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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

TEXTO DO BLOG

LIBERDADE, ANTES QUE SEJA TARDE.
por Luiz Soares da América do Sul*

O mundo civilizado está acuado. A honra e a dignidade humana estão acovardadas. A razão da liberdade foi suplantada pela demagogia, imposta por um fanatismo perverso chamado direitos humanos, ao contrário!
Já não podemos mais navegar os sonhos e, muito menos se sentir parte de um todo, mesmo dentro da nossa própria residência. Tornamo-nos prisioneiros, em nossos lares, ruas, praças e avenidas. O direito de ir e vir incólume se transformou numa odisseia maligna. Não mais existe a tranquilidade que a civilidade humana tanto lutou e sofreu para conseguir. Voltamos à época das cavernas, onde o fogo nos aquecia e protegia, numa toca fétida, com uma única entrada.
Em permanentes ataques, fomos transformados em seres vítimas do comportamento compassivo ou explosivo; heróis ou covardes; dignos de atitude ou indiferentes; indignados ou tolerantes crônicos, na espera de uma ação e solução da Milícia Publica Armada, custeada com o nosso sangue, suor e lágrimas ou; quem sabe, através da imaginária, ao custo de muitas orações e pedidos, da Milícia dos Anjos.
Os atores contraventores estão sob a fúria insana do fanatismo religioso ou do consumismo. A generalidade do ataque ou seu modus operandi nos causam surpresas desagradáveis e irreversíveis. Cada um deles são partes do nosso convívio. São pessoas aparentemente normais. Usam tudo que devemos usar por direitos. Estão em permanente convívio com todos nós, inclusive com nossos filhos e amigos. São feras socializadas, no sentido desfigurado da palavra.
As bestas humanas estão soltas! Como supostamente classifica-las, sob a égide de civilidade – Índole miserável ou aversão ao respeito humano, inclusive a si próprio? O desejo desenfreado da contravenção está umbilicalmente sedimentado e enraizado num desvio de conduta moral, de cunho incorrigível. Não podemos encontrar desculpas, de modo a nos tornarmos conscientemente vítimas de tais disfunções sociais.
Em qual caminho devemos seguir? Nos desapoderarmos da nossa livre opção religiosa e nos tornarmos fiéis seguidores de dogmas espúrios? Admitirmos o consumismo fácil e adentrarmos, de forma generalizada no consumo das drogas e do modismo vigente e nos tornarmos um deles? Com certeza nos encontramos no fiel da balança!
Quando a anarquia se torna generalizada, eis que surge, naturalmente, gradativamente, silenciosamente, irremediavelmente e explosivamente um processo degenerativo em todos os sentidos, com o nome de DESOBEDIENCIA CIVIL. A ética, a moral e os bons costumes dão vezes a Lei do salve-se quem puder. A passividade é a mãe da revolta sem controle. O medo é uma arma de efeito devastador.
Portanto, já é tempo de fazermos a nossa opção, com as armas ou com as orações utópicas, diante de uma realidade que assalta, rouba, mata, estrupa, a cada hora e em todos os momentos. Chega de hipocrisia, amanhã, talvez, quem sabe, já seja tarde demais.

(*) Luiz Soares é Engenheiro Agrônomo, produtor de frutas irrigadas, no município de Baraúna, Rio Grande do Norte, e Professor aposentado da Universidade Federal Rural do Semiárido-UFERSA.  

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