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quinta-feira, 25 de maio de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

'PRÉVIA DA INFLAÇÃO', IPCA-15 REGISTRA MENOR PATAMAR PARA MAIO DESDE 2000
A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve o menor resultado para meses de maio desde o ano 2000, quando ficou em 0,09%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador é considerado uma prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA. Em maio de 2016, a alta foi 0,86%. Como resultado, a taxa acumulada em 12 meses desacelerou de 4,41% em abril para 3,77% em maio, o menor patamar desde julho de 2007, quando estava em 3,71%. O item foi responsável por 0,07 ponto porcentual da alta de 0,24% registrada pelo IPCA-15, como consequência do reajuste anual em vigor desde 31 de março, variando entre 1,36% e 4,76% conforme o tipo de medicamento. O movimento já resultou no encarecimento de 2,96% dos remédios, quando considerados os aumentos de abril (0,86%) e de maio (2,08%). Pelo segundo mês consecutivo, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou a mais elevada variação de grupo: passando de 0,91% em abril para 0,84% em maio. A segunda maior variação de grupo no IPCA-15 deste mês foi de Vestuário (0,74%).

NASA PLANEJA MISSÃO EXTERNA DE EMERGÊNCIA NA ESTAÇÃO ESPACIAL INTERNACIONAL
Uma dupla de astronautas realizará uma caminhada de emergência pelo lado de fora da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) nesta semana para repor um sistema com falha, um dos dois que controlam importantes sistemas dos Estados Unidos abordo do posto em órbita. A informação foi confirmada pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa, na sigla em inglês). O aparelho principal apresentou erros na manhã de sábado, 20, deixando o laboratório de US$ 100 bilhões (R$ 325,51 bilhões) funcionando com um sistema substituto responsável por controlar a operação de energia solar, radiadores, sistema de arrefecimento e outros equipamentos. Em nota, a Nasa afirmou que em nenhum momento os cinco tripulantes da estação estiveram em perigo. Atualmente, estão em órbita os norte-americanos Jack Fischer e Peggy Whitson, os russos Oleg Novitskiy e Fyodor Yurchikhin e o francês Thomas Pesquet. A Nasa espera confirmar quais astronautas farão a caminhada de cerca de duas horas e quando exatamente a missão será realizada. De acordo com o porta-voz Dan Huot, Peggy Whitson, a comandante da estação, montou e testou uma caixa de peças de reposição para trocar o equipamento em mau funcionamento, o qual havia sido instalado em uma missão externa em 30 de março. A última caminhada de emergência realizada pelo lado de fora da ISS aconteceu em dezembro de 2015, quando dois astronautas norte-americanos deixaram a estação para liberar o freio do transportador móvel de um braço robótico. A ISS, que recebe tripulações diferentes de astronautas e cosmonautas, serve como um laboratório de pesquisas para biologia, ciências de materiais e experiências de física, assim como de observação da rotação da Terra e sensores remotos. Comandada e operada por 15 países e tripulada desde 2000, a estação voa a 400 km acima do planeta e completa uma volta ao redor da órbita da Terra a cada 90 minutos. 

DEPOIS DE DOMINAR A INTERNET, GOOGLE FOCA NO HARDWARE
Pouco a pouco, o Google entranhou-se em todos os aspectos da vida digital: seus serviços gerenciam e-mails, traçam rotas de carro, traduzem informações, respondem qualquer dúvida. No entanto, para que esses serviços estejam na palma da mão das pessoas, o Google sempre dependeu de terceiros: os fabricantes de hardware. É por meio dos smartphones, tablets e computadores de outras marcas que os consumidores têm acesso à miríade de serviços do Google. Mas isso está mudando – e de forma acelerada. A empresa tem investido alto para desenvolver uma linha de hardware própria, que inclui de roteadores a caixas de som inteligentes. Atualmente, a linha tem quatro principais produtos (ver arte ao lado), que incluem os smartphones Pixel, o dispositivo para conectar TVs à internet Chromecast e a caixa de som inteligente Google Home. Eles ainda são pouco representativos para a empresa, em termos de receita. O Google não divulga separadamente os resultados, mas, com os serviços de nuvem, os dispositivos renderam US$ 3 bilhões no primeiro trimestre deste ano. Isso é apenas uma fração do faturamento da empresa com publicidade, que gerou US$ 21,4 bilhões no mesmo período. “O Google está fazendo um bom trabalho em diversificar suas receitas”, afirma o analista de mercado James Wang, da ARK Investment Management. “Eles estão tentando criar novos produtos para não depender apenas da publicidade”. Não é a primeira vez que o Google investe em hardware. O gigante das buscas começou a olhar para a área em 2010, quando lançou em parceria com a HTC seu primeiro smartphone, o Nexus One. Naquela época, o Google queria inspirar os fabricantes de hardware a criarem novos dispositivos com Android. Nos anos seguintes, o Google lançou oito gerações de celulares Nexus, além de tablets e centrais multimídia. O Google também arriscou em outras categorias, como vestíveis, ao surpreender o mercado com o Google Glass, em 2012. Mas foi só em 2013 que a companhia emplacou seu primeiro sucesso nesse mercado, o Chromecast. O pequeno aparelho, espécie de pen drive e com preço de US$ 35, permitia transformar qualquer TV com entrada HDMI em uma TV conectada. Em três anos, mais de 34 milhões de unidades do Chromecast foram vendidas. “O Chromecast teve sucesso, porque as pessoas não precisavam aprender nada novo para usar”, diz o brasileiro Mario Queiroz, vice-presidente de produtos de hardware do Google e um dos principais engenheiros por trás do produto (ler entrevista ao lado). Até o ano passado, esses esforços do Google em hardware ocorriam de forma descentralizada. No ano passado, a empresa decidiu criar uma divisão de hardware. A área é liderada por Rick Osterloh, que foi presidente executivo da Motorola, na época em que a empresa era do Google – em janeiro de 2014, o buscador vendeu a fabricante para a chinesa Lenovo.
SIMBIOSE
Mais do que competir com outras fabricantes no mercado de hardware, o Google tenta se diferenciar pela integração quase que simbiótica entre hardware e software. “O Google quer oferecer uma experiência completa ao usuário”, afirma uma fonte de mercado que não quis se identificar. “É preciso entregar o produto pronto para o usuário, com toda a parte de hardware e software”. Grande parte dessa integração passa pela interface entre sistemas e dispositivos. Por isso, o Google está apostando em desenvolver novas tecnologias de inteligência artificial, como o assistente pessoal Google Assistant. Ele vai garantir que os usuários interajam com todos os dispositivos e serviços do Google quase sem perceber (ler mais ao lado). “A inteligência artificial deve alavancar a presença do Google em todos segmentos de mercado e será o fio que vai ligar as experiências dos usuários”, afirmou ao Estado o vice-presidente de pesquisas da Forrester, Michael Facemire.
DESAFIOS
Mas não vai ser tão fácil assim para o gigante das buscas chegar lá. O Google ainda enfrenta muitas dificuldades, entre elas a correta distribuição de produtos em pontos de venda. É comum encontrar relatos de pessoas nos EUA que não acham o smartphone Pixel nas lojas. Outros produtos, como o Google Home, demoram a chegar em mercados fora dos EUA, como o Brasil. Além disso, a empresa precisa explicar melhor seus produtos. “O mercado de hardware é muito competitivo”, diz o analista da consultoria Gartner, Tuong Nguyen. “É muito difícil alcançar consumidores se você não tem a escala de empresas como a Samsung e a Apple.”

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