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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

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A PARTIR DO DIA 3 DE ABRIL, CARTÃO DE CRÉDITO SÓ PODE COBRAR ROTATIVO POR 30 DIAS
Para baixar os juros do cartão de crédito, o governo determinou aos bancos que até o dia 3 de abril limitem o uso do rotativo - linha usada pelo cliente que não paga o valor integral da fatura - por 30 dias. Pelas novas regras, os clientes poderão ficar no rotativo, que tem as maiores taxas do mercado, somente até a data da liquidação da próxima fatura. Se a dívida não for paga, ela terá de ser transferida para outra modalidade de crédito, como o parcelado no cartão, que possui custo menor.  A mudança já havia sido anunciada no fim do ano passado pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, como uma das medidas da agenda positiva do governo, para impulsionar a economia. Nesta quinta-feira, 26, com a resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN), foi dado o prazo até 3 de abril para os bancos colocá-la em prática. A negociação sobre para qual linha a dívida do rotativo será transferida ficará a cargo dos bancos. A instituição pode automaticamente passar essa dívida para um crédito parcelado ou se apresentará ao cliente uma nova modalidade, desde que seja mais barata. Atualmente, alguns bancos já oferecem aos clientes a possibilidade de migrar a dívida do rotativo para outras linhas com juros menores. Mas isso não é feito de maneira automática e depende de solicitação do cliente. Agora, depois de 30 dias no rotativo, os bancos têm de transferir o saldo que não foi pago para outra modalidade. “É uma operação de crédito e a decisão é facultada aos bancos”, disse o diretor de Regulação do Banco Central, Otavio Damaso, ao comentar a resolução do CMN. Damaso lembrou que, atualmente, o crédito rotativo tem risco mais elevado que outras modalidades. Segundo ele, a metade da carteira do rotativo hoje são classificados com a letra E ou pior que E. A avaliação de risco vai de A a H, sendo que A é a melhor e H, a pior. “Isso gera requerimento de provisão da ordem de 50%. É um custo para as instituições, que se reflete nos juros”, comentou. No parcelado do cartão, de acordo com Damaso, a provisão para calote é menor, de 5%. Esse risco maior nas operações com o rotativo faz com que, de acordo com o BC, as taxas de juros sejam mais elevadas. Dados divulgados pela instituição mostraram que o rotativo do cartão de crédito fechou 2016 com juros de 484,6% ao ano. Esta é a maior taxa da série histórica do Banco Central, iniciada em março de 2011. Na prática, significa que uma dívida de R$ 1 mil, depois de um ano, chega a cerca de R$ 5,8 mil. Em 2014, antes do início da recessão, a taxa do rotativo era de 331,6% ao ano. No parcelado do cartão de crédito, a taxa de juros estava em 153,8% no fim de 2016. A expectativa do BC é de que, com a migração da dívida do rotativo para uma modalidade parcelada, a previsibilidade dos bancos aumente em relação a fluxo de caixa e, no limite, o risco de inadimplência da operação também caia. Isso pode se refletir nas taxas de juros. “Levar o cliente à inadimplência também é ruim para a instituição financeira”, disse Damaso. “É uma medida importante porque traz um componente de mitigação de risco. E isso será refletido (no juro). Nossa expectativa é que haja redução”. Para a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, a fixação do prazo de uso do rotativo para o máximo de 30 dias, aliada à disponibilidade automática de alternativas de financiamento, permitirá maior controle do consumidor e menor comprometimento da renda mensal. “Proporcionará assim, uma potencial redução da inadimplência e estimulará condições de mercado mais propícias para uma convergência da taxa de juros para patamares compatíveis com aqueles praticados no parcelamento da fatura”, destacou a instituição, em nota. O presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, classificou a mudança no rotativo como uma “contribuição efetiva” do sistema financeiro para ajudar o Brasil a ingressar em um ciclo de crescimento. Para o Itaú Unibanco, a medida do CMN é “benéfica para o setor de cartões e para a economia”. Já o Bradesco afirmou, por meio de nota, que a medida vai estimular a utilização adequada de linhas emergenciais, como o rotativo. “É um avanço que trará eficiência nas relações com os consumidores. ” (COLABOROU ALINE BRONZATI)

CIENTISTAS DESENVOLVEM EMBRIÃO HÍBRIDO DE PORCO E CÉLULAS HUMANAS
Pela primeira vez, cientistas conseguiram desenvolver um embrião que é parte porco, parte humano. O experimento, descrito na quinta-feira, 26, na Revista Cell, consistiu na injeção de células-tronco humanas em um embrião de um porco, implantando-o, em seguida, no útero do animal e permitindo que houvesse o desenvolvimento. Depois de quatro semanas, as células-tronco começaram a se transformar em vários tipos de tecidos, como coração, fígado e neurônios, e uma pequena porção do porco em desenvolvimento era composto por células humanas, relataram a agência Associated Press e o jornal The Washington Post. Foi a primeira demonstração de que um transplante interespécie é possível. Pesquisadores esperam que um dia se possa desenvolver tecidos completos usando a técnica, tornando órgãos desenvolvidos em animais disponíveis para humanos doentes. “Qualquer desenvolvimento de órgãos ainda está bem longe de acontecer”, ponderou Juan Carlos Izpisua Belmonte do Instituto Salk, em La Jolla, no Estado da Califórnia, um dos autores do artigo na Cell. “A pesquisa é um passo muito incipiente em direção ao objetivo”, acrescentou. O estudo mostrado na Revista Cell foi o resultado de quatro anos de trabalho envolvendo 1,5 mil embriões de porcos. Os embriões não eram geneticamente modificados. Porcos são considerados ideais já que os órgãos são quase do mesmo tamanho e atingem o tamanho completo mais rapidamente do que em humanos e outros primatas. “Você vai de uma célula a 100 quilos, um tamanho médio do animal, em nove meses”, disse Pablo Ross, da Universidade da Califórnia. “Penso que é bastante razoável quando se pensa no fato de que a espera média por um transplante de rim é de cerca de três anos”, acrescentou. Izpisua Belmonte disse ainda haver um longo caminho pela frente. A técnica já é alvo de um debate intenso sobre a ética envolvida na introdução de material humano em animais. Desde 2015, o Instituto Nacional de Saúde suspendeu repasses a pesquisas envolvendo a mescla de material humano e animal. O estudo divulgado nesta quinta não contou com financiamento de verbas federais. A mistura já ocorreu anteriormente em experimentos envolvendo ratos. Animais maiores, como porcos, seriam necessários para fazer órgãos de dimensões humanas. A equipe do Instituto Salk está trabalhando no objetivo de desenvolver pâncreas, corações e fígados em porcos. Os animais desenvolveriam os materiais no lugar dos deles próprios e, então, seriam sacrificados para remoção. Injetar células-tronco da pessoa que receberá o transplante, diminuiria o problema da rejeição, disse outro pesquisador do Salk, Jun Wu. Daniel Garry, da Universidade de Minnesota, que não está trabalhando na pesquisa, classificou o estado como “animador passo inicial para o campo de estudo”. Os pesquisadores disseram que planejavam maneiras de focar no desenvolvimento de células humanas para obter tecidos específicos, enquanto se tentava evitar qualquer influência no cérebro, esperma e óvulos dos animais. Isso contemplaria preocupações éticas de que o estudo pudesse acidentalmente levar porcos a ganhar qualidades humanas no cérebro ou desenvolver óvulos e esperma humanos. Não houve nenhum sinal disso no novo estudo. Vardit Ravitsky, pesquisador de Bioética da Escola de Saúde Pública da Universidade de Montreal, disse ao Post que esse e outro estudo publicados nesta semana abrem espaço para mostrar os eventuais benefícios do campo de estudo. “Penso que o ponto desses artigos é algo como provar um princípio, mostrando que os pesquisadores pretendem alcançar com quimeras não humanas talvez seja possível”, disse ao jornal americano. “Quanto mais se consegue mostrar que isso poderá salvar vidas, mais demonstramos que o benefício é real, tangível e provável”, acrescentou. Em um esforço para combater a fila de transplantes no mundo - cerca de 22 pessoas morrem por dia na espera por órgãos - cientistas vem tentando desenvolver órgãos fora do corpo humano. “É aqui que esse tipo de experimento se torna razoável”, disse Izpisua Belmonte. “E se deixarmos que a natureza faça o trabalho para nós? E se simplesmente colocarmos células humanas no embrião e embrião souber o que fazer?”

ATUALIZAÇÃO DO NETFLIX DEIXA BAIXAR VÍDEOS PARA CARTÃO DE MEMÓRIA
Uma boa notícia para quem vive com o celular lotado no armazenamento: a Netflix liberou uma atualização que permite que os vídeos de sua plataforma sejam baixados diretamente para um cartão de memória microSD dentro do telefone. Desde novembro, os usuários do serviço de streaming de vídeo podem fazer download séries e filmes para seus smartphones e assisti-los quando estiverem desconectados. No entanto, até agora os conteúdos só poderiam ser baixados para o disco rígido interno do aparelho, e não para um cartão de memória adicional.  A opção, no entanto, só vale para smartphones e tablets com Android. Para poder utilizar a nova função, é preciso atualizar seu aplicativo pela loja oficial de apps do Android, a PlayStore. 

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