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terça-feira, 27 de junho de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

TOTAL DE PASSAGEIROS EM VOOS ENTRE BRASIL E EUA CAI PELO 2º ANO SEGUIDO, MOSTRA ANAC
As viagens para os EUA, principal destino de brasileiros no exterior, estão em queda pelo segundo ano consecutivo, mostram dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aos quais o G1 teve acesso. O número de passageiros transportados entre os dois países, no acumulado de janeiro a abril de 2017, foi 14,6% menor que o registrado em igual período do ano passado. Entre 2016 e 2015, na mesma comparação, a queda já havia sido de 11,07%. 

A redução se deu apesar da recuperação da demanda por voos internacionais entre as empresas aéreas brasileiras e da desvalorização do dólar, que faz com que as viagens para os EUA fiquem mais baratas. Segundo a Anac, a alta na demanda por voos internacionais foi de 17,1% somente em abril de 2017 – sétimo mês seguido de crescimento nesse indicador. Já o dólar, que no ano passado já havia acumulado desvalorização de 17,69%, começou janeiro de 2017 cotado a R$ 3,24 e terminou o mês de abril valendo R$ 3,17. Além dos EUA, também houve queda no número de passageiros transportados entre o Brasil e países como Portugal, França e Reino Unido, na comparação entre 2015 e 2016. Já Argentina, Chile e Espanha, entre outros, registraram aumento no período (veja quadro abaixo)

OFERTA TAMBÉM CAIU
Com menos passageiros dispostos a viajar, a oferta de voos entre Brasil e EUA também vem caindo pelo segundo ano seguindo, mostram os dados da Anac. Na semana do dia 31 de maio de 2015, empresas nacionais e estrangeiras ofereciam 284 voos semanais entre os dois países. Em 2016, na mesma época, eram 210 e, na semana de 31 de maio de 2017, eram 196 voos semanais. Nesses dois anos, a queda acumulada na oferta é de 31%. O G1 procurou a Latam e a Delta, duas das empresas que oferecem voos entre Brasil e EUA, para saber por que o número de passageiros voando nesta rota vem caindo. A Delta não quis comentar o assunto. A Latam informou que reduziu a oferta de voos, tanto no mercado nacional quanto no internacional, para "enfrentar o contexto macroeconômico brasileiro desafiador, altamente complexo e volátil, com impactos profundos no setor aéreo, como a alta de custos e a retração de demanda". "Nos primeiros três meses deste ano, a oferta de voos entre o Brasil e os EUA foi 26% menor que no mesmo período do ano passado", disse a Latam. O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem (Abav), Edmar Bull, diz que os números do setor indicam uma retomada, a partir de maio, do interesse dos brasileiros pelas viagens aos EUA. "Os brasileiros estão voltando a viajar para os EUA", disse Bull. Segundo ele, os turistas ainda têm cautela, devido à instabilidade provocada pela nova crise política e o risco de nova disparada do dólar. Apesar disso, diz o presidente da Abav, os brasileiros estão mais dispostos a viajar.

CIENTISTAS TESTAM EM HUMANOS VACINA QUE PODE REDUZIR TAXAS DE COLESTEROL
Uma vacina que poderia reduzir o colesterol e que ajudaria a prevenir ataques cardíacos está sendo testada em voluntários após estudos satisfatórios em camundongos, segundo um artigo publicado na última edição da revista científica European Heart Journal. Os testes clínicos estão a cargo de pesquisadores da Universidade Médica de Viena e, se houver êxito, a vacina contribuiria para reduzir os depósitos de gordura que bloqueiam as artérias. Isso evitaria que os pacientes tenham que tomar todos os dias remédios para ajudar a reduzir o risco de ataques cardíacos. Entretanto, é possível que sejam necessários anos de testes para saber se o tratamento será seguro e efetivo, segundo indicou na publicação o médico Guenther Staffler e seus colegas da Organização Holandesa para Pesquisa Científica Aplicada. Estes especialistas apontam que, ainda que a vacina fique disponível - possivelmente dentro de seis anos -, não deverá ser considerada uma desculpa para deixar de fazer exercício físico ou para consumir alimentos com alto teor de gordura. A vacina ajuda o sistema imunológico do organismo a atacar uma proteína, denominada PCSK9, que é a que permite que o chamado colesterol mau (LDL) se acumule no sangue. Segundo os especialistas, nos camundongos o tratamento reduziu o colesterol LDL em cerca de 50% em um período de 12 meses e parece proteger contra o acúmulo de gordura nas artérias.

NOVA TECNOLOGIA PERMITE CARREGAR O CELULAR COM A URINA
“Transforme seu xixi em algo útil", diziam os cartazes do banheiro especial instalado neste final de semana no Festival de Glastonbury, o principal evento do calendário europeu de shows de música ao vivo. Nesse banheiro adaptado, os litros de cerveja vendidos aos 100 mil participantes do festival britânico viraram fonte de energia, graças a um projeto do Laboratório de Robótica de Bristol. O chamado Pee Power funciona com uso de células de combustível revestidas de micro-organismos "comedores de dejetos", que processam a urina e, como consequência, acabam gerando eletricidade capaz de carregar - por enquanto, lentamente - a bateria de um smartphone. Isso ao mesmo tempo em que produzem água limpa e fertilizante a partir das susbtâncias da urina. De acordo com os cientistas de Bristol, o processo atual gera 40 miliwatts de energia com dois litros de urina, um salto considerável em relação aos 2,5 mW do protótipo apresentado em 2013. Mas ainda bem aquém de um carregador de celular típico, que tem capacidade de 5 watts. "Nossa proposta é usar a urina, um dejeto, para gerar eletricidade. Não estamos dependendo da natureza errática do vento ou do sol: se existe um produto cujo oferta é sem fim, esse produto é a urina", diz Ioannis Ieropoulos, cientista que coordena o projeto. Ieropoulos explica que as células microbiais atualmente geram energia suficiente para permitir o envio de mensagens de SMS, o uso de internet e o que definiu como um "curta" ligação. "Precisamos refinar o processo para sermos capazes de carregar completamente uma bateria". Segundo os cientistas, a eletricidade é um suproduto do ciclo de vida desses micróbios, o que basicamente implica que mais urina gerará mais eletricidade. Ieropoulos e sua equipe veem a utilização prática da tecnologia tanto em um futuro de conforto doméstico quanto para solucionar problemas em áreas mais carentes, como campos de refugiados, por exemplo, em que a geração de energia é um dos mais graves problemas. "As bactérias adoram se alimentar dos dejetos, é o prato favorito delas", brinca Ieropoulos. "Usar um dejeto como fonte de energia elétrica é o que há de mais ecológico". O projeto foi selecionado pela Fundação de Bill e Melinda Gates como uma das propostas que podem ampliar o acesso a saneamento básico, cuja escassez afeta 2,5 bilhões de pessoas no mundo. 

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