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segunda-feira, 15 de maio de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

REFORMA TRABALHISTA ACABA COM HOMOLOGAÇÃO NA RESCISÃO, TEMA DE 30% DOS PROCESSOS NA JUSTIÇA
Com a promessa de reduzir a burocracia para trabalhadores e empresas, a reforma trabalhista propõe acabar com a homologação obrigatória das rescisões de contrato. Assim, não será mais necessário ir ao sindicato após a demissão, o que muitas vezes é o procedimento usado para verificar se os valores pagos ao empregado estão corretos. Defensores da ideia argumentam que o tema não é motivo de discórdia e, por isso, pode ser facilitado. Dados da Justiça do Trabalho, porém, indicam o contrário: dos cinco temas mais reclamados pelos trabalhadores, quatro são relacionados à rescisão. "A obrigatoriedade da homologação fazia sentido quando era necessário conferir se os trabalhadores, a maioria de pouca qualificação décadas atrás, estavam realmente recebendo seus direitos", cita a argumentação do relator do projeto na Câmara, Rogério Marinho (PSDB-RN). "Contudo, hoje as rescisões são pagas por meio de depósito bancário ou cheque identificado. Por isso, não é mais necessária terceira pessoa para atestar se o pagamento foi realmente realizado". Na argumentação entregue aos deputados, o relator cita ainda que apenas 1,8% dos contratos encerrados em 2015 teve reclamação trabalhista quanto ao pagamento de verbas rescisórias. Números do Tribunal Superior do Trabalho (TST), no entanto, mostram um quadro mais controverso. No fim de 2016, as varas da Justiça do Trabalho em todo o Brasil acumulavam processos com 16,9 milhões de questionamentos sobre a relação patrão e empregado. Desse estoque, 30,1% dos processos dizem respeito à rescisão dos contratos e, entre os cinco temas mais reclamados na primeira instância, quatro são relacionados a esse procedimento final da relação trabalhista. Segundo o TST, a principal reclamação na Justiça Trabalhista é exatamente o questionamento sobre os valores pagos na rescisão - tema que tem 693,9 mil processos. Em seguida, está o aviso prévio (693,5 mil processos), verba rescisória sobre auxílio-doença (613 mil) e multa de 40% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (602,1 mil). Todos os quatro itens são procedimentos relacionados à rescisão de contrato. "Na homologação, o empregado que desconhece a legislação tem assistência do sindicato para corrigir eventuais erros. Sem a homologação, o trabalhador estará sozinho e não conseguirá questionar o tema", diz o coordenador nacional de combate às fraudes nas relações de trabalho do Ministério Público do Trabalho, Paulo Joarês. O presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo, Livio Enescu, diz que a mudança é "perigosa" para o trabalhador porque "retira a capacidade fiscalizatória" sobre o encerramento dos contratos. "Os pagamentos poderão ser feitos incorretamente ou pode haver fraude no FGTS, aviso prévio e compensação pelo banco de horas", exemplifica.

TRAJE ROBÓTICO PROMETE EVITAR QUE IDOSOS CAIAM
Um grupo de cientistas da Itália e da Suíça desenvolveu um equipamento robótico que corrige o movimento assim que uma pessoa dá um passo em falso, auxiliando na recuperação do equilíbrio. O estudo que descreve os testes com o protótipo foi publicado nesta quinta-feira, 11, na revista Scientific Reports. De acordo com os autores do artigo, o novo exoesqueleto inteligente, batizado de Órtose Pélvica Ativa (OPA), teve bons resultados e, depois de aperfeiçoado, poderá ser utilizado para evitar que idosos sofram quedas. O estudo foi feito por cientistas da Escola Sant'Anna (Itália) e da Escola Politécnica Federal de Lausanne (EPFL), na Suíça. Os tetes foram feitos no Centro de Rebailitação da Fundação Don Carlo Gnhocci, em Florença (Itália). De acordo com um dos autores da pesquisa, Silvestro Micera, professor da Escola Sant'Anna e da EPFL, enquanto outros dispositivos robóticos semelhantes, que ajudam o paciente a aprimorar os movimentos normais, o protótipo do exoesqueleto é o primeiro a evitar um evento inesperado como uma queda. "Nosso exoesqueleto inteligente é leve e personalizar seu uso é extremamente simples. Esse primeiro protótipo requer apenas que o paciente se adapte por alguns minutos, para que o equipamento possa aprender seus movimentos", disse Micera. Segundo o cientista, o traje é vestido pelo paciente apenas da cintura para baixo. "O protótipo ainda não é o tipo de traje que pode ser discretamente usado fora do laboratório, mas provamos que ele funciona."
COMO FUNCIONA
O protótipo do exoesqueleto consiste em componentes de fibra de carbono - ajustados às coxas e quadris - e motores, conectados por um sofisticado sistema de sensores e computadores. Na unidade computacional, um algoritmo detecta e analisa as particularidades da caminhada normal do indivíduo. A partir desses dados, o algoritmo detecta, em tempo real, possíveis desvios súbitos no padrão de caminhada. Quando o desequilíbrio é detectado, os motores puxam as coxas do paciente para baixo, restabelecendo a estabilidade do quadril e fazendo com que ele recupere o equilíbrio.
TESTES
 Nos testes, um morador de Florença, Fulvio Bertelli, de 69 anos, vestiu o exoesqueleto e andou normalmente para que o algoritmo reconhecesse seu padrão de caminhada. Depois, Bertelli andou sobre uma plataforma robótica programada para provocar perturbações que simulam passos em falso súbitos. Durante a caminhada, o padrão de caminhada de Bertelli é monitorado por um conjunto de osciladores adaptativos no exoesqueleto, comparando-o o tempo todo com os ângulos reais dos quadris do traje robótico. Quando o controle de equilíbrio de Bertelli era desafiado, o algoritmo fornecia imediatamente ao exoesqueleto a estratégia de assistência para a recuperação da estabilidade. Assim, quando o passo em falso era detectado, o exoesqueleto contrabalançava o movimento com uma torção ativada pelas juntas dos quadris do exoesqueleto, permitindo a recuperação do equilíbrio. De acordo com outro dos autores do estudo, Nicola Vitiello, da Escola Sant'Anna, uma das principais vantagens do novo dispositivo é que ele não é invasivo e o paciente não é perturbado desnecessariamente se não estiver caindo. Segundo ele, o próximo passo da pesquisa é tornar o exoesqueleto mais discreto e portátil, para testá-lo com os pacientes em ambiente real. "Esse trabalho abre caminho para uma geração completamente nova de exoesqueletos projetados para serem eficazes fora dos laboratórios, graças à sua capacidade ativa de tornar a mobilidade do paciente mais estável e segura", disse Vitiello.

BRASIL JÁ SENTE PRIMEIROS EFEITOS DE ATAQUE CIBERNÉTICO EM MASSA
Após relatos de ataques cibernéticos em empresas da Europa ao longo da sexta-feira, 12, começam a surgir no Brasil os primeiros efeitos em empresas e órgãos governamentais. Segundo foi apurado diversos órgãos do governo federal desligaram seus sistemas, como o Itamaraty, o Ministério do Trabalho e o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário. O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu o atendimento nas agências em todo o País a partir das 14h após registrar indícios de ataque. A Petrobras reiniciou a rede corporativa por conta do problema. Além disso, a sede brasileira da Telefônica/Vivo, em São Paulo, o Tribunal de Justiça de São Paulo, o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo e o Ministério Público do Estado de São Paulo também foram afetados. Ainda não está claro o número de empresas e órgãos afetados em todo o País. O Brasil é um dos 74 países afetados pelo ataque de ransomware -- quando um software malicioso é usado para "sequestrar" um computador --, segundo levantamento preliminar feito pela empresa de segurança Kaspersky. No total, já foram registrados mais de 50 mil casos dentre empresas e órgãos públicos e governamentais em todo o mundo. Nas redes afetadas, um aviso aparece na tela dos computadores conectados exigindo que seja paga uma quantia na moeda virtual Bitcoin para que o sistema volte a operar. Trata-se do ataque de ransomware mais rapidamente disseminado já registrado em todo o mundo, segundo especialistas. Funcionários da Petrobrás receberam um alerta nesta sexta-feira de que deveriam salvar todos os arquivos. "A TIC informa que, devido a um ataque de vírus global, será necessário reiniciar a Rede Interna Corporativa (RIC) da Petrobras. Devido a urgência do serviço, recomendamos que a força de trabalho salve todos os seus arquivos que estiverem em uso. Não desligue a máquina", dizia o comunicado enviado aos servidores. Na Agência Nacional do Petróleo, por precaução, computadores foram mantidos desligados durante a tarde. De acordo com fontes ouvidas os funcionários da Telefônica/Vivo -- uma das empresas mais afetadas pelo ciberataque na Espanha -- foram orientados a desligar os computadores e desconectar todos os dispositivos da rede corporativa. No início da tarde, a empresa orientou os funcionários do prédio administrativo a deixarem a empresa, já que apenas um número reduzido de executivos e funcionários formariam um comitê de crise para resolver o problema. A empresa não confirma oficialmente as informações sobre a dispensa de funcionários e afirma continuar operando normalmente. Por meio de nota, a Telefônica Espanha informou que foi detectado, na manhã desta sexta-feira, um incidente de segurança cibernética que afetou alguns computadores de colaboradores que estão na rede corporativa da empresa. "Imediatamente, foi ativado o protocolo de segurança para tais incidentes com a intenção de que os computadores voltem a funcionar o mais rápido possível", afirmou, no comunicado. A Telefônica/Vivo informou que seus serviços não foram afetados pelo ataque e que dados dos clientes continuam seguros. Já no Tribunal de Justiça de São Paulo, segundo relatos de fontes, uma tela com o ataque de sequestro de computadores apareceu em alguns computadores exigindo pagamento para liberação dos arquivos da máquina -- o chamado ataque de ransomware. O Tribunal de Justiça de São Paulo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que pediu para os funcionários desligarem os computadores. O site do Tribunal de Justiça de São Paulo está fora do ar, assim como os sites do Ministério Público de São Paulo e do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo. Procurada a Companhia de Processamento de Dados do Estado de São Paulo (Prodesp), órgão responsável por prestar serviços de TI para órgãos do governo estadual, não confirmou os ataques. Por meio de nota, a Companhia informou que eles estão "monitorando a situação no que se refere ao ambiente de processamento dos sistemas do Governo do Estado de São Paulo sob nossa responsabilidade". Precauções. O Serpro, empresa de TI que presta serviços para o governo federal, informou que não registrou nenhum tipo de ataque à sua rede nesta sexta-feira, mas que já acionou um plano de contingência para evitar problemas.  A Caixa também disse que não registrou problemas em seus sistemas, que estão sendo monitorados pela equipe de tecnologia da informação. O banco informou que os saques a recursos do FGTS ocorrem normalmente. Procurados pelo Estado, os bancos privados Bradesco e Itaú afirmam que não sofreram ataques. Após identificar indícios de ataque à rede do INSS, os servidores do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário foram desligados por precaução, segundo a assessoria de imprensa da Previdência Social. Ao Estado, uma fonte disse que o Ministério da Defesa tomou medidas de precaução contra o ataque. Porém, não chegou a desligar seus computadores. Por enquanto, ainda não foram confirmados ataque a pessoas físicas, mas saiba o que fazer se quiser se proteger de ataques e invasões

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