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segunda-feira, 12 de junho de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

INFLAÇÃO EM MAIO É A MENOR PARA O MÊS DESDE 2007
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou em maio a menor variação (+0,31%) para o mês desde 2007, quando ficou em +0,28%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Já o acumulado nos 12 meses até maio passado (3,60%) é a taxa mais baixa desde maio de 2007, quando o acumulado foi de 3,18%. Segundo a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, a última vez que a taxa em 12 meses do IPCA ficou na casa dos 3% foi em julho de 2007. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que iam de 0,25% a 0,53%, com mediana de 0,47%. O aumento de 8,98% nas contas de luz teve o maior impacto de alta no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio, acrescentando 0,29 ponto porcentual ao indicador. Com isso, o grupo Habitação avançou 2,14% no IPCA de maio, maior impacto de alta. Embora a energia elétrica tenha sido, sozinha, responsável pela aceleração do IPCA de 0,14% em abril para 0,31% em maio, a coordenadora de Índices de Preços do IBGE, Eulina Nunes dos Santos, destacou que essa pressão é pontual.  "Foi um fato que fez reverter o que tinha acontecido no mês anterior", disse Eulina. Em abril, a energia elétrica puxou o IPCA para baixo, por causa da devolução, nas contas de luz, de cobrança indevida referente ao custo da energia da usina nuclear Angra 3, ainda em construção. "Assim como puxou pra baixo (em abril), puxou pra cima (em maio)", disse Eulina, destacando o efeito da base de comparação. A pesquisadora citou a demanda em queda e a supersafra de grãos como motivos para manter a inflação comportada. "A demanda está segurando fortemente os preços. São 14 milhões de desempregados", afirmou Eulina, lembrando que as projeções apontam para uma safra "imensa" em 2017.

CIENTISTAS ACHAM NO CEARÁ FÓSSIL DE COGUMELO MAIS ANTIGO DO MUNDO
Cientistas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, encontraram no Estado brasileiro do Ceará o fóssil de cogumelo mais antigo do mundo. O achado foi descrito pelos cientistas em um artigo publicado na revista científica Plos One. O cogumelo viveu há cerca de 115 milhões de anos - quando o supercontinente Gondwana estava se separando - e foi encontrado em uma formação calcária na Chapada do Araripe. Antes da descoberta, os cogumelos fósseis mais antigos encontrados até então haviam sido preservados em âmbar.  Segundo um informe da Universidade de Illinois, divulgado nesta quarta, o cogumelo tinha 5 centímetros de altura e foi batizado de Gondwanagaricites magnificus. "A maior parte dos cogumelos cresce e desaparece em poucos dias", disse Sam Heads, paleontólogo da Universidade de Illinois ao site da instituição. Heads descobriu o cogumelo quando digitaliza uma coleção de fósseis da região. “O fato de que este cogumelo estava totalmente preservado é surpreendente".

ENTENDA O QUE ESTÁ POR TRÁS DO SITE QUE DIVULGA DADOS PESSOAIS
Um site chamado Telefone.ninja ganhou destaque nos últimos dias após viralizar em redes sociais e no aplicativo de mensagens instantâneas WhatsApp. Ele permite que qualquer pessoa busque, de forma gratuita, informações pessoais como números de telefone fixo e celular, e-mail e endereço, de um grande número de brasileiros na internet. A exposição dos dados sem permissão fez muitos brasileiros reclamarem nas redes sociais. Segundo foi apurado o banco de dados usado pelo site tem base no cadastro público de telefonia fixa, lista de assinantes do serviço divulgada pelas operadoras e que pode ser consultada no site oficial de cada uma delas. Ele substituiu a antiga lista telefônica em papel e sua divulgação pública e gratuita pelas operadoras é obrigatória, de acordo com a Resolução nº 66/1998 da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O nome e número do assinante só não aparecem nesse cadastro se o consumidor solicitar sua retirada à operadora. O site, porém, também mostra outros dados, como e-mail e telefone celular que, segundo fontes próximas às operadoras, têm origem em outros bancos de dados. “Muitas pessoas fornecem conteúdo pessoal em formulários online e não se atentam aos termos de uso. É assim que os dados caem na rede”, diz o promotor do Núcleo de Suporte à Investigação de Delitos Cibernéticos do Ministério Público de São Paulo, Paulo Marco Ferreira Lima. Em nota, o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) afirmou que as operadoras não comercializam dados. “Diferentemente de outras empresas, as prestadoras de serviços de telecomunicações não exploram comercialmente os dados de seus usuários”. Segundo o especialista em segurança Fábio Assolini, da empresa de antivírus Kaspersky, não há indícios de que o Telefone.ninja esteja usando vírus ou páginas falsas para coletar dados pessoais pela internet.
ORIGEM
Ainda não está claro quem está por trás do site Telefone.ninja. O domínio do site está registrado em nome de Ricardo Torres e de uma empresa chamada ByteCode. Contudo, a reportagem constatou que as informações no cadastro de registro do domínio, como endereço e telefone, são falsas. O site está no ar desde 11 de maio deste ano e recebeu atualizações nos últimos dias. Ele foi registrado na empresa francesa Netim e está hospedado em servidores fora do País.
ILEGAL
 De acordo com Carlos Affonso de Souza, diretor do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS-Rio), o site é ilegal, pois fere o Marco Civil da Internet, além da própria Constituição Federal. “Ainda que exista uma legislação sobre adados de telefonia fixa, o site expõe endereços e celulares”, diz Souza. Em nota, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) defendeu que é preciso identificar quem está por trás do site para aplicar sanções, que vão de advertência a proibição. O Idec pretende notificar hoje a Secretaria Nacional do Consumidor, subordinada ao Ministério da Justiça. O Ministério Público Federal afirmou que já recebeu algumas reclamações contra o site. O órgão ainda analisa se abrirá uma investigação. Em São Paulo, a Delegacia de Crimes por Meios Eletrônicos, da Polícia Civil, não confirmou se há investigações em andamento. 

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