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terça-feira, 6 de junho de 2017

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DESTRUIÇÃO DE EMPREGO NA ATUAL RECESSÃO É A MAIS FORTE EM 25 ANOS
A parcela da força de trabalho brasileira com alguma ocupação chegou neste ano ao mais baixo patamar em mais de duas décadas. Nem nas sucessivas crises dos anos 1990, nem durante a turbulência que levou o país pela última vez ao FMI (em 2002), tampouco durante os efeitos da crise financeira global de 2009, a ocupação tinha sido tão abatida como na recessão de agora. Os economistas Bruno Ottoni e Tiago Barreira, da FGV, reconstruíram a série de mercado de trabalho até 1992, permitindo comparar os dados atuais com os dos últimos 25 anos. A primeira análise que extraem dessa base de dados é que a destruição de empregos é mais severa na crise atual e persiste mesmo com os sinais mais recentes de estancamento da retração do PIB, no primeiro trimestre.
PORTAS FECHADAS
Taxa de ocupação no mercado de trabalho brasileiro é a menor em 25 anos 

O que é taxa de ocupação É o percentual de pessoas ocupadas na semana de referência em relação às pessoas na força de trabalho (inclui ainda desempregados que procuraram trabalho recentemente;
mar.93 – Crise provocada por Plano Collor e impeachment afeta mercado de trabalho;
abr.99 – Mudança de regime cambial e implantação de regime de metas têm efeito sobre a atividade econômica;
set.08 – Gigante americano do setor bancário, Lehman Brothers quebra, prenúncio de que crise abalaria economia global;
abr.14 – Taxa de desemprego acelera, indicando início da recessão.


O percentual médio da força de trabalho que se declarou ocupada, em empregos com carteira assinada, informais, por conta própria e até como empregadores, recuou para 86% entre janeiro e abril deste ano. A força de trabalho inclui ainda os desempregados que procuraram trabalho recentemente. Antes disso, o mais baixo percentual observado na série ocorreu em março de 2002 (89%), em meio à crise de confiança provocada pela vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na eleição presidencial. A atividade econômica também estava enfraquecida pelo racionamento de energia ocorrido um ano antes, no governo FHC. Ottoni afirma que, no passado, foram breves os períodos em que a população ocupada recuou. Agora, a queda ocorre de maneira contínua desde o início de 2015. A população ocupada encolheu em 2,3 milhões de pessoas desde que o país mergulhou na recessão, em 2014. Para Ottoni, a destruição mais forte da ocupação agora é efeito adverso de algo muito positivo que ocorreu nos últimos anos: a maior contratação formal de trabalhadores. O emprego com carteira assinada responde por metade das ocupações, embora a crise tenha reduzido sua vantagem. No passado a informalidade era maior e, com isso, patrões ajustavam perdas de produção e vendas oferecendo salários mais baixos, sem necessariamente mandar o empregado embora.
Num ambiente em que o regime de trabalho é mais formal -e mais inflexível- o único ajuste possível foi a demissão maciça, diz Ottoni. O aumento do salário mínimo, acrescenta, agravou a situação, pois impôs reajustes do piso em um ambiente já desanimador na produção. "O custo do trabalho formal passou a ser muito alto." 

LIXO ESPACIAL EM ÓRBITA TORNA VIAGENS AO ESPAÇO MUITO MAIS PERIGOSAS
O perigo ronda a órbita da Terra, com milhares de objetos desgarrados que circundam o planeta em alta velocidade ­­ e não se pode chamar alguém com um caminhão para limpar tudo. Não são pedras errantes, e sim fragmentos e pedaços de todo o lixo que enviamos para lá nos 60 anos desde o Sputnik, desde minúsculas partículas de metal até objetos maiores ­­ todos viajando a milhares de quilômetros por hora. Uma tarefa básica das operadoras espaciais é monitorar os detritos e desviar os veículos deles, independentemente de serem satélites não tripulados, foguetes com humanos ou até mesmo a Estação Espacial Internacional. No futuro, contudo, algumas altitudes poderão exigir medidas de limpeza ativas, como quando se envia um parente bem intencionado para esvaziar a garagem do tio antes que ela vire um perigo de incêndio. "É muito fácil colocar algo em órbita", disse Bill Ailor, pesquisador da Aerospace. "Mas é dificílimo tirar esse objeto de lá." Esses objetos que viajam a alta velocidade, alguns a 29.000 quilômetros por hora, podem circular o globo por centenas de anos. Enquanto isso, a sujeira na órbita baixa da Terra cresceu mais rapidamente na última década. Em janeiro de 2007, o governo chinês destruiu um satélite climático antigo com um teste de míssil, criando um total estimado de 2.500 pedaços de novos detritos. Depois, em fevereiro de 2009, ocorreu a colisão de um satélite russo Cosmos fora de uso, de 860 quilos, com um satélite da Iridium Communications, de 540 quilos. Esse choque, 790 quilômetros acima da Sibéria, gerou ainda mais detritos na órbita e boa parte deles atualmente cobre o planeta. Com o tempo, esses detritos espaciais que se reuniram de forma constante em torno do planeta, em meio a mais lançamentos de satélites e colisões periódicas, podem muito bem atingir uma massa crítica. O acúmulo acelerado de lixo em órbita aumenta a possibilidade de um efeito "cascata de colisões" chamado de Síndrome de Kessler. Nomeado em alusão a Donald Kessler, um astrofísico da Nasa que descreveu o cenário em um estudo de 1978, esse fenômeno ocorre quando detritos voadores colidem e geram mais lixo, e assim sucessivamente. Com o tempo, a órbita baixa da Terra se torna comercialmente duvidosa. (Pense em "Gravidade", o filme hollywoodiano, mas sem o drama da ficção científica). À medida que a exploração espacial patrocinada pelos governos lentamente dá lugar à indústria privada, o negócio de monitoramento do que já está lá em cima também se torna comercial. Agora, há algumas empresas estudando formas de começar a limpar nossa grande garagem no espaço.

UM CARTÃO APENAS NA CARTEIRA
Mesmo com todos os avanços da tecnologia, levar uma carteira fina com poucos cartões ainda é um desafio para nós. Os homens ainda costumam ser mais seletos nos cartões que levam, pois as carteiras têm que caber nos bolsos das calças. Já as mulheres, que levam suas carteiras em suas bolsas, chegam a levar dezenas de cartões, entre crédito, débito, clubes de vantagens e programas de fidelidade. Por mais que o mundo digital esteja presente em nossas vidas, os diversos cartões ainda resistem e se fazem presentes em nosso dia a dia. Várias startups têm buscado resolver este problema e hoje trago pra vocês mais uma, que chamou a minha atenção. Chama-se Fuze e resolveu usar um site de crowdfunding (Indiegogo) para fazer o lançamento do seu produto. No Fuze, o usuário consegue armazenar até 30 cartões de crédito, débito, cartões de lojas ou de clube de vantagens. Funciona com chip ou NFC (por aproximação) e tem um sistema de tracking que permite que o usuário receba uma mensagem no seu celular, caso tenha perdido o cartão. Isto é automaticamente identificado pelo cartão, quando ele entende que encontra-se a uma distância do celular maior do que a normal. Ele envia então uma mensagem pelo celular, mostrando num mapa a sua localização. O Fuze tem também um visor (tecnologia e-paper), que permite que o usuário veja que cartões estão cadastrados e no qual ele seleciona facilmente qual método de pagamento o usuário deseja usar. O Fuze vem com um carregador e o fabricante informa que a sua bateria dura cerca de um mês. Vem também com um leitor de cartões para que o usuário possa cadastrar os seus cartões, embora isto também possa ser feito por meio da câmera do próprio smartphone. Uma outra característica interessante do Fuze é o seu modelo de negócio. Diferentemente de outras startups, que têm tentado resolver o mesmo problema, o Fuze não cobra uma taxa por utilização. Ele é vendido a um preço fixo (U$89 na versão mais barata) e o usuário não paga nada mais quando o usa. A campanha de crowdfunding do Fuze começou no dia 23 de maio e em apenas duas horas atingiu o objetivo de arrecadar U$50 mil. Em cinco dias, já passava de U$500 mil, ou seja, 10 vezes o valor da meta. Como ainda restam 25 dias de campanha, é possível que o Fuze se torne um dos maiores casos de sucesso de crowdfunding. (Por Guilherme Horn) 

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