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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

GOVERNO QUER QUADRUPLICAR ARRECADAÇÃO DA PREVIDÊNCIA DOS TRABALHADORES RURAIS
Para tentar diminuir o tamanho do rombo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o governo pretende nos próximos anos aumentar em quatro vezes a arrecadação da previdência que atende aos trabalhadores rurais, informou o secretário de Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano. Em dezembro, ao divulgar a proposta de reforma da Previdência, o governo Michel Temer anunciou que uma das mudanças previstas é que os trabalhadores rurais passem a ser obrigados a contribuir para o INSS, como condição para conseguir a aposentadoria. Entretanto, apesar do objetivo de aumentar a arrecadação, a alíquota ainda não foi informada. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2013 havia 13,5 milhões de brasileiros com mais de 15 anos de idade trabalhando no campo. Desses, 1,6 milhão tinham carteira assinada. Os outros não tinham carteira assinada ou trabalhavam por contra própria ou então eram empregadores. Hoje os trabalhadores rurais não precisam contribuir com o INSS para conseguir a aposentadoria. As exigências são ter 60 anos, se homem, ou 55 anos, se mulher, e comprovar 15 anos de trabalho no campo. No ano passado, 9,4 milhões de trabalhadores receberam aposentadoria rural. "A gente está imaginando algo, não é bem algo para criar uma arrecadação, é mais para criar um vínculo contributivo", disse Caetano, sobre a proposta do governo Temer. "A gente deve aumentar [a arrecadação da previdência rural], mas mais lá para a frente vai bater em 0,5% do PIB", declarou o secretário. Esse 0,5% do Produto Interno Bruto equivale a quatro vezes a receita da previdência rural em 2015, que foi de 0,12% do PIB, ou R$ 7,1 bilhões. De acordo com ele, a alíquota que os trabalhadores rurais serão obrigados a pagar, caso a proposta de reforma da Previdência seja aprovada pelo Congresso, será "favorecida", ou seja, deve ser mais baixa que a dos demais trabalhadores.
URBANOS E RURAIS
O Regime Geral de Previdência Social (RPGS) atende aos trabalhadores do setor privado e é dividido em duas grandes categorias: urbana e rural. As regras de aposentadoria para os dois grupos são diferentes. Entre 2009 e 2015, a arrecadação da previdência urbana foi maior do que as despesas com o pagamento das aposentadorias dos trabalhadores dessa categoria. Entretanto, o resultado do RGPS como um todo foi negativo porque, na previdência rural, a arrecadação sempre foi muito inferior às despesas. De acordo com dados oficiais, em 2015 o valor arrecadado com a contribuição dos trabalhadores rurais representou 2% da receita total do INSS, enquanto os gastos com o pagamento das aposentadorias a essa categoria foram equivalentes a 22,5% do total. O déficit do INSS, portanto, está ligado principalmente à aposentadoria rural. Em 2015, o sistema rural registrou déficit (despesas maiores que receitas) de R$ 91 bilhões, enquanto o urbano teve um superávit (receitas maiores que despesas) de R$ 5 bilhões. Em 2016, porém, tanto a Previdência urbana quanto a rural tiveram rombo. Para criar a contribuição que pretende exigir dos trabalhadores rurais, o governo terá que enviar um projeto de lei ao Congresso, depois que a reforma da Previdência for aprovada. Além disso, a reforma proposta pelo governo quer obrigar que todos os trabalhadores, rurais ou urbanos, e tanto homens quanto mulheres, se aposentem apenas a partir dos 65 anos.
CONTAG CRITICA PROPOSTA
O secretário de Políticas Sociais da Contag (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura), José Wilson Gonçalves, avaliou que exigir contribuição individualizada e mensal dos agricultores e agricultoras familiares para fins de proteção previdenciária significa excluir milhões desses trabalhadores do acesso à aposentadoria. "É um desrespeito", disse Gonçalves. "O governo esquece que a renda do agricultor familiar depende das condições climáticas e do resultado da colheita da sua produção, muitas vezes sazonal ou anual, não dispondo de renda mensal para contribuir com o sistema nos termos da proposta apresentada", completou. A Contag criticou ainda a proposta do governo de elevar a idade mínima do trabalhador rural para 65 anos. De acordo com a entidade, a medida "desrespeita as diferenças do trabalho rural, inclusive a expectativa de vida, a idade de ingresso à atividade profissional, a penosidade, o esforço, entre outros aspectos". O consultor da Câmara dos Deputados Leonardo Rolim apontou que a sonegação é hoje muito grande no campo e que pessoas que não são de fato trabalhadores rurais também buscam esse benefício para se beneficiarem da falta de obrigatoriedade da contribuição. Para ele, ao instituir uma contribuição obrigatória o governo "visa mais acabar com a fraude do que propriamente fazer uma cobrança que venha a onerar excessivamente o trabalhador rural". Consultor Leonardo Rolim fala sobre contribuição previdenciária dos trabalhadores rurais
CONTAS NO VERMELHO
Mesmo tornando mais rígidas as regras para que os brasileiros tenham direito à aposentadoria, o governo estima que o INSS continuará apresentando rombo nos próximos anos. De acordo com o secretário Marcelo Caetano, a ideia do governo, com a reforma da Previdência, é estabilizar os gastos com benefícios em 8% do Produto Interno Bruto (PIB) , mesmo patamar registrado em 2016. A proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2017, por sua vez, estima que as receitas previdenciárias, sem a reforma da Previdência Social, ficariam estáveis em cerca de 6% do PIB até 2060. Com a reforma, afirmou Caetano, a arrecadação deve subir em 0,6 ponto percentual do PIB. Desse aumento de 0,6 ponto percentual, 0,5 ponto percentual viria da contribuição dos trabalhadores rurais. O outro 0,1 ponto percentual do PIB viria do fim da desoneração das exportações, medida que também foi proposta pelo governo na reforma da Previdência. Segundo Caetano, depois de 2040, e até 2060, o rombo do INSS pode subir um pouco mais, voltando a ficar ao redor de 2% do PIB - patamar que foi registrado em 2016, quando atingiu cerca de R$ 150 bilhões. Isso se deve, disse ele, à expectativa de envelhecimento da população.

CIENTISTAS ENCONTRAM VIDA 'ADORMECIDA' HÁ MAIS DE 10 MIL ANOS EM CAVERNA DE CRISTAL
Trata-se de uma descoberta extraordinária ocorrida em um lugar incrível. Cientistas extraíram e reviveram micróbios que estavam "adormecidos" havia milhares de anos dentro dos famosos cristais gigantes das cavernas da montanha de Naica, no México. Acredita-se que esses organismos ficaram encapsulados nas impressionantes formações de gipsita (pedra de gesso) por um período que pode variar entre 10 mil e 50 mil anos. Para os pesquisadores, essa é mais uma demonstração do poder da vida em se adaptar e sobreviver mesmo nos ambientes mais hostis. "Outras pessoas já haviam afirmado ter encontrado organismos muito antigos ainda vivos, mas neste caso todas essas criaturas são excepcionais - elas não são parentes próximas de nada que esteja nos bancos de dados genéticos conhecidos", afirmou Penelope Boston, uma das cientistas responsáveis pelo achado. Nova diretora do Instituto de Astrobiologia da Nasa, a agência espacial americana, em Moffett Field, na Califórnia, ela descreveu a descoberta no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês).
GRAÇAS À IMPERFEIÇÃO
Encontradas um século atrás por mineiros que procuravam por prata e outros metais valiosos, as profundas cavernas de Naica são o lugar ideal para o trabalho de cientistas interessados em estudar os extremófilos - organismos que conseguem viver em condições praticamente impossíveis. O ambiente é bastante quente - as temperaturas variam entre 40°C e 60°C -, úmido e ácido. Como não há luz, todas as formas de vida existentes ali sobrevivem por meio da quimiossíntese, processo pelo qual extraem a energia de que precisam da oxidação dos minerais. Pesquisadores já haviam identificado micróbios vivendo nas paredes das cavernas - a surpresa foi extrair exemplares de dentro dos cristais gigantes. Isso foi possível porque essas formações pontiagudas de gipsita, que levaram milhões de anos para chegar ao tamanho atual, não são perfeitas. Há defeitos em algumas partes, vazios nos quais fluidos acabaram encapsulados. Utilizando ferramentas esterilizadas, Boston e seus colegas abriram alguns desses espaços e retiraram amostras de seu conteúdo. O mais surpreendente é que os cientistas não só detectaram a presença de bactérias e arqueas, mas também conseguiram reanimá-las em laboratório. A descoberta, porém, levantou uma questão: será que esses organismos não poderiam ser simplesmente resultado de contaminação ou terem sido introduzidos acidentalmente pela equipe de pesquisadores ou por mineiros?
A DIRETORA DA NASA GARANTE QUE NÃO
Cientistas já haviam anunciado anteriormente ter revivido criaturas que acreditavam estar dormentes havia milhões de anos, retiradas de cristais de sal ou gelo. Embora todos esses achados sejam controversos, Boston diz que, diante de tudo que viu em Naica e em outros ambientes semelhantes, está inclinada a aceitá-los. O que dá a ela confiança sobre a importância das cavernas mexicanas é a grande diversidade de vida existente ali. "Outros grupos têm mostrado que há muitos vírus nessas cavernas, e o que eles dizem para mim é que essas comunidades microbiais são completamente desenvolvidas e têm uma carga viral, assim como qualquer outra. Esse é outro aspecto que vai contra a ideia de uma contaminação acidental", afirmou a repórteres.
VIDA FORA DA TERRA
A astrobiologista da Nasa está claramente interessada na relevância desses achados para a busca por vida fora da Terra. "O elo astrobiológico é óbvio. Qualquer sistema extremófilo que estejamos estudando nos permite ir além no conhecimento sobre a vida na Terra, e nós incluímos isso no rol de possibilidades que podemos aplicar em diferentes configurações planetárias". Para muitos cientistas, se houver vida em outro lugar do Sistema Solar, é provável que ela esteja no subterrâneo, sobrevivendo da quimiossíntese, assim como os micróbios das cavernas de Naica. Boston afirmou que seu time estava prestes a submeter um artigo sobre o achado a uma relevante publicação científica. Em sua conversa com repórteres, ela lamentou o fato de o complexo de cristal ter ficado inundado após a recente interrupção dos trabalhos de mineração, o que impede um novo acesso. "É lindo de chorar lá embaixo. Escrevi vários poemas sobre isso."

COMO A REALIDADE VIRTUAL PODE AJUDAR CIENTISTAS A 'VIAJAR' POR DENTRO DE TUMOR E TRATAR CÂNCER
Cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, receberam 20 milhões de libras (R$ 80 milhões) para desenvolver pelos próximos seis anos um projeto que pode ser capaz de mudar a forma como médicos lidam com câncer. Eles criaram um mapa digital em 3D que permite usar a realidade virtual de forma inédita para reconstituir e estudar tumores reais.

A princípio, os pesquisadores se concentrarão em aplicar a tecnologia ao câncer de mama. Os recursos foram concedidos pela ONG Cancer Research UK, que seleciona anualmente pesquisas na área para investir. Os cientistas acreditam que o software permitirá obter uma compreensão mais detalhada de como o câncer funciona no nível celular. Isso pode levar a progressos na forma como a doença é diagnosticada e tratada. Ao mesmo tempo, poderá dar aos pacientes uma melhor compreensão de sua condição. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o câncer é a segunda doença mais mortal em todo o mundo. Em 2015, de acordo com os dados mais recentes, 8,8 milhões de pessoas morreram por causa de tumores, o que representa uma em cada seis mortes registradas naquele ano. Os principais tipos de câncer responsáveis por esse índice são os de pulmão, fígado, colorretal, estômago e mama.

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