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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

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BC QUER REDUZIR CUSTO DO CRÉDITO DE FORMA SUSTENTÁVEL NOS PRÓXIMOS ANOS
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que a autoridade monetária quer reduzir o chamado "spread" bancário, que é a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e quanto cobram nos empréstimos, e consequentemente o custo do crédito no país nos próximos anos de forma "estrutural e sustentável". Para isso, ele afirmou que é preciso endereçar alguns problemas no sistema de crédito brasileiro, como a existência do chamado crédito direcionado (habitacional, BNDES e rural), que tem taxas menores, influenciando as demais linhas de crédito, além de problemas com as garantias concedidas, com a segurança jurídica, com inadimplência e do lucro dos bancos. "Estamos procurando a redução estrutural e sustentável do custo do crédito. Estrutural para serem medidas que de fato levam à queda sustentável dos custos, para que [as taxas] caiam e não voltem", afirmou Goldfajn, durante seminário sobre o "spread" bancário no edifício-sede do BC, em Brasília. O presidente do BC disse que o "spread" do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) ficou, entre 2011 e 2016, em 15,1 pontos percentuais, ao mesmo tempo em que a diferença entre a taxa de captação dos bancos e o que cobram dos clientes pessoas físicas, nas demais linhas de crédito (sem contar o consignado) ficou em 83,7 pontos percentuais. Ilan Goldfajn disse acreditar que, ao longo do tempo, com novas medidas que estão sendo consideradas pelo BC, o percentual do spread do crédito não consignado (83,7 pontos) pode caminhar em direção ao spread do crédito com desconto em folha de pagamento - que é foi 15,15 pontos percentuais nos últimos cinco anos.
TAXA BÁSICA E JUROS BANCÁRIOS
Segundo ele, essa agenda pode fazer com que a taxa básica da economia, atualmente em 13% ao ano, também possa ser menor no médio e longo prazos. O BC se reúne ainda neste mês para deliberar sobre o nível da taxa Selic, e a expectativa do mercado financeiro é de uma nova redução em 0,75 ponto percentual, para 12,25% ao ano. Para o fim de 2016, a previsão é de que a taxa atinja 9,5% ao ano. Em dezembro, informou recentemente BC, os juros bancários nas operações com recursos livres (excluindo crédito imobiliário, rural e do BNDES) somaram 52% ao ano - valor bem acima da taxa básica da economia brasileira, fixada pela autoridade monetária. No caso do cartão de crédito e do cheque especial para pessoas físicas, porém, as taxas são estratosféricas, ultrapassando a barreira dos 300% ao ano.
RAZÕES PARA O SPREAD ALTO
De acordo com o presidente do Banco Central, uma das razões para o "spread bancário", e consequentemente os juros dos bancos, ser alto no Brasil está relacionado com o crédito direcionado (rural, BNDES e habitacional) que, segundo ele, embutem "subsídios cruzados". Ele fez uma analogia com a meia-entrada nos cinemas, que fazem com que as pessoas que não têm direito ao benefício acabem pagando por aqueles que têm. "Temos benefícios na economia e nossa percepção é que os benefícios não têm custo. Eles têm sua justificativa, mas não assimilamos custo a essa iniciativa. Os que pagam entrada inteira vão ter de pagar meia entrada para o resto", disse. Goldfajn disse também que o lucro dos bancos é uma "parcela relevante" do spread bancário nos últimos cinco anos. Segundo ele, o lucro das instituições financeiras representou 23,8% do chamado "spread bancário" de 2011 a 2016, ao mesmo tempo em que a inadimplência representou 53,5%, os impostos responderam por 15,8%, os depósitos compulsórios por 1,8% e os custos administrativos por 5,1%.
MEDIDAS PARA REDUZIR O CUSTO DO CRÉDITO
O presidente da autoridade monetária não anunciou nenhuma medida nova para reduzir o custo do crédito. Ele lembrou que, recentemente, a instituição divulgou ações nessa direção e acrescentou que "outras [medidas estão] em andamento e outras serão implementadas quando estiverem maduras". "É um diagnóstico vivo, algo que a gente vai aperfeiçoando, tanto o diagnóstico quanto as medidas e os indicadores ao longo do tempo. O 'spread' e o custo do dinheiro em relação a sua captação têm vários componentes (...) Parte das medidas tem de vir da segurança, da redução da incerteza", acrescentou o chefe do BC.

TELESCÓPIO ESPACIAL CAPTA IMAGEM RARA DE MORTE DE ESTRELA
O telescópio espacial Hubble registrou o momento exato da morte de uma estrela, um fenômeno que os astrônomos raramente conseguem ver. A imagem mostra uma estrela, chamada de gigante vermelha, no seu estágio final, no qual libera nuvens de gás e poeira para se transformar em uma nebulosa planetária. A imagem da Nebulosa Cabalash foi divulgada pela ESA e pela Nasa, as agências espaciais europeia e americana, respectivamente. Por conter muito enxofre, ela também é chamada de Nebulosa do Ovo Podre - quando combinado com outros, o elemento produz um mau cheiro característico, que lembra o de um ovo estragado. "Por sorte, o fenômeno acontece a 5 mil anos-luz da Terra, na constelação de Puppis (ou Popa)", diz, com bom humor, a ESA em uma nota sobre a descoberta.
'NUM PISCAR DE OLHOS'
Os jatos de gás - que aparecem em amarelo - e a poeira cósmica são liberados em direções opostas a uma velocidade de um milhão de quilômetros por hora, explicam os cientistas. Os astrônomos dificilmente conseguem capturar essa fase da evolução das estrelas porque ela se dá "num piscar de olhos, em termos astronômicos", segundo a ESA. No cálculo dos cientistas, a nebulosa terá se desenvolvido completamente daqui mil anos. As estrelas têm diferentes fases de evolução, que duram bilhões de anos. Quase no fim da vida, elas se transformam em gigantes vermelhas, que se tornam nebulosas planetárias e, por último, anãs brancas. Os astrônomos calculam que o Sol, por exemplo, se tornará uma gigante vermelha daqui cinco bilhões de anos. Quando isso ocorrer, afirmam os cientistas, ele ficará 200 vezes maior e deverá "engolir" os planetas do Sistema Solar, entre eles a Terra.

ROBÔS DE TODOS OS TEMPOS PROTAGONIZAM EXPOSIÇÃO EM LONDRES
Um  cisne-relógio de 200 anos e um robô que rezava para o rei Filipe II da Espanha são dois exemplares em exibição na grande exposição do Museu de Ciência de Londres dedicada a estas máquinas. Entre os 100 robôs da mostra sobre estes autômatos, muitas vezes antropomorfos, está um que tem a forma de monge e foi construído no século XVI para o monarca espanhol, sendo capaz de rezar e levantar um crucifixo. A exposição pretende explicar o motivo de os homens construírem máquinas parecidas com eles e como isso fala sobre seus medos e ambições. "Uma das grandes dificuldades na hora de organizar uma exposição como esta são as ideias preconcebidas das pessoas sobre os robôs que vêm, destroem o mundo e nos escravizam", disse à AFP Ben Russell, coordenador da exibição. "Uma das vantagens de dirigir um olhar distante no tempo, como temos feito, é se dar conta de que esses medos nos acompanham há muito, muito tempo", disse Russell, afirmando que considera esses medos exagerados. A robotização está cada vez mais presente no debate público. Um relatório da organização de análise Reform informou nesta semana que 250 mil empregos do setor público britânico poderiam terminar nas mãos de robôs em 15 anos. Na França, o candidato socialista à Presidência, Benoît Hamon, quer criar um imposto sobre estas máquinas. A inteligência artificial também divide a comunidade científica. O célebre astrofísico Stephen Hawking assegura que poderia "ser a melhor ou a pior coisa jamais ocorrida na humanidade". Estudar os robôs é também uma forma de aprender como era a sociedade no momento em que foram construídos, sustentam os organizadores. Por exemplo, um modelo articulado do século XVI que explicava o corpo humano serve para constatar o estado da anatomia. Mas os robôs servem também para espantar, como o cisne de prata feito em 1773 que requeria três mecanismos de relojoaria para se mover e que se mexe com uma suavidade pouco vista nos robôs atuais. Cada vez mais, os robôs tem como finalidade entreter e até cuidar dos humanos. Por exemplo, "Kaspar" é desenhado para se relacionar com crianças autistas e ajudá-los a aprender a se comunicar. A exposição poderá ser visitada até o dia 3 de setembro.

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