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quarta-feira, 7 de junho de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

COPOM SINALIZA RITMO MAIS MODERADO DE CORTE DA SELIC
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sinalizou na terça-feira (6) que pode reduzir, de maneira "moderada", o ritmo do corte na taxa básica de juros da economia, a Selic, a partir da sua próxima reunião, que acontece em julho. A sinalização está na ata da mais recente reunião do Copom, que aconteceu na semana passada, quando o comitê decidiu cortar a Selic em um ponto percentual, de 11,25% para 10,25% ao ano. Foi o sexto corte seguido na taxa. "Os membros concluíram por sinalizar que uma redução moderada do ritmo de flexibilização monetária deve se mostrar adequada em sua próxima reunião, mas ressaltar que esse ritmo continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação", diz a ata divulgada na terça. No documento, o Copom aponta que a expectativa de redução no ritmo de corte da Selic está associada ao aumento das incertezas em relação à aprovação das reformas, entre elas a trabalhista e a previdenciária, e o impacto dessa incerteza na retomada do crescimento econômico e nas projeções para a inflação. Essas incertezas, diz a ata, "dificulta a queda mais célere das estimativas da taxa de juros estrutural e as torna mais incertas". Apesar de o documento não citar, o aumento das incertezas sobre a aprovação das reformas é reflexo da crise política provocada pelas denúncias de executivos da JBS e que envolvem diretamente o presidente Michel Temer. O Copom afirmou ainda que dados recentes reafirmam o cenário de estabilização e perspectiva de retomada gradual da economia, mas ponderou que a manutenção por tempo prolongado das incertezas sobre a velocidade do processo de reformas e ajustes na economia pode ter impacto negativo sobre a atividade econômica. O comitê reduziu a previsão de inflação para 2017 de 4,1% para 4%, mas elevou a estimativa de 2018 de 4,5% para 4,6% e destacou que "neste momento, as projeções condicionais do Copom envolvem maior grau de incerteza."

CIENTISTAS DETECTAM PELA TERCEIRA VEZ ONDAS GRAVITACIONAIS PREVISTAS POR EINSTEIN
Cientistas detectaram pela terceira vez ondulações no espaço causadas por buracos negros que se chocaram a bilhões de anos-luz da Terra, uma descoberta que confirma uma nova técnica de observação de eventos cataclísmicos no universo, como revelou uma pesquisa publicada na semana passada. Estas vibrações, conhecidas como ondas gravitacionais, foram previstas por Albert Einstein mais de 100 anos atrás e foram detectadas pela primeira vez em setembro de 2015. Elas são desencadeadas por objetos celestiais gigantescos que se chocam e se fundem, provocando ondulações no espaço e no tempo. A detecção mais recente ocorreu em 4 de janeiro de 2017. Fachos de laser gêmeos usados nos Estados norte-americanos de Louisiana e Washington captaram as vibrações sutis de dois buracos negros que eram respectivamente 20 e 30 vezes mais maciços que o sol antes de eles girarem na direção um do outro e se fundirem em um buraco negro maior. A descoberta representa um divisor de águas no campo nascente da astronomia de ondas gravitacionais, que cientistas estão desenvolvendo para aprender mais sobre como o universo foi formado. A primeira detecção de ondas gravitacionais causou sensação no meio científico. "Realmente estamos indo da novidade para uma nova ciência observacional", disse David Shoemaker, astrofísico do Instituto de Tecnologia de Massachusetts. Uma equipe de mais de mil cientistas publicou suas descobertas na edição desta semana do periódico científico "Physical Review Letters". Comparando a forma das ondas com modelos de computador, os cientistas confirmaram que a colisão aconteceu a cerca de 3 bilhões de anos-luz da Terra, duas vezes mais longe do que as detecções anteriores.

TECNOLOGIA ANTIFRAUDE IDENTIFICA CLIENTE DE BANCO POR JEITO DE TOCAR NO CELULAR E USAR MOUSE
Impressões digitais, íris e retina dos olhos, expressão fácil e outros traços biométricos já são usados para destravar sistemas de segurança de bancos --e de smartphones também. Mas instituições financeiras no Brasil adotaram outro jeito de o cliente provar que é quem diz ser. A biometria comportamental analisa os cacoetes digitais únicos de uma pessoa, desde como mexe o mouse até o jeito de tocar o celular, o que leva em consideração o dedo usado e até a forma de segurar o aparelho. O sistema criado pela israelense BioCatch roda na plataforma de nuvem corporativa Azure, da Microsoft, que vai apresentá-lo a partir desta semana no CIAB Febraban, congresso de tecnologia da informação para instituições financeiras. O G1 conversou com executivos da empresa norte-americana, que explicaram como ela funciona. A biometria comportamental funciona de modo invisível enquanto um cliente navega pelo site ou no aplicativo de alguma instituição financeira, explica Maurício Craveiro, especialista em cloud e analtycs da Microsoft Brasil. Da mesma forma que, uma impressão digital única é associada a um usuário, nesse sistema, é o padrão de comportamento virtual que ajuda a identificar uma pessoa. O objetivo, diz ele, é barrar indivíduos que tentem se passar pelo dono da conta e robôs criados para fazer invasões de forma automática. “O sistema trabalha com algumas patentes que identificam a função cognitiva humana e consegue identificar se você é você”, explica Craveiro. Para isso, a plataforma vai captando trejeitos digitais para compará-los com: a) os de um ser humano e; b) com os do perfil do próprio usuário. Alguns desses traços são:
·         Caminho do mouse
·         Velocidade com que mexe o mouse
·         Com qual dedo toca no celular (indicador ou polegar)
·         É destro ou canhoto?
·         Intensidade com que clica no celular
·         Ângulo com que segura o celular
Mais de 500 variáveis são analisadas para identificar o usuário. “Quando você está digitando o seu próprio e-mail não precisa usar 'control+c e control+v'. Para a cognição do ser humano, é mais fácil escrever a palavra inteira novamente, você não corrige uma ou duas letras”, exemplifica. “Outro caso comum e curioso: o internet banking faz a seta do seu mouse sumir. Aí você tem que mexer no mouse para ela reaparecer”. Um robô até pode mexer no mouse, mas vai fazer isso de forma mecânica, diz. Para exemplificar a situação, a empresa mapeou a forma como um malware, um programa malicioso, "move" o cursor. O resultado é um desenho geométrico, formado por linhas paralelas e perpendiculares cuidadosamente traçadas. Já a imagem produzida pelo caminho do mouse controlado por um humano é uma série de rabiscos desordenados.
SENHAS CONTINUAM
A ideia não é substituir as senhas necessárias hoje tanto para acessar serviços quanto para autorizar transações, afirma Adriano Bottas, diretor da Microsoft Brasil para mercado financeiro. Já há empresas usando a tecnologia no Brasil, mas a Microsoft não revela quais são. A biometria comportamental funciona como uma camada adicional de segurança. O que pode mudar, diz Bottas, é a profusão de pedidos de credenciais (senha do cartão, senha do internet banking, dígitos especiais, token etc) a cada operação dentro de um serviço financeiro. “O cliente vai perceber que o aumento do atrito na relação [com o banco] vai diminuir com o tempo ou pelo menos vai parar de piorar. A segurança dele está sendo preservada mesmo sem a adição novos dispositivos”, explica Bottas. 

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