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quarta-feira, 31 de maio de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG

GOVERNO ADIA VOTAÇÃO DA REFORMA TRABALHISTA NO SENADO
Um acordo entre governistas e oposição adiou para a próxima terça-feira (6) a primeira das quatro votações previstas para a reforma trabalhista no Senado. Com o adiamento, a análise do texto agora está prevista para o mesmo dia que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) marcou o julgamento que pode cassar o presidente Michel Temer. Para o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), a coincidência nas datas não prejudica a tramitação da reforma no Senado. "A reforma não é mais do governo, e sim do Congresso", disse. Os dois lados saíram comemorando vitória. Para Jucá, houve um avanço. "Em vez de ficarmos discutindo questões de ordem ou regimentais, preferimos ir para o debate e encerramos a leitura. Com isso, na terça que vem votamos", disse. Já Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que o senador Paulo Paim (PT-RS) firmou acordo mais cedo com o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Tasso Jereissati (PSDB-CE). Para ele, houve uma "vitória" para a oposição. "Estou esperançoso", disse, sobre o texto não ser aprovado na velocidade que quer o governo. Na semana passada, senadores trocaram agressões e a sessão foi interrompida, impedindo a apresentação do relatório de Ricardo Ferraço (PSDB-ES). Para evitar que a cena se repetisse, governistas e oposicionistas concordaram em concluir a leitura do texto e deixar para votar na próxima semana.
FALTAM VOTOS
Nos bastidores da Comissão, opositores diziam que o governo não teria os votos necessários para aprovar a matéria na sessão na terça, 30. A falta de votos favoráveis à aprovação do texto exatamente como ele foi aprovado na Câmara foi negada por Jucá. "Tínhamos voto. [O acordo] não é medo de perder". Mais cedo, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou durante evento em São Paulo com investidores que o projeto seria aprovado na Casa ainda nesta semana. "Não há outra opção no Brasil, a não ser prosseguir e triunfar", disse. O avanço da proposta é prioritário para o presidente Michel Temer como forma de demonstração de força em meio à crise política deflagrada pela delação premiada do empresário Joesley Batista. O Palácio do Planalto pretendia atropelar os protestos da oposição contra o projeto na sessão da CAE desta terça para tentar levar o texto ao plenário ainda nesta semana –estratégia da qual Temer acabou recuando.
DISCUSSÃO
Depois de Ferraço terminar de ler seu relatório, senadores da oposição pediram a palavra para criticar a proposta feita no texto de que o presidente Michel Temer vete alguns pontos da reforma para regulamentá-los posteriormente via medida provisória. O relator e o governo escolheram esse caminho para evitar alterações na proposta que forçariam seu retorno à Câmara dos Deputados, quando a intenção é aprová-la o quanto antes. "Nós vamos mexer nas leis trabalhistas, numa proposta que veio do Executivo. A Câmara fez mais de cem modificações, e o Senado Federal não pode fazer nenhuma, tem de aprovar aquilo que veio da Câmara", ironizou o senador Jorge Viana (PT-AC). "Acho que é de tremenda irresponsabilidade fazermos isso", emendou. Dentre os temas com pedido de veto presidencial estão a permissão para que grávidas e lactantes trabalhem em locais considerados insalubres desde que passem por avaliação de um médico, a possibilidade de acordo individual estabelecer a chamada jornada 12 por 36, a criação do trabalho intermitente e a regulação dos representantes dos empregados em empresas com mais de 200 funcionários, conforme texto que já havia sido disponibilizado por Ferraço na semana passada. Nesta sessão, o relator defendeu a estratégia e afirmou que ela configura uma chance de o Senado fazer valer sua vontade diante do risco de as mudanças serem derrubadas na Câmara caso fossem incorporadas no relatório. "Se incluirmos [esses pontos] no relatório e [ele] voltar para Câmara, como vamos garantir o aperfeiçoamento do debate que fizemos aqui? Não gostaria de ver esses pontos sendo derrotados na Câmara porque os deputados já demonstraram sua opinião", disse Ferraço.

NASA ESTÁ PRESTES A ANUNCIAR NOVA SONDA QUE VAI "TOCAR O SOL"
A NASA marcou para nesta quarta-feira (31) o anúncio de uma sonda que promete "tocar o Sol", de acordo com a própria agência. A nave vai precisar lidar com temperaturas altíssimas e radiação em um nível que nenhuma outra precisou lidar. A ideia é que ela traga informações que nos ajudem a prever tempestades solares e a revelar os segredos da nossa estrela mais próxima. A nova sonda vai chegar mais perto do Sol do que a Helios 2, instrumento lançado em 1976, que chegou a 43 milhões de quilômetros da superfície da estrela. A missão Sonda Solar Plus, estimada em 1,5 milhão de dólares, deve ser lançada em agosto de 2018. A pequena nave treinará na órbita de Vênus por sete anos antes de ficar a seis milhões de quilômetros da superfície do Sol. Parece meio longe, mas é o suficiente para rastrear os campos magnéticos e analisar algumas partículas solares sem derreter por completo. Para Brad Tucker, da Universidade Nacional da Austrália, a grande novidade tecnológica da sonda está no escudo térmico. "Trata-se de um escudo feito de carbono com 11,5 centímetros de espessura, que pode aguentar temperaturas próximas de 1.400°C. O uso dos compostos de carbono estão nos permitindo fazer coisas muito complicadas", informou o cientista ao Science Alert. Segundo o cientista entender as atividades solares é fundamental para que os humanos comecem a explorar o Universo.  A NASA vai transmitir o anúncio oficial ao vivo nesta quarta-feira (31), às 12 horas, pela NASA TV

VOCÊ DEVERIA SEMPRE COBRIR A SUA WEBCAM, AFIRMA DIRETOR DO FBI
Se você tinha dúvidas sobre tampar ou não a webcam do seu computador, fica a declaração do diretor do FBI: todos deveriam fazê-lo sempre. Em conversa com o público em Washington, nos Estados Unidos, James Comey, do Federal Bureau of Investigation, deu essa e algumas outras dicas sobre segurança. Comey afirmou que ele mesmo sempre deixa a webcam de seu notebook coberta com fita ou um pedaço de papel. "Zombaram bastante de mim por conta disso", afirmou o diretor, como aponta o Business Insider. "Mas não é maluco que o diretor do FBI fique ligado em sua segurança pessoal e eu espero que as outras pessoas façam o mesmo. Existem várias coisas com as quais precisamos tomar cuidado e essa é uma delas". O diretor não é o único a ceder à medida de segurança: grandes nomes da tecnologia, como Mark Zuckerberg, do Facebook, cobrem suas webcams para se proteger se possíveis ataques de hackers. Comey aponta ainda que os consumidores devem ler sobre a segurança dos dispositivos que compram e acompanhar as novidades sobre o assunto. "Acredito que as pessoas têm que ser sensatas no que diz respeito à segurança; fazer perguntas e não presumir que alguém cuidará da segurança por elas são alguns passos necessários", disse. 

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