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quinta-feira, 27 de abril de 2017

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APÓS DOIS MESES DE ALTA, ARRECADAÇÃO FEDERAL VOLTA A RECUAR EM MARÇO
Depois de dois meses de aumento real (acima da inflação), a arrecadação de impostos, contribuições federais e das "demais receitas" voltou a registrar queda em março, informou na quarta-feira (26) a Secretaria da Receita Federal. No mês passado, a arrecadação somou R$ 98,99 bilhões, com queda real (números corrigidos pela inflação) de 1,16% frente a março de 2016. A comparação com período igual do ano anterior é considerada a mais apropriada por especialistas. Ao contrário dos últimos meses, a Receita Federal não divulgou o resultado da arrecadação total de anos anteriores a 2016. Com isso, não é possível saber em que lugar a arrecadação do mês passado se situa na série histórica. O Fisco informou que pode divulgar posteriormente estes números. Em janeiro e fevereiro deste ano, a arrecadação teve crescimento principalmente por conta do desempenho das receitas não administradas pelo Fisco - que são as cobranças feitas por outros órgãos do governo, como os "royalties" do petróleo. Em março, essa arrecadação voltou a subir em termos reais (27,75% sobre março de 2016), mas isso não foi suficiente para impedir um tombo da arrecadação total. A arrecadação segue influenciada pela a atividade econômica, que continua em patamar baixo. De dezembro de 2016 a fevereiro de 2017, a produção industrial teve pequena alta de 0,2%, mas as vendas de bens recuaram 3,93% e, as vendas de serviços, caíram 4,8%.
PRIMEIRO TRIMESTRE
No primeiro trimestre deste ano, porém, os números do Fisco mostram que a arrecadação registrou pequeno aumento real, de 0,08% sobre o mesmo período do ano passado, para R$ 328,74 bilhões. De acordo com o Fisco, contribuiu para aumento marginal da arrecadação nos três primeiros meses deste ano o pagamento mensal do IRPJ e da CSLL, por estimativa, com alta de R$ 4,5 bilhões neste período, além dos reajustes salariais, em especial do setor público, que contribuíram para o aumento real de 4,98% na arrecadação do IRRF. Os ganhos de capital na alienação de bens também ajudou no aumento da arrecadação do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) em 15,94%, mas no ajuste anual do IRPJ/CSLL, encerrado em março, apontou para um queda de R$ 1,5 bilhão na arrecadação.
META FISCAL
O comportamento da arrecadação é importante para o governo tentar atingir a meta fiscal. Para todo ano de 2017, o objetivo foi fixado em um déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dívida pública) de até R$ 139 bilhões para as contas do governo. Recentemente, o governo anunciou um bloqueio de R$ 42,1 bilhões em gastos na peça orçamentária deste ano e um aumento da tributação sobre a folha de pagamentos, com arrecadação extra prevista de R$ 4,8 bilhões em 2016 e de R$ 1,2 bilhão com a instituição do IOF para cooperativas, para tentar atingir a meta fiscal deste ano. No ano passado, o rombo fiscal somou R$ 154,2 bilhões, o maior em 20 anos. Em 2015, o déficit fiscal totalizou R$ 115 bilhões. A consequência de as contas públicas registrarem déficits fiscais seguidos é a piora da dívida pública e mais pressões inflacionárias. Os analistas das instituições financeiras, porém, preveem que a meta fiscal não será cumprida em 2017. Estimativa do mercado feita em fevereiro, e divulgada recentemente, aponta para um rombo de R$ 149,64 bilhões nas contas do governo neste ano, acima da meta fiscal. A crise econômica, e os rombos sucessivos nas contas públicas, já provocaram a retirada do chamado "grau de investimento" - uma recomendação para investir no país - pelas três maiores agências de classificação de risco (Standard & Poors, Fitch e Moody´s).

CIENTISTAS DESENVOLVEM ÚTERO ARTIFICIAL PARA AJUDAR BEBÊS PREMATUROS
Cientistas nos Estados Unidos desenvolveram um útero artificial a partir de uma bolsa preenchida por fluido, conhecida como um suporte extrauterino que pode transformar o tratamento de bebês que nascem extremamente prematuros, aumentando significativamente as chances de sobrevivência. Em estudos pré-clínicos com cordeiros, os pesquisadores conseguiram simular o ambiente do útero e as funções da placenta, dando a prematuros a oportunidade crucial para desenvolver os pulmões e outros órgãos. Aproximadamente 30 mil bebês, somente nos Estados Unidos, nascem prematuros em estado crítico --entre 23 e 26 semanas de gestação, disseram os pesquisadores a repórteres por telefone. Nesse período, um bebê pesa um pouco mais do que 500 gramas, seus pulmões ainda não conseguem lidar com o ar e suas chances de sobrevivência são mínimas. A taxa de morte é de até 70 por cento, e aqueles que sobrevivem enfrentam deficiências por toda a vida. "Esses bebês têm uma necessidade urgente de uma ponte entre o útero da mãe e o mundo exterior", disse Alan Flake, um cirurgião especializado no Hospital de Crianças da Filadélfia que liderou o desenvolvimento do novo dispositivo. O objetivo da equipe, disse Flake, era desenvolver um sistema extrauterino pelo qual bebês extremamente prematuros poderiam ficar suspensos em câmaras preenchidas por fluido por algumas semanas vitais até chegarem a idade de 28 semanas, quando suas chances de sobrevivência aumentam drasticamente. Pode demorar mais 10 anos, mas até lá Flake espera ter um dispositivo licenciado no qual bebês que nascem muito prematuramente têm a chance de se desenvolver em câmaras preenchidas por fluido, em vez de incubadoras com ventilação mecânica.

FUNDADOR DA WIKIPÉDIA LANÇA SITE COLABORATIVO PARA COMBATER NOTÍCIAS FALSAS
Jimmy Wales, o fundador da enciclopédia online Wikipédia, lançou um site com o objetivo de conter a difusão de notícias falsas. A publicação reúne jornalistas profissionais e uma comunidade de voluntários para produzir reportagens. A nova plataforma, chamada de Wikitribune, terá acesso gratuito e nenhuma propaganda, e dependerá de seus leitores para financiamento. Segundo Wales, a veracidade das reportagens será facilmente verificada porque o material usado como fonte também será publicado. "O jornalismo está quebrado, mas nós descobrimos como consertá-lo", afirma Wales em um vídeo promocional publicado na página inicial do site. A proliferação online de notícias falsas, algumas geradas para buscar lucro ou com fins políticos, se tornou um grande motivo de preocupação e debate em muitos países durante a eleição presidencial dos Estados Unidos. E ela continua, como mostra agora a eleição na França. Wales argumenta no vídeo que como as pessoas esperam acessar reportagens de graça na internet, sites de notícia dependem do dinheiro de anúncios, o que cria fortes incentivos para gerar as chamadas "iscas de cliques", como manchetes chamativas para atrair os leitores. "Isso é um problema porque anúncios são baratos, a competição por cliques é feroz e porque fontes de notícia de baixa qualidade estão por todo lado", diz Wales. A página inicial da Wikitribune informa que a plataforma irá ao ar em 29 dias. O comunicado também indica que a plataforma pretende contratar 10 jornalistas. É ou não é?’, seção de fact-checking (checagem de fatos) do G1, tem como objetivo conferir os discursos de políticos e outras personalidades públicas e atestar a veracidade de notícias e informações espalhadas pelas redes sociais e pela web. Sugestões podem ser enviadas pelo VC no G1, pelo Fale Conosco ou pelo Whatsapp/Viber, no telefone (11) 94200-4444, com a hashtag #eounaoe (caso prefira, a hashtag pode ser enviada logo após a mensagem também!)

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