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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

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SETOR DE SERVIÇOS ENCOLHE 5% EM 2016, PIOR RESULTADO EM 5 ANOS, DIZ IBGE 
O setor de serviços no Brasil encolheu 5% no ano passado. Foi o pior resultado para um ano desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2012, e a segunda queda seguida. Em 2015, o setor registrou queda de 3,6%. Em dezembro, as empresas de serviços faturaram 0,6% em relação a novembro e tiveram queda de 5,7% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, descontando o efeito da inflação. Foi o pior resultado para o mês de dezembro nessa comparação em cinco anos. Os dados foram divulgados na quarta-feira (15) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O setor inclui, por exemplo, salões de beleza, imobiliárias, oficinas mecânicas, escritórios de advocacia, agências de turismo, companhias aéreas e hotéis, entre outros.  O setor de serviços, que já foi um ponto de destaque na economia brasileira, perdeu força com o aumento do desemprego e a queda de renda do trabalhador, em meio à maior recessão em décadas enfrentada pelo país. "Não dá para dizer que o setor de serviços entrou numa fase de recuperação. Outubro foi muito ruim e dezembro ficou longe de um bom resultado", afirmou o coordenador da pesquisa no IBGE Roberto Saldanha.
TRANSPORTES PESAM
Segundo o IBGE, o segmento de transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio acumulou a maior queda no ano (-7,6%), com destaque para o transporte terrestre (-10,4%), influenciado diretamente pelo resultado fraco da indústria brasileira no ano passado devido à forte dependência do transporte de cargas. "Para o setor de serviços reagir precisa que o setor industrial retome seu crescimento contínuo e que haja a retomada de investimentos que implicam na contratação de empresas e consultorias", afirmou Saldanha.

ACADEMIAS DE CIÊNCIAS E DE MEDICINA DOS EUA ADMITEM EDIÇÃO GENÉTICA DE EMBRIÕES HUMANOS NO FUTURO
Um relatório da Academia Nacional de Ciências e da Academia Nacional de Medicina dos Estados Unidos afirma que, no futuro, a edição do DNA de gametas (espermatozoides e óvulos) ou embriões humanos poderá ocorrer, mas propõe restrições para isso de acordo com as condições do paciente. A manipulação genética hereditária (que passa entre as gerações) deve ser permitida apenas em casos de condições sérias e com supervisão rigorosa. No caso de mudanças não hereditárias, as academias defendem que a edição ocorra exclusivamente para tratamento e prevenção de deficiências. Alguns cientistas defendem que o método possa ser usado para manipular características como a cor dos olhos, cabelos ou pele de um bebê, por exemplo. O relatório se posiciona de forma contrária. As academias defendem seis critérios que devem ser cumpridos para que seja permitida a edição genética de seres humanos:
1. A ausência de outras alternativas razoáveis;
2. Restringir a edição de genes que possa causar uma doença ou condição grave;
3. Existência de dados pré-clínicos e/ou clínicos críveis sobre riscos e potenciais benefícios para a saúde;
4. Supervisão contínua e rigorosa durante os ensaios clínicos;
5. Planos abrangentes para o acompanhamento da geração atual e das seguintes a longo prazo;
6. Reavaliação contínua dos benefícios e riscos para a saúde e a sociedade.
A recomendação ocorre depois da descoberta de uma nova e revolucionária técnica de edição genética: o Crispr. Após cientistas conseguirem aprimorá-la para uso prático em 2012, em 2015 sua popularidade explodiu e seus usos são incontáveis. Já foi usado para alterar o genoma de embriões humanos, criar cães extramusculosos, porcos que não contraem viroses, amendoins antialérgicos e trigo resistente a pragas. O mecanismo consegue "recortar" o código genético de forma precisa e sem um custo financeiro alto - até então, a edição do DNA ocorria de forma cara e demorada. Recentemente, um grupo de pesquisadores chineses chegou a injetar células editadas por meio de Crispr em um paciente com câncer de pulmão. Reconhecendo que a técnica está sendo usada em experimentos no mundo todo, as academias nomearam um comitê para examinar os problemas científicos, éticos e governamentais que envolvem a edição do DNA humano. "A edição do genoma humano é uma grande promessa para a compreensão, tratamento ou prevenção de muitas doenças genéticas devastadoras", disse Alta Charo, co-presidente do comitê. "No entanto, a edição do genoma para aprimorar características ou habilidades além da saúde comum levanta preocupações sobre se os benefícios podem compensar os riscos e sobre como tal justiça será disponibilizada apenas para algumas pessoas", completou. O documento foi revisado e comentado por especialistas de 11 universidades dos EUA. A revisão foi supervisionada por Harvey Fineberg, da Fundação Moore, e Jonathan Moreno, da Universidade da Pensilvânia.

UBER VAI EXIGIR CADASTRO DE CPF PARA PAGAMENTOS EM DINHEIRO
Uber vai exigir que passageiros que pagam em dinheiro informem o número do CPF e a data de nascimento antes de pedir corrida pelo aplicativo. Essa é uma medida de segurança adotada pela empresa de tecnologia frente aos assaltos contra motoristas desde que a plataforma começou a aceitar pagamentos em dinheiro.  Segundo a Uber, o número do documento informado pelo passageiro será verificado em um banco de dados. A medida deverá entrar em funcionamento em São Paulo nos próximos dias e poderá ser estendida a outras capitais.  Os motoristas que trabalham com a Uber já receberam e-mail com explicações. Outras medidas de segurança serão criadas e divulgadas posteriormente. A empresa diz que já existe um sistema de identificação de comportamentos suspeitos do solicitante, mas não informa como funciona para não comprometer sua operação.

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