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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

RECEITA FEDERAL AUMENTA FISCALIZAÇÃO NAS EMPRESAS
A Receita Federal vai ampliar em 2017 a fiscalização da contribuição previdenciária paga pelas empresas. Um dos focos serão empresas exportadoras que foram desoneradas. As empresas que têm trabalhadores expostos a riscos do ambiente de trabalho e que pagam uma contribuição maior à Previdência Social também estão no alvo da Receita. No plano anual de fiscalização, que será anunciado nesta semana, as empresas desoneradas da folha de pagamentos serão priorizadas. A Receita identificou indícios de que as companhias exportadoras, que também possuem atividade voltada para o mercado doméstico, estariam "desviando" a folha de trabalhadores para o lado exportador da empresa, desonerado da contribuição.Cerca de 14 mil empresas que optaram falsamente pelo Simples - sistema simplificado de tributação, que permite um pagamento menor da contribuição previdenciária -, já caíram na malha fina da Receita. Elas terão 60 dias para se explicar. Se não o fizerem, serão autuadas a partir de maio. O tamanho da fraude chega a R$ 511 milhões. A multa pode chegar a 225%. Para a Receita, a complexidade do modelo de desoneração da folha criado no País abriu brechas para sonegação. Desde 2016, a Receita montou uma força-tarefa com a elite dos auditores fiscais do País para investigar fraudes tributárias praticadas pelas empresas que foram contempladas pela desoneração da folha de pagamentos - o benefício começou em 2014. Segundo o subsecretário de fiscalização da Receita, Iágaro Jung Martins, a arrecadação da contribuição tem caído depois da desoneração, aumentando o rombo da Previdência. Para o secretário, a fraude das empresas que se declaram do Simples é "primária" diante do sistema de cruzamento da Receita, mas mostra o alcance das fraudes. Essas empresas se declararam como optantes do Simples na Guia de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social (GFIP) e, assim, não apuraram a contribuição patronal de 20%, nem o valor do Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa Decorrente dos Riscos do Ambiente de Trabalho (Gilrat) sobre o valor da folha de salários. O aperto na fiscalização ocorre no momento em que o tamanho das renúncias previdência está no centro das discussões da proposta da reforma da Previdência. Só em 2016, as renúncias eram 30% do déficit da Previdência de R$ 149,7 bilhões. 

O CICLISTA DE 105 ANOS QUE PERCORREU 22 KM EM UMA HORA E DESAFIA A VELHICE
Aos 105 anos, o ciclista amador francês e detentor do recorde mundial Robert Marchand está mais apto aerobicamente falando do que a maioria das pessoas de 50 anos – e parece ficar cada vez mais em forma à medida que envelhece, segundo um novo estudo revelador sobre sua fisiologia. Esse estudo, que apareceu na edição de dezembro do The Journal of Applied Physiology, pode ajudar a reescrever expectativas científicas sobre como nossos corpos envelhecem e o que é possível para qualquer um de nós, sem restrições de idade, em questões atléticas. Muitas pessoas começaram a ouvir falar de Marchand no mês passado quando ele estabeleceu um recorde mundial em uma hora de ciclismo, evento em que alguém pedala a maior distância possível em uma pista coberta por 60 minutos. Marchand percorreu mais de 22,5 quilômetros, estabelecendo um ponto de referência global para pessoas com 105 anos ou mais. Essa classificação precisou ser criada especificamente para acomodá-lo. Até então, ninguém dessa idade havia tentado o feito. Marchand, que nasceu em 1911, possuía o recorde de uma hora para ciclistas com 100 anos ou mais, que estabeleceu em 2012. Foi quando se preparava para a prova que chamou a atenção de Veronique Billat, professora de Ciências do Exercício na Universidade de Evry-Val d'Essonne, na França. Em seu laboratório, Veronique e seus colegas estudam e treinam vários atletas profissionais e amadores. Ela se interessou principalmente pelo programa de exercícios de Marchand e se, alterando o programa, seria possível aumentar sua resistência e sua velocidade.
DÁ PARA ENVELHECER E MELHORAR SUA MARCA?
A sabedoria convencional de ciências do exercício sugere que é muito difícil aumentar a aptidão física aeróbica de maneira significativa depois da meia idade. Em geral, o VO2 máximo (ou volume de oxigênio máximo), uma medida de quão bem nossos corpos usam o oxigênio e o indicador científico de aptidão física mais amplamente aceito, começa a declinar por volta dos 50 anos, mesmo que a pessoa se exercite com frequência. Veronique, no entanto, tinha descoberto que se atletas mais velhos fizessem exercícios intensos, poderiam aumentar seu VO2 máximo. Ela nunca havia, no entanto, tentado esse método em uma pessoa centenária. Mas Marchand foi receptivo. Com apenas pouco mais 1,50 metro de altura e cerca de 52 quilos, ele conta que não se exercitava regularmente enquanto trabalhava como motorista de caminhão, jardineiro, bombeiro e lenhador. Mas desde que se aposentou, começou a andar de bicicleta na maioria dos dias, em pistas cobertas ou nas estradas perto de sua casa em um subúrbio de Paris. Quase todos os seus percursos eram feitos em um ritmo de lazer. Veronique mudou essa rotina. Primeiro, ela e seus colegas levaram Marchand para o laboratório de desempenho humano da universidade. Eles testaram seu VO2 máximo, sua frequência cardíaca e outros aspectos da aptidão cardiorrespiratória. Todos estavam saudáveis e bem acima da média para uma pessoa de sua idade. Marchand também não tomava nenhum remédio. Ele então estabeleceu o recorde mundial para pessoas de 100 anos ou mais, percorrendo 22,5 quilômetros.
NOVO TREINAMENTO
Depois, Veronique fez com que começasse um novo regime de treinamento. Sob esse programa, cerca de 80% de seus exercícios semanais eram feitos em uma intensidade fácil, o equivalente a 12 ou menos em uma escala de um a 20 em que 20 é o exercício quase insuportavelmente extenuante, segundo o julgamento de Marchand. Ele não usou um monitor de frequência cardíaca. Os outros 20% de seus exercícios eram desempenhados em uma intensidade difícil de 15 ou mais na mesma escala. Para esses, ele foi instruído a aumentar a frequência de suas pedaladas para entre 70 e 90 voltas por minuto, comparado com 60 durante as corridas fáceis (um computador de ciclismo forneceu a informação). As corridas raramente duravam mais de uma hora. Marchand seguiu esse programa por dois anos. Então, tentou melhorar seu próprio recorde mundial de uma hora. Primeiro, porém, Veronique e seus colegas mediram novamente todos os marcadores fisiológicos que haviam testado dois anos antes. Eles descobriram que o VO2 máximo de Marchand estava cerca de 13% mais alto do que antes,comparável com a capacidade aeróbica de uma pessoa saudável de 50 anos na média. Ele também melhorou seu poder de pedalada, aumentando essa medida em quase 40%. Não foi surpresa, portanto, que seu desempenho no ciclismo também tenha melhorado consideravelmente. Durante sua tentativa de estabelecer o recorde mundial, pedalou por pouco mais de 27 quilômetros, cinco a mais do que havia percorrido durante seu primeiro recorde. Na época, ele estava com 103 anos. Esses dados sugerem fortemente que "podemos melhorar nosso VO2 máximo e nosso desempenho em qualquer idade", afirma Veronique.
É GENÉTICO?
Há algumas questões, no entanto. Marchand pode ser sui generis, com uma constelação de genes vencedora que lhe permite viver além dos 100 anos sem debilidades e responder muito bem ao treinamento. Por isso, seu sucesso não pode nos dizer se essa mistura de 80/20 de exercícios fáceis e intensos é necessariamente ideal ou mesmo aconselhável para o resto das pessoas que estão envelhecendo. (Por favor, consulte seu médico antes de começar ou mudar sua rotina de exercícios). O estilo de vida também faz diferença. Marchand é "muito otimista e sociável", explica Veronique, "e tem muitos amigos". Vários estudos sugerem que laços sociais fortes estão ligados a uma vida mais longa. Sua dieta também é simples, iogurtes, sopas, queijo, frango e um copo de vinho tinto no jantar. Mas, para aqueles que esperam envelhecer bem, seu exemplo é inspirador e, segundo Veronique, ainda está incompleto. Desapontado com o recorde que estabeleceu no mês passado, ele acredita que pode melhorar a distância, conta ela, e deve tentar de novo, talvez quando estiver com 106 anos.

INVENTARAM UMA PELÍCULA QUE DEIXA A TELA DO CELULAR INDESTRUTÍVEL
Quem nunca sofreu com vidros completamente destruídos depois de uma pequena queda do celular? Até riscos e rachaduras costumam ser um transtorno, e qualquer reparo na tela costuma custar uma fortuna. Pensando nisso, a empresa alemã ProtectPax lançou nesta semana numa plataforma de financiamento coletivo uma película que promete ser imbatível na proteção das nossas telas –de celular, claro, mas também de tablets, computadores, câmeras fotográficas e até óculos e relógios. O sucesso foi instantâneo, e a ideia arrecadou já nos primeiros dias muito mais do que o necessário para viabilizar o projeto. A película, que custa U$ 17 (pacote com duas), é feita de nanopartículas de dióxido de titânio, que aumentam a muito resistência. Muito mesmo: nos testes, o vidro sobrevive impecavelmente a marteladas, riscos de canivete e arremessos no asfalto. Você passa o líquido na tela e, depois que seca, ele preenche o todo o vidro no nível microscópio, criando uma proteção invisível a olho nu. A empresa diz que a dureza do material equivale à da safira ou do rubi. A película também dificulta que líquidos entrem na parte eletrônica dos aparelhos e melhora as funções touchscreen. Outra função interessante é a proteção antibacteriana, ativada quando a tela é exposta a radiações UV. Se realmente funciona, ainda não sabemos. Mas não precisa muito para ser bem melhor do que as telas e películas que temos hoje, não é? 

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