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segunda-feira, 26 de junho de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

ILAN DIZ QUE BC 'QUEBROU A ESPINHA DORSAL' DA INFLAÇÃO
A pronunciada queda da inflação, de 6,29% em 2016 para 3,8% neste ano, abaixo da meta de 4,5% segundo projeções do Banco Central, encorajou o presidente do BC, Ilan Goldfajn, a assegurar: "Quebramos a espinha dorsal da inflação". Ele conversou ontem com o Valor, após a divulgação do relatório trimestral de inflação com as novas projeções para o IPCA. No fim do terceiro trimestre, a inflação deve cair para 2,9% em 12 meses. O BC, porém, avalia que haverá, no último trimestre do ano, recuperação nos preços de alimentos, os grandes responsáveis pela rápida desinflação. Não espera, portanto, que se reproduza, entre outubro e dezembro, os baixos índices registrados em igual período de 2016, quando o IPCA foi de 0,74%. Após cinco semanas da hecatombe produzida pela delação do empresário Joesley Batista, da JBS, no dia 17 de maio, que atingiram duramente a Presidência da República, Ilan avalia que as consequências da crise política podem não ser inflacionárias nem desinflacionárias, mas neutras, levando ao cenário que o Comitê de Política Monetária (Copom) concebia até aquela data. Da Suíça, onde está, Ilan acompanhou a queda dos juros futuros no Brasil após a divulgação do relatório de inflação. Isso significa, disse, que a maioria prevê redução de 1 ponto percentual na Selic, para 9,25% ao ano, na reunião do Copom, dias 25 e 26 de julho, e não mais corte de 0,75 ponto percentual. Ele não conta com a hipótese de a inflação ficar abaixo de 3% neste ano ­ que é o piso do intervalo de tolerância dentro do qual pode variar a taxa de inflação e, quando rompido, obriga o BC a se explicar em carta aberta ao ministro da Fazenda. "Isso não faz parte das nossas projeções", disse. Entre setembro de 2016 e maio deste ano, a inflação ficou 1,68 ponto percentual abaixo das projeções mensais dos relatórios de inflação. "Foi uma surpresa positiva" para todos, inclusive para o mercado, observou.

'PELO BEM DA HUMANIDADE', STEPHEN HAWKING FAZ APELO PARA QUE HOMEM VOLTE À LUA
O cientista e físico britânico Stephen Hawking convocou países a enviarem astronautas à Lua até 2020. Para ele, é preciso também construir uma base lunar nos próximos 30 anos e enviar pessoas a Marte até 2025 - tudo isso pensando "no futuro da humanidade". As previsões de Hawking almejam principalmente reacender programas espaciais globais, forjar novas alianças e dar à humanidade uma nova "sensação de propósito". O cientista está participando do Starmus Festival, que celebra a Ciência e as Artes e está acontecendo em Trondheim, na Noruega. Ele reforçou lá seus desejos de um novo plano de expansão espacial. "Essa expansão para o espaço pode mudar completamente o futuro da humanidade", disse o físico britânico. "Tenho esperanças de que isso uniria países que competem entre si em torno de uma única meta, para enfrentar o desafio comum a todos nós. Um novo e ambicioso programa espacial serviria para engajar os mais novos e estimular o interesse deles em outras áreas, como astrofísica e cosmologia". Questionado sobre se não seria melhor gastar o dinheiro disponível tentando resolver os problemas deste planeta, em vez de investi-lo no espaço, Hawking pontuou que é importante, sim, cuidar das questões urgentes daqui - mas agregou que pensar no espaço é importante para garantir o futuro da humanidade. "Não estou negando a importância de lutar contra o aquecimento global e as mudanças climáticas aqui, ao contrário do que fez Donald Trump, que pode ter tomado a decisão mais séria e errada sobre esse tema que o mundo poderia esperar", disse. (No início do mês, o presidente americano anunciou a saída dos EUA do Acordo de Paris, pacto climático que visa impedir o aumento das temperaturas globais). No entanto, o cientista ressaltou que as viagens espaciais são essenciais para o futuro da humanidade, principalmente porque a Terra está sob ameaça - justamente por conta de problemas como o aquecimento global e a diminuição dos recursos naturais. "Estamos ficando sem espaço aqui e os únicos lugares disponíveis para irmos estão em outros planetas, outros universos. É a hora de explorar outros sistemas solares. Tentar se espalhar por aí talvez seja a única estratégia que pode nos salvar de nós mesmos. Estou convencido de que os seres humanos precisam sair da Terra", afirmou o físico. Chefe da Agência Espacial Europeia, Jan Woerner disse que prevê a construção de uma base na Lua em 2024 e está colaborando com a Rússia para enviar uma sonda e testar um possível local para isso. A China já estipulou uma meta de enviar um astronauta à Lua em breve. Já a Nasa não tem planos de voltar à Lua por enquanto e vem focando seus esforços no plano de enviar astronautas a Marte até 2030. No entanto, se outras agências espaciais começarem a colaborar entre si para a construção de uma base lunar, seria difícil ver a Nasa de fora dessa. Para Hawking, o ponto principal é que não há futuro a longo prazo para nossas espécies na Terra: ele acha que seríamos atingidos por um asteroide novamente ou eventualmente engolidos pelo nosso próprio Sol. Ele ainda reforça que viajar para outros planetas distantes "elevaria a humanidade". "Sempre que demos um novo salto, por exemplo a ida à Lua, unimos os povos e as nações, inauguramos novas descobertas e novas tecnologias", afirmou. "Deixar a Terra exige uma movimentação global, todos devem estar juntos nisso. Precisamos fazer renascer a empolgação dos primórdios das viagens espaciais, na década de 1960". Para ele, a colonização de outros planetas já não é mais tema de ficção científica. "Se a humanidade quiser continuar (a viver) por mais milhões de anos, nosso futuro residirá na ousadia de ir onde ninguém mais ousou ir. Espero que seja para o melhor. Nós não temos outra opção."

ALEMANHA APROVA LEI QUE FACILITA ACESSO A DADOS CRIPTOGRAFADOS DE WHATSAPP E SKYPE
Alemanha aprovou na semana passada uma lei para permitir às autoridades vigiar o conteúdo de mensagens criptografas de WhatsApp e Skype com mais facilidade do que ocorre atualmente. Influenciados pela onda de atentados terroristas na Europa, os deputados votaram uma lei para o "reforço da eficácia dos procedimentos penais". Com ela, a polícia poderá infiltrar programas espiões (cavalos de Troia, por exemplo) em celulares e computadores para acessar os dados de mensagens criptografadas, como os populares WhatsApp e Skype. Antes, o Tribunal Constitucional alemão só autorizava o uso dessas ferramentas em casos de combate ao terrorismo. A lei, que coloca a privacidade de usuários em risco, é significativa já que o país é um expoente na proteção de dados pessoais. Em declaração feita ao jornal "Handelsblatt", Mazière comemorou a aprovação e disse que a lei corrige um atraso tecnológico do Estado em relação a criminosos, que usam programas sofisticados. Os partidos de oposição (a esquerda radical e os Verdes) afirmaram que a ferramenta de vigilância é a mais abrangente que o país já viu e votaram contra a proposta. O debate está em voga em todos os países atingidos por atentados. França e Reino Unido pediram, em 14 de junho, a criação de um sistema de requisições legais para os serviços criptografados, com o objetivo de reforçar o combate ao terrorismo. O WhatsApp, que pertence ao Facebook, e o Skype, da Microsoft, usam a criptografia de dados para garantir a confidencialidade das conversas de seus usuários. Ambos se recusam a se submeter a leis que, em alguns países, obrigam as operadoras de telecomunicações (provedores de internet e operadoras de telefonia móvel e fixa) a fornecer os dados de seus clientes. 

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