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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

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'RECESSÃO JÁ TERMINOU', MAS BRASIL AINDA SENTE CONSEQUÊNCIAS, DIZ MEIRELLES
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que a recessão no Brasil já terminou. Entretanto, o país ainda sente as consequências geradas pela crise econômica que, segundo ele, é a “maior da história”. “O Brasil hoje já está crescendo. Isso é muito importante porque todos nós passamos por um momento muito difícil quando o Brasil enfrentou a maior recessão de sua história. Mas a mensagem aqui importante é que essa recessão já terminou. Vivemos ainda as consequências dela em muitos aspectos. Ela foi longa, difícil, dura, gerou esse número de desempregados, mas o Brasil já começou a crescer”, disse Meirelles. A declaração foi dada durante uma reunião no Palácio do Planalto com a presença do presidente Michel Temer, ministros e parlamentares, para discutir a proposta de reforma da Previdência enviada pelo governo ao Congresso Nacional. Na semana passada, o Banco Central divulgou que o seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), aponta que a economia brasileira encolheu 4,34% em 2016. O resultado oficial do PIB só será divulgado em 7 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
ROTA DE CRESCIMENTO
De acordo com Meirelles, o Brasil não só voltou a crescer, mas também entrou em uma rota de crescimento sustentável no longo prazo. Como argumento, citou que a confiança dos empresários e consumidores está se recuperando, o que não acontecia desde 2011, disse. Meirelles falou ainda que o Brasil vai sair do “padrão” de ter uma crise econômica de “tempos em tempos”, o que tem gerado insegurança em investidores e na própria população, para ter “períodos prolongados de crescimento". “Começando a crescer devagar, mas é um crescimento que vai subindo ao longo do ano e cada vez vamos ter um crescimento que vai se acelerando”, acrescentou. Em seguida, ele defendeu propostas do governo Temer, como a limitação do teto de gastos públicos e a reforma da Previdência.

COMO CIENTISTAS ESPERAM QUE SUPERTELESCÓPIO CAPTE A PRIMEIRA IMAGEM DE UM BURACO NEGRO
Cientistas acreditam estar prestes a obter a primeira imagem de um buraco negro. Eles construíram um "telescópio virtual" do tamanho da Terra ao ligar transmissores de rádio a partir de Boston, nos Estados Unidos, para pontos no Polo Sul, no Havaí, nas Américas e na Europa. Há um grande otimismo de que as observações, a serem conduzidas entre 5 e 14 de abril, possam finalmente revelar a tão aguardada imagem. Na mira do chamado "Event Horizon Telescope" (Telescópio de Horizonte de Eventos ou EHT) estará o monstruoso buraco negro no centro da nossa galáxia. O objeto, catalogado como Sagittarius A*, nunca foi diretamente observado. Mas acredita-se na sua existência devido ao movimento de estrelas próximas. Elas se movimentam em torno de um ponto no espaço a uma velocidade de milhares de quilômetros por segundo, sugerindo que o buraco tenha uma massa quatro milhões de vezes a do Sol.
'HORIZONTE DE EVENTOS'
Porém, por mais gigante que pareça ser, o "horizonte de eventos" - ou a "borda" do buraco onde a força gravitacional é tão forte que nem a luz consegue escapar - não deve ter mais que 20 milhões de quilômetros de diâmetro. A uma distância de 26 mil anos-luz da Terra, o Sagittarius A* é apenas um minúsculo ponto no céu. A equipe do EHT está, mesmo assim, bastante otimista. "Há uma grande emoção", disse o diretor do projeto Sheperd Doeleman, do Centro para Astrofísica de Harvard-Smithsonian, em Cambridge, Massachusetts. "Estamos trabalhando no telescópio virtual há quase duas décadas, e em abril vamos fazer as observações que esperamos ser as primeiras a trazer o 'horizonte de eventos' do buraco negro em foco", ele disse à BBC News. O truque do EHT é uma técnica chamada Interferometria de Longa Linha de Base (VLBI na sigla em inglês). Ela combina uma rede bastante ampla de radiotelescópios de vários pontos da Terra criando um telescópio virtual gigante capaz de produzir a resolução necessária para observar o buraco negro distante no espaço. O EHT tem como objetivo inicialmente chegar a uma precisão de 50 microarco-segundos. Segundo a equipe, isto significa que o telescópio conseguiria capturar a imagem de uma laranja na superfície da Lua vista da Terra. Eles ressaltam que ainda haverá anos de intenso trabalho, mas veem pela frente a perspectiva de uma iminente descoberta.
EQUAÇÕES DE EINSTEIN
Os cientistas fazem uma ideia do que esperam ver. Simulações baseadas nas equações de Einstein preveem um anel brilhante no entorno de uma forma escura. A luz seria produzida por partículas de gás e poeira aceleradas em alta velocidade e destruídas pouco antes de desaparecer no buraco. Já a área escura seria a sombra que o buraco lança nesse turbilhão. "Agora, pode ser que vejamos algo diferente", disse Doeleman. "Nunca é uma boa ideia apostar contra Einstein, mas se observarmos algo muito diferente do que esperamos, talvez tenhamos que reavaliar a teoria da gravidade". "Não acredito que isto vá ocorrer, mas qualquer coisa pode acontecer e esta é a beleza disso tudo". Ao longo dos anos, cada vez mais instalações de radioastronomia foram acrescentadas ao projeto. A última instalação estratégica a ser incluída foi o Observatório Alma (ou Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), no Chile. Inaugurada em 2013 no Deserto do Atacama, a estação abriga 66 antenas da sete metros de diâmetro cada. Esta tecnologia aumentou a sensibilidade do EHT em um fator de 10 - uma das razões para o otimismo dos cientistas. Mesmo assim, cientistas tiveram que instalar equipamentos especiais em todos os radiotelescópios envolvidas nas observações. Isto inclui grandes discos rígidos para armazenar volumes gigantescos de dados, e relógios atômicos para registrar tudo isso com precisão.
DISCOS RÍGIDOS DO MIT
Mas antes, os discos rígidos precisam ser transportados para um grande centro de computação no Observatório Haystack, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), localizado próximo a Boston, nos Estados Unidos. "Nossos módulos de disco rígido têm uma capacidade de cerca de 100 laptops padrão", diz Vincent Fish, do observatório. "Temos vários módulos em cada telescópio e temos numerosos telescópios na matriz. Então, no total, estamos falando de algo em torno de 10 mil laptops em quantidade de informação". É num computador complementar de Haystack que toda a informação será reunida. Foram desenvolvidos avançados algoritmos para interpretar dados das observações do EHT e transformá-los em imagens. Mas os resultados não virão rápido. Poderia levar até o final do ano, ou talvez até o início de 2018, para que a equipe divulgue a primeira imagem do buraco negro. Olhando para o futuro, os cientistas já pensam em como estender essas técnicas. Por exemplo, a matéria mais próxima ao "horizonte de eventos" e prestes a desaparecer no Sagittarius A* deveria levar cerca de 30 minutos para completar a órbita. Katie Bouman, do Laboratório de Inteligência Artificial de Computação Científica do MIT, acredita que seria possível capturar esse movimento. "Queremos forçar a fronteira e tentar fazer filmes com essa informação", ela disse à BBC News. "Talvez possamos ver o gás fluindo no entorno do buraco negro. Essa é realmente a próxima etapa do que estamos tentando alcançar com esses algoritmos de geração de imagens."
TEMPO BOM É NECESSÁRIO
Mas, antes de tudo, a equipe precisa de tempo bom em abril nas estações participantes. Se houver muito vapor d'água, o EHT vai ter dificuldade de enxergar através da atmosfera da Terra. Conseguir uma imagem do Sagittarius A* seria um triunfo em si, mas o objetivo real é usar a capacidade de imagem para testar aspectos da Teoria da Relatividade. Se existem falhas a serem encontradas nas ideias de Einstein - e os cientistas suspeitam que existam explicações mais complexas para a gravidade esperando a serem descobertas -, é no buraco negro que as limitações devem ser expostas.

EM 5 PONTOS, COMO MANTER SEUS DADOS E NAVEGAÇÃO NA INTERNET À PROVA DE HACKERS
Navegar na internet se incorporou tanto à nossa rotina que a maioria das pessoas fica online antes mesmo de sair da cama. Mas nem tudo é diversão. De 2010 a 2015, houve um aumento de 52% no número de pessoas com até 30 anos que foram vítimas de fraude na web no Reino Unido. Nesse cenário, a comum prática de cobrir a webcam com um papel adesivo, por exemplo, pode não ser suficiente para se proteger. Ficar a salvo dos hackers exige outros métodos. Para descobrir como manter a segurança online, a BBC ouviu dois especialistas: Robert Prichard, que dirige a consultoria Cyber Security Expert, e Jessica Barker, que administra o site cyber.uk, que aconselha de adolescentes ao governo britânico.
1. COMO TER CERTEZA DE QUE NINGUÉM VÊ O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO ONLINE?
Pedir a alguém para mostrar seu histórico de navegação na internet é quase o mesmo que pedir para se despir. Mas não se trata apenas do constrangimento que você pode passar. Sem uma navegação privada adequada, seus dados podem ser coletados para fins lucrativos ou potencialmente fraudulentos. É verdade que a maioria dos browsers tem um modo de navegação privada. No entanto, isso não vai esconder seu histórico do provedor de internet, do seu empregador ou dos sites que você visita, o que te deixa ainda vulnerável. Há opções como a conexão via VPN (rede virtual privada), que vai te redirecionar para outro servidor e criptografar seu tráfego na web. Segundo Prichard, ela vai esconder o que você faz na internet, assim como vai fazer parecer que você está acessando de algum outro lugar do mundo. Mas fique atento: a própria VPN pode gravar o que você está fazendo. Para os profissionais, Barker cita o The Onion Router (Tor), rede mundial anônima para aqueles que não querem ser rastreados, dirigida por milhares de voluntários. Seus dados são redirecionados por meio de vários servidores antes de chegar ao destino final, sendo criptografados várias vezes nesse caminho. Imagine um ladrão correndo pelas ruas, enquanto muda de disfarce durante a fuga. Neste caso, seus dados são o fugitivo. Para se inscrever, você precisa baixar um software que adiciona plug-ins ao seu navegador ou fazer o download do próprio navegador Tor.
2. COMO IMPEDIR QUE ENTREM NOS SEUS PERFIS?
Todo mundo diz para você cadastrar uma senha segura, e ainda assim a senha mais popular de 2015 foi 123456. Mas como fazer para memorizar uma senha com muitos caracteres? Prichard recomenda que você se inscreva em um site gerenciador de senhas, como o LastPass ou o 1U Password Manager. Eles vão criar senhas complexas e lembrá-las para você. A dica dos especialistas para proteger seus logins de redes sociais é habilitar a autenticação em duas etapas. Esse processo adiciona uma camada de segurança ao seu login, exigindo, por exemplo, que você insira um código gerado especialmente para ter acesso ao sistema. Facebook, Twitter e LinkedIn estão entre as redes sociais que oferecem esse serviço. Basta acessar as configurações de segurança da ferramenta que vai aparecer a opção de adicionar uma camada extra de verificação de login. Por último, Barker recomenda se certificar de que seu armazenamento online é seguro. Antes de se inscrever, adicione uma senha aos seus arquivos e verifique se o armazenamento em nuvem é criptografado.
3. O QUE AS PESSOAS PODEM DESCOBRIR SOBRE VOCÊ NA WEB?
Dê um Google em si mesmo. Se encontrar algo meio duvidoso, você pode ocultar os sites de aparecerem no resultado de pesquisas sobre você usando a ferramenta de remover URLs do Google.  Seja qual for a plataforma, verifique o que você quer que as pessoas vejam. Pode parecer óbvio, mas Barker explica que alguns adolescentes chegam a postar até detalhes do cartão de crédito no Twitter. Usar a ferramenta do Facebook para ver como seu perfil aparece para as pessoas e personalizar suas configurações de privacidade são recomendações importantes.  E não se iluda diante da falsa sensação de segurança provocada por redes mais abertas, como o Twitter, Instagram ou Snapchat. A melhor prática é estar ciente de que qualquer um - da sua mãe ao seu chefe - pode ver o que você está postando.
4. QUE DADOS OS APLICATIVOS DE CELULAR CONSEGUEM ACESSAR?
Você provavelmente já concedeu permissões a aplicativos que você nem percebeu... ou desejava. Isso pode significar que o aplicativo é capaz de usar seu microfone, ler seus textos e até mesmo ouvir seus telefonemas. Barker e Prichard lembram que cabe a você decidir o que está disposto a autorizar. Verifique as permissões de cada aplicativo no seu celular e decida se vale a pena. Você vai querer que seu aplicativo de mapa saiba onde você está, mas será que um app de foto realmente precisa desta informação?
5. QUAIS SÃO AS CONSEQUÊNCIAS DE ADERIR ÀS REDES SOCIAIS?
Esteja ciente de quais são os termos e condições de uso de suas contas nas redes sociais. Há diversos termos complicados lá, que basicamente se resumem ao fato de que as plataformas se apropriam dos conteúdos das suas postagens quando são publicados. Sim, incluindo aquelas fotos em que você estava acima do peso depois das férias. Portanto, continue postando, curtindo e compartilhando, mas apenas com um pouco mais de sabedoria.

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