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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

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CONTAS DO GOVERNO TÊM ROMBO DE R$ 154,2 BILHÕES EM 2016, O MAIOR EM 20 ANOS
Com a persistência do cenário de recessão na economia brasileira e a queda na arrecadação federal, as contas do governo tiveram forte piora em 2016 e registraram um rombo recorde de R$ 154,25 bilhões, o equivalente a 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB). As informações foram divulgadas pela Secretaria do Tesouro Nacional na segunda-feira (30). Isso significa que as despesas do governo federal no ano passado superaram as receitas (impostos e tributos) em R$ 154,25 bilhões. Apesar de ter sido o terceiro resultado negativo seguido e o maior em 20 anos (a série histórica do Tesouro começa em 1997), o déficit de 2016 ficou abaixo da meta do governo para o ano, que era de um rombo de até R$ 170,5 bilhões. Em 2015, as contas do governo já tinham apresentado resultado ruim, com um déficit primário de R$ 114,9 bilhões. Em 2014, o rombo somou R$ 17,21 bilhões. Os valores não incluem os gastos do governo com o pagamento dos juros da dívida pública.
META FISCAL CUMPRIDA
Apesar de alto, o resultado negativo está compatível com a meta fiscal proposta pela equipe econômica do presidente Michel Temer em maio deste ano, posteriormente aprovada pelo Congresso Nacional, que é de um déficit fiscal de até R$ 170,5 bilhões em 2016. Portanto, mesmo com o déficit recorde, a meta fiscal de 2016 foi formalmente cumprida pela equipe econômica. "É muito importante esse momento em que anunciamos o cumprimento da meta do Governo Central de 2016. O resultado foi melhor do que o previsto, pois realizamos um déficit menor do que a meta", disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Ele está em São Paulo nesta segunda e gavou a mensagem em vídeo, que foi divulgado pelo ministério. "O teto de gastos agora vai permitir ao Brasil voltar gradualmente a produzir superávits primários, gerando a economia necessária para estabilização e redução da dívida federal", completou Meirelles.

REPATRIAÇÃO
O governo recebeu uma ajuda no ano passado para cumprir a meta: a receita extra de R$ 46,8 bilhões da chamada "repatriação", que permitiu a brasileiros regularizarem bens mantidos no exterior e que não estavam declarados à Receita. Para ter direito aos benefícios da repatriação, entre eles deixar de correr o risco de sofrer processo por sonegação, os contribuintes pagaram multa e Imposto de Renda. Os recursos, que ingressaram nos cofres públicos em outubro de 2016, ajudaram a melhorar a arrecadação do governo. De acordo com a secretária do Tesouro Nacional, Ana Paula Vescovi, o governo teria cumprido a meta fiscal do ano passado mesmo sem essa receita extraordinária. “Se não fosse a repatriação, ou se tivesse vindo em valores inveriores, teríamos cumprido a meta porque a programação financeira teria sido outra. Atuamos em função de uma receita que ocorreu. Foi usada como uma receita extraordinária permitindo uma redução mais contundente dos restos a pagar”, afirmou ela. Com o baixo nível de atividade na economia brasileira, a receita total teve queda real (descontada a inflação) de 3,1% no ano passado, para R$ 1,31 trilhão. Sem contar a inflação, houve um aumento nominal de 5,4%. No mesmo período, as despesas públicas totais caíram, em termos reais, 1,2%, para R$ 1,24 trilhão. Em termos nominais, a alta foi de 7,2%.
ROMBO DA PREVIDÊNCIA
A Secretaria do Tesouro Nacional confirmou que o rombo da Previdência Social (sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado) avançou de R$ 85,81 bilhões em 2015 para R$ 149,73 bilhões em 2016,um aumento de 74,5%. Os números já haviam sido divulgados na semana passada pela Secretaria de Previdência. Para 2017, a expectativa do governo é de um novo crescimento no rombo do INSS. A previsão que consta no orçamento já aprovado pelo Congresso Nacional é de um resultado negativo de R$ 181,2 bilhões. Essa conta considera uma estimativa de receitas previdenciárias de R$ 381,1 bilhões e gastos com pagamentos de benefícios e sentenças judiciais de R$ 562,4 bilhões. A equipe econômica do presidente Michel Temer já encaminhou ao Congresso uma proposta de reforma das regras da Previdência Social. Entre as principais mudanças está a criação de idade mínima de aposentadoria de 65 anos, para homens e mulheres. O objetivo do governo é tentar manter a sustentabilidade das contas públicas, diante de um déficit crescente do sistema previdenciário brasileiro.
INVESTIMENTOS SOBEM
No caso dos investimentos, os gastos somaram R$ 64,92 bilhões no ano de 2016, valor que representa uma alta de R$ 9,39 bilhões, ou 17%, frente a 2015 (R$ 55,53 bilhões). O governo informou que utilizou parte das receitas da "repatriação" para diminuir o montante de restos a pagar - obras já contratadas anteriormente. Apesar do aumento dos investimentos no ano passado, o valor ficou abaixo do patamar de 2014 - quando somaram R$ 77,5 bilhões.
DIVIDENDOS, CONCESSÕES E SUBSÍDIOS
Segundo o governo, as receitas com concessões subiram bastante no ano passado e somaram R$ 21,9 bilhões. Em 2015, foram de R$ 5,89 bilhões. O aumento foi de R$ 16 bilhões. Ao mesmo tempo, o governo também recolheu bem menos com dividendos (parcelas do lucro) das empresas estatais no ano passado. De acordo com o Tesouro Nacional, os dividendos somaram R$ 2,84 bilhões em 2016, contra R$ 12 bilhões em 2015 e R$ 18,93 bilhões em 2014. No caso dos subsídios e subvenções, houve forte queda no ano passado. Em 2015, com o pagamento das pedaladas fiscais, somaram R$ 53,5 bilhões, ou 0,9% do PIB, valor que recuou para R$ 23,32 bilhões em 2016, equivalente a 0,4% do PIB. Ainda assim, está acima da média histórica de R$ 7,25 bilhões. Segundo o ministro Henrique Meirelles, o governo conseguiu reduzir em mais de R$ 37,5 bilhões o estoque de restos a pagar da União, o que representou o maior volume dos últimos dez anos

GAIOLAS ELETRÔNICAS SERÃO UTILIZADAS PARA MONITORAR AEDES AEGYPTI EM PE
Em  parceria com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), pesquisadores da Johns Hopkins University (JHU), dos Estados Unidos, vão monitorar o Aedes aegypti com gaiolas eletrônicas instaladas em locais de infestação. A ideia desse projeto de gaiolas interligadas por meio da internet, apresentado em reunião na segunda-feira (30), é conectar armadilhas já existentes a um programa que transmite em tempo real informações como a quantidade de mosquitos nos bairros e quais doenças eles transmitem. Nas armadilhas já existentes, técnicos captam os mosquitos e os levam para laboratório para serem analisados, um processo que dura semanas. Os pesquisadores americanos permanecem no Recife ao longo desta semana para entender a realidade da população. Depois o programa de transmissão de dados, chamado VectorWEB Project, vai passar por adaptações. Em até seis meses, os pesquisadores voltam à capital pernambucana para os primeiros testes das armadilhas online. Na visita desta semana ao estado, os pesquisadores da universidade americana realizam o mapeamento dos possíveis locais onde os equipamentos serão instalados, além de discutir questões de metodologia para realizar o estudo. Segundo a infectologista Sylvia Lemos Hinrichsen, professora da UFPE e coordenadora do projeto financiado pela Usaid-EUA em Pernambuco, o trabalho será feito em três etapas. A primeira fase foi o desenvolvimento do projeto, que vem sendo feito desde 2016. Após o mapeamento da localidade, a expectativa é de que as gaiolas sejam instaladas na metade de 2017, com o desenvolvimento da parte técnica e, posteriormente, o acompanhamento, que dura cerca de um ano, finalizando em 2018. O grupo acredita que a análise da densidade dos vetores contribuirá para a prevenção de doenças relacionadas aos mosquitos, principalmente, o Aedes aegypti. O diagnóstico das ações de controle e monitoramento dos espécimes do Aedes aegypti também serão feitos pela universidade americana. “As gaiolas serão monitoradas diretamente pela Johns Hopkins, pela internet. Ainda serão definidos os locais onde elas vão ser instaladas. Em Pernambuco, uma equipe de quatro pessoas fica responsável pelo projeto, na parceria com a universidade internacional”, explica Sylvia Lemos Hinrichsen.  Também ao longo desta semana no Recife, os cientistas realizam trabalhos de campo, conhecem dependências da UFPE, assim como o Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika). Eles ainda visitam o Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira (Imip) e a Secretaria de Saúde de Pernambuco.

CAMPUS PARTY 2017 APRESENTARÁ O HYPERLOOP, NOVO TRANSPORTE IDEALIZADO POR ELON MUSK
Campus Party 2017 trará ao Brasil no próximo sábado (4) um executivo de uma das principais empresas que trabalham para transformar em realidade um novo tipo de veículo, mais eficiente e mais rápido que um avião. Andres de Leon, chefe de operações da Hyperloop Transportation Technologies (HTT), estará no evento de tecnologia para falar sobre mobilidade urbana e, claro, sobre o novo transporte. Neste ano, o evento de tecnologia, ciência e cultura nerd irá acontecer entre os dias 31 de janeiro e 5 de fevereiro, novamente no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo. Tudo começou em 2012, quando o fundador da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, divulgou seus planos para um veículo autônomo, com consumo eficiente de energia, que atinge velocidades maiores que as de aviões. A ideia é utilizar cápsulas de transporte autônomas que "levitam" magneticamente sobre trilhos dentro de tubos com baixa pressão atmosférica. Ocupado com as empresas de carros elétricos e de transporte espacial, ele publicou toda a sua pesquisa na esperança de que outras mentes assumissem os esforços para desenvolver a tecnologia. Uma das empresas que aceitaram a missão foi a americana HTT, que reuniu uma equipe de cientistas e pesquisadores através de um projeto de financiamento coletivo. Recentemente, a empresa anunciou uma parceria com o governo esloveno para estudar a viabilidade de uma rota entre Viena, na Áustria, Bratislava, na Eslováquia, e Budapeste, na Hungria.
Campus Party 2017
Quando: de 31 de janeiro a 5 de fevereiro de 2017
Onde: Pavilhão de Exposições Anhembi - Avenida Olavo Fontoura, 1209, São Paulo, SP
Entradas: R$ 240 (clique aqui) 

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