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quinta-feira, 1 de junho de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

SENADO: CCJ APROVA DIRETAS SE PRESIDÊNCIA VAGAR ATÉ 1 ANO ANTES DO FIM DO MANDATO
A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou por unanimidade na quarta-feira (31) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece eleições diretas se a Presidência da República ficar vaga nos três primeiros anos do mandato. A eleição direta ocorreria caso os cargos de presidente e vice-presidente fiquem vagos. A CCJ é responsável por analisar se os projetos apresentados no Senado ferem algum princípio da Constituição. Com a aprovação da PEC pelos senadores do colegiado, o texto será enviado ao plenário do Senado. A inclusão da proposta na pauta depende de decisão do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE). Se os senadores aprovarem o texto em plenário, a PEC seguirá para a Câmara. Atualmente, a legislação prevê que, na hipótese de presidente e vice deixarem o comando do país nos últimos dois anos do mandato, deve ser realizada eleição indireta, em até 30 dias, pelo Congresso Nacional. A PEC, apresentada pelo senador Reguffe (sem partido-DF) em 2016, altera o artigo que trata da vacância da Presidência. O texo aprovado nesta terça pela CCJ prevê que, na ausência definitiva do presidente e do vice, o Congresso elege indiretamente o chefe do Executivo federal se a vacância ocorrer no último dos quatro anos de mandato. Caso a PEC seja aprovada neste ano, uma eventual saída do presidente Michel Temer ainda em 2017 levaria a uma eleição direta, já que o mandato do peemedebista se encerra em 31 de dezembro de 2018. Desde o impeachment de Dilma Rousseff, o Brasil não tem um vice-presidente.

VARIANTE GENÉTICA TORNA MORADORES DE MONTANHAS GREGAS MAIS SAUDÁVEIS, DIZEM CIENTISTAS
Cientistas identificaram a razão pela qual as pessoas que vivem em aldeias isoladas na Grécia costumam ter uma vida longa e saudável. Eles encontraram uma nova variante genética, comum entre os moradores, que protege o coração, reduzindo os níveis de gordura "ruim" e colesterol. Apesar de manter uma dieta rica em gordura animal, a população de Mylopotamos, no norte da ilha de Creta, têm baixas taxas de doenças cardiovasculares. Mesmo apreciando imensamente seus queijos. Mas o que há de especial nesses vilarejos gregos?
NAS MONTANHAS
As aldeias isoladas de Zoniana e Anogia estão no alto das montanhas na ilha de Creta. Poucas pessoas se mudam para dentro ou fora dessas regiões, e seus habitantes são conhecidos por terem uma velhice saudável. Problemas cardíacos e acidentes vasculares cerebrais são raros, apesar de essas pessoas ingerirem uma quantidade abundante de carne de cordeiro e do queijo local, o cretan. Além disso, essas vilas realizam um festival do queijo todos os anos. Trata-se de um tipo de dieta que poderia causar muitas complicações de saúde. Isso porque comer alimentos que contêm gorduras saturadas aumenta o nível de colesterol no sangue. E altos níveis elevados de colesterol de lipoproteína de baixa densidade na corrente sanguínea aumentam as chances de uma doença cardíaca e derrame. Mas a verdade é que os aldeões têm o nível de diabetes do tipo 2 na mesma taxa que a população grega em geral, e não parecem sofrer das consequências comuns, como a diabetes renal.
QUESTÃO GENÉTICA
Sendo assim, o que há de diferente nessas pessoas? Isso é exatamente o que os pesquisadores do Wellcome Trust Sanger Institute, organização britânica que investiga o genoma humano, gostariam de saber. A pesquisa deles, publicada na publicação científica Nature Communications, identificou uma nova variedade genética que tem características que protegem o coração desses indivíduos. Ela está associada a níveis mais baixos de gorduras naturais "ruins" e colesterol "ruim" - o que é importante para diminuir o risco de doenças cardiovasculares. A variante parece ser virtualmente única na população das duas aldeias das montanhas gregas. De milhares de europeus que foram submetidos ao sequenciamento do genoma, apenas uma outra pessoa na Itália possui algo similar, disseram os pesquisadores. Os cientistas sequenciaram o genoma inteiro de 250 moradores desses vilarejos. Isso significa que eles retiraram amostras de sangue, extraíram o DNA - as instruções de funcionamento de cada um de nós, que determinam nossas características - e analisaram uma sequência de três bilhões de letras que compõem o genoma humano. Em seguida, os pesquisadores usaram os resultados para obter uma visão mais detalhada de mais de 3 mil moradores das aldeias que já haviam sido genotipados (um atalho para a aquisição de informações genéticas).
A IMPORTÂNCIA DA DESCOBERTA
A pesquisa britânica não é um estímulo para que todos saiam consumindo gordura de origem animal livremente, simplesmente porque não temos a mesma variante genética que beneficia essa população grega. Os cientistas ainda não conseguiram explicar por que essa característica está presente nessas pessoas - se tem relação com a forma como elas vivem, com o ambiente ou seria algo transmitido de geração para geração, por exemplo. Mas os pesquisadores afirmam que podem usar essa descoberta para identificar quais variantes genéticas desempenham um papel importante na causa de doenças complexas. Isso pode dar pistas sobre os motivos pelos quais algumas pessoas desenvolvem doenças cardíacas e outras não. Há estudos similares sendo realizados com outras populações isoladas, como os amish (EUA), os inuit (norte da Gronelândia) e os orkney(Escócia).

POR QUE A BIOMETRIA 'FALHA' E SENHAS 'NÃO FALHAM'?
Quem assiste filme de ficção científica já viu portas se abrindo com comandos de voz e terminais operados com autenticação pela íris do olho ou pelas digitais da mão. Na prática, sistemas biométricos constantemente apresentam falhas, sejam porque não reconhecem alguém que devia ter autorização ou porque não conseguem diferenciar falsificações da pessoa real. O último dispositivo que apresentou essas falhas foi o Samsung Galaxy S8. A equipe alemã do Chaos Computer Club (CCC), um dos grupos de pesquisa de segurança e informática mais antigos do mundo, revelou que é possível derrotar a autenticação por íris do Galaxy S8 com uma câmera de infravermelho, uma impressora a laser e uma lente de contato. Além do sensor de íris, já existiam relatos de que a autenticação facial presente no aparelho da Samsung também apresentava problemas e podia ser burlada com uma foto simples. O CCC recomendou que usuários utilizem as senhas comuns e ignorem a biometria, caso queiram segurança.
SACRIFÍCIOS E COMPENSAÇÕES
Problemas na biometria não ocorrem apenas por limitações tecnológicas, mas também pelas decisões tomadas pelos engenheiros que precisam adequar a tecnologia às condições de uso do produto. Se uma solução biométrica for restritiva demais, ela pode não reconhecer a pessoa que de fato devia reconhecer. Isso seria péssimo: se você tivesse que tentar ler sua digital cinco ou seis vezes no seu celular, provavelmente acabaria achando mais rápido usar uma senha. Infelizmente, o marketing faz questão de se apoiar na idealização das histórias de ficção científica, tentando nos convencer de que nada é sacrificado com a opção pela segurança biométrica. De certo modo, ela seria melhor em tudo; a Samsung descreve o reconhecimento de íris como "segurança total", por exemplo.
SENHAS SÃO SEMPRE A SOLUÇÃO?
A princípio, nada parece ser melhor do que as senhas. As senhas são um mecanismo simples, o que reduz as chances de falha na programação e adequação do recurso. As senhas são uma solução ideal, pelo menos enquanto você considerar apenas a proteção oferecida pelas senhas, e não o modo de uso. Só que a falta de conveniência das senhas é em si um risco. Muitas pessoas se esquecem de suas senhas, o que exige a criação de mecanismos de recuperação de senha (e esses, sim, são sempre falhos). Além disso, usar senhas cansa; quando você começa a utilizar vários serviços que exigem senhas, a tendência é querer usar a mesma senha todas as vezes, e dificilmente você vai ter paciência para digitar uma senha longa em todos os serviços, o que também pode comprometer sua segurança. É por isso que a biometria falha e senhas "não falham". Quando senhas falham, a culpa quase sempre é do utilizador, da recuperação de senhas ou de algo externo. Quando a biometria falha, a culpa é da tecnologia, porque ela transfere responsabilidade para quem cria o sistema de segurança. Portanto, é verdade que a biometria falha e não oferece as mesmas garantias que as senhas. É importante ter noção disso. Mas é importante saber que as senhas não são uma bala de prata enquanto elas dependerem de seres humanos, que também falham.  Antes de partir para a biometria, porém, é importante é o tipo de ameaça (ou "ataque") que você tem receio de sofrer. Se você tem medo que alguém pegue seu aparelho de celular e coloque seu dedo nele enquanto você dorme, a biometria é uma péssima ideia. Mas, em um cenário de roubo, onde você pode ser coagido com violência a desbloquear seu aparelho, o método de autenticação escolhido não vai fazer diferença.

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