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terça-feira, 16 de maio de 2017

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TEMER DIZ QUE GOVERNO ESTUDA AMPLIAR FAIXA DE ISENÇÃO DO IR
O presidente Michel Temer afirmou na segunda-feira (15) que o governo federal estuda promover uma correção na tabela do Imposto de Renda para ampliar a faixa de isenção do tributo. Segundo o presidente, o tema ainda está em fase de "conversa inicial". Durante entrevista a rádios regionais, o presidente foi questionado sobre novas medidas que o governo estuda adotar para a economia e sobre se a correção da tabela do IR seria uma delas. Sem dar detalhes, respondeu: "O governo fez uma primeira análise para ampliar a faixa de isenção. Ainda é uma conversa inicial". Em outro momento da entrevista, ele voltou a falar sobre o assunto ao ser questionado sobre se a proposta em estudo seria dobrar a faixa de isenção do IR – neste ano, a faixa de isenção foi de R$ 1.903,98. Nesta segunda, uma reportagem do jornal "Valor Econômico" afirmou que o governo preparava a proposta para tentar neutralizar um eventual impacto negativo causado pelas propostas de reforma trabalhista e da Previdência. "Houve uma fala sobre a possibilidade de aumentar a faixa de isenção. Aqui, no Planalto, cadeiras e mesas têm ouvidos. Não há isso concretamente [dobrar a faixa]. Eu aprecio muitíssimo. Seria bom? Seria bom. Alcançaria uma margem de trabalhadores que seriam beneficiados. Mas é uma coisa complicada e foi fruto de uma breve fala que as paredes comentaram", afirmou. Durante a entrevista às rádios, o presidente voltou a pedir uma "pacificação" do país e comemorou a melhoria de alguns índices econômicos. Temer pediu ainda "otimismo" e uma "corrente de energias favoráveis" para melhorar a economia brasileira. "A mensagem que eu quero lançar é isso, otimismo. Sob um plano mais ou menos espiritual, um plano mais ou menos esotérico, mas muito espiritual, quando você tem correntes de energia favoráveis, você melhora o país", pediu o presidente.
REFORMA DA PREVIDÊNCIA
Tida como a principal medida econômica do governo, a reforma da Previdência também foi assunto na entrevista. Ao ser questionado sobre quando o governo considera melhor votar a proposta, Temer respondeu que só levará o tema ao plenário quando tiver a certeza de que terá os votos necessários para aprová-la. Por se tratar de uma emenda à Constituição, a proposta precisa de, pelo menos, 308 votos dos deputados para ser aprovada. Nos últimos dias, o governo intensificou as negociações para garantir que o texto passará na Câmara. "É claro que o governo apreciaria votar isso o mais rapidamente possível. Mas temos também critérios para fazer essa avaliação. Cada líder de cada partido está levantando nome por nome, porque não adianta ter 290 votos e levar para o plenário. Você só leva para o plenário se tiver 320, 330 garantidos para assegurar os 308 votos necessários", disse. Temer acrescentou ainda que considera que o governo terá todos os votos entre a última semana de maio e a primeira de junho. Questionado sobre uma eventual dificuldade de conseguir apoio ao texto, o presidente negou que o governo tenha "errado na dose" ao propor uma reforma previdenciária muito dura. "Não errou [na dose]. Nós fizemos uma reforma que imaginávamos que pudesse perdurar por 30 anos. Mas sabíamos que, chegando ao parlamento, haveria objeções e sugestões. Isso ocorreu com muita naturalidade. Pode ser que daqui a dez anos seja preciso fazer outra. Mas o nosso presidencialismo é democrático. O relator colheu as sugestões, e eu dei autorização para negociar", concluiu.
DELAÇÕES 'FANTASIOSAS'
Temer também chamou de "fantasiosas" as acusações de ex-executivos da Odebrecht de que teria negociado propina de US$ 40 milhões ao PMDB – partido do qual Temer faz parte e que presidiu antes de assumir o governo. O depoimento veio a público em abril, quando o sigilo das delações foi levantado. "Eu sentado numa cabeceira em reunião... US$ 40 milhões é muita coisa. São coisas fantasiosas, mas que pegaram. Isso tem de ser apurado ao longo do tempo", afirmou Temer sobre a delação. Ele pediu paciência para "deixar o Judiciário trabalhar" verificando as informações prestadas nos depoimentos. O presidente falou ainda sobre o conteúdo da delação dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que trabalharam nas últimas campanhas petistas à Presidência, incluindo em 2014, quando ele foi eleito vice na chapa encabeçada por Dilma Rousseff. Para Temer, não se pode incriminar a ex-presidente, que foi citada em diversos trechos pelos delatores. "Não é quem delata quem condena", defendeu.

SERES HUMANOS TÊM TANTO OLFATO QUANTO OS CÃES, REVELA ESTUDO
Os seres humanos têm um olfato que não deixa a desejar em nada a outros mamíferos, incluindo cães e ratos, cujo faro tem tanto prestígio - apontou um grupo de cientistas na semana passada. Os pesquisadores afirmam que a suposta inferioridade dos humanos para distinguir uma ampla gama de aromas é um mito que se arrasta desde o século XIX. "Há uma antiga crença cultural, segundo a qual para que uma pessoa seja racional e razoável, suas ações não podem estar dominadas pelo sentido do olfato, percebido como puramente animal", disse o professor adjunto de Psicologia John McGann, da Universidade de Rutgers, em Nova Jersey, principal autor desse trabalho publicado nesta quinta-feira na revista "Science". "O bulbo olfativo humano, que transmite sinais para outras áreas do cérebro para ajudar na identificação de odores, está tão desenvolvido quanto em outros mamíferos e tem um número similar de neurônios", explicou. "De modo que podemos nos equiparar, pela capacidade de detectar e de distinguir os odores, aos cães e aos ratos, que estão entre os melhores rastreadores do reino animal", acrescenta. Depois de realizar uma série de estudos, os pesquisadores determinaram que os seres humanos podem distinguir até um bilhão de odores diferentes, muito mais do que os aproximadamente 10 mil mencionados nos Manuais de Psicologia.
PERDA DO OLFATO E ALZHEIMER
McGann acrescenta que os cães são, provavelmente, melhores para detectar os diferentes odores da urina, mas que o olfato humano é muito melhor para sentir os diferentes aromas de um bom vinho. Os autores desse estudo acreditam que essa crença sobre a capacidade do olfato humano remonta ao neurologista e antropólogo francês do século 19 Paul Broca, que garantiu que o homem tem um aparelho olfativo limitado. Segundo essa teoria, diferentemente dos animais, os homens dependem de sua inteligência para sobreviver, não de seu olfato. Essa afirmativa influenciou, por sua vez, o precursor da Psicanálise, Sigmund Freud. Para ele, essa deficiência olfativa deixava os seres humanos mais vulneráveis às doenças mentais, lembra o acadêmico. A ideia da inferioridade olfativa humana também foi alimentada durante décadas por estudos genéticos que revelaram que as ratazanas e os ratos tinham genes que afetam cerca de mil diferentes receptores sensoriais que se ativam pelos odores, contra apenas cerca de 400 nos humanos. De acordo com McGann, não há elementos que apoiem a noção de que um bulbo (ou lóbulo) olfativo maior em relação ao restante do cérebro confira superioridade olfativa. O pesquisador explica que a capacidade de sentir uma ampla gama de odores têm uma grande influência no comportamento humano mediante a ativação das emoções, ou fazendo ressurgir lembranças, desempenhando um papel importante na síndrome pós-traumática. Uma perda do sentido do olfato, que diminui com a idade, também pode acarretar problemas de memória e doenças neurológicas como o Mal de Alzheimer, ou o de Parkinson, acrescenta o estudo.

MORTE DO MP3? INVENTORA DO FORMATO DE MÚSICA ENCERRA PROGRAMA DE LICENCIAMENTO
É o começo do fim para o MP3, o formato de arquivo de música mais popular das últimas décadas. A Fraunhofer Institute for Integrated Circuits, fundação alemã que inventou o MP3, anunciou em 23 de abril que encerrou o programa de licenciamento do formato. O motivo: a expiração das últimas patentes. Isso não significa que os arquivos existentes em MP3 deixarão de funcionar. Teoricamente, mais produtos, serviços e ferramentas poderiam surgir agora, já que não é mais necessário pagar pelas licenças. A ação da Fraunhofer, na verdade, é simbólica e sinaliza o que os dados recentes sobre streaming já evidenciavam: o formato MP3 simplesmente não é mais relevante, para usuários e empresas. De acordo com a Fraunhofer, hoje em dia a maioria dos serviços de mídia, como streaming e transmissões de TV e rádio, já usa outros formatos, como o AAC. "Eles conseguem oferecer mais recursos e uma maior qualidade de áudio mesmo em taxas de transmissões de dados menores em comparação com o MP3".
O MP3 ESTÁ MORTO. VIDA LONGA AO MP3
A indústria fonográfica foi revolucionada na segunda metade da década de 1990 por conta do MP3:
1.     O MP3 foi uma alternativa leve e com qualidade similar aos CDs;
2.  O formato popularizou os programas de compartilhamento de arquivos P2P, como Kazaa e Napster, que por sua vez geraram uma discussão gigantesca sobre direitos autorais na era digital;
3.   A popularização do MP3 também acelerou o desenvolvimento de aparelhos portáteis, como o iPod, que armazenava milhares de músicas de uma só vez. Depois dele veio o iPhone, que basicamente mudou a forma como a humanidade interage nos dias atuais, então dá para ter uma ideia;
4.     O MP3 e a internet foram e ainda são uma forma viável para artistas independentes divulgarem seu trabalho. O astro pop Justin Bieber foi um deles. 

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