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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

TEXTO DO BLOG

NO OUTRO LADO DO VÉU
por Luiz Soares da América do Sul *

“Ninguém poderá julgar-me, nem mesmo tu”. Uma canção, uma letra, uma verdade, que muito bem pode nos orientar, no momento em que devemos saber que somos sim, dualistas de carteirinha. Estamos cá; mas os olhares e as lembranças sinceras e fieis, permanecem no lado de lá.
A consciência da dualidade pode nos ajudar a nos sentirmos dispostos e prontos a viver uma nova vida, que começa a nos apresentar. De começo devemos perder não somente o medo da vida, como também o da morte. Mesmo sozinhos, começamos a sentir uma serenidade repentina ao percebermos o presente eterno se manifestar.
É preciso considerar que a verdadeira felicidade se encontra no presente e não no futuro. Passamos a nos respeitar, nos valorizar, pois na essência, a felicidade é a própria gratidão em ação, por isso mesmo não pode existir num futuro que sequer existe, mas e tão somente no presente dinâmico, dentro do agora.
A realidade nos faz compreender que as coisas materiais têm preço e coisas imateriais como as amizades verdadeiras e o amor, tem valor. Em assim sendo, nos voltemos à valorizar cada dia mais encontros com as pessoas que gozam da nossa estima, ao invés de nos mantermos isolados ou supostamente protegidos atrás de uma tela de computador ou celular.
Enquanto muitos procuram carreiras sólidas e muito dinheiro para se sentirem seguros e protegidos no futuro, estão percebendo que nada é capaz de trazer uma verdadeira sensação de segurança que as coisas simples da vida, como a saúde física e mental e a confiança que tudo está certo mesmo parecendo não estar.
Fatos são as verdades inatas que nos caracterizam, portanto devemos nos conscientizar de que precisamos transmutar totalmente a ideia do sobreviver desesperadamente pela ideia do viver intensamente. É preciso admitir que cada vez mais os seres de Luz se aproximam e nos amparam de modo, individual e dentro do contexto familiar. Surge uma confiança, uma certeza que emana dentro de cada um de nós, capaz de eliminar as ilusões, os dogmas e as enganações, que tanto nos tem aprisionado. 
Somos parte de um Universo Natural e se assim nos convencermos, com certeza tudo se adequara naturalmente em nossas vidas, hoje amanhã e sempre. 
Nesta caminhada devemos perceber que a redenção faz parte do processo de elevação e por isso precisamos nos render e deixar que a natureza comande, pois a duras provas, chegamos à conclusão de que não podemos controlar tudo ao nosso redor e até mesmo dentro de nós.
É bom começar a tentar e seguir as nossas inequívocas certezas, existentes mesmo que, ainda bem lactente, dentro de cada um de nós, numa natureza capaz de nos transformar em indivíduos cônscios de uma verdade que teimamos em nunca admitir – corpo e energia (espirito). Isto nos tornará e nos transformará em pessoas normais, justamente porque não mais iremos nos comportar ao seguir as terríveis forças da normalidade, ao quebramos todos os paradigmas, constantes das antigas normas impostas há tantos séculos.
Por último seria ótimo nos sentimos prontos para assumirmos os nossos incontestáveis propósitos de vida e não temer mais nada e nem ninguém. Não temer nem mesmo o tempo, pois o tempo deve ser considerado um aliado e não um inimigo. 
Você é o ator, você é o mentor, você é o maestro que assumira o comando da sua caminhada. Ser direto e evitar a intermediação são passos sumamente importantes para o momento.

(*) Luiz Soares é Engenheiro Agrônomo, produtor de frutas irrigadas, no município de Baraúna, Rio Grande do Norte, e Professor aposentado da Universidade Federal Rural do Semiárido-UFERSA.  

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