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quarta-feira, 7 de junho de 2017

CINEMA NO BLOG

ELIS (2016) 

FICHA TÉCNICA
Pais:
Brasil
Gênero:
Biográfico, Drama
Direção:
Hugo Prata
Roteiro:
Hugo Prata, Vera Egito, Luiz Bolognesi
Produção:
Antonio Irivan de Souza, Fabio Zavala
Design Produção:
Frederico Pinto
Música Original:
Otavio de Moraes
Fotografia:
Adrian Teijido
Edição:
Tiago Feliciano
Figurino:
Cristina Camargo
Guarda-Roupa:
Maria Barbalho
Maquiagem:
Anna Van Steen
Efeitos Sonoros:
Jorge Rezende, Armando Torres Jr., Marcelo Grell
Efeitos Visuais:
Isabela Ferrari

ELENCO
Andréia Horta
Elis Regina
Gustavo Machado
Ronaldo Bôscoli
Caco Ciocler
César Camargo Mariano
Lúcio Mauro Filho
Miéle
Julio Andrade
Lennie Dale
Rodrigo Pandolfo
Nelson Motta
Ícaro Silva
Jair Rodrigues
Isabel Wilker
Nara Leão
Alex Teix
Armando Pittigliani
Zé Carlos Machado
Romeu
Cesar Troncoso
Marcos Lázaro
Eucir de Souza
Samuel

PRÊMIOS
Festival de Gramado, Brasil:
Prêmio do Público - Competição Brasileira (Hugo Prata)
Kikito de Ouro de Melhor Atriz (Andréia Horta)
Kikito de Ouro de Melhor Edição (Tiago Feliciano)

INDICAÇÕES
Festival de Gramado, Brasil:
Kikito de Ouro de Melhor Fotografia (Adrian Teijido)

VIDEOCLIPES

SINOPSE
Depois de fazer sucesso em sua terra natal, o Rio Grande do Sul, onde iniciou sua carreira aos 11 anos de idade, Elis Regina chega ao Rio de Janeiro em 1964 com a intenção de espalhar seu talento por todo o Brasil. Em pouco tempo, ela conquista uma legião de fãs, entre eles o famoso compositor e produtor Ronaldo Bôscoli, com quem acaba se casando. Acompanhada pelo grupo Copa Trio, ela canta no Beco das Garrafas, reduto onde nasceu a bossa nova, e conhece o coreógrafo americano Lennie Dale, que a ensinou a mexer o corpo para cantar. Um ano depois, após participar de um festival da MPB, Elis passa a apresentar o programa “O Fino da Bossa” ao lado de Jair Rodrigues. Durante a ditadura militar brasileira, quando muitos músicos foram perseguidos e exilados, Elis tornou-se crítica do regime através de declarações ou nas canções que interpretava. Certa vez, após um discurso inflamado na França, onde ela se posicionou veementemente contra a ditadura, ela foi coagida pelos governantes a cantar nas Olimpíadas do Exército, fato que despertou a ira da esquerda brasileira. Na ocasião, uma charge do Henfil comparou seu gesto ao de cantar para Hitler, ocasionando um desconforto entre Elis e o cartunista. Posteriormente, eles se tornaram amigos e Betinho, irmão de Henfil, chegou a ser homenageado em um dos maiores sucessos da carreira dela: a canção “O Bêbado e a Equilibrista”. Depois de se divorciar de Ronaldo Bôscoli, com quem teve um filho, João Marcelo Bôscoli, em 1970, ela se casou com o pianista César Camargo Mariano, com quem teve os filhos Pedro Camargo Mariano, em 1975, e Maria Rita, em 1977. Finalmente, causando grande comoção nacional, Elis Regina faleceu aos 36 anos de idade em 19 de janeiro de 1982, devido a complicações decorrentes de uma overdose de cocaína e bebida alcoólica. 
COMENTÁRIOS
Realizado pelo cineasta Hugo Prata, a partir de um roteiro por ele escrito ao lado de Vera Egito e Luiz Bolognesi, “Elis” é um ótimo filme sobre a vida de nossa querida Elis Regina, a partir do momento em que ela deixa sua terra natal para tentar a vida no Rio de Janeiro. Na direção, Prata nos brinda com um ótimo trabalho, no que é ajudado pela brilhantíssima atuação de Andréia Horta, no papel-título. Para nós que acompanhamos sua trajetória, acreditamos que várias passagens de sua vida não foram abordadas, mas entendemos que, para cobrir toda sua vida artística, precisaríamos de um filme com duração de três a quatro horas de projeção.

por Carlos Augusto de Araújo

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