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sexta-feira, 26 de maio de 2017

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APÓS DELAÇÃO, CRISE CORRÓI VALOR DA JBS E AMEAÇA PLANO DE EXPANSÃO
A crise desencadeada pela delação dos controladores da JBS corroeu o valor da companhia e criou novos riscos para o ambicioso plano de expansão internacional que ela tenta tirar do papel há meses. Alvo de várias ações policiais desde o ano passado, a empresa perdeu 46% do seu valor de mercado na Bolsa desde janeiro —um prejuízo equivalente a R$ 15 bilhões. As ações da JBS subiram 9,53% nesta terça (23), recuperando parte das perdas sofridas na segunda (22), quando o tombo foi de 31,34%. Mas a alta no dia não indica perspectiva melhor, na avaliação dos poucos analistas que se arriscam a delinear cenários para a JBS. Aldo Moniz, analista-chefe da Um Investimentos, diz que surgiram novos fatores de risco para a empresa. A J&F, empresa da família Batista que controla a JBS, está negociando com o Ministério Público Federal um acordo de leniência para continuar tendo acesso a crédito público e terá que pagar uma multa bilionária. Os procuradores pediram R$ 11 bilhões, mas a empresa não aceitou. "Se a companhia hoje vale cerca de R$ 18 bilhões no mercado, R$ 11 bilhões equivale a 61% do valor dela. É muito", afirma Marco Saravalle, da XP Investimentos. A empresa também virou alvo de investigações nos Estados Unidos, e investidores americanos começaram a se mobilizar para processar a JBS na Justiça por perdas sofridas com os seus papeis. A desconfiança dos investidores e a desvalorização das ações fizeram a companhia adiar o plano de lançar ações na Bolsa de Nova York, considerado um passo essencial para que o gigante da carne dê um novo salto em sua expansão internacional. Há uma crise de credibilidade, segundo José Vicente Ferraz, diretor da Informa Economics FNP. "Pode contaminar a imagem internacionalmente. Quem não tem confiança não faz negócio", diz. A desconfiança em relação à empresa pode reduzir sua capacidade de negociação com bancos e fornecedores, mas ainda não há sinais de que isso esteja ocorrendo. "Só será possível ver quão relevante foi o impacto no resultado do próximo trimestre. Mas é uma empresa que tem ativos reais, máquinas, fábricas para deixar de garantia", diz Saravalle, da XP.
VENDA DE ATIVOS
Nesta terça, a agência de notícias Reuters informou que o Bradesco BBI foi contratado pelos donos da JBS para estudar um plano de venda de ativos, para levantar os recursos necessários para pagar a multa do acordo de leniência. Procurada, a assessoria de imprensa da JBS negou. Outras dificuldades podem vir de grandes varejistas, como supermercados e redes de fast-food, que têm em seus respectivos códigos de ética cláusulas que exigem idoneidade de seus fornecedores. E consumidores lançaram campanhas de boicote às marcas da empresa nas redes sociais. Como a empresa cresceu muito no mercado externo nos últimos anos, tem condições de enfrentar a crise sem perda significativa de receitas, dizem analistas. O Brasil representou no ano passado 16% do faturamento da JBS. Além do adiamento do plano de abertura de capital em Nova York, a empresa poderá se ver obrigada a enfrentar uma série de processos nos EUA, segundo a advogada Érica Gorga, professora da FGV (Fundação Getúlio Vargas). "Os acionistas minoritários vão pleitear indenização pela enorme desvalorização das ações que ocorreu com a divulgação das fraudes e corrupção", afirmou Gorga. O escritório de advocacia americano Rosen Law anunciou nesta semana que busca investidores para uma ação coletiva contra a JBS nos EUA.
OS RISCOS PARA A EMPRESA
PLANO SUSPENSO
A família Batista tem um plano de reorganização do grupo que prevê a abertura do seu capital em Nova York e permitiria um novo salto em sua expansão internacional. A crise suspendeu o plano.
MULTAS
A empresa negocia com o Ministério Público Federal um acordo de leniência para poder continuar com acesso a crédito público. Os procuradores pediram R$ 11 bilhões de multa, mas a JBS disse não.

AÇÕES JUDICIAIS
Como fizeram antes com a Petrobras e a Odebrecht, advogados e investidores começaram a se mexer para processar a JBS nos Estados Unidos, por perdas que teriam sofrido com papeis da empresa.
BOICOTE
Uma campanha nas redes sociais pede o boicote às marcas da JBS. A maior parte das receitas da empresa vem do mercado externo, mas o dano à imagem da empresa pode ser grande no Brasil.


PESQUISA LIGA 52 GENES À INTELIGÊNCIA –E OS MAIS ESPERTOS FUMAM MENOS
Uma equipe de cientistas europeus e americanos anunciou a identificação de 52 genes ligados à inteligência em cerca de 80 mil pessoas. Por cerca de um século, psicólogos vêm estudando a inteligência com testes para habilidades mentais diferentes, mas ainda não se sabe o que no cérebro responde pela característica. Danielle Posthuma, geneticista da Universidade Livre de Amsterdã e principal autora do novo artigo científico, interessou-se pelos estudos de inteligência na década de 1990. "É uma questão de conexões do cérebro ou de neurotransmissores insuficientes?" Ela queria achar os genes que influenciam a inteligência e começou a estudar gêmeos idênticos. Outros estudos também mostraram uma clara influência genética. Avanços na tecnologia de sequenciamento de DNA elevaram a chance de os cientistas acharem genes por trás das diferenças nos testes. Alguns candidatos foram encontrados em populações pequenas, mas seus efeitos não apareciam em estudos maiores. Então os cientistas se voltaram para a análise genômica. A ideia é sequenciar partes de material genético espalhados pelo DNA de pessoas sem qualquer relação, e então ver se as pessoas que compartilham características –como bons resultados em testes de inteligência– também têm o mesmo marcador genético. No novo estudo, 52 genes apareceram com ligações fortes com a inteligência –40 deles eram desconhecidos. Mas trabalhos como esse não significam que a inteligência é estabelecida pelos genes. "Entender a biologia de algo não significa reduzi-la ao determinismo", disse Stuart J. Ritchie, geneticista da Universidade de Edimburgo. Em uma analogia, ele lembra que a miopia é influenciada fortemente pelos genes, mas podemos mudar o ambiente –por meio de óculos. Um melhor entendimento da genética da inteligência possibilitaria encontrar formas melhores de ajudar no desenvolvimento intelectual de crianças. Conhecer as variações genéticas das pessoas auxiliaria os cientistas a medir quão eficazes as diferentes estratégias são. Danielle quer agora entender os 52 genes descobertos. As variações que aumentam a inteligência aparecem com mais frequência em pessoas que nunca fumaram. Algumas também são vistas mais em pessoas que fumaram mas conseguiram parar. Ainda não dá para fazer o que os genes realmente fazem. Quatro deles são conhecidos por controlar o desenvolvimento das células, e três têm uma série de funções dentro dos neurônios. O primeiro passo para cientistas entenderem o que torna esses genes especiais será conduzir experimentos em células de cérebro, em miniversões do órgão, para ver se as diferenças genéticas os fazem se comportar de forma diferente. 

POR QUE É PERIGOSO RECARREGAR O CELULAR EM LUGARES PÚBLICOS
 É uma situação bastante comum. A bateria do seu celular acaba e você, no aeroporto, café ou transporte público, coloca o aparelho para recarregar. Especialistas em segurança alertam, no entanto, que isso pode levar apuros —logo, demanda precauções. "Quando você conecta seu telefone ou tablet (a pontos de recarga) em lugares públicos —um aeroporto, por exemplo—, se um hacker passou por ali antes, ele pode extrair informações do seu aparelho", explicou Samuel Burke, repórter de tecnologia da rede americana de TV CNN, em um programa especial sobre o assunto. Além disso, usar um cabo USB para recarregar o celular conectando-o a um computador ou tablet que você não conhece também está longe de ser a melhor opção. Segundo a empresa de segurança cibernética russa Kaspersky Lab, os celulares deixam expostos um grande número de dados quando estão conectados a computadores, um processo que, no jargão técnico, os especialistas chamam de "aperto de mão". Durante o "aperto de mão", o telefone passa, pelo cabo, informações para o computador. Ele "conta" à máquina, por exemplo, como se chama, qual é seu fabricante, número de série, sistema operacional e até sua lista de arquivos. A partir daí, seu celular pode ficar "infectado" e é possível que uma pessoa monitore as atividades do aparelho usando o ID (código de identificação) do dispositivo, explicam os especialistas da empresa. Entre as consequências mais comuns do "aperto de mão" está a possível invasão do dispositivo por um programa maléfico, malware em inglês, e que pode, por exemplo, bloquear seu acesso a arquivos. Para devolver esse acesso, muitos hackers tentam obrigar o usuário a pagar um "resgate". Outra possível consequência é que vírus podem infectar o aparelho e, disfarçados de páginas oficiais, obter informações pessoais do usuário, como dados bancários.
JUICE-JACKING
Em texto no jornal americano The New York Times, a repórter de tecnologia da publicação, J.D. Biersdorfer, disse que a cópia de dados telefônicos de uma pessoa sem seu consentimento —chamada de "juice-jaking"— "foi demonstrada em convenções de hackers". "É perfeitamente possível transferir programas maléficos para um telefone a partir da conexão USB de um computador ou dispositivo em ponto público de recarga, por exemplo, em aeroportos ou shopping centers", explicou Biersdorfer. "Em 2016, a Federal Trade Commission dos Estados Unidos (Comissão Federal de Comércio, FTC na sigla em inglês) recomendou a consumidores que não conectassem seus smartphones a sistemas de entretenimento por meio de um porto USB ou conexão Bluetooth em carros alugados", escreveu a especialista. A razão, segundo Biersdorfer, é que o sistema é capaz de importar e armazenar dados do seu telefone —como registros de chamadas, contatos e endereços que você solicitou ao GPS (Global Positioning System, instrumento de navegação embutido em computadores e smartphones que se baseia em sinais de rádio emitidos por satélites artificiais). Por isso, a FTC aconselha que, em vez de utilizar a conexão de saída do USB, o consumidor conecte seu aparelho na tomada elétrica do carro por meio de um cabo compatível. Detalhe: esse é apenas um exemplo de "juice-jaking".
RECOMENDAÇÕES
- Utilize as funções de encriptação e autenticação do seu celular para proteger seus dados e arquivos. Elas podem ser encontradas entre os ajustes de segurança do aparelho.
- Use um bom antivírus.
- Não recarregue seu celular em computadores e pontos de recarga que não sejam de sua confiança.
- Se você decidir correr o risco e recarregar em um local menos confiável, não desbloqueie o aparelho durante a recarga.
- Use um cabo USB especial, que te permita recarregar o telefone, mas, ao mesmo tempo, evite a transferência de dados.
- Faça a recarga com o aparelho desligado.
- Proteja seu telefone com uma boa senha.
- Seja cauteloso com os aplicativos que você instala.

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