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quinta-feira, 11 de maio de 2017

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INFLAÇÃO OFICIAL DESACELERA E FICA EM 0,14% EM ABRIL
A inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), perdeu força de março para abril, passando de 0,25% para 0,14%, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (10). Em abril de 2016, o IPCA havia ficado em 0,61%. No acumulado do ano, o indicador está em 1,10%, abaixo dos 3,25% registrados entre janeiro e abril de 2016. Nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,08%, abaixo dos 4,57% apurados em março. É a menor taxa desde julho de 2007, quando estava em 3,74%. Com isso, a inflação ficou abaixo da meta definida pelo Banco Central para o ano, de 4,5%. "De fato, a trajetória da inflação está desacelerando, mas abril teve um fator pontual que não vai se repetir no próximo mês: o desconto nas contas de energia", alerta a coordenadora de índice de preços do IBGE, Eulina Nunes.
PRINCIPAIS IMPACTOS
A queda na taxa mensal do IPCA de 0,25% em março para 0,14% em abril foi impactada principalmente pelas contas de energia elétrica, que ficaram 6,39% mais baratas, e pelos combustíveis, cujos preços caíram 1,95%, segundo o IBGE. A redução de 6,39% no item energia elétrica foi influenciada por descontos concedidos aos consumidores pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para compensar uma cobrança indevida feita em 2016, referente a um repasse para a usina nuclear de Angra III, que não entrou ainda em operação. A medida ajudou a equilibrar os efeitos da substituição da bandeira amarela pela vermelha nas contas de luz, em 1º de abril. "É uma clara desaceleração dos preços da economia em função de fatores como o consumo retraído por conta do alto desemprego, safra de alimentos muito boa e, no mês de abril especificamente, graças ao desconto dos preços de energia elétrica que têm um grande peso na conta", acrescentou Eulina Nunes. A baixa nos preços da energia elétrica ajudou as depesas com habitação a caírem 1,09% em abril, a contração mais expressiva registrada entre os grupos de impacto, compensando até mesmo o aumento de 2,63% nos preços do gás de cozinha. Também contribuiu para a desacelaração da inflação o segmento de transportes, que sofreu queda de 0,06% no IPCA, influenciada pela baixa de 1,95% nos preços dos combustíveis (o litro da gasolina ficou 1,75% mais barato e o do etanol, 3,33%). Mas apesar do recuo, o grupo foi pressionado pelo aumento de 15,48% no preço das passagens aéreas e de 0,69% dos ônibus urbanos. Por outro lado, o grupo de saúde e cuidados pessoais apresentou a maior alta no mês passado, de 1%. Pesaram principalmente os preços dos remédios, que subiram 1,95% no mês, refletindo o reajuste anual válido a partir de 31 de março (de 1,36% a 4,76%, dependendo do tipo do remédio). O nicho de alimentação e bebidas também registrou aumento de 0,58%, puxado pelo avanço nos preços de produtos como o tomate (29,02%) e a batata-inglesa (20,81%). "A expectativa é de que a safra de grãos tenha aumento de 230 milhões de grãos [neste ano] em relação a 2016, mas em abril teve entresafra de produtos como tomate e batata para que a oferta diminuísse. No caso do tomate, a safra neste ano foi enorme e isso levou os produtores a reclamarem de prejuízos e eles fizeram com que a safra diminuísse um pouco. Teve destruição para elevar o preço", afirmou a coordenadora do IBGE. Porém, alguns produtos como óleo de soja (-4,17%) e arroz (-1,69%) ficaram mais baratos.
PERSPECTIVAS PARA MAIO
Em maio, segundo o IBGE, o IPCA deve ser novamente impactado pelos preços da energia elétrica, que retornam aos patamares convencionais. Além disso, de acordo com Eulina Nunes, "podem ter algum impacto na frente" os aumentos em 31 de março no preço dos remédios, entre 1,36% e 4,76%.
POR REGIÃO
Foi registrada deflação em quatro das 13 regiões analisadas pelo IBGE: Salvador (-0,22%), Campo Grande (0,13%), Belo Horizonte (-0,08%) e Curitiba (-0,05%). Na outra ponta, a área de Brasília apresentou a maior alta generalizada de preços (0,54%), seguida por Recife (0,49%), Rio de Janeiro (0,38%) e Porto Alegre (0,22%).
INPC
O IBGE também divulgou nesta quarta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O índice passou de 0,32% em março para 0,08% em abril. No acumulado dos últimos 12 meses, o índice desacelerou para 3,99%, abaixo dos 4,57% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2016, o INPC havia ficado em 0,64%.
ITENS QUE MAIS SUBIRAM DE PREÇO EM ABRIL
Tomate: 29,02%
Batata-inglesa: 20,81%
Cebola: 6,03%
Alho: 4,83%
Ovos: 4,03%
Café moído: 2,65%
Açaí: 2,45%
Suco de frutas: 1,54%
Frango em pedaços: 1,30%
Pão de forma: 1,26%
Leite Longa Vida: 1,25%
Pescado: 1,10%
Café da manhã: 1,08%
Queijo: 0,97%
Doces: 0,53%
Chocolate e achocolatado em pó: 0,88%
Cerveja: 0,87%
Hortaliças: 0,79%
Macarrão: 0,76%
Refeição fora de casa: 0,41%
ITENS COM MAIORES QUEDAS NOS PREÇOS EM ABRIL
Feijão-preto: -8,29%
Óleo de soja: -,4,17%
Chocolate em barra e bombom: -2,92%
Açúcar cristal: -2,73%
Azeite: -2,49%
Arroz: -1,69%
Feijão-carioca: -1,64%
Leite em pó: -0,84%
Feijão-fradinho: -0,82%
Frutas: -0,79%
Cenoura: -0,71%
Frango inteiro: -0,64%
Sorvete: -0,59%
MACONHA PODE REJUVENESCER CÉREBRO, DIZ ESTUDO
Lentamente, a reputação da maconha evolui de uma droga desprezível para um medicamento contra todos os males. Ela já era conhecida como analgésico e sabia-se que ajuda contra alguns transtornos mentais. Mas agora foi descoberto também um efeito rejuvenescedor sobre o cérebro. Isso foi descrito recentemente por pesquisadores do Instituto de Psiquiatria Molecular da Universidade de Bonn num estudo com ratos. Em roedores mais velhos, foi constatado que uma pequena dose do principal componente ativo da canábis, o THC (tetraidocanabinol), melhora o desempenho cerebral enfraquecido, relataram os cientistas na revista especializada "Nature Medicine". Andreas Zimmer, diretor do Instituto de Psiquiatria Molecular, diz estar confiante de que esse resultado também seja aplicável a seres humanos. Para tal, em breve, deverá se seguir um estudo clínico com pessoas idosas. Os pesquisadores querem investigar se o THC pode influenciar positivamente o funcionamento do cérebro de pessoas com demência inicial ou moderada. Os receptores testados, o chamado sistema endocanabinoide, influencia – como parte do sistema nervoso – todos os processos de envelhecimento. "A atividade do sistema diminui em animais envelhecendo e é sempre acompanhada por sintomas típicos de envelhecimento", explica Zimmer. As consequências são a osteoporose, pele enrugada e dificuldades de aprendizagem e memória. Os cientistas esperam que a canábis possa dar um novo impulso ao sistema endocanabinoide. No estudo, THC foi aplicado em camundongos idosos. E os ratos mais velhos não se diferenciavam mais dos mais jovens. Num experimento, ficou evidenciado que, antes da administração de cannabis, as cobaias idosas tinham dificuldade em reconhecer companheiros da mesma espécie. Em vez disso, elas reagiam medrosas e agressivas. Ratos jovens com melhor memória se comportaram de forma relaxada diante de coespecíficos que conheciam. Após a administração do THC, os ratos velhos passaram a agir da mesma forma diante de um animal conhecido – e parece que eles também o reconheciam, conta Andras Bilkei-Gorzo, colega de Andreas Zimmer. Em Bonn, os cientistas pesquisam há cerca de 15 anos os receptores ativados pela cannabis – principalmente em camundongos. "Nós, seres humanos, temos um sistema endocanabinoide semelhante ao dos ratos", esclarece Bilkei-Gorzo. "Os receptores estão em regiões cerebrais semelhantes. Por isso, em seres humanos, a maconha atua quase sempre da mesma forma que em ratos". Indícios similares vêm de Israel: num lar de idosos, os moradores que sofriam de insônia e perda de apetite receberam cannabis. Posteriormente, muitos deles se mostraram mentalmente mais estimulados.

MICROSOFT CORRIGE FALHA GRAVE NO DEFENDER, O ANTIVÍRUS DO WINDOWS
A Microsoft lançou nesta semana uma atualização crítica para o "Malware Protection Engine", o componente responsável pelo antivírus do Windows, o Defender, e outros produtos de segurança da companhia. A atualização corrige uma brecha encontrada por pesquisadores do Google e que pode ser explorada de diversas maneiras para instalar vírus e controlar totalmente um sistema vulnerável: basta que o antivírus do Windows examine um arquivo especialmente criado para explorar o erro.A atualização será aplicada automaticamente para todo os usuários dos produtos afetados que estiverem conectados à internet, pois o componente vulnerável é atualizado juntamente com o antivírus. Como o problema está no próprio antivírus do sistema, qualquer arquivo analisado pelo antivírus pode acionar a falha. Visitar um site ou mesmo receber um e-mail em um aplicativo local, como o Outlook, poderia ser suficiente para fazer com que um arquivo malicioso seja analisado pelo antivírus, criando uma oportunidade de ataque.

A brecha foi descoberta pelos pesquisadores do Google Tavis Ormandy e Natalie Silvanovich do Projeto Zero, uma iniciativa do Google que financia pesquisadores para analisar a segurança de qualquer software de relevância do mercado. Ormandy já encontrou diversas brechas em programas de segurança, inclusive em produtos da Symantec, Kaspersky Lab, Trend Micro, AVG, Avast e Sophos. Apensar das várias possibilidades abertas para invasores e da severidade da brecha, a Microsoft acredita que é improvável que ela seja realmente explorada. Como a atualização deve ser rapidamente instalada nos sistemas vulneráveis, não haverá tempo para os criminosos tirarem proveito do problema. A Microsoft afirma que não há relatos de que a brecha chegou a ser explorada em ataques reais. Para Ormandy, a brecha pode ser "a pior falha de execução de código do Windows na memória recente".

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