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quarta-feira, 19 de abril de 2017

TEXTO DO BLOG

CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2017.
por Luiz Soares*

Somos, queiramos ou não, parte interativa com o todo. A essência da vida é feita pela qualidade dos elementos disponíveis. Deus criou cada bioma como jardins para garantir a nossa sobrevivência com esmero, respeito, gosto e qualidade. Em contrapartida o homem, como sempre, um destruidor em potencial, agiu pela ganancia e ambição, provocando ao longo do tempo cronológico, a sua esterilidade, na forma de desertos.
Como uma partitura colossal, a natureza se esmerou em nos oferecer o ar – que respiramos; a água para manter a nossa composição; e, o solo para o cultivo, na produção de alimentos. O reino animal e vegetal combina com perfeição estes três incomensuráveis elementos. O equilíbrio se fez e faz a grande diferença. Quando o equilíbrio fica comprometido, o desastre se torna iminente e a vida no planeta sucumbe pela sede, pela fome e por doenças epidêmicas.
O homem e o meio ambiente são partes de uma convivência genuinamente, de caráter holístico. O egoísmo reinante dita às regras do venha nós e nada ao nosso reino comum. Mesmo considerando as mais diversas categorias de “jardineiros” cada um, deva primar por uma CONSCIENCIA corporativa. Deva fazer parte da sua responsabilidade intrínseca e inata, quanto a sua forma de preservar, do seu gesto de entender, primar e multiplicar.
Uma notícia, particularmente deva nos deixar apreensivos, qual seja, quanto à realidade dos nossos oceanos. Diz o estudo que, no ano de 2053, bem próximo, portanto, teremos mais entulhos flutuando nos mares, do que peixes, para o abastecimento humano. A Mata Atlântica foi substituída por cultivos temporários. A Caatinga pela devastação; hoje, não mais o é, senão um ambiente estéril. O Cerrado foi transformado num cobertor de péssimos retalhos. A Amazônia mostra as suas entranhas, pelo desmatamento e queimadas. O Pampa é pisado por casco de animais. E o Pantanal, como berçário, foi transformado em pragas humanas abortivas. 
Quando a consciência coletiva, de forma seletiva e natural formula o seu plano de vida, o planeta responde com a sustentabilidade do gênero humano. Não cabe ao governo e muito pouco a religião, a formulação de parâmetros ou paradigmas específicos e ou genéricos. Não! Nós, os atores é que devemos com responsabilidade e esmero, trilharmos o caminho da preservação. É, portanto, uma forma de opção – viver ou morrer.

(*) Luiz Soares é Engenheiro Agrônomo, produtor de frutas irrigadas, no município de Baraúna, Rio Grande do Norte, e Professor aposentado da Universidade Federal Rural do Semiárido-UFERSA.  

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