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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

RAPIDINHAS DO BLOG...

QUATRO BANCOS CONCENTRAM 72,4% DOS ATIVOS DAS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS
Enquanto o governo discute maneiras de incentivar a queda do juro como impulso à retomada da atividade econômica, números do Banco Central mostram que a concentração bancária no País, com os últimos negócios registrados no setor, continua a crescer. Dados relativos a setembro de 2016 revelam que os quatro maiores bancos no País – Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica Federal e Bradesco – concentram 72,4% dos ativos totais das instituições financeiras comerciais, de acordo com dados do Banco Central. Em 2000, os quatro maiores bancos do Brasil detinham uma participação de 50,4% no total de ativos. Basta lembrar do passado recente para perceber o alcance do processo de reorganização da banca brasileira. Nas ruas, diversas instituições financeiras desapareceram após serem absorvidas. O Unibanco, por exemplo, se juntou ao Itaú. A Nossa Caixa foi incorporada pelo Banco do Brasil, a maior instituição financeira do País em ativos. Recentemente, as placas do HSBC foram substituídas pelas do Bradesco. Há casos ainda mais simbólicos: o antigo Banco América do Sul foi comprado pelo italiano Sudameris, que foi adquirido pelo ABN Amro Real que, por sua vez, foi integrado ao Santander Brasil – hoje o quinto maior banco brasileiro. O resultado desse processo é que os bancos grandes ficaram ainda maiores. Os números do Banco Central mostram que a participação dos quatro maiores bancos brasileiros deu um novo salto com a incorporação do HSBC pelo Bradesco. Com essa operação, a participação dos quatro grandes bancos aumentou quase 5 pontos, já que o porcentual estava em 67,5% em setembro de 2015. A fatia deve crescer novamente em breve, quando o Itaú (segundo maior banco em ativos) absorver oficialmente a operação recém-adquirida do Citibank Brasil (décima maior instituição financeira). O top 4 do sistema financeiro nacional detém 80% do crédito concedido no País. Além disso, esses quatro bancos possuem 75 de cada 100 agências espalhadas pelo País.

O Banco Central reconhece que há “algum nível” de concentração no sistema bancário brasileiro. No mais recente relatório de estabilidade financeira, a instituição cita um índice para medição da concentração bancária internacional, o IHH (Índice Herfindahl-Hirschman), que mostra número “dentro do intervalo considerado como de moderada concentração”. Além dos ativos, o BC também admite que há uma “concentração moderada” nos empréstimos e depósitos do sistema financeiro. Para os consumidores, a concentração de qualquer setor não costuma ser uma boa notícia. Isso porque maior concentração significa que menos agentes detêm uma fatia mais expressiva do mercado. E, quanto menos concorrência houver, maiores são as chances de preços e custos praticados serem parecidos, enquanto ofertas e oportunidades diminuem. “Bancões comprando outros bancos têm ganhos de escala, o que abriria possibilidade para oferecer taxas e tarifas menores aos clientes, mas isso não acontece na prática”, diz Henrique Lian, gerente de políticas públicas da Proteste, associação de defesa do consumidor. “Essa concentração é um perigo para o consumidor, que não tem para onde correr”, complementa. Ele lembra que a concentração no sistema financeiro vai além dos serviços bancários, uma vez que os mesmos grupos oferecem ainda produtos como seguros, previdência privada e cartões de crédito. “Mesmo as medidas do governo para incentivar a concorrência, como a portabilidade de crédito e redução de spreads, têm efeito limitado num setor que não tem um cartel, mas onde poucos atores conseguem estabelecer regras comuns”, afirma. Todos os quatro maiores bancos – Banco do Brasil, Itaú, Caixa Econômica Federal e Bradesco – foram procurados pela reportagem, mas não se pronunciaram. Alegam que o tema é tratado pela Febraban, entidade que os representa.

COLISÃO ENTRE ESTRELAS VAI ILUMINAR O CÉU DA TERRA EM UMA NOITE DE 2022
Não é fácil prever eventos astronômicos em curto prazo de tempo. Mas uma equipe de cientistas dos EUA diz não ter dúvidas de que em cinco anos veremos uma colisão entre estrelas a olho nu, para alegria dos admiradores do céu noturno. Assim, no ano de 2022 (alguns meses antes ou depois), um brilho intenso, maior que o de qualquer outra estrela, poderá ser observado. O clarão será fruto da colisão e fusão de uma estrela binária denominada KIC 9832227 --que está a 1.800 anos-luz da Terra.  Esse sistema binário possui um brilho tênue que não conseguimos enxergar. Mas, no momento do choque, ele ficará 10 mil vezes mais intenso. Será uma nova estrela, visível temporariamente na constelação de Cisne. O par que explodirá é estudado desde 2013 pelos cientistas. Ao longo desse período, a dança da morte entre as duas estrelas foi bastante documentada, permitindo grande certeza nas previsões. Nas pesquisas, os cientistas descobriram que a velocidade de órbita do ponto estava ficando cada vez mais rápida, o que indicava a existência de duas estrelas se aproximando. As estrelas estão tão próximas que já compartilham a mesma atmosfera (mais ou menos como na concepção artística acima). O comportamento da KIC 9832227 remete a outra estrela binária, a V1309 Scorpii, que também tinha uma atmosfera combinada, girava cada vez mais rápido e explodiu inesperadamente em 2008. Ao explodir, o par formará uma "nova vermelha" --fenômeno caracterizado pela fusão de uma estrela binária. Os pesquisadores dizem que continuarão a monitorar a KIC 9832227 para ter certeza sobre o momento do choque, previsto para daqui cinco anos. Até lá, astrônomos amadores também poderão estudar a colisão, medindo a flutuação do brilho da estrela binária, que ocorrerá em frequência cada vez maior. E no momento mais esperado, todos nós poderemos apreciar o show. 

O MICO DA CIBERSEGURANÇA
Na semana passada, ocorreu um episódio revelador no país. Uma conta no Twitter administrada pelo governo federal publicou "casualmente" na internet uma planilha contendo a senha de praticamente todos os canais de comunicação oficiais da Presidência da República na internet. Uma das senhas usadas era a expressão "planaltodotemer2016", que dava acesso à página do Facebook do Planalto. Ao lado dela havia uma instrução grafada em maiúsculas com letras vermelhas: "NÃO TROCAR A SENHA NUNCA". Conte essa história a qualquer especialista em segurança e ela irá se contorcer. Primeiro porque a segurança de uma senha é medida pelo conceito de "entropia". Quanto mais aleatório for cada um de seus caracteres, mais forte ela será. Em outras palavras, a regra geral é que, quanto mais "lembrável" for uma senha, mais insegura ela será (um exemplo de senha minimamente segura seria Zm1,*9/>"wk!; [Z>]>1S&/=2]F). Senhas de órgãos governamentais devem ser administradas de forma profissionalizada. Há diversas estratégias para fazer isso, inclusive adotar "chaveiros criptográficos" de acesso restrito, que trocam a senha automaticamente todos os dias (ou mais de uma vez por dia). Exatamente ao contrário da instrução grifada no documento publicado. O episódio acima é revelador porque demonstra que esse é um tema geopolítico essencial à deriva no país: a cibersegurança. Não é um tema qualquer. Basta acompanhar minimamente o debate político nos EUA para ver que ele está tomado por questões dessa natureza. Na campanha eleitoral, Hillary Clinton teve sua credibilidade abalada justamente por não adotar padrões mínimos de segurança para seus e-mails. Ela usava contas pessoais, em vez de recorrer a contas governamentais, que são monitoradas e protegidas contra espionagem. Mais recentemente, o debate nos EUA foi ocupado por alegações de que a Rússia teria interferido, por meio da internet, no resultado das eleições norte-americanas. Isso teria ocorrido tanto por meio da invasão de computadores do Partido Democrata (com subsequente vazamento de dados) quanto através de outras formas manipulação da opinião pública pela rede. Em síntese, nenhum país mais pode desprezar o tema da cibersegurança, como faz o Brasil. Tratar dele é requisito para assegurar um mínimo de soberania no território digital. Apesar de o país ter esforços importantes nesse campo realizados pelas Forças Armadas, na administração pública esse é um tema inexistente. É comum ver membros do alto escalão de todos os poderes usando e-mails pessoais. Precisamos parar de passar vergonha nessa área. É essencial a criação de um marco mínimo que trate de cibersegurança na administração pública. Está aí uma boa instrução para ser escrita em vermelho com letras maiúsculas.
JÁ ERA Cibersegurança e política em campos distintos
JÁ É Cibersegurança tornando-se um dos principais temas políticos do mundo contemporâneo
JÁ VEM Vulnerabilidade cada vez maior do Brasil a ataques digitais internos e externos (POR RONALDO LEMOS)

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