Seja bem vindo ao "Blog do Borjão"

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

DESEMPREGO E ENDIVIDAMENTO DEVEM CONTINUAR A LIMITAR RETOMADA DO CONSUMO NO BRASIL, DIZ FMI
A demanda no Brasil deve seguir pressionada em 2017 pelo alto nível de desemprego e de endividamento das famílias, avaliou na segunda-feira, 23, o diretor para o departamento de Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional (FMI), Alejandro Werner, em uma análise sobre a América Latina. "O Produto Interno Bruto (PIB) continuou a se contrair no terceiro trimestre de 2016 e os indicadores da atividade econômica no fim do ano apontavam para uma demora na recuperação porque os gastos privados continuam fracos", afirma Werner. A previsão do FMI para o Brasil foi rebaixada na semana passada e a estimativa é que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil deve crescer apenas 0,2% este ano, um dos piores desempenhos entre os emergentes. O economista do FMI ressalta que para estimular a economia, o governo brasileiro anunciou recentemente medidas para ajudar as empresas altamente endividadas, além de reformas para reduzir a burocracia e os custos da atividade empresarial. Werner destaca ainda a aprovação da medida que estabelecem um teto para os gastos públicos e a proposta de reforma da previdência enviada ao Congresso. Ao mesmo tempo, enquanto o Planalto tenta arrumar as contas federais, Werner menciona que a situação fiscal de vários Estados é cada vez mais difícil. "Existe a expectativa de que uma nova legislação lance as bases para um ajuste na esfera estadual e para programas de reformas monitorados pelo governo federal", ressalta em sua análise. No lado da política monetária, Werner menciona que a inflação vem caindo rapidamente nos últimos meses e, no fim de 2016, estava abaixo do limite superior da margem de tolerância da meta do Banco Central. Com isso, foi possível acelerar "consideravelmente" o ritmo de corte da Selic na reunião deste mês do Comitê de Política Monetária (Copom). Falando de forma geral sobre a América Latina, Werner alerta sobre a necessidade de os países da região continuarem a usar o espaço de que dispõem para calibrar o ajuste fiscal, uma vez que a expectativa é que os preços das matérias-primas continuem baixos em relação a seus níveis históricos, apesar da alta recente. Outra recomendação é que os governo adotem políticas que facilitem o saneamento dos balanços das empresas, muitas delas com volume importante de passivos em moedas estrangeiras. As taxas de câmbio devem permanecer flexíveis, diz ele, destacando que as condições externas estão cada vez mais voláteis. O FMI volta a recomendar que a região aprofunde as reformas estruturais, como investimentos em infraestrutura, redução da burocracia, reforço da educação, para tentar expandir o crescimento de médio prazo.

PLANTAS QUE TIRAM OS ÓCULOS RAPIDAMENTE
Pela primeira vez, cientistas conseguiram aumentar a eficiência da fotossíntese. Serão mais alimentos produzidos na mesma área. E potencialmente uma menor pressão sobre as florestas. Todos os seres vivos, direta ou indiretamente, são construídos usando a energia que chega à Terra na forma de luz solar. E o processo que capta e utiliza a luz é o que chamamos de fotossíntese. Até os animais, que não fazem fotossíntese, ou constroem seus corpos comendo plantas (zebras) ou comendo os animais que comem as plantas (leões). Alguns, como nós, comem plantas (alface) ou animais que comem plantas. Mas uma coisa é certa: tudo o que é matéria viva é produto da fotossíntese. Ela é tão sofisticada que durante o século 20 os cientistas acreditavam que seria impossível melhorá-la. Agora essa barreira foi quebrada. Vale a pena entender como isso foi possível. Se você já dirigiu em uma estrada com o Sol nos olhos, você sabe como as plantas sofrem. A quantidade de luz é tão grande que somos obrigados a usar óculos escuros. Mas, quando entramos em um túnel, temos de tirar os óculos para enxergar. Ao sair do túnel, colocamos de novo. As plantas têm mecanismo similar. Quando muita luz atinge a folha, esse excesso pode torrar o sistema fotossintético, e as plantas rapidamente ativam uma espécie de óculos escuros, que desvia parte da luz. Ela é dissipada na forma de calor, em vez de ser usada para sintetizar açúcar. Quando a quantidade de luz diminui, esse sistema é desativado. Variações na quantidade de luz que atinge as folhas ocorrem rapidamente e muitas vezes ao dia. São as nuvens que encobrem o Sol, o vento que faz com que uma folha faça sombra sobre as outras e a mudança da posição do Sol em relação à copa das árvores. Quando esse mecanismo foi descoberto, os cientistas observaram que a ativação do mecanismo de proteção (colocar os óculos) ocorre rapidamente para evitar que o mecanismo da fotossíntese seja destruído, mas, quando a quantidade de luz diminui e a planta precisa desativar a proteção (tirar os óculos), isso ocorre muito lentamente. Fazendo algumas contas, os cientistas descobriram que, se a planta fosse capaz de desativar a proteção mais rapidamente, a quantidade de açúcar produzida ao longo do dia poderia aumentar bastante, algo entre 7% e 40%. Foi com base nessa observação que os cientistas decidiram tentar aumentar a velocidade com que a planta desativa a proteção. Para isso, identificaram três genes que codificavam três proteínas envolvidas. E decidiram colocar mais cópias desses genes em uma planta-modelo (no caso, o tabaco). Feita a modificação, observaram que a quantidade dessas proteínas estava mais que dobrada nessas plantas. Usando folhas isoladas, eles mediram quão mais rápido essas plantas desativavam a proteção. Enquanto as normais levavam até 21 segundos para “tirar os óculos”, essas plantas modificadas reagiam em menos de 15 segundos. Quando os cientistas aumentavam e diminuíam a luz sequencialmente, as plantas modificadas, por voltar a fazer fotossíntese mais rapidamente (seis segundos antes em cada ciclo), acabavam por sintetizar 9% mais açúcar. Depois, os cientistas plantaram no campo, lado a lado, as plantas normais e as espertas (rápidas em tirar os óculos). As plantas modificadas cresceram mais rápido e produziram 20% mais biomassa (folhas) que as plantas não modificadas. E mais importante: nenhum efeito colateral foi detectado. Esse resultado demonstra que, ao voltar mais rápido a produzir açúcar quando a luz diminui, as folhas ficam mais eficientes e a fotossíntese, mais produtiva. Como o mecanismo da fotossíntese é praticamente igual em todas as plantas, e esse mecanismo de proteção contra excesso de luz existe em todos os vegetais, os cientistas acreditam que esse método poderá ser aplicado a todos os vegetais de interesse, como milho, soja, cana-de-açúcar e árvores frutíferas. Se isso se concretizar, nos próximos anos vamos produzir mais alimentos em menos área e isso talvez nos ajude a preservar o que resta de florestas e cerrados no país que mais pode produzir alimentos, o Brasil.

CARRO VOADOR SERÁ TESTADO ATÉ FINAL DO ANO, DIZ PRESIDENTE DA AIRBUS
A Airbus planeja testar um protótipo de um carro voador autônomo como forma de evitar o engarrafamento em cidades até o final do ano, disse o diretor-executivo do grupo aeroespacial. A empresa formou no ano passado uma divisão chamada Urban Air Mobility que está explora conceitos como veículo para transportar indivíduos ou um veículo no estilo de helicóptero que pode transportar vários pilotos. O objetivo seria que reservassem veículos usando um aplicativo, semelhante aos sistemas de partilha de automóveis. "Cem anos atrás, o transporte urbano foi subterrâneo, agora temos os meios tecnológicos para ir acima do solo", disse o presidente-executivo da Airbus, Tom Enders, na conferência de tecnologia digital DLD em Munique, acrescentando que ele esperava que o Airbus pudesse fazer voar um veículo de demonstração para transporte de uma pessoa até ao final do ano. "Estamos em fase de experimentação, levamos este desenvolvimento muito a sério", disse ele, acrescentando que a Airbus reconheceu que essas tecnologias teriam de ser limpas para evitar mais poluição nas cidades congestionadas. Ele disse que usar os céus também poderia reduzir os custos para os planejadores de infraestrutura das cidades. "Com o voo, você não precisa colocar bilhões em pontes e estradas concretas," disse. Enders disse que a Airbus, como maior fabricante mundial de helicópteros comerciais, queria investir para aproveitar ao máximo as novas tecnologias, como a condução autônoma e a inteligência artificial, para inaugurar o que significa uma era de carros voadores. 

Nenhum comentário: