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quarta-feira, 24 de maio de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

ELETROBRAS CONTRATA BTG PACTUAL PARA SUPORTE EM PROGRAMA DE DESINVESTIMENTOS
A estatal Eletrobras contratou o banco BTG Pactual para prestar serviços de consultoria especializada em suporte a seu programa de desinvestimentos, segundo publicação no Diário Oficial da União de segunda-feira (22). A Eletrobras já anunciou um plano de vendas de fatias em ativos de geração e transmissão de eletricidade para levantar até 4,6 bilhões de reais, que serão utilizados para pagamento de dívidas. Em apresentação recente, a estatal estimou que pode obter R$ 2,2 bilhões com as vendas de ativos em energia em 2017 e mais R$ 2,4 bilhões em 2018. O contrato com o BTG Pactual foi fechado sem licitação, conforme permitido pela lei para assessorias e consultorias técnicas ou financeiras por profissionais ou empresas de notória especialização.

MUNDO ESTÁ 'MAIS PREPARADO' MAS 'NÃO O SUFICIENTE' PARA COMBATER EPIDEMIAS, DIZ DIRETORA DA OMS
A diretora em fim de mandato da Organização Mundial da Saúde (OMS), a chinesa Margaret Chan, defendeu na segunda-feira (22) sua trajetória de 11 anos à frente da agência da ONU, considerando que o mundo está "mais bem preparado", mas "não o suficiente", para responder a epidemias. "O mundo está mais bem preparado, mas certamente não o suficiente", disse Chan na abertura da 70ª Assembleia Geral da Saúde (22 a 31 de maio), na véspera da eleição de seu sucessor pelos 194 Estados-membros da OMS. "Eu prometi trabalhar incansavelmente e foi o que fiz", ressaltou. Em janeiro, Chan lançou a criação de um grupo de trabalho encarregado de realizar um novo sistema para "desenvolver vacinas a um custo acessível para patógenos prioritários identificados pela OMS". "A cronologia do HIV, da tuberculose e das epidemias da malária indicam relações diretas e existentes entre as mudanças nas estratégias técnicas da OMS e a transformação na situação da doença", afirmou. Ela mencionou a queda dos preços de alguns medicamentos, como aqueles para o tratamento da hepatite C e do HVI, e a queda na mortalidade maternal e infantil. Além disso, Chan também elogiou o trabalho da OMS na luta contra doenças tropicais negligenciadas, o que permitirá eliminar um grande número delas em um "futuro muito próximo". Ela também observou que a OMS tem "conseguido progressos científicos e tornou-se mais democrática".
EBOLA
A respeito disto, recordou o trabalho da OMS na luta contra o vírus ebola no oeste africano. A terrível epidemia atingiu esta área do planeta entre o final de 2013 e 2016 e causou mais de 11.300 mortes entre os cerca de 29.000 casos relatados. Mais de 99% destes casos foram detectados na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa. "A OMS foi capaz de controlar as três cepas e dar ao mundo a primeira vacina contra o ebola, que representa uma proteção importante. Isto aconteceu sob a minha supervisão e eu sou pessoalmente responsável", disse ela. Durante a epidemia, a OMS foi criticada pela falta de decisão contra a gravidade da crise, já que meses foram perdidos antes de declarar guerra contra o ebola. Na segunda-feira, Chan reconheceu que "o surto pegou todos, incluindo a OMS, de surpresa". Atualmente, um novo surto de ebola afeta a República Democrática do Congo (RDC). Segundo a OMS, 29 pessoas foram infectadas e duas pessoas morreram.
SUBSTITUIÇÃO
Nesta semana pela primeira vez, os Estados-membros da OMS vão poder escolher entre três opções, todos doutores em medicina, quem irá substituir Chan. Três candidatos foram indicados pelo Conselho executivo: o britânico David Nabarro, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus e a paquistanesa Sania Nishtar. O próximo chefe da OMS assumirá em 1º de julho e deverá superar vários desafios, como ressaltou Chan, da luta contra o tabaco à obesidade. "E as perspectivas políticas e econômicas são menos encorajadoras do que quando assumi em 2007", acrescentou. "Somos confrontados a um mundo de ameaças, com combinações mortais tais quais a seca e os conflitos armados que mergulharam partes da África e do Oriente Médio numa fome em escala jamais vista desde a fundação das Nações Unidas em 1945", ressaltou. A política esteve na segunda-feira no centro das discussões. Em razão da rejeição de Pequim, Taiwan não foi autorizado a participar dos trabalhos como observador como fez desde 2009.

HACKERS ROUBAM CLIENTES DE BANCOS DA RÚSSIA E PLANEJAVAM ATAQUE A BANCOS EUROPEUS
Criminosos cibernéticos da Rússia usaram um malware implantado em celulares com sistema Android para roubar clientes de bancos do país e planejavam atacar bancos de empréstimos europeus até serem presos, informaram investigadores e fontes a par do caso. A campanha deles arrecadou o equivalente a US$ 892 mil. Eles usavam um software invasivo mais sofisticado por uma taxa mensal modesta para visar correntistas de bancos da França e possivelmente de várias outras nações ocidentais. A relação da Rússia com os crimes cibernéticos é alvo de um escrutínio intenso desde que autoridades de inteligência dos Estados Unidos alegaram que hackers russos interferiram nas eleições do país quando invadiram os servidores do Partido Democrata, de modo a ajudar o republicano Donald Trump a conquistar a presidência norte-americana. O Kremlin vem negando repetidamente a alegação. Os membros da gangue induziram os clientes de bancos russos a baixarem um malware por meio de aplicativos bancários falsos, além de programas de pornografia e comércio digital, de acordo com um relatório compilado pela empresa de segurança digital Group-IB, que investigou o ataque com o Ministério do Interior da Rússia. Os criminosos – 16 suspeitos foram presos pelas autoridades de aplicação da lei russas em novembro do ano passado – infectaram mais de um milhão de smartphones na Rússia, comprometendo em média 3,5 mil aparelhos por dia, disse a Group-IB. Os hackers visaram clientes do banco estatal de empréstimos Sberbank e também roubaram dinheiro de contas do Alfa Bank e da empresa de pagamentos online Qiwi, explorando as fraquezas dos serviços de mensagem de texto SMS das empresas, disseram duas fontes com conhecimento do caso. Embora só agissem na Rússia antes de serem presos, eles haviam desenvolvido planos para atacar grandes bancos europeus, como o banco de empréstimos francês Crédit Agricole, o BNP Paribas e a Société Générale, segundo o Group-IB. Uma porta-voz do BNP Paribas disse que o banco não pode confirmar esta informação, mas acrescentou que "tem uma série significativa de medidas em uso visando combater os ataques digitais diariamente". O Crédit Agricole e a Société Générale não quiseram comentar. A gangue, que foi chamada de "Cron" devido ao malware que usou, não roubou recursos dos clientes dos três bancos franceses. 

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