas antes da crise financeira de 2008-2009, destacou o secretário geral da OCDE, Angel Gurria. "Tudo é relativo. O que eu não gostaria que fizéssemos é comemorar o fato de que de que estamos passando de muito ruim para fraco", disse Gurria em entrevista. "Não significa que temos que nos acostumar com isso ou viver com isso. Temos que continuar nos empenhando para fazer melhor", acrescentou. Embora a recuperação do comércio e dos fluxos de investimento sustente a melhora do cenário econômico, Gurria disse que barreiras na forma de protecionismo e regulações precisam ser suspensas para garantir uma expansão mais forte.  A melhora também não será suficiente para satisfazer as expectativas das pessoas de melhores padrões de vida e para reduzir a desigualdade de renda, disse ele. A OCDE vê melhora do cenário global mesmo tendo reduzido suas estimativas para os Estados Unidos, ainda que o dólar mais fraco tenha ampliado as exportações e os cortes de impostos sustentem os gastos das famílias e o investimento empresarial. A organização projeta crescimento dos EUA de 2,1% este ano e de 2,4% no próximo, contra estimativas em março de 2,4% e 2,8% respectivamente. A economista-chefe da OCDE, Catherine Mann, atribuiu essa redução a atrasos no avanço pela administração Trump dos cortes tributários planejados e nos gastos com infraestrutura. A cenário mais fraco para os EUA foi compensado por perspectivas ligeiramente melhores para a zona do euro, Japão e China.

CIENTISTAS DESCOBREM PLANETA MAIS QUENTE JÁ ENCONTRADO, COM 4,3 MILºC
Um exoplaneta gigante - fora do Sistema Solar - é o mais quente relatado até agora, de acordo com descoberta publicada pela revista “Nature” nesta semana. Ele tem uma temperatura estimada em 4.600 kelvin, ou 4.327 ºC. Scott Gaudí, da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, com a ajuda de colegas, relatou que o exoplaneta é chamado de KELT-9b, e ele orbita uma estrela maciça chamada KELT-9. Essa estrela tem uma temperatura estimada em 10.170 Kelvin, ou 9.896 ºC. Esse calor é irradiado para o planeta ao redor, com um nível de radiação estelar ultravioleta tão alto que atmosfera está sendo removida.  Outros milhares de exoplanetas são conhecidos, mas apenas seis foram encontrados na órbita de estrelas quentes do tipo A - com temperaturas de 7.300 até 10.000 Kelvin -, mas nenhum havia até então chegado à categoria B, superior a 10.000 Kelvin. O planeta mais quente encontrado até agora tinha temperatura de 3.300 Kelvin, ou 3.026 ºC, e estava ao redor de uma estrela de 7.430 Kelvin, ou 7.156 ºC. A pesquisa contou com autores da Austrália, Dinamarca, Alemanha, Itália, Japão, Portugal e Estados Unidos.

BRASIL FICA ATRÁS DE GUATEMALA E IRÃ EM QUALIDADE DA INTERNET 4G
Tentou acessar a internet no seu celular usando 4G nos últimos dias e não conseguiu? Não é só você: dados da consultoria OpenSignal mostram que os brasileiros têm uma das piores redes de banda larga móvel do mundo, considerando a qualidade e disponibilidade do sinal. Segundo novo relatório da empresa, divulgado na noite desta terça-feira, 6, os usuários brasileiros só conseguem acessar redes 4G em 55,29% das oportunidades. Nas outras tentativas de conexão, o mais comum é conseguir sinal apenas em conexão 2G ou 3G -- ou nem isso. Os números colocam o País em um incômodo 70º lugar, em um ranking de 75 países – à frente apenas de Paquistão, Filipinas, Irlanda, Equador e Sri Lanka, e atrás da Guatemala e do Irã. "É um país difícil: vocês têm muito espaço geográfico para cobrir, e ao mesmo tempo, muitos centros urbanos altamente populosos", diz Kevin Fitchard, analista da OpenSignal, em entrevista. O relatório foi realizado a partir de 19,5 bilhões de medições feitas com o aplicativo da OpenSignal nos sistemas operacionais Android e iOS por 558 mil usuários no mundo todo entre 1.º de janeiro e 31 de março de 2017. A liderança, em termos de disponibilidade de rede, fica com a Coreia do Sul, onde os usuários conseguem se conectar a uma rede 4G em 96,38% das tentativas.
VELOCIDADE
Quando o assunto é rapidez na transmissão de dados nas redes 4G, a situação do Brasil melhora um pouco – mas não muito. Segundo o levantamento da OpenSignal, os usuários brasileiros conseguem acessar a internet, quando conectados em redes 4G, na velocidade média de 19,32 Mbps (megabits por segundo). Segundo a consultoria, o País está acima da média mundial, que é de 16,2 Mbps. Nesse quesito, o Brasil ficou em 47º lugar entre 75 países, à frente de vizinhos como Chile e Argentina, mas atrás de Omã e República Dominicana, por exemplo. No primeiro lugar, está Cingapura, com velocidade média de 45,62 Mbps, seguida de perto pela Coreia do Sul, com 43,46 Mbps. "Em países em que o 4G já era rápido, as velocidades estão melhorando. É uma questão de infraestrutura e tecnologia", diz Fitchard. "Na Ásia, eles estão construindo redes velozes que, em breve, poderão chegar aos 100 Mpbs". Além disso, o estudo mostra um recuo ligeiro da velocidade média do 4G no País: no último relatório divulgado pela OpenSignal, em novembro de 2016, a taxa da conexão no Brasil era de 19,68 Mpbs. "Em países em que ainda estão construindo sua infraestrutura e melhorando sua disponibilidade, as velocidades estão estáveis ou até caindo", avalia o analista. Para Fitchard, o Brasil tem desempenho satisfatório no que diz respeito a velocidade – segundo o analista, conexões que atingem entre 10 Mbps e 15 Mbps deixam o usuário aproveitar quase qualquer aplicativo. "O problema é conseguir uma velocidade dessas de forma constante. Uma rede com velocidade de 15 Mbps e disponibilidade de 80% é melhor do que uma rede de 25 Mbps com disponibilidade 60%", opina o analista. (por Bruno Capelas)

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