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sexta-feira, 14 de abril de 2017

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NA 5ª QUEDA SEGUIDA, JURO BÁSICO VAI A 11,25% AO ANO, MENOR DESDE 2014
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu acelerar o ritmo e reduziu a taxa básica de juros da economia brasileira pela quinta vez seguida na quarta-feira (12), de 12,25% para 11,25% ao ano. O corte, de um ponto percentual, foi o maior desde março de 2009, ou seja, em oito anos, e levou a Selic ao menor patamar desde outubro de 2014 - quando a taxa estava em 11% ao ano.
A redução de um ponto percentual também confirmou a expectativa da maior parte dos economistas do mercado financeiro. A aposta dos analistas teve por base indicação do próprio Banco Central que, no início de março, sinalizou que iria acelerar o ritmo de redução dos juros. "Essa intensificação moderada [do ritmo de corte] em relação ao ritmo das reuniões de janeiro e fevereiro mostra-se, no momento, adequada", informou o BC, por meio de comunicado. Em post no Twitter, o presidente Michel Temer afirmou que o corte "vai ajudar a acelerar o crescimento econômico do país e gerar empregos para os brasileiros". "A inflação em queda e a redução da taxa Selic vão estimular a economia, a produção industrial e o consumo interno. Com determinação para tocar as reformas que o País precisa, vamos colocando o Brasil no rumo certo", acrescentou
MAIS REDUÇÕES ESPERADAS
Os analistas das instituições financeiras preveem que o Copom continuará a reduzir a Selic nos próximos meses e que a taxa chegará a 8,5% ao ano no fechamento de 2017, ou seja, em um dígito, algo que não acontece desde o final de 2013. A autoridade monetária acrescentou ainda que, neste momento, considera o atual ritmo de corte "adequado", ou seja, sinaliza que deve manter o mesmo percentual de redução dos juros no próximo encontro do Copom, em 30 e 31 de maio. "Entretanto, a atual conjuntura econômica recomenda monitorar a evolução dos determinantes do grau de antecipação do ciclo [de redução dos juros]", avaliou o Banco Central.
RANKING DE JUROS REAIS
Mesmo com a redução de juros promovida pelo Copom nesta quarta-feira, o Brasil ainda permanece na liderança do ranking mundial de juros reais (calculados com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management. Com os juros básicos em 11,25% ao ano, a taxa real do Brasil soma 6,36% ao ano. Com isso, permanece acima do segundo colocado, que é a Rússia, com 5,12% ao ano, seguida pela Colômbia, com 2,49% ao ano. Nas 40 economias pesquisadas, a taxa média está negativa em 2,2% ao ano.
SISTEMA DE METAS
A definição da taxa de juros pelo Banco Central tem como foco o cumprimento da meta de inflação que é definida todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2017 e 2018, a meta central de inflação é de 4,5% e o teto é de 6%. Normalmente, quando os a inflação está em alta, o BC eleva a Selic na expectativa de que o encarecimento do crédito freie o consumo e, com isso, a inflação caia. Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo neste momento. Em razão do cenário de recessão na economia, a inflação está em queda. No primeiro trimestre deste ano, segundo o IBGE, a inflação oficial (medida pelo IPCA) ficou em em 0,96%, menor valor para o período desde o início do Plano Real. Para o ano de 2017, o mercado financeiro prevê que a inflação deve ficar em 4,09%, abaixo da meta de 4,5% fixada para este ano. A meta central de inflação não é atingida no Brasil desde 2009. À época, o país sentia os efeitos da crise financeira internacional de forma mais intensa. "O comportamento da inflação permanece favorável. O processo de desinflação se difundiu e houve consolidação da desinflação nos componentes mais sensíveis ao ciclo econômico e à política monetária. A desinflação dos preços de alimentos constitui choque de oferta favorável", informou o BC. A instituição acrescentou que, com as trajetórias para as taxas de juros e câmbio da pesquisa com o mercado financeiro, as projeções do Copom encontram-se em torno de 4,1% para o IPCA de 2017 e ao redor de 4,5% para 2018. "Esse cenário supõe trajetória de juros que alcança 8,5% a.a. ao final de 2017 e se mantém nesse nível até o final de 2018", informou.
RENDIMENTO DA POUPANÇA
De acordo com cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), mesmo com a redução dos juros para 11,25% ao ano, os fundos de investimento continuam mais atrativos e ganham da poupança na maioria das situações. A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5%. Isso ocorre porque o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic. Já o rendimento das cadernetas, quando a taxa de juros está acima de 8,5% ao ano, como atualmente, está limitado em 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR). Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído a atenção de aplicadores nos últimos anos. Se a previsão do mercado financeiro se concretizar, e a taxa Selic for reduzida para 8,5% ao ano no fim de 2017, os rendimentos da poupança passarão a ser menores. Isso porque, segundo fórmula definida em 2012, quando a Selic atingir esse patamar, os rendimentos da poupança passam a ser de 70% do juro básico da economia. O objetivo é evitar que grandes investidores tirem recursos de fundos de renda fixa e de títulos públicos para colocar na poupança, dificultando assim a emissão de papéis pelo Tesouro Nacional.

POR QUE EMPRESAS DE CARVÃO DOS EUA QUEREM MANTER PACTO DO CLIMA
Ao anunciar, em março, que voltaria atrás na política climática de seu antecessor, Barack Obama, o presidente americano, Donald Trump, disse estar cumprindo sua promessa de campanha de preservar as vagas de trabalho americanas no setor carvoeiro. As mudanças anulam as ferramentas que visam reduzir as emissões de gases-estufa dos Estados Unidos, como acertado no acordo sobre o clima de Paris em 2015, o qual Trump igualmente prometera abandonar, durante a campanha eleitoral. No entanto algumas companhias carboníferas americanas estão lhe pedindo que reconsidere tal posição. Elas se unem a um coro cada vez mais veemente de gigantes dos combustíveis fósseis e políticos conservadores segundo os quais abandonar o pacto abalará a influência dos EUA no setor de energia global. Na última semana, o diretor executivo da companhia Cloud Peak Energy, Colin Marshall, argumentou, em carta aberta ao chefe de Estado, que o país deveria permanecer no acordo a fim de "ajudar a configurar uma abordagem internacional mais racional na política climática". "Como produtora de carvão, não queremos ignorar os dois terços dos americanos que acreditam que a mudança climática está acontecendo e que as emissões de CO2 desempenham um papel nela", justificou Marshall.
MEDO DA EXCLUSÃO
Paralelamente, no início de abril a agência de notícias Reuters informava que diversas empresas, inclusive a Cloud e a Peabody Energy, estavam realizando encontros na Casa Branca pedindo que fosse mantida a participação americana no processo de Paris. Grandes empresas de petróleo, como a Exxon Mobil, cujo ex-presidente Rex Tillerson é agora secretário de Estado de Trump, têm igualmente apelado para que os EUA se mantenham no acordo mundial do clima. Por sua vez, o congressista republicano e paladino dos combustíveis fósseis Kevin Cramer vem circulando uma carta nesse sentido entre os deputados de seu partido, tendo obtido sete assinaturas até agora. Naturalmente tais iniciativas não significam que as companhias ou os políticos conservadores desejem ação decidida para o combate da mudança climática global. Sua preocupação é, antes, que o regime do Acordo de Paris – cujos detalhes serão elaborados nos próximos quatro anos – venha a se transformar no principal fórum global para energia e clima, sem que os EUA tenham codeterminado o processo. Há também o medo de que um futuro presidente americano venha a realinhar o país com Paris, sem que ele tenha participado das primeiras fases de desenvolvimento. Consequentemente, os interesses da indústria fóssil americana não estariam representados. "Sem liderança dos Estados Unidos, as políticas internacionais fracassadas que têm caracterizado os últimos 25 anos continuarão a predominar", argumentou Marshall.
"EUA A QUALQUER PREÇO? ACHO QUE NÃO."
Poucos dias atrás, o porta-voz da Casa Branca comunicou que até o fim de maio Trump confirmaria se vai realmente se desligar do Acordo de Paris. O fato de o presidente americano estar reconsiderando suas promessas de campanha pode parecer boas novas para os ativistas do clima. Entre os advogados da causa e legisladores, contudo, cresce o sentimento de que talvez seja melhor ter os EUA fora do pacto do que um governo Trump sabotando-o por dentro, com seu ceticismo quanto às mudanças climáticas. "Obviamente não será útil se os EUA só ficarem para sabotar os demais, impedindo-os de progredir e de desenvolver o livro de regras a ser negociado nos próximos quatro anos e meio", comentou à DW Kaisa Kosonen, diretora de política do clima global da ONG ambientalista Greenpeace. "Devemos tentar manter os EUA dentro a qualquer preço? Não, acho que não". Embora inicialmente houvesse temores de que o Acordo de Paris entrasse em colapso sem a participação justamente dos EUA, o segundo maior emissor de carbono, até agora isso não se deu. Crucial foi o fato de o presidente da China, Xi Jinping, ter anunciado que seu país permaneceria no fórum parisiense, independente da decisão de Washington. No passado, Pequim se recusou a efetuar reduções de emissões carbônicas a menos que os esforços americanos fossem proporcionais. Essa postura provocou efetivamente o colapso do antecessor do Acordo de Paris, o Protocolo de Kyoto, no ano 2000. "De certo modo, se poderia dizer que os EUA já se retiraram, uma vez que Trump reverteu a implementação nacional do acordo", observa Kosonen, referindo-se à rescisão da peça fundamental de Obama, o Clean Power Plan (plano da energia limpa). No entanto, frisa a funcionária do Greenpeace, nem por isso outros Estados estão abandonando seus planos de ação. "O mundo mudou, e a China mudou", ressalta. Ela destacou a declaração explícita do presidente Xi em fevereiro, em Davos, de que a China está disposta a assumir um papel de liderança no clima mundial, e não planeja retroceder em seus planos de energia limpa em decorrência das ações da administração Trump.
UNIÃO EUROPEIA E CHINA NA LIDERANÇA
Alguns dias atrás, uma das arquitetas do Acordo de Paris, Christiana Figueres, observou à agência Reuters que o fato de os EUA abandonarem o pacto poderia trazer "vantagens" para outros países. "Não é um cenário preto-e-branco", disse a ex-secretária da convenção da ONU para a mudança climática. Ao permanecer no pacto sem ter, ao mesmo tempo, uma legislação nacional que cumpra os compromissos assumidos, na verdade os americanos poderiam concretamente minar o acordo, que exige dos países signatários cortes cada vez mais profundos nas atividades responsáveis pelos gases-estufa. Se o segundo maior emissor não cumprir suas obrigações, seria fácil outros países seguirem o exemplo. Com os EUA fora do acordo, por outro lado, não haveria como argumentar que o descumprimento americano constitui um precedente. Por outro lado, como não há mecanismos para punir o não cumprimento, seria impossível eliminar o país do acordo. A questão fundamental fica sendo, portanto: é mais desmoralizante ter os Estados Unidos fora do pacto do clima, ou dentro dele, mas violando suas regras? O Protocolo de Kyoto fracassou por não contar com a participação do país e da China, os dois maiores emissores do mundo. Ainda não se sabe se a presença chinesa bastará para conferir legitimidade ao Acordo de Paris, sem os EUA. Alguns sugerem que, em vez disso, a União Europeia (UE) assuma as rédeas junto com Pequim. Desde a eleição de Trump, a UE vem deslocando seu foco climático para a colaboração bilateral com a China. Em março, o comissário europeu do clima, Miguel Arias Cañete, viajou até a nação asiática com o fim de esboçar um roteiro energético entre Pequim e Bruxelas. "A UE e a China estão unindo forças para progredir na implementação do Acordo de Paris e acelerar a transição global para a energia limpa", comentou Cañete durante a visita. A mensagem era, portanto, que as engrenagens continuarão rodando no sentido de uma ação climática global ambiciosa. "Nestes tempos turbulentos, precisa-se mais do que nunca de liderança climática partilhada", enfatizou o comissário da UE.

UNIÃO EUROPEIA ESTÁ PERTO DE ACORDO COM FACEBOOK SOBRE USO DE DADOS DO WHATSAPP
A autoridade de proteção de dados da Europa informou que espera chegar a um acordo nos próximos meses com o Facebook sobre o uso de dados obtidos do serviço de mensagens WhatsApp, adquirido em 2014. Conhecido como Grupo de Trabalho Artigo 29, a entidade que reúne as 28 autoridades de proteção de dados da União Europeia (UE) solicitaram no ano passado que o WhatsApp parasse de compartilhar dados com o Facebook devido a dúvidas sobre a validade do consentimento dos usuários. O app de mensagem atendeu o pedido e suspendeu o repasse de dados de seus usuários ao Facebook na Europa. A comissária de Proteção de Dados da Irlanda, Helen Dixon, disse nesta semana esperar uma resolução final até o término do verão do Hemisfério Norte. A entidade irlandesa é principal reguladora da UE sobre questões para o Facebook porque a sede da companhia na Europa fica em Dublin. "Eu acho que estamos em acordo com as partes --WhatsApp e Facebook-- que a qualidade da informação fornecida aos usuários poderia ter sido mais clara, poderia ter sido mais transparente e poderia ter sido expressa em termos mais simples", disse ela à Reuters em entrevista. "Estamos trabalhando em direção a uma solução sobre isso."

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