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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

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MEIRELLES: GOVERNO DEVE ANUNCIAR NA PRÓXIMA SEMANA MEDIDAS MICROECONÔMICAS
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o governo deve anunciar na próxima semana um pacote de medidas microeconômicas, que estão sendo estudadas em conjunto pela sua pasta, o Planejamento e o Banco Central. "Existe uma série enorme de medidas microeconômicas, de desburocratização, fortalecimento da capacidade de crédito, queda dos spreads", comentou ao chegar para um evento do Credit Suisse. Entre as medidas que devem ser detalhadas estão uma reformulação da lei de recuperação judicial, além de ações de fortalecimento do mercado de crédito, como mudanças que visem reforçar garantias, incluindo alterações no mecanismo de alienação fiduciária. Ele também citou medidas que já foram anunciadas, mas ainda não foram totalmente implementadas, como a criação da duplicata eletrônica e da LIG, o aperfeiçoamento do cadastro positivo, o e-social, o sistema público de escrituração contábil e a nota fiscal de serviços eletrônica.

ENQUANTO EUA SE FECHAM, MINISTRO DEFENDE FACILITAR VINDA DE AMERICANOS AO BRASIL
Mesmo após os EUA endurecerem as regras para receber viajantes brasileiros, o Ministério do Turismo tenta convencer o Palácio do Planalto a aprovar uma proposta que facilitaria a entrada de visitantes americanos e de outras três nacionalidades no Brasil. A medida, que enfrenta a oposição do Ministério das Relações Exteriores, liberaria por dois anos cidadãos dos EUA, Japão, Austrália e Canadá da obrigatoriedade de tirar vistos para fazer turismo no Brasil. As quatro nações exigem vistos de viajantes brasileiros. Em entrevista à BBC Brasil, o ministro do Turismo, Marx Beltrão, diz acreditar que o presidente Michel Temer assinará nos próximos dias uma Medida Provisória autorizando a isenção, que vigorou por quase quatro meses em 2016 e buscava estimular a vinda de turistas dos quatro países na época da Olimpíada. O ministro estima que a isenção - antiga demanda de associações de hotéis e agências de turismo brasileiras - aumentaria em 25% o fluxo de visitantes de cada uma das quatro nações e injetaria R$ 1,4 bilhão na economia nacional em dois anos. O Ministério do Turismo afirma que, no período em que se liberou a exigência de vistos dos quatro países, entre 1º de junho e 18 de setembro de 2016, o Brasil recebeu 163 mil visitantes americanos, canadenses, japoneses e australianos, que gastaram US$ 167 milhões no país. Se avançar, a proposta será aprovada num momento em que a principal nação visada pela medida, os EUA, endurece a concessão de vistos a viajantes brasileiros e de outras nacionalidades. A partir desta semana, consulados americanos no Brasil passaram a exigir que maiores de 14 anos e menores de 79 sejam entrevistados para conseguir um visto para os EUA. Antes, pessoas com até 16 ou mais de 65 eram dispensadas do procedimento. A exigência de entrevista também foi estendida a pessoas que queiram renovar o visto mais de um ano após seu vencimento (antes a dispensa valia por quatro anos). As mudanças seguem as novas diretrizes migratórias definidas pelo presidente Donald Trump e buscam ampliar o controle sobre a entrada de estrangeiros nos EUA, uma de suas principais promessas de campanha. As alterações ocorrem ainda num momento em que os EUA ampliam as rejeições a pedidos de vistos por brasileiros. Em 2016, foram recusados 16,7% dos pedidos, três vezes mais do que o índice de 2015 (5,4%). Vistos costumam ser rejeitados quando se suspeita que os solicitantes planejam migrar para os EUA.
'HORA DE ABRIR O MERCADO'
O ministro do Turismo afirma que as novas regras de vistos para os EUA não alteram sua postura sobre a proposta de isenção. "Pelo contrário: se os EUA estão fazendo mudanças em relação a suas políticas de vistos, nós temos que aproveitar o momento e abrir nosso mercado para eles", afirma. "O americano é um dos públicos que mais gastam mundo afora, e ao mesmo tempo é um público muito perto do Brasil". Em 2015, último ano sobre o qual há estatísticas disponíveis, os EUA foram o segundo país que mais enviou turistas ao Brasil (575 mil), atrás da Argentina (2 milhões). O Japão foi o décimo sétimo da lista (70 mil), e o Canadá, o vigésimo (68 mil). A Austrália não figurou no ranking dos principais emissores. Beltrão diz que os atritos entre os EUA e o México após a posse de Trump são outro estímulo à aprovação da proposta. Na semana passada, Trump ordenou a construção de um muro na fronteira com o México e disse que os mexicanos terão de pagar pela obra, ideia rejeitada pelos vizinhos. Após o anúncio, o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, cancelou uma visita aos EUA. "O México é quem mais recebe turistas americanos. Com a confusão entre os dois governos, o Brasil pode se beneficiar com a vinda de turistas americanos para o país", diz o ministro. Beltrão minimiza a alteração nas regras de vistos para os EUA. "São apenas mudanças de procedimento. Não há dificuldade, não há nenhum tipo de impedimento para o brasileiro ir para os Estados Unidos". Ele afirma ainda que a proposta de isenção tem o apoio dos ministérios da Casa Civil, Fazenda e Planejamento. "Não encontrei até agora nenhum outro setor do governo que seja contra essa medida, a não ser o Ministério das Relações Exteriores, que tem lá sua política conservadora, que não quero entrar em detalhes."
RECIPROCIDADE
Para o Itamaraty, a medida enfraqueceria a posição do Brasil diante das quatro nações e violaria o princípio diplomático da reciprocidade. Um diplomata que acompanha o tema e pediu para não ser identificado disse que nenhum país grande e relevante - entre os quais citou China, Índia, Rússia, Turquia e Arábia Saudita - libera unilateralmente a entrada de viajantes de países que exijam vistos de seus cidadãos. Em todos os acordos de isenção de vistos que o Brasil mantém com outros países, a aplicação da medida é recíproca. Segundo o Ministério do Turismo, o país mantém mais de 90 acordos do tipo. Para o diplomata, se liberar a exigência, o Brasil perderá para sempre "um mínimo poder de barganha" que tem para negociar a isenção de vistos para brasileiros nesses países. O Itamaraty questiona ainda as vantagens econômicas da proposta com base em dados da Polícia Federal sobre a entrada de estrangeiros nos quase quatro meses em que vigorou a isenção. Os dados mostram que, ainda que o número de visitantes australianos e canadenses tenha aumentado em relação ao mesmo período do ano anterior, o número de turistas americanos e japoneses caiu. Houve 208 mil visitas de americanos durante a isenção e 213,3 mil no mesmo período de 2015. Questionado sobre o tema, o ministro do Turismo disse discordar do argumento e citou dados de outra pesquisa, feita por sua pasta durante a isenção. Segundo o levantamento, 74% dos viajantes dos quatro países que entraram no Brasil naquele período se valeram da isenção, e 85% disseram que a extensão da dispensa facilitaria sua volta ao Brasil.

CONHEÇA O AIRSELFIE, UM MINI DRONE FEITO PARA TIRAR SELFIES
O AirSelfie é um drone minúsculo que foi projetado exclusivamente para tirar selfies. A ideia foi desenvolver uma câmera que voa e que, com ela, fosse possível captar ângulos maiores e englobar mais pessoas nas imagens. O dispositivo funciona de forma autônoma e pode ser carregado para qualquer lugar, já que cabe no bolso. A câmera do AirSelfie tem 5 megapixels e o drone é controlado por um aplicativo desenvolvido para ele, ou seja, o controle é feito a partir de smartphones. Esse aplicativo permite controlar o dispositivo em três modos distintos, com várias angulações diferentes. Após fotografar, as imagens podem ser armazenadas nos 4GB do próprio AirSelfie ou podem ser enviadas para os celulares via conexão Wi-Fi. O drone é revestido de alumínio e pesa incríveis 52 gramas. A bateria dele tem autonomia de três minutos e leva 30 minutos para carregar, mas o dispositivo conta com um power bank que pode ser comprado a parte e eleva a autonomia para uma hora de duração. O dispositivo é compatível com os smartphones: iPhone 6, iPhone 6 Plus, iPhone 6S, iPhone 6S Plus, iPhone 7, iPhone 7 Plus, Google Pixel e Samsung Galaxy S7 Edge. Aplicativo do TechTudo: receba as melhores dicas e últimas notícias no seu celular. O gadget bateu sua meta no Kickstarter e já está disponível para pré venda. Ele custa U$ 260, R$ 806 em conversão direta e sem impostos. A fabricante garante que o AirSelfie vai começar a ser enviado em maio deste ano. 

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