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quinta-feira, 15 de junho de 2017

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EQUIPE ECONÔMICA TENTA FAZER REFORMA TRIBUTÁRIA AVANÇAR NA CRISE POLÍTICA
A equipe econômica decidiu levar adiante a proposta de reforma do sistema tributário desenhada pelo governo antes da crise política provocada pela delação de Joesley e Wesley Batista, donos da gigante de alimentos JBS. A meta do presidente Michel Temer é obter até o próximo ano a aprovação da reforma, que seria executada em três etapas, alterando regras do PIS, da Cofins e do ICMS, e unificando tributos das três esferas de governo. Uma medida provisória com mudanças nas regras do PIS e da Cofins deve ser enviada ainda neste mês ao Congresso. As alterações no PIS, que representa 4% da arrecadação do governo federal, serão implementadas primeiro. Viriam depois mudanças na Cofins, que responde por 16%. O governo quer reduzir o número de alíquotas do PIS de cerca de 30 para duas e simplificar o sistema para compensação de créditos nas compras de matérias-primas e insumos pelas empresas. O passo seguinte da equipe econômica é propor mudanças no ICMS, principal fonte de receita dos Estados. A Câmara já aprovou a extinção em cinco anos de benefícios concedidos a exportadores e limitou a mais 15 anos a validade dos incentivos fiscais a indústrias. E há acordo para manter a regra no Senado. Agora, o governo quer convencer o Senado a baixar resolução para reduzir para 4% a alíquota nas operações interestaduais, que hoje variam de 7% a 12%. A equipe econômica crê que a medida vá pôr fim à guerra fiscal. O governo indicou que, depois de implementadas essas mudanças, poderia promover mudanças mais abrangentes, aproveitando a discussão de um projeto do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) que transfere para a União a arrecadação dos principais tributos e muda o regime de partilha das receitas com Estados e municípios. O projeto prevê que PIS, Cofins, ICMS e o ISS, cobrado pelos municípios, sejam substituídos por um único imposto, arrecadado pelo governo federal e com receitas divididas com as outras duas esferas de governo. Para convencer governadores e prefeitos a apoiar a mudança no Congresso, o governo estuda manter os fundos que hoje distribuem a Estados e municípios parte dos tributos que a União recolhe. Os defensores da ideia acham possível fazer a unificação dos tributos, que exige a aprovação de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição), no primeiro semestre de 2018, às vésperas do início da campanha presidencial. A dificuldade, segundo os economistas que participam dos estudos, é conseguir fazer com que a alíquota do imposto único fique entre 18% e 20%. Simulações recentes indicam algo entre 25% e 30%, ainda considerado muito elevado pela equipe econômica. A prioridade de Temer nas próximas semanas será derrubar a denúncia criminal que a Procuradoria-Geral da República deve apresentar contra ele em breve e que só poderá ser analisada pela Justiça com aval do Congresso. Ainda assim, o governo acha possível aprovar neste semestre a reforma trabalhista, que está no Senado. A reforma da Previdência retomaria seu curso na Câmara em agosto e poderia ser aprovada até outubro.

GE INICIA TESTES DE DRONES PARA INSPEÇÃO DE REFINARIAS E FÁBRICAS
A General Electric começou a testar drones autônomos e rastreadores robóticos para fiscalizar refinarias, fábricas, ferrovias e outros equipamentos industriais, a fim de capturar uma fatia maior dos US$ 40 bilhõesgastos anualmente por empresas em todo o mundo com inspeções. Em testes com clientes, os drones e os robôs são capazes de se mover ao redor e dentro de instalações remotas e perigosas, enquanto fotografam corrosão ou medem a temperatura, vibrações ou leituras de gás que podem ser analisadas por algoritmos computacionais e inteligência artificial, afirmou Alex Temper, diretor de desenvolvimento de negócios da Avitas Systems, uma start-up da GE. A GE anunciou o novo negócio, que foca setores de petróleo e gás, transporte e energia, nesta semana em uma conferência em Berlim, na Alemanha. A empresa não é a primeira a combinar inteligência artificial com robótica para inspeção de instalações e processos industriais. A IBM também afirmou que está trabalhando em sistemas conectados com sua tecnologia de inteligência artificial Watson há cerca de um ano e lançou alguns projetos em março. Os testes conduzidos pela IBM incluem câmeras acopladas ao Watson, de modo que possam reconhecer defeitos em componentes eletrônicos. Outros projetos incluem sensores acústicos ou drones orientados pela tecnologia Watson para detectar linhas de energia desgastadas em torres elétricas remotas. A IBM e a parceira ABB, um conglomerado suíço-sueco, estão combinando inspeção visual com robótica da ABB. "Essa é uma das áreas mais quentes dentro da Internet das Coisas", disse Bret Greenstein, vice-presidente da IBM Watson, sem citar um potencial tamanho deste mercado. A GE, por sua vez, disse que a Avitas combinará inteligência artificial com o conhecimento de sistemas industriais que produz e os negócios existentes de inspeção. "Conhecemos muito bem esse equipamento, sendo que podemos programar os robôs, independentemente do tipo, para reunir a informação que precisamos para uma inspeção", explicou Tepper, da GE. Ele prevê que os robôs não substituirão os humanos, mas ampliem seu alcance e reduzam os custos. 

ESTUDO TRAÇA IMPACTO E ESTIMA PREJUÍZO COM A MUDANÇA CLIMÁTICA NO BRASIL
O aumento da temperatura global vai afetar –e muito– as cidades da costa brasileira, causando desde enchentes, deslizamentos e outros desastres naturais até a destruição de ecossistemas e prejuízos na economia. As conclusões são do relatório "Impacto, vulnerabilidade e adaptação das cidades costeiras brasileiras às mudanças climáticas" lançado nesta semana. O documento é resultado de uma extensa revisão e análise de publicações científicas, que permitiram traçar o sombrio cenário para as cidades da costa do Brasil. "Está bem ruim mesmo. A situação está difícil, mas a função do relatório é apontar os cenários que podem acontecer", resume Suzana Kahn, presidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, corpo científico criado pelos ministérios da Ciência e Tecnologia e do Meio Ambiente para reunir e avaliar informações científicas sobre os impactos do aquecimento global no Brasil, publicadas agora no relatório. Das 42 regiões metropolitanas dos Brasil, 18 estão localizadas na zona costeira ou são influenciadas por ela: Macapá, Belém, São Luiz, Fortaleza, Natal, Aracaju, Maceió, João Pessoa, Recife, Salvador, Vitória, Rio de Janeiro, Vale do Paraíba/Litoral Norte de São Paulo, Baixada Santista, Joinville, Foz do Itajaí, Florianópolis e Porto Alegre -que, embora não seja oficialmente uma zona costeira, recebe grande influência dela pela sua localização nas margens da lagoa dos Patos. O relatório mostra que essas regiões, que respondem por cerca de 30% do PIB (produto interno bruto) nacional, estão sujeitas a uma espécie de efeito dominó causado pelo aquecimento global. Conforme as temperaturas sobem em todo o planeta, calotas polares e o gelo dos oceanos vão derretendo, provocando a subida do nível do mar. Uma mudança que é perceptível em algumas regiões e que deve se intensificar ainda mais num futuro não muito distante. O efeito mais flagrante da elevação do nível do mar são as inundações das áreas costeiras, que afetam diretamente a população e a infraestrutura urbana. O problema, porém, não se limita a isso, mostra o relatório. Ao analisar os estudos, os cientistas do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas identificaram que também são alteradas as dinâmicas de fenômenos naturais, como os ciclos de chuvas. Esse tipo de mudança contribui para a intensificação de eventos extremos, como tempestades ou longos períodos de seca. Além de afetarem a população, esses eventos ainda prejudicam a economia, atingindo a agropecuária e até a indústria.
MAIS AFETADAS
O estudo ainda mostra que as regiões Nordeste, Sudeste e Sul apresentam uma propensão maior para a ocorrência de desastres naturais. A região Nordeste, que é tradicionalmente afetada pela seca, está sujeita a sofrer ainda mais com as estiagens. No Sul e no Sudeste há um risco combinado de secas e fenômenos hidrológicos. Em termos de risco de mortalidade da população, um maior número de vítimas está associado a desastres hidrológicos, sobretudo na costa do leste do Nordeste, e nas regiões Sudeste e Sul. Os pesquisadores estimaram ainda quanto isso custaria para a economia dessas cidades e do Brasil como um todo. Os maiores danos são no setor de infraestrutura, que são 59% do total. O prejuízo com casas e habitações são de 36% e os em instalações de saúde, ensino e outras 5%. "Enchentes, inundações e temperaturas mais altas ainda causam uma série de problemas de saúde pública", enfatiza Suzana Kahn.
ESPERANÇA  
O trabalho usou a mesma estratégia de preparação dos relatórios do IPCC (painel de mudanças climáticas da ONU) e indica impactos diferentes mediante cenários climáticos mais ou menos extremos. A presidente do Comitê Científico do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas sublinha que, para evitar as piores consequências, é fundamental haver um esforço para reduzir as emissões de gases-estufa. "Além das reduções, é preciso também combinar as chamadas medidas de adaptação e mitigação", diz Kahn, para quem o relatório tem a missão de ajudar a orientar políticas públicas e a tomada de decisões.

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