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quarta-feira, 21 de junho de 2017

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BALANÇA COMERCIAL ACUMULA SUPERÁVIT DE US$ 3,58 BILHÕES EM JUNHO
O Ministério da Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou na segunda-feira (19) que a balança comercial de junho acumulou, até este domingo (18), superávit de US$ 3,58 bilhões. Segundo o governo, neste período, as exportações somaram US$ 10,27 bilhões e as importações, US$ 6,69 bilhões. Ainda de acordo com o ministério, somente na terceira semana deste mês, o superávit foi de US$ 1,3 bilhão.
MÉDIA DIÁRIA
Conforme os dados divulgados pelo MDIC nesta segunda, a média diária do superávit foi de US$ 325,9 milhões. O valor é 80,7% maior do que a média diária registrada em junho de 2016, de US$ 180,4 milhões. Com relação ao mês de maio, no entanto, houve queda de 6,4% na média diária. A média de superávit de maio de 2017, por dia útil, foi de US$ 348,2 milhões.
AUMENTO NAS VENDAS
O ministério destacou nesta segunda que, com relação às exportações nos primeiros 18 dias de junho, foi registrado aumento nas vendas das três categorias de produtos: básicos, semimanufaturados e manufaturados. Sobre as importações, aumentaram as compras de bebidas e álcool (170,6%), combustíveis e lubrificantes (75,1%) e de adubos e fertilizantes (36,4%).
ACUMULADO DO ANO
No acumulado do ano, a balança comercial acumula superávit de US$ 32,6 bilhões. O valor é 48% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando as exportações superaram as importações em US$ 22,03 bilhões.

NASA DIVULGA LISTA DE 219 NOVOS CANDIDATOS A PLANETA DESCOBERTOS PELO TELESCÓPIO ESPACIAL KEPLER
A Nasa divulgou, nesta semana uma lista de 219 novos candidatos a planeta descobertos pelo telescópio espacial Kepler. Dez deles têm tamanhos parecidos com a Terra e orbitam as zonas habitáveis de suas estrelas. O telescópio espacial Kepler busca por planetas em nossa galáxia ao detectar pequenas oscilações no brilho das estrelas que ocorrem quando um planeta passa em frente a ela. Segundo a agência espacial americana, este é o catálogo mais detalhado dos candidatos a planetas identificados nos primeiros quatro anos de coleta de dados pelo Kepler. Ao todo, 4.034 candidatos a planeta já foram identificados pelo Kepler, dos quais 2.335 foram confirmados como exoplanetas. "O conjunto de dados do Kepler é único, pois só ele contém uma população desses análogos da Terra - planetas com quase o mesmo tamanho e que têm órbitas parecidas com a da Terra", diz Mario Perez, cientista do programa Kepler na Divisão de Astrofísica da Nasa. "Entender sua frequência na galácia vai ajudar no planejamento de futuras missões da nasa para procurar diretamente outra Terra". "Esse catálogo cuidadosamente elaborado é o fundamento para responder de forma direta uma das perguntas mais cativantes da astronomia: quantos planetas como a nossa Terra existem na galáxia?", diz a cientista Susan Thompson, pesquisadora do projeto Kepler e principal autora do estudo que resultou no catálogo.

ENTREGAS POR DRONES, PROMESSAS DA AMAZON, JÁ SÃO REALIDADE NA CHINA
A Amazon foi a primeira companhia a mostrar a possibilidade de entregar pedidos através de drones, mas enquanto a companhia americana ainda pesquisa esse tipo de tecnologia, a JD.com, da China, já transformou a ideia em realidade. Desde o ano passado, em algumas regiões do país, especialmente as montanhosas e remotas, a imagem de um drone transportando pacotes é algo habitual. E a companhia, a segunda maior do comércio eletrônico chinês após o poderoso Alibaba, planeja uma expansão. "Nosso objetivo são as áreas rurais, onde a infraestrutura não é boa e o setor de transportes não é tão desenvolvido. Por isso, é muito mais barato enviar drones para lá", explicou Josh Gartner, vice-presidente para Assuntos Internacionais da JD. "O grande desafio é o fornecimento de energia dos drones", explicou o executivo na sede central da JD, um faraônico edifício nos arredores de Pequim no qual trabalham milhares de funcionários e onde muitos destes drones são exibidos. Seis dos sete modelos de drone usados pela JD são elétricos. Apenas o maior deles, um grande equipamento de quase dois metros de envergadura e capacidade para transportar até 30 quilos, é alimentado com gasolina. Os drones, por enquanto, não levam os pedidos ao comprador final. Eles são recebidos por um encarregado da empresa na cidade mais próxima ou na qual vive o cliente, explicou Gartner. "Depositamos as entregas nas cidades, e ali temos o que chamamos de 'promotor local' que o recebe e o leva ao cliente nos últimos passos", conta o vice-presidente. O espaço aéreo é altamente controlado e o uso de drones é terminante proibido nas cidades chinesas, o que limita esse sistema de transporte em regiões rurais. A JD tem permissão para fazer entregas assim em quatro das 30 regiões administrativas do país. A empresa pode utilizar drones na província de Sichuan, uma das mais montanhosas do país, Jiangsu, Guizhou e as regiões não urbanas dos arredores de Pequim. Mas a JD quer mais. "Queremos expandir no futuro e atualmente temos 40 drones em operação", explica Gartnet. Não é acaso que o transporte por drones tenha sido desenvolvido primeiro na China. O país lidera a produção desses equipamentos para uso civil e já possui 45 mil deles registrados. O número real, porém, pode ser muito maior. Na próxima década, a estimativa é que o mercado de drones da China gere US$ 11 bilhões por ano, segundo um estudo da iResearch, mas que também alerta sobre os riscos que esse "boom" pode trazer. Já houve casos de drones interferindo no tráfego aéreo convencional nos arredores de aeroportos do país. Tanto a JD como sua principal rival, a Alibaba - que concentra 80% do comércio eletrônico na China - estão trabalhando para conseguir um maior avanço sobre as regiões rurais do país, nas quais vivem 650 milhões de pessoas. Enquanto a Alibaba focou na criação das chamadas "aldeias Taobao", áreas que vivem quase integralmente do comércio eletrônico, a JD trabalha na melhoria do serviço de entrega, que não só se limita ao uso de drones, mas também prevê a construção de miniaeroportos para a utilização coordenada dos equipamentos. A empresa anunciou em abril que construirá nos próximos três anos 150 aeroportos para drones apenas na província de Sichuan, onde vivem 100 milhões de pessoas. A JD espera, com isso, reduzir os custos de envio em 70%. Os camponeses das regiões mais remotas do país devem estar preparados para se acostumar com pacotes sendo entregues pelo ar. 

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