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terça-feira, 18 de abril de 2017

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'PRÉVIA DO PIB' APONTA QUE ECONOMIA CRESCEU 1,31% EM FEVEREIRO
O nível de atividade da economia brasileira registrou alta de 1,31% em fevereiro deste ano na comparação com o mês anterior. A chamada "prévia do PIB", consolidada no Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), foi divulgada nesta segunda-feira (17) pelo Banco Central. A comparação já leva em conta as diferenças sazonais entre os períodos analisados. Sem descontar esses ajustes, o indicador cresceu 0,52% em fevereiro. Em relação a fevereiro de 2016, porém, foi observada queda de 0,73% sem ajustes sazonais, já que considera períodos iguais. Com ajustes, houve crescimento de 0,48%. Em janeiro, o IBC-Br havia retraído 0,26%, de acordo com dados revisados. No acumulado de 12 meses até fevereiro, a atividade econômica apresenta recuo de 3,56% sem ajustes sazonais e de 3,68% com ajustes.
IBC-Br x PIB
Embora o cálculo seja um pouco diferente, o IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. Ele incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os resultados do índice, porém, nem sempre mostraram proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE. O Banco Central já informou anteriormente que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador útil" para o BC e para o setor privado.
DEFINIÇÃO DOS JUROS
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Os juros básicos estão em 11,25% ao ano, após corte de 1 ponto percentual anunciado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central na quarta-feira (12), o quinto consecutivo e maior em 8 anos. Pelo sistema que vigora no Brasil, o BC precisa ajustar os juros para atingir as metas preestabelecidas de inflação. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas ficam dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis. Para 2017, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA, considerado a inflação oficial do país medida pelo IBGE, pode ficar entre 3% e 6%, sem que a meta seja formalmente descumprida. Neste ano, o mercado financeiro acredita que a inflação oficial ficará abaixo da meta central de 4,5% - algo que não acontece desde 2009. O Banco Central tem dito que mira no centro da meta de inflação de 4,5% nos anos de 2017 e de 2018.

CRIANÇAS QUE BRINCAM COM CELULARES E TABLETS DORMEM MENOS
Crianças que passam horas brincando com smartphones e tablets dormem menos que os que não interagem com tecnologia. Estudo publicado na Scientific Reports, site da revista científica Nature, indica que cada hora que crianças pequenas entre seis meses e três anos passam usando aparelhos eletrônicos com tela de toque pode estar relacionada a 15 minutos a menos de sono. Ao mesmo tempo, a pesquisa também revelou que brincar com esse tipo de tecnologia ajuda a desenvolver habilidades motoras mais rapidamente. Especialistas afirmam que o estudo é "oportuno", mas que não há razões para que pais se preocupem com os achados da pesquisa. Apesar da proliferação de telas de toque nos domicílios, ainda falta compreender o real impacto desses aparelhos no desenvolvimento da primeira infância. O estudo foi conduzido pela Birkbeck, que faz parte da Universidade de Londres, com 715 pais de crianças com até três anos de idade. Perguntou-se a frequência com a qual os bebês brincavam com smartphones e tablets e também detalhes do padrão de sono das crianças. Concluiu-se que 75% das crianças usavam aparelhos do tipo diariamente; essa porcentagem era de 51% entre crianças de seis e 11 meses, e de 97% entre crianças de 25 e 36 meses de idade. As crianças que brincam com os aparelhos dormem menos à noite e mais durante o dia. E, de um modo geral, contabilizam 15 minutos a menos de sono para cada hora que passam brincando com esses eletrônicos. Tim Smith, um dos pesquisadores que participou do estudo, afirma que o tempo de sono perdido não é muito quando se dorme um total de 10, 12 horas por dia. "Mas cada minuto importa no desenvolvimento infantil por causa dos benefícios do sono", afirma. As conclusões do estudo não são definitivas, mas Smith diz que a pesquisa indica que telas de toque podem estar associadas a problemas do sono. Por outro lado, a pesquisa também mostrou que crianças que usam ativamente as telas de toque (arrastando elementos, em vez de apenas assistir a imagens) aceleraram o desenvolvimento de habilidades motoras. Crianças devem ou não brincar com telas de toque? Mas afinal, crianças devem, ou não brincar com aparelhos eletrônicos interativos? "É muito complicado responder isso agora. A ciência ainda está imatura, estamos realmente atrasados em relação à tecnologia e é muito cedo para fazer afirmações definitivas", diz Smith. Para ele, no momento, a melhor aposta é seguir as mesmas regras usadas para estabelecer o tempo que as crianças passam em frente à televisão. Isso significa que os pais devem impor limites para o uso de aparelhos com telas de toque, assegurando que o conteúdo seja adequado à idade e evitando que o uso seja feito antes da hora de dormir. Também é preciso estimular que as crianças façam atividades físicas, na avaliação do especialista. "Como é o primeiro estudo a investigar as associações entre o sono e o uso de telas de toque na infância, trata-se de uma pesquisa oportuna", afirma Anna Joyce, pesquisadora de desenvolvimento cognitivo da Universidade de Coventry, na Inglaterra. "Com base nesses achados e no que sabemos por meio de outros estudos, talvez valha a pena limitar o uso de telas de toque ou o uso de outros aparelhos eletrônicos nas horas anteriores ao momento que a criança vai para a cama dormir", completa Joyce. Para a pesquisadora, "até que se saiba como as telas de toque afetam o sono, esses aparelhos não deveriam ser banidos por completo". O professor Kevin McConway, da Open University, prefere encarar os resultados dessa pesquisa com desconfiança. "Eu não perderia o sono por conta desses resultados se eu ainda tivesse bebês. As crianças dessa pesquisa usavam telas de toque por 25 minutos por dia e por isso dormiriam seis minutos a menos", avalia.

APPLE É AUTORIZADA A TESTAR CARRO SEM MOTORISTA NA CALIFÓRNIA
A Apple se juntou às empresas autorizadas a testar carros sem motorista na Califórnia, segundo uma lista atualizada divulgada na sexta-feira (14) pelas autoridades. Até agora não há nenhuma confirmação de que a empresa trabalha no projeto de um automóvel, A Apple deu poucas amostras de sua ambição com este tipo de veículo. Seu presidente, Tim Cook, forneceu pistas sobre os planos, mas a companhia se recusou a comentar o assunto.  No fim do ano passado, a Apple revelou em uma carta às autoridades que está investindo muito em veículos autônomos e solicitou uma permissão para desenvolvê-los. A empresa enviou esta carta porque "está investindo muito em aprendizagem automática [machine learning] e sistemas autônomos", disse à AFP um porta-voz da Apple. A ideia da empresa é focar em programas de informática para os veículos e confiar a seus sócios sua fabricação.
'CORRIDA' PELO PIONEIRISMO
Várias companhias estão desenvolvendo veículos autônomos e espera-se que alguns modelos cheguem ao mercado em 2020. Entre essas empresas estão fabricantes de automóveis como General Motors, Ford, Nissan, Mercedes-Benz e Toyota, além de empresas de tecnologia como Uber e Alphabet (dona do Google). As duas últimas, aliás, brigam na Justiça. A Alphabet acusa um funcionário do Uber de roubar dados sigilosos do seu sistema de carros autônomos. O Uber nega. A start-up americana foi a primeira a oferecer carros autônomos ao público, utilizando uma pequena frota em Pittsburgh, em Tempe (Arizona) e em São Francisco. Trata-se de carros comuns, que já possuem tecnologia semiautônoma, adaptados pelo Uber. O serviço foi interrompido temporariamente depois que um dos carros tombou, sem deixar feridos. 

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