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quinta-feira, 29 de junho de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

CONTAS EXTERNAS TÊM MAIOR SUPERÁVIT PARA MESES DE MAIO EM 23 ANOS
As contas externas voltaram a ficar no azul em maio, quando foi registrado um superávit de US$ 2,88 bilhões, informou o Banco Central na terça-feira (27). Foi o terceiro mês seguido de resultado positivo. Esse também foi o melhor resultado para meses de maio desde o início da série histórica do Banco Central, em 1995. Deste modo, foi o melhor mês de maio em 23 anos. A conta de transações correntes é formada pela balança comercial (comércio de produtos entre o Brasil e outros países), pelos serviços (adquiridos por brasileiros no exterior) e pelas rendas (remessas de juros, lucros e dividendos do Brasil para o exterior). O bom resultado das contas externas em maio está relacionado, novamente, com o saldo positivo da balança comercial brasileira que, em maio passado, apresentou o melhor resultado da série histórica do Ministério da Indústria para o mês.
ACUMULADO DO ANO
No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, porém, as contas externas registraram déficit de US$ 616 milhões. Apesar do resultado negativo, ele foi bem menor que o registrado no mesmo período do ano passado, quando totalizou US$ 5,99 bilhões. O chefe-adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Fernando Rocha, disse que o déficit em transações correntes, no acumulado deste ano, é o melhor resultado para este período desde 2007. Para todo o ano de 2017, o Banco Central revisou para US$ 24 bilhões sua projeção para o déficit em transações correntes, que antes estava em US$ 30 bilhões. No ano passado, o rombo das contas externas somou US$ 23,5 bilhões, melhor resultado para um ano fechado desde 2007.
INVESTIMENTO ESTRANGEIRO
O Banco Central também informou nesta terça-feira que os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira atingiram US$ 2,92 bilhões em maio, com queda frente ao mesmo mês do ano passado, quando os investimentos totalizaram US$ 6,14 bilhões. No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, porém, houve crescimento dos investimentos estrangeiros: US$ 32,45 bilhões, contra US$ 29,91 bilhões no mesmo período do ano passado. Esse resultado foi influenciado pelo aporte recorde de investimentos estrangeiros em janeiro. Para 2017, o Banco Central manteve em US$ 75 bilhões sua estimativa para os investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira. Deste modo, os investimentos continuariam suficientes para "financiar" em sua totalidade o déficit das contas externas do período – cuja estimativa do BC é de US$ 24 bilhões neste ano.
COMPONENTES DAS CONTAS EXTERNAS
Os números do BC revelam que o bom resultado das contas externas em maio deste ano está relacionado principalmente com a melhora do resultado da balança comercial. No mês passado, a balança comercial registrou um superávit (exportações maiores que importações) de US$ 7,41 bilhões. No mesmo período de 2016, a balança teve um superávit menor: de US$ 6,22 bilhões. Para 2017, o BC subiu de US$ 51 bilhões para US$ 54 bilhões a sua estimativa para o saldo positivo da balança comercial. Em maio deste ano, a conta de serviços, na qual estão inseridos os gastos de brasileiros no exterior, registrou um déficit de US$ 2,47 bilhões, contra um resultado negativo de US$ 2,48 bilhões no mesmo período de 2016. O BC baixou de US$ 36,7 bilhões para US$ 34 bilhões a estimativa de déficit para conta de serviços neste ano. Ao mesmo tempo, as chamadas "rendas primárias", compostas, entre outros, pelas remessas de juros e lucros ao exterior, tiveram um déficit de US$ 2,26 bilhões em maio neste ano, contra um resultado negativo de US$ 2,82 bilhões no mesmo período do ano passado. Para a conta de rendas, o BC baixou de US$ 47,6 bilhões para US$ 46,8 bilhões sua previsão de déficit para o ano de 2017.

CIENTISTAS REVELAM RARO METEORITO DE 4,5 BILHÕES DE ANOS NA HOLANDA
Cientistas holandeses revelaram nesta semana a descoberta de um meteorito com cerca de 4,5 bilhões de anos de antiguidade, que poderia conter indícios preciosos relativos à criação do nosso sistema solar. "Os meteoritos são muito especiais, visto que não temos rochas desta idade na Terra", declarou o geólogo Leo Kriegsman, do Centro de biodiversidade Naturalis de Leiden, em um vídeo difundido no Youtube. Com o tamanho de um punho fechado e cerca de 500 gramas de peso, o meteorito atravessou com grande velocidade o teto de um alpendre na pequena localidade de Broek, em Waterland, ao norte de Amsterdã, em janeiro passado. Apesar de terem sido realizadas buscas intensas, não foram encontrados outros fragmentos deste meteorito, descoberto por moradores do lugar. Apesar de que a cada quatro anos ocorrem verdadeiras chuvas de meteoritos neste país, as pequenas rochas espaciais são muito difíceis de encontrar. Trata-se apenas do sexto meteorito descoberto na Holanda nos últimos 200 anos. "Podemos aprender mais sobre o que aconteceu no início do sistema solar, quando uma nuvem estelar se fragmentou e começaram a se formar minerais, e então começaram a se criar planetoides pela primeira vez", explica Kriegsman. "Isto nos oferece informação sobre o que ocorreu no começo, quando a Terra se formou", acrescenta. O geólogo estimou que o meteorito provém da região que se estende entre Marte e Júpiter, onde há um grande cinturão de asteroides, com "muitas rochas e pequenos planetas", que às vezes saem das suas órbitas. O Centro de biodiversidade de Leiden realizou testes exaustivos com este meteorito antes revelar sua existência, nesta semana. "Queremos estar 100% seguros da espécie do meteorito, e por isso primeiro devemos realizar pesquisas", explicou Kriegsman à AFP.

A PERGUNTA DE QUASE CEM ANOS SOBRE O MAL DE PARKINSON QUE ACABA DE SER RESPONDIDA
Uma equipe científica diz ter encontrado a primeira evidência direta de que o mal de Parkinson pode ser "autoimune". Segundo cientistas, o sistema imunológico atacaria células do cérebro em pessoas que sofrem da doença. Essa hipótese surgiu pela primeira vez há quase um século, mas até agora não havia informações suficientes para confirmá-la. A descoberta foi publicada em detalhes na revista científica Nature e mostra que medicamentos indicados para o sistema imunológico podem ajudar a controlar a doença. O mal de Parkinson causa danos progressivos no cérebro, que geram tremores e dificuldades de movimento. Em paralelo, o cérebro dos pacientes que sofrem da doença acumula níveis muito altos da proteína alfa-sinucleína. Os pesquisadores do centro médico da Universidade Columbia e do Instituto de La Jolla para Alergia e Imunologia, nos EUA, descobriram que as células-T, que fazem parte do sistema imunológico, atacam a alfa-sinucleína. Isso significa que o sistema imunológico de quem sofre do mal de Parkinson identifica essa proteína como um invasor estranho, como se fosse uma bactéria ou vírus, e ataca-a para defender o organismo. Os cientistas acreditam que, nesse processo, o sistema imunológico acaba matando também células cerebrais boas que acumulam essas proteínas. "A ideia é que uma falha no sistema imunológico contribui para o mal de Parkinson. Isso é algo que já se suspeitava havia quase cem anos", disse à BBC David Sulzer, um dos pesquisadores da Universidade Columbia. "Até agora, porém, ninguém havia conseguido conectar os pontos". A pesquisa foi feita com análise do sangue de 67 pacientes com Parkinson para tentar encontrar evidências de autoimunidade.
OUTRAS HIPÓTESES
Sulzer acredita que esse estudo tem forte elo com outra hipótese sobre o mal de Parkinson: a de que a doença poderia ter início no intestino. "Suspeitamos que as células-T primeiro identificam a alfa-sinucleína no sistema nervoso do intestino, o que não causa nenhum problema. O problema começa quando as células-T entram no cérebro", explicou Sulzer. "Nossos resultados sugerem a possibilidade de utilizar-se uma estratégia com imunoterapia para aumentar a tolerância do sistema imunológico com relação à alfa-sinucleína, o que poderia ajudar a melhorar ou prevenir o agravamento dos sintomas do mal de Parkinson", agregou o médico Alessandro Sette, da La Jolla. Para David Dexter, da organização beneficente Parkinson UK, a descoberta dá maior peso à ideia de que o mal de Parkinson pode envolver uma "falha" ou "confusão" do sistema imunológico, que acaba danificando células boas do cérebro para combater a proteína que identifica como invasora. No entanto, ele faz uma ressalva. "Ainda temos que entender muito mais sobre como esse sistema imune pode estar envolvido na complexa cadeia de eventos que contribuem para o mal de Parkinson". "Essa descoberta apresenta uma nova via para explorar o desenvolvimento de novos tratamentos que podem amenizar ou até controlar o progresso da doença", afirmou Dexter.

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